Segundo ano de faculdade, após um breve estágio numa agência, eu havia decidido que seria redator. Eu estava trabalhando numa locadora de vídeo de dia e fazendo faculdade de Publicidade e Propaganda à noite. Foi quando na Semana da Comunicação da faculdade surgiu uma oportunidade de mostrar meu potencial criativo.
Estavam abertas as inscrições para um concurso de slogan. O cliente, um curso de inglês. O prêmio, um curso de inglês. Me dediquei, fiz inscrição, escrevi vários slogans, mostrei pra amigos e parentes e enviei o escolhido. Eu estava realmente confiante.
No dia da divulgação do vencedor, um amigo decidiu apostar comigo umas cervejas. Depois de alguma espera, sobe ao palco do auditório a mulher que anunciaria o vencedor. Ela fez um discurso bacana e de repente começou a falar inglês. Eu não entendia quase nada. Foi então, que no meio de um monte de palavras desconhecidas eu ouvi um sonoro Luiz Henrique. Era eu mesmo. Ganhei o concurso de slogans e as cervejas, nada poderia estragar aquela noite.
Fui em direção ao palco sob os gritos dos amigos na platéia. Subi no palco e olhei o auditório, estava lotado. Algumas fotos, pego o envelope das mãos da mulher que anunciou meu nome. Ela me direcionou pro microfone. Todos estavam em silêncio, esperando a minha vez de falar. Abro o envelope e começo a ler com os olhos. Meu nome estava lá, bem no topo. Continuei lendo e não vi meu slogan. Comecei a gelar.
No meio do envelope havia uma frase, pra mim estranha, que parecia um slogan. Mas eu jamais havia escrito aquilo. A mulher olha pra mim e diz: “pode ler o seu slogan”. Meu slogan? Mas onde ele está? Pensei comigo. Agora eu estava frio como uma pedra de gelo. Minha boca não me respondia. A mulher insistiu: “pode ler o seu slogan”. Se não fosse o pânico, seria fácil dizer: “mas este não é o meu”. Logo eu, que falava pelos cotovelos, não conseguia falar uma simples frase.
Meio impaciente, ela faz uma piada: “ele deve estar precisando de óculos”. Todos riram, agora, nem meu pescoço mexia mais. Os oradores do evento, amigos de faculdade, se propuseram a ler pra mim, perguntaram se eu precisava de ajuda. Mas eu não conseguia falar nem que sim, nem que não. Não conseguia nem mexer a cabeça direito.
Só quando o público ficou em silêncio pela segunda vez e a mulher perdeu a paciência de vez e soltou um: “lê logo o seu slogan”, que eu consegui falar algo. Respirei e li o slogan. Não sabia de onde ele tinha vindo, mas percebi que só o lendo eu poderia sair dali, foi o que fiz. Enquato todos aplaudiam, eu sai rapidinho dali. Recebia os parabéns dos amigos e continuava andando. Chamei meu amigo da aposta e falei: “preciso de uma cerveja”.
No bar, na esquina da faculdade, enquanto eu explicava pro meu amigo que aquele slogan não era meu, chegaram novas notícias. Enquanto eu corria, o dono do slogan, que estava no meio da platéia, protestou para esclarecer a confusão. Fiquei sabendo que o meu slogan e o dele haviam sido escolhidos como finalistas e foram encaminhados para o cliente. Pelo jeito, misturaram tudo, escolheram o meu nome e o slogan dele. Mas no fim, tudo acabou bem, o cliente e a faculdade resolveram premiar os dois.
Hoje, todos que ouvem essa história me perguntam: “mas porque você não falou que não era o seu slogan?” ou então, sugerem com outras mil soluções imagináveis. Até hoje não sei porque fiquei mudo. Mas uma lição que aprendi pro resto da vida é que, em situações como essa, a gente só sabe o que vai fazer, quando se está ali, sentindo na pele. Aprendi que é muito mais fácil falar depois, do que agir na hora. E aprendi também que a cada premiação, ganhando ou perdendo, a gente sai mais forte.
O Depto. de Comunicação Social realizou de 13 a 18/10 o Terceiro Desafio Integração, que apresenta como proposta básica o desenvolvimento de uma campanha integrada de comunicação. Após etapa classificatória em que 26 equipes compostas por alunos das quatro habilitações - jornalismo, relações públicas, publicidade e propaganda e webdesign - foram julgados por bancas de professores, ocorreu o encerramento no sábado (18/10). A finalíssima foi recheada de ansiedade e expectativa e, após a divulgação das notas, houve uma explosão de alegria. Os grupos ‘Guarani’ (1º lugar), ‘Amanari’ (2º lugar), ‘Poseidon 1’ (3º lugar) e ‘Kaizzen’ (4º lugar) mostraram que a união entre as áreas de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Webdesign é fundamental para o desenvolvimento de ações de comunicação.
Focados no tema ‘Água e Sustentabilidade’, as equipes desenvolveram propostas de projetos que visavam atingir desde crianças, de 4 a 14 anos de idade, a donas de casa e pessoas envolvidas com o cultivo de arroz. A relações públicas, Andréia Monteiro, a jornalista Maura Lídia, o publicitário Lucas Rodrigues e o webdesign Eduardo Costa, foram os profissionais da região responsáveis pelo julgamento dos concorrentes. Mercado publicitário e de comunicação do Vale: fiquem de olho nos talentos que se revelam no Desafio Integração!
Agências de publicidade e de comunicação de todo o Brasil podem concorrer ao 3º Prêmio Brasil Meio Ambiente. As inscrições vão até 31 de outubro para as 12 categorias previstas, entre elas “Ação de Comunicação Social em Meio Ambiente” e “Campanha Publicitária sobre Meio Ambiente“.
Os critérios de avaliação das campanhas, peças e projetos envolvem o cumprimento dos objetivos, seu grau de inovação, a abrangência, a criatividade nas soluções apresentadas e a sustentabilidade do projeto.
Acesse o regulamento ou contate a secretaria executiva para mais informações: (21) 2563-4322 / premiobrasilmeioambiente2008@firjan.org.br.
11 out
Com o site do OFD - Oscar Fashion Days, já postado aqui no CCVP, a Phocus Interact foi selecionada pelo Júri Técnico como uma das agências finalistas do Prêmio Peixe Grande 2008, um dos mais importantes prêmios da Intenet brasileita, promovido anualmente pela Arteccom e pela revista Web Design.
Além do Júri Técnico, o site também está concorrendo na categoria Júri Popular, com votação aberta a todos.
Para votar na Phocus Interact e no site da OFD, basta clicar aqui.
A Phocus Interact é finalista do Peixe Grande pelo terceiro ano consecutivo, tendo ganhado o tão cobiçado prêmio em 2006.



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Josué Brazil
É bom ver o CCVP de volta a ativa!!!Michelli
cadê?André Leone
Gostaria muito de um desafio. Como não atuo ainda 24hs do meu dia trabalhando, acaba sobrando um tempinho para freelances. Grato pela atençãomarushio
A Globo pelo jeito gostou da ação criada pela Molotov. http://globoesporte.globo.com/lutas/noticia/2012/01/ring-girls-brasileiras-chamam-atencao-eMarcosTeles
Caros, Gostei muito do logo. simples e direto

