CCVP, Clube de criação do Vale do Paraíba

Postado por Gustavo, às 6:00, em Criativo Crônico.

burn_after_readingProvavelmente você já recebeu um briefing que levava o nada a lugar algum. Um procedimento, que deveria orientar, desorienta. Se você conhece os irmãos Coen sabe que suas obras cinematográficas têm, se não os dois, pelo menos um pé no absurdo. O último filme deles é “Queime Depois de Ler”. Nele, uma mala de documentos de um ex-agente da CIA cai em mãos de pessoas comuns definitivamente ’sem noção’. Não vou contar o filme inteiro, mas é muito absurdo, absurdo mesmo. Chega a um ponto no filme em que um personagem, que é o chefe da CIA, tem o seguinte diálogo junto a seu subordinado (você vai entender aonde quero chegar):

jksimmonsSuperior da CIA: O que aprendemos?
Oficial da CIA: Eu não sei, senhor.
Superior da CIA: Eu não também não sei que cagada é essa que fizemos. Acredito que tenhamos aprendido a não fazer isso de novo.
Oficial da CIA:  Sim, senhor.
Superior da CIA: Eu tô fodido se eu conseguir descobrir o que fizemos.
Oficial da CIA: Sim, senhor, é difícil dizer isso.
Superior da CIA: Deus me proteja!

Com este diálogo nonsense total, fico pensando às vezes o que se passa na cabeça de quem formula um briefing vazio. Parece que não existe um filtro para se saber o que se está fazendo. E ainda isso se repete. Já recebi pedido para logo de Clínica Odontológica que dizia somente: “Fazer logo para Clínica Odontológica do Dr. Fulano”. Mas ele é orto? Faz estética? Prótese? Clínica geral? Odontopediatria? O quê???? Dr. Fulano deve ser especialista em alguma coisa. Quando leio que um objetivo de uma peça é “Avisar os clientes que tal coisa vai acontecer”, “Divulgar a loja”, ou ainda “Trazer mais clientes”, dá vontade de rir ou de matar, depende do dia. Primeiro de tudo, avisar ou divulgar é básico. O tempo da propaganda informativa acabou muito tempo antes de qualquer um de nós nascermos, afinal, ela existe para convencer pessoas. Se não trago mais clientes, não fiz meu trabalho como deveria, isso é uma condição. Se um plantão de vendas está vazio, o telefone não toca, gente não entra, produto encalha, eu preciso me mexer, fazer alguma coisa, não?

A primeira pergunta que faço para o atendimento quando termino de ler briefing nonsense é “por que eu sairia de casa para comprar isso? O que leva um consumidor a se dar o trabalho de fazer isso?”. Enquanto a segunda é: “o que isso tem de diferente dos outros? Pra se fazer o igual, já tenho o outro que conheço, pra que vou mudar?”. Tem, é claro, o público-alvo: “Todo mundo”. Todo mundo não dá, né? Qualquer negócio sabe muito bem para quem quer vender ou quem realmente pode comprar. Cabe a você, criativo, receber e avaliar, tomar cuidado e filtrar pedidos para que programas de fidelidade estimulem compradores ao invés de desencorajarem o cliente a voltar, perceber quando se incentiva um consumidor a desrespeitar a lei, ou ainda, cuidar para que a ação descrita ali não esteja realmente equivocada e traga um efeito contrário à imagem da empresa.

Imagine um pedido de job que pedisse para o cliente não comprar, pois é, eu já vi esse e perguntei:  “Ora, clientes não deveriam comprar? Saio de casa, paro o carro, desço, vejo a vitrine, vou embora e não levo nada?”. É claro que você não precisa ser grosso, tem que ser diplomático e fazer com que a pessoa perceba. Senão é você quem passa por chato e aí vai ser obrigado a fazer um negócio errado, a contragosto, por falta de habilidade para contornar uma situação que ninguém viu ainda. Evite ser rotulado que Criativo é que vê problema em tudo. Não prego a Guerra dentro da agência, acredito que isso pode ser resolvido numa boa, mas estou tão errado assim, ou o atendimento já deveria ter percebido essas coisas e se posicionado junto ao cliente, ou ao chefe imediato, com educação, polidez e clareza, antes de passar adiante a batata, induzir ao erro, e colocar o seu na reta de bobeira?

Costumo dizer que quando se tem um bom briefing nas mãos e um criativo disposto a ler e compreender aquilo, não se erra. Criação bem direcionada não erra. É muito difícil ouvir depois: “Não era nada disso”. Aqui já falamos em “Piores Briefings do Mundo”, mas esse é um assunto com o qual fico me questionando se é uma constante de nossa profissão, geral em qualquer lugar, ou de nosso mercado específico. Se é uma questão de preparação para a profissão diferente entre criativo e atendimento. Ou ainda se é preguiça de pensar, medo do chefe, falta de humildade para pedir ajuda ou dizer que não sabe, ou ainda se um bom briefing vem de quem tem olhos para compreender o que o negócio em si precisa, ou seja, um talento nato. Juro que eu não sei. Alguém precisava me brifar isso.

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Postado por Luiz Carioca, às 9:22, em livros.

Inspirações cinematográficas.
O Cinema como referência para a criação dos comerciais de tevê.

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Um livro que aborda as intersecções artísticas e comunicativas do cinema e da publicidade, e as inúmeras novas leituras e significados das suas relações intertextuais decorrentes. Cinema, publicidade, interfaces (Maxi Editora, 2009), de Rogério Covaleski, professor e publicitário paranaense, propõe-se a um diálogo teórico, devidamente corroborado pela opinião de quem atua no mercado profissional e no ambiente acadêmico. Confronta técnicas e métodos da criação publicitária e elenca embasamentos científicos e processos empíricos do labor criativo para apontar, dentre outras interfaces, como surgem os intertextos do cinema e da publicidade, sobretudo na criação e produção de comerciais de tevê.

A publicidade brasileira figura entre as mais criativas do mundo, tendo conquistado reconhecimento e prêmios internacionais; contudo, é pouco pesquisada e menos, ainda, teorizada. O livro procura colaborar na construção de referenciais teóricos acerca do tema, formando um conjunto de dados e informações que sirvam como base de pesquisa e estimular o aprofundamento em estudos interdisciplinares da Comunicação Social, em especial na área publicitária. Cinema, publicidade, interfaces pretende ser uma fonte de consulta recorrente para estudantes, professores e profissionais, dos segmentos publicitário, cinematográfico e linguístico.

O prefácio da obra é assinado pelo publicitário e escritor Lula Vieira, consagrado como um dos principais profissionais e oradores da publicidade brasileira, que afirma sobre o livro: “aborda temas afins como elementos do discurso cinematográfico, noções de estética e montagem, até chegar às relações intertextuais entre cinema e publicidade televisual. Mas, mesmo à guisa de introdução, como simples explanação sobre as bases que sustentam as suas conclusões, é um dos mais didáticos e ilustrativos textos sobre linguagem cinematográfica que já li”.

A obra referencia mais de uma centena de exemplos de intertextualidade, é ilustrada com 174 imagens e contém as fichas técnicas dos 272 filmes citados no texto. Enfim, um livro para quem estuda, ensina, trabalha ou se diverte com cinema e publicidade.

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Postado por Luiz Carioca, às 2:09, em branding.

É, parece que a história estava meio mal contada, várias alterações de logo por parte da Pepsi e nenhuma da Coca-cola… Ok. Mas o blog Brand New fez uma versão revisada da talelinha e mostra que não foi bem assim. Pelo menos ainda assim vimos o quanto a Coca-Cola alterou menos o logo em comparação à concorrente. Clique na imagem abaixo para ampliar.

coke_pepsi_chart_revised

* dica enviada por Fábio Máximo.

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Postado por Luiz Carioca, às 9:23, em Emprego, Estágio.

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Postado por Gustavo, às 6:00, em Criativo Crônico.

_twitter

_lenine“Se você quer me seguir, não é seguro. Você não quer me trancar num quarto escuro. Às vezes parece até que a gente deu um nó. Hoje eu quero sair só.” Eu tava ouvindo essa música e acabei fazendo um paralelo entre ela e o twitter. De que seguir alguém nem sempre é seguro, do quanto às vezes queremos estar sós e nossa vida acaba exposta no mundo digital, do quarto escuro em que podemos entrar enquanto a visão do que somos for definida apenas pelas informações publicadas e dos nós que isso pode gerar. Filosofias à parte, um pouco a contragosto, fiz meu perfil no twitter essa semana. Apesar de conhecer o poder das ferramentas digitais, sou meio avesso, pessoalmente, às mídias sociais. Tenho meu perfil no Orkut há uns 5 anos e enfrentei problemas por causa dele. Já tive briga com namorada, gente fazendo intriga, gente bisbilhotando, gente que não descobria nada de mim e resolveu acompanhar os passos dos meus amigos para tentar saber coisas da minha vida(!?). Veja o que o tempo ocioso e disponível é capaz de fazer com o voyeurismo do ser humano. Por outro lado, muita gente bacana que está longe mantém contato comigo por ali, por isso nunca resolvi acabar com o perfil, como muitos acabam fazendo. Confesso que o perfil do Orkut anda meio empoeirado, precisando_orkut de um trato, porque acabo passando ali de vez em quando para checar um scrap. O MSN então, mais abandonado ainda, nem entro, pois não consigo dar atenção para todo mundo. Ou vc consegue ficar tc com 4 ou mais janelas ao mesmo tempo? Bloquear é sacanagem, então não entro. Já fui até chamado de homem do século XX por causa disso.

Mas o que era uma tendência, restrita a um pequeno grupo, hoje virou mainstream. Twitter não é mais coisa de nerd ou de gente hype, mas de pessoas como Mano Menezes, José Serra, e o presidente do Palmeiras, o Belluzzo. Gente que eu seria incapaz de pensar em ser um viciado em internet está twittando. Então de onde viria a minha resistência? Quando se é adolescente, a mãe da gente fica igual uma sarna pra saber onde você está, o que está fazendo e com quem. Passei a vida inteira construindo uma vida independente em que não precisava fazer mais isso. E com o twitter? Não vou ter um só, mas vários ’seguidores’ acompanhando minha vida? Mas como vi numa entrevista com o Marcelo Tas, cada um se expõe o quanto quer e gente interessante sempre tem algo de bom a dizer, inclusive as empresas. Aí fui me convencendo. Mas tomar conta da vida real é complicado e já consome muito tempo, vou me consumir com a vida virtual? Administrar duas? O second life, em que ninguém mais nem fala e foi para o esquecimento da internet tal qual o ICQ, tinha esse conceito de você ter uma vida em paralelo à sua real. Mas é assim mesmo que funciona, ué… twitter, Orkut, MSN, facebook, blog (o meu também está abandonado) são meios em que você não é mais um só, você pode assumir diferentes facetas. O ano passado assisti a uma palestra de um antropólogo italiano chamado Massimo Canevacci. Naquela oportunidade, ele falava que as pessoas não se caracterizavam mais como indivíduos, seres únicos e indivisíveis, mas como multivíduos, seres múltiplos, de personalidades e faces diferentes assumidas conforme a hora e a conveniência, principalmente com as possibilidades que a internet traz. Tenho um amigo que na vida real é calado e tímido, mas, quando tecla, o cara é o demônio. Ele entra num bate-papo e vai atrás da mulherada, leva a vítima pro MSN e aí marca um encontro para jantar a ‘presa’. Diga que você também não conhece alguém assim. É fácil reconhecer um multivíduo.

_twitter_birdVoltando a falar em twitter, ainda estou me adequando à casa e à linguagem, coisas como #, @fulanodetal, RT ainda não são muito familiares. Ouvi ainda que às vezes você passa a seguir alguém famoso que admira e se decepciona, porque o cara escreve mal, pensa coisas nada a ver e desfaz a imagem que você havia construído. Outra afirmação é que Twitter é feito para homem e Orkut é feito para mulher.  Twitter é rápido, curto e direto ao ponto, 140 caracteres e chega, sem blábláblá. Orkut tem comunidade de amigos, discussão da relação, tem álbum de fotos, tem recadinho. Pensando bem, é verdade. Pensando de novo no Lenine, o verso “vai ver se eu to lá na esquina, devo estar” também nunca teve tanto sentido. Estamos mesmo aqui e lá na esquina, em qualquer uma, de qualquer lugar, de qualquer cidade, de qualquer país, basta entrar lá e me seguir (www.twitter.com/gustavogobbato). Mas já deu minha hora e eu não posso ficar. Tchau.

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Postado por Luiz Carioca, às 10:05, em Evento.

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Postado por Luiz Carioca, às 11:23, em Gôndola.

VT

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Agência: Publicarte

Cliente: Grupo Escolástico

Título: Saia do Comum

Atendimento: Manoel Carlos de Carvalho Júnior

Criação: Anderson Candido

Produto: Calçados, Roupas e Materiais Esportivos

Aprovação: Daniel Danelli

Data de veiculação: Agosto/2009

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Postado por Luiz Carioca, às 11:08, em Gôndola.

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Agência: Publicarte
Cliente: Academia Eliane Indiani
Título: Talentos
Atendimento: Priscila Indiani
Criação: Anderson Candido
Produto: Cursos de Natação, Sapateado, Jazz e Ballet
Aprovação: Eliane Indiani
Veiculação: Julho e Agosto/2009

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