Sempre vejo aqui a discussão sobre cópias e plágios. Parace que se criou um lugar comum de ficar apontando cópias, onde esquecemos de contexto e público. Segundo alguns filósofos, uma obra só existe quando se depara com seu público. Como você chama aqueles anúncios que criou e não foram pro ar, ficaram apenas na sua pasta? Fantasma, não é? Então, acho interessante discutir o assunto.
Particularmente estou desenvolvendo um estudo sobre o caso, mas gostaria de ver a reação de outros criativos sobre o assunto. Pra começar a discussão acho interessante a leitura do Artigo de Walter Benjamim: A obra de arte na era da reprodutibilidade técnica. Veja abaixo um resumo do Wikipedia e baixe aqui o PDF do artigo na íntegra.
“A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica, ensaio originalmente publicado em Francês na revista do Instituto de Investigação Social Zeitschrift für Sozialforschung, em 1936, quando o autor se encontrava refugiado em Paris devido à perseguição dos judeus alemães pelo regime nazista. É o mais conhecido e citado ensaio de Walter Benjamin, que neste texto discute as novas potencialidades artísticas — essencialmente numa dimensão política — decorrentes da reprodutibilidade técnica. Em épocas anteriores a experiência da obra de arte era condicionada pela sua aura, isto é, pela distância e reverência que cada obra de arte, na medida em que é única, impõe ao observador. Primeiro — nas sociedades tradicionais ou pré-modernas — pelo modo como vinha associada ao ritual ou à experiência religiosa; depois — com o advento da sociedade moderna burguesa — pelo seu valor de distinção social, contribuindo para colocar num plano à parte aqueles que podem aceder à obra «autêntica». O aparecimento e desenvolvimento de formas de arte (começando pela fotografia) em que deixa de fazer sentido distinguir entre original e cópia traduz-se no fim dessa «aura», o que liberta a arte para novas possibilidades, tornando o seu acesso mais democrático e permitindo que esta contribua para uma «politização da estética» que contrarie a «estetização da política» típica dos movimentos fascistas e totalitários dominantes no momento em que Benjamin escreve esse ensaio.
É notória a distância entre o pensamento de Walter Benjamin e outros pensadores da Escola de Frankfurt como Theodor Adorno e Max Horkheimer no tocante à visão da reprodução técnica. A sua visão implica ver na reprodução técnica uma possibilidade de democratização estética, desde que elas conservem as características daquilo que, até então, chamaríamos de original. Isso fica claro quando ele toma por exemplo as fotos que podem ser feitas através de um mesmo negativo. Na verdade, quem poderia distinguir a primeira foto feita a partir de um negativo de uma segunda? Adorno e Horkheimer analisam que toda reprodução contribui para a perda de identidade da originalidade e está à disposição de uma elite que manipula aqueles que não possuem acesso aos originais, através de cópias feitas em série, conferindo a todas as cópias uma característica mercadológica, portanto, massificante. Ao contrário disso, Benjamin acredita que isso gera, desde que observadas as técnicas, uma politização capaz de moldar o senso crítico daquele que observa.”
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Rufem os tambores. Mas primeiro gostaria de esclarecer que além do juri original, o pessoal do CCVP, o pessoal da criação daqui da Saviezza também votou. Só pra aumentar a competitividade. Então vamos lá, o GRANDE VENCEDOR DA PROMOÇÃO TEIA DO CCVP É… (sobe som dos tambores) … Fábio Máximo (cornetas). Ele levou mais um DVD. Não teve marmelada, o short list tá aí pra confirmar. A disputa foi acirrada. Parabéns ao Fábio Máximo novamente. Mande o endereço pro info@ccvp.com.br e depois vai ter que mandar uma foto com os DVDs pra gente publicar aqui.
Pessoal, estou pensando em novos concursos, frases nos comentários, sei lá, aceito sugestões. Ah, muito obrigado a todos que participaram.
Vencedor do Teia do CCVP - Fábio Máximo
SHORTLIST
Carlos Eduardo
Robson Cavalcante
Marushio
Douglas Lazarini - minha preferida, mas não ganhou, parabéns.
Mais uma do Fábio Máximo
21 jul
O site Abduzeedo tem muitas referências ótimas de Design. Estes posters são algumas delas. Além deles dá para encontrar uns tutoriais de photoshop muito loucos.

Na última ida à minha cidade natal, fui fazer uma visita à velhinha de Taubaté. Ela é uma personagem célebre de Luís Fernando Verissimo, criada ironizando sempre a questão de que o povo acredita em tudo. Presidentes e grandes nomes da política ‘ligavam’ ou ‘tomavam café’ para se explicarem à inocente senhora sobre o que estava acontecendo no país. Depois dessa larga experiência de já ter ouvido nossos líderes ao longo de décadas, resolvi bater um papo com minha querida e idosa conterrânea. A partir do momento em que vejo as notícias de Sarney, pesquisas sobre o impacto popular de tudo o que a Dilma faz e a nossa própria cidade envolta num processo de cassação de seu prefeito, resolvi refletir junto a ela sobre o papel que temos como publicitários e até onde contribuímos à Sociedade.

No primeiro cafezinho, comentei que é muito positivo ver marcas como Natura e Banco Real, que despertam nossa admiração pelo excelente posicionamento como empresas responsáveis. A velhinha foi correndo pegar a bolsa e me mostrar o talão de cheque em papel reciclado. Aí resolvi levantar que por mais que os valores dessas empresas estejam alinhados a conceitos sociais autênticos, não podemos ser ingênuos de acreditar que o uso de materiais recicláveis ou a adoção de um selo social não prevê algum tipo de retorno de imagem. Mas ela achava tão bonito uma empresa fazer responsabilidade social… E é mesmo, mas é aí que está a diferença, fazer responsabilidade social e usar isso como diferencial tem outro nome: marketing social. A velhinha de Taubaté poderia até continuar a acreditar, mas a gente não pode.

foto de Gustavo da Alexandria cedida pelo V CINCOM - CENPRO FGV
Foi ao pensar nessas marcas que continuei meu papo contando de que, no ano passado, vi uma palestra de Gustavo Leão, diretor de uma empresa de branding chamada Alexandria. A velha senhora falou que o nome dele era lindo. Disse que eu era suspeito para dar opiniões e confessei que nunca vi uma apresentação tão poderosa de uma pessoa apenas falando. Sem Powerpoint, sem videozinhos, ele falou sobre o conceito de ‘marcas generosas’. O que é isso? Eu expliquei a ela que tinha ouvido que “marcas mesquinhas, em tudo o que dizem ou fazem, visam apenas a si próprias. Marcas generosas buscam mais do que os seus próprios interesses. Elas escolhem o papel que é seu na construção de um futuro melhor, e para isso empenham a sua competência. Buscam dar voz a valores perenes, e não apenas a interesses momentâneos, são líderes que mostram caminhos, mestres que educam, exemplos que inspiram”. A velhinha se emocionou, só que me preocupei porque isso não se tratava de mais uma lorota de político que queria passar a perna nela, mas que essa era a mais pura verdade e aprendi que valores e ideais serão cada vez mais um fator crucial na escolha do consumidor. Cada rótulo, embalagem, ou folheto de um produto é um manifesto. Diante dos problemas que afligem o planeta e a humanidade, o consumidor se pergunta: ‘O que pensa, diz e busca esta marca? Com o que ela se preocupa?’ Foi aí que ouvi dela a voz da sabedoria: ‘Quando será que algumas marcas vão entender que repetir “somos o melhor, o número um” apequena quem é grande?’
Saí de lá desconcertado, inquieto, pensando que não podemos agir apenas pensando em “o que eu ganho com isso?” Ouvi de um grande amigo, que preciso apresentar à velhinha, de que nem tudo se expressa em Reais (R$). O que podemos fazer dentro de nossa profissão que pode realmente mudar o mundo? Como seres humanos, podemos fazer de tudo, ajudar pessoas doentes, distribuir sopa, sei lá, mas falo de nossa área realmente, de que maneira podemos usar nossos talentos para fazer o bem? Que você, leitor, me perdoe pelo momento filosófico, mas somos capazes de contribuir, como publicitários, com a sociedade e com as pessoas autenticamente sem esperar nada em troca?
Recebi por e-mail do meu amigo Thiago Gil o link da revista Contém Glúten. Não sei bem por onde ele anda. Desde o início da carreira ele já se mostrava um puta designer. Gostei bastante do projeto, ele é um dos responsáveis, tem outros nomes e muitos colaboradores. São páginas e páginas de trabalhos duka e ótimas referência de design. Na minha opinião, só faltou poder fazer o download. Vendo a foto acima é impossível um redator não fazer o trocadilho com o nome da revista Contém Glúteos.
Clique na capa para ver a revista.



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Michelli
cadê?André Leone
Gostaria muito de um desafio. Como não atuo ainda 24hs do meu dia trabalhando, acaba sobrando um tempinho para freelances. Grato pela atençãomarushio
A Globo pelo jeito gostou da ação criada pela Molotov. http://globoesporte.globo.com/lutas/noticia/2012/01/ring-girls-brasileiras-chamam-atencao-eMarcosTeles
Caros, Gostei muito do logo. simples e diretoCristiano Braga
Conteúdo de excelente qualidade para que quer sentir-se em plena Riviera Francesa sem sair da cadeira.

