Power Point – Se for fazer, faça direito.
Foi publicado um estudo que critica a forma tradicional e, na minha opinião, incoerente das apresentações em softwares como o Power Point. Ele aponta que o cérebro humano processa e armazena informações na forma verbal e escrita, mas não a mesma coisa das duas formas e ao mesmo tempo. Como os mais antigos nos diziam, é chover no molhado.
Por isso, as apresentações onde o apresentador é apenas um orador que lê as informações da tela não são nem um pouco eficientes. O apresentador precisa estar inteirado sobre o assunto e falar a respeito dele, apresentando gráficos, exemplos e outras coisas, não simplesmente o próprio texto como uma legenda sem função e no mesmo idioma. Repetir o que está escrito reduz a capacidade de entender o que é apresentado.
Fico feliz com a notícia. Pois sou um barbudo mal-vestido que cria as campanhas e vê pessoas bonitas apresentá-las sem ter a menor idéia do que estão fazendo-falando. Assim, os apresentadores, além de fazerem a barba, terão que saber do que estão falando. É uma evolução para o atendimento. Sei que não posso generalizar esse conceito de atendimento, pois trabalhei com muitos que realmente eram publicitários com paixão tão ou mais criativos e envolvidos do que a própria criação. Mas como regra tem sua exceção, também conheci atendimentos que nem sequer fazem sua própria apresentação, pois estavam ocupados sendo bonitos.
Ah, e fica aqui a dica para os freelas também. Abraços a todos e boas apresentações.
Research points the finger at PowerPoint
http://www.smh.com.au/articles/2007/04/03/1175366240499.html
maio 23rd, 2007 as 5:05 pm
Vamos falar a verdade: PowerPoint nada mais é que a envolução do retroprojetor. Tem que saber falar mesmo, conhecer o assunto, a proposta, não adianta. Aí volta aquele tópico sobre postura e comportamento na hora de trabalhar, “JURO QUE SOU MAIS QUE ISSO.” (http://ccvp.com.br/?p=17), postado dia 29 de março.
Abraços.
maio 24th, 2007 as 3:07 am
Concordo que só lê não adianta. Fica muito chata a apresentação. Porém, vai do jogo de cintura do apresentador. Vai da pessoa complementar o que está escrito, já que muitas vezes, não há como fugir do velho e bom Power Point. (genericamente falando)
Já vi apresentações do tipo “one men show” que o apresentador usava só fotos. Piadas e coisa do gênero. Muito comum em congresso e palestras. Agora para as velhas reuniões de trabalho, fatos e números ajundam, principalmente quando o cara do outro lado é de exatas. Eles adoram!