Tríadaz escreve sobre Glauco
Todos ficamos atônitos pela perda irreparável para as tiras em quadrinhos do Brasil. Glauco Villas Boas se foi. Mas ele deixa um legado de fãs que buscam inspiração no seu trabalho para criar desenhos com traços soltos, cuja mensagem direta atinge corações e mentes de seus leitores. Sensibilizada, a Tríadaz Propaganda e Marketing pediu que seu ilustrador Rogério Ucra – que desde a adolescência admira o trabalho de Glauco e bebe na fonte de sua arte – escrevesse um artigo sobre o tema. O resultado você lê no artigo publicado no jornal Valeparaibano, em 16 de março, intitulado “A herança de Glauco”.
Geraldão está órfão. E com ele, uma legião de ilustradores, cartunistas e admiradores de Glauco Villas Boas também se sente em desamparo. Não é exagero afirmar que o humor nacional está de luto. Com estilo singular, Glauco fazia um retrato da sociedade brasileira, muitas vezes, escondida envolta de clichês, purismos surreais e visões fantasiosas da verdade. A forma de ele enxergar e colocar o social nas tiras de quadrinhos é insubstituível.
Seus personagens nos mostram a realidade que não se esconde embaixo do tapete –a faxina tem que ser completa! Ele apresenta com seu Geraldão o consumismo exacerbado de um adulto infantilizado, acomodado e apático. Quantas vezes agimos como se Geraldão fôssemos? Dona Marta virou símbolo da mulher reprimida que encontra na degradação moral consolo para seus anseios mais íntimos. Já o Casal Neuras espelha os contratempos modernos vividos entre homem e mulher em plena revolução sexual, onde os papéis se confundem. Quem manda na casa, afinal?
Leia o restante do artigo no site oficial do Vale Paraibano.









