CCVP, Clube de criação do Vale do Paraíba

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Postado por Ale Santos, às 4:22, em Evento.

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23 mar

Para Evelin

Postado por Gustavo, às 1:29, em artigos.

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Hoje não tem crônico. Criativo eu tentarei ser. Quando a emoção fala alto, as firulas publicitárias não rolam. Para quem ainda não recebeu a notícia, a profa. Evelin faleceu nesta segunda, dia 22.

Se tivesse que fazer um texto para falar da Evelin, não seria um texto, seria uma logomarca. Opa, logomarca não… uma marca, composta de símbolo e logotipo, aí sim, seria mais a cara da Evê. De preferência com Zapf Humnst BT, sua favorita. Pois é, comecei a aprender as serifas dessa vida de publicitário com ela. Só ela sabia falar ‘BOLD’ com um tempero só dela. Letras, tipos, papéis, sangrados, que me fizeram seguir seu exemplo e me tornar um papa-tralhas de folders, folhetos, postais e tudo mais que tivesse passado um dia por uma gráfica.

Foram 12 anos de aprendizado e amizade que tivemos juntos. Conheci a Evelin logo no meu primeiro ano, quando eu era representante de sala e ela coordenadora do curso de PP na Unitau. Como minha sala sempre tinha alguma reivindicação, passei a freqüentar sua sala e sempre me recebia com atenção. Não é à toa que convenceu logo aquele calouro a participar de seu primeiro FestUP e do almoço no La Villette. No segundo ano, me convenceu a fazer a prova para a Agência de Comunicação Integrada da Unitau.Eu tinha dúvidas se deveria prestar a prova porque trabalhava e fui conversar com ela: “Faz Gu, Faz.” Lá fui eu. E passei, por isso comecei minha carreira na área. Foi nessa época que passamos a conviver mais, trocar idéias. Foi nessa época que fiquei apaixonado pelos livros de design, um verdadeiro vício da Evelin do qual também me tornei adepto. Só no terceiro ano é que fui seu aluno na sala de aula, oficialmente. Até ali, só extra-oficial. Mas não dava pra esconder do resto da turma e chamar a Evê de ‘professora’, não dava. Ela também escorregava uns ‘Gu’ entremeados nas explicações. Quando entrei na Publicarte, ela fez um discurso em frente à sala, falando de mim, morri de vergonha. Foi aí que cheguei ao quarto ano, um capítulo à parte.

Evelin foi minha orientadora de TCC: “Programação Visual para a cidade de Taubaté: Um novo milênio começa com identidade.” Foi um ano sem igual. Havia momentos de amor e ódio. Eu a chamava de ‘desorientadora’, porque quando chegava a uma orientação, saía mais perdido do que quando entrava. Isso acontecia porque a minha ficha só caía mais tarde porque ela antevia o que estava pela frente. Quando me formei, ela passou a ser a minha ‘eterna desorientadora’, chegava à casa dela ou ao departamento para conversar e a chamava assim, com carinho. Ela acompanhou cada passo meu, e até semanas atrás, eu a ligava sempre que tinha alguma dúvida no meu caminho. Lá estava ela, pronta para me ‘desorientar’ de novo. Até do júri para o nome Arriba! ela participou: “Gu, tem cara de nome de agência, fica com esse.” Nós nos tornamos amigos nestes anos de nos ligarmos, de freqüentar a casa, de ir no aniversário, de ir no Natal…. quando me tornei professor da Fatea, logo na disciplina de Produção Gráfica, sua especialidade, Evê me deu todo seu material de aula preparado. Isso mesmo, me deu. Acrescentei, mexi, coloquei meu jeitão ali e devolvi tudo pra ela depois de um ano, com o que havia acrescentado e com o feedback do que havia dado certo. Se você foi meu aluno e curtiu as aulas de Prod. Gráfica, tem bastante culpa da Evelin.

Seus problemas de coluna a afastariam por vezes do Departamento de Comunicação da Unitau. Mas isso não impedia a Evê. Quem a conheceu de perto viu de perto sua devoção pela mãe, já idosa, que faleceu no ano passado, e pelo Departamento de Comunicação Social. Num de nossos últimos encontros, ela me disse que sua vida era ali. Seus ‘filhos’ _eve2eram seus alunos. Disse ainda que estava concretizando um de seus sonhos ao ver um discípulo seu palestrando na Semana da Comunicação e que havia mais um que por outras circunstâncias não havia se concretizado. A mim só resta imaginar qual seria. Seu legado fica em forma de todos nós que aprendemos com ela. Fica em forma de professoras Renata e Karina.Fica em forma de seus amigos inseparáveis, Zé Maria, Valdemar, Raul, Josué. Fica em forma de cada trabalho feito com design e criatividade. Fica em forma de sua família, que era sua paixão (a foto é dela com os sobrinhos). Fica num pedacinho meu também, porque tem muito da Evê na minha carreira e em mim. É difícil não nos lembrarmos de uma pessoa todos os dias porque fazemos todos os dias aquilo que ela nos ensinou. E eu me lembrarei, como sempre, de você todos os dias. Espero ser sempre motivo de orgulho seu, onde você estiver.

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Postado por Gustavo, às 7:49, em Criativo Crônico.

Ao pensar num tema para a coluna dessa semana, tentei fugir, mas não tive muita alternativa senão falar do assunto que movimenta o mercado nos últimos dias, o Prêmio Profissionais do Vale do Paraíba. As maiores influências para o nosso prêmio regional são, com certeza, o Contribuição Profissional da APP ou mesmo o Prêmio Caboré, criado pelo jornal Meio& Mensagem em 1980. O foco do Caboré é prestigiar profissionais e empresas que contribuem para o mercado como um todo, algo bastante semelhante à proposta do prêmio criado pela Unitau. Para dizer a verdade, não imaginava que o mercado pudesse estar tão carente de uma premiação, pois a receptividade e o resultado até aqui de mídia espontânea e de participação na votação me parecem bastante expressivos.
_isaPara conquistar um Caboré, vemos páginas de anúncios pedindo votos aos assinantes de M&M e investimentos cada ano mais pesados como já vi em 2009. Na categoria Planejamento, Isabelle Perelmuter, da Fischer+Fala, fez uma ação em que cada assinante de M&M está recebendo uma mala direta com postagem registrada, envelope personalizado e um pequeno presente dentro. Um card com um pendrive de 2GB. Dentro dele, um arquivo de vídeo com o meu nome. Uau, vou clicar. Logo no começo ela me diz: “Oi Gustavo.” E o restante do vídeo explica como um profissional de planejamento precisa conhecer o consumidor no detalhe, até mesmo pelo nome. Como não votar em Isa agora?
Já o Effie Awards me parece o prêmio que mais tem a ver com o propósito da propaganda, uma vez que ‘consagra as grandes idéias que dão origem a estratégias de marketing e comunicação que alcançam resultados reais e tangíveis.’ Até mesmo porque quando vemos um resultado de Cannes, por exemplo, nem sempre conhecemos as peças de antemão. Várias delas acabamos vendo pela primeira vez quando chegam ao shortlist ou são vencedoras. No Effie, a maioria delas dispensa apresentações. Caminhões Sob Medida de Volkswagen, Deu a Louca no Biro-Biro de Coca-Cola, As Ovelhas de Naldecon, a Nota Fiscal Paulista, os Bichos de Ford, e o Bem-vindo ao clube de Nextel são todos cases conhecidos e reconhecidos por nós.

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Ok, tudo bem, resultados são importantes e devem ser nosso foco, é claro. Mas como diria Arnaldo Antunes, ainda nos Titãs, ‘A gente não quer só comida, A gente quer comida, diversão e arte… A gente não quer só dinheiro, A gente quer dinheiro e felicidade.’ Por isso, é claro que todos os 98 finalistas do ‘Profissionais do Vale do Paraíba’ desejam estar entre os 30 vencedores, sem dúvida alguma. Tenho a honra de ter sido indicado na categoria ‘Diretor de Arte’ junto da Bia Breves (Vergê) e do Lucas Rodrigues (Tríadaz). Independentemente do resultado da premiação, seu verdadeiro resultado até aqui foi conseguir movimentar o mercado regional. Neste mês temos também a terceira edição do topvale, prêmio promovido pelo valeparaibano em que as melhores marcas são apontadas pelo público em pesquisa de opinião pública. Estas são maneiras claras de colocar em prática o que comentava outro dia pelo twitter com o Matheus Nerosky, a necessidade de termos localmente no Vale premiações que possam valorizar o trabalho feito aqui, em que não seja necessário um deslocamento muito grande, em que se tenham chances reais, critério e que o maior beneficiado seja o próprio mercado.

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Postado por Matheus Nerosky, às 11:03, em Evento, Vale.

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