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Fábio Soares – Mixer (Auditório Vermelho)
Ouvi, não lembro onde agora, uma frase que se aplica perfeitamente a essa palestra: “Não é o profissional que contém o ser humano. É o ser humano que contém o profissional.” Mais do que uma história, foram várias histórias de vida de um cara que começou falando na dificuldade dele em escrever uma pequena biografia de si mesmo. Primeiro tentou um texto, mas que só dizia o que ele havia feito e não quem ele era. Depois tentou fazer um fluxograma de idéias em que os destaques ao menos que falaram mais alto comigo foram Obsessão, Preguiça e Tesão. Quando você é obcecado, é para fazer sempre o melhor, ficar atento aos detalhes, só que isso no início dá muita preguiça. Porque fazer o melhor sempre dá trabalho, de cara dá uma baita preguiça de fazer tudo de novo. Mas se é o que temos tesão em fazer, sempre rola algo bacana. Aí ele percebeu que aquele fluxograma também não traduzia quem ele era e partiu para um elenco de palavras.
Física – o cara nasceu em Taubaté (é isso mesmo que você leu, em Taubaté, meu conterrâneo e de muitos de nossos leitores) e, quando moleque, queria fazer Física, queria fazer ITA. Ao mesmo tempo, ele era DJ das festas da galera e curtia aquilo. Até que um dia, seu amigo, o Pudim, falou para ele: “por que você não faz esse curso da Faap?” e era na área de comunicação. Consultou um professor e comentou sobre a idéia de fazer Faap que respondeu: “Lá você pode fazer um bom network”. Ficou sem entender muito bem o que aquilo era e percebeu que para fazer ITA, a concorrência era com um monte de orientais muito CDFs e viu que a Faap era cheeeeeia de mulheres. Nem preciso dizer onde ele preferiu estudar. Em São Paulo, o cara estudava, ralava pra editar cirurgias de laparoscopia e estagiava numa produtora, a troco de nada. Ele começou por baixo mesmo, colocando biscoitinho na mesa para os diretores que iam à produtora. O Fernando Meirelles gostava de biscoito de limão, se me lembro bem. Dali, ele agradou um cara que foi para a Casablanca. Ali, mais tarde, Fábio se tornou mais tarde, “o reizinho” daquele lugar, ficando fera na pós-produção, fez projeto com Walter Salles, chegando a passar 8 meses trabalhando sem final de semana. É claro que após esse período, o cara foi internado com crise de labirintite. Normal.
Na Casablanca, ele passou a ser o cara de confiança da Conspiração, a coisa deu tão certo que Fábio foi chamado para ir pro Rio e ser sócio dos caras. Um dia, ele ouviu lá dentro um “putaquepariu, isso não dá pra fazer!”. Toda vez que isso rola, Fábio disse que é uma oportunidade. Sabe o que não dava pra fazer? Um clipe do Gilberto Gil, Three Little Birds, já viu? Vê aqui. E o cara abraçou a oportunidade, terceirizou parte do trabalho com gente que tava afim, pra poder dar tempo de ficar pronto, chamou Bruno Mazzeo para escrever o roteiro do clipe e ralou pra caralho. Quando o clipe ficou pronto, ele tava no aeroporto, ia embarcar para a apresentação e tava com o DVD na mochila. Quem o cara encontra? Fábio Fernandes. E agora? “Falo com ele, ou não?” Falou. O cara tava no celular, meio disperso: “Oi Fabinho, eu sou o Fabião e acabei de dirigir esse clipe, tal… você quer ficar com o DVD?” Resposta: “Cara, minha mochila ta cheia já.” Calma, nada como um dia após o outro, espera.
Veio um segundo “putaquepariu, isso não dá pra fazer!” e Fabião mostrou que com boa vontade, o que é coisa rara nesse mercado, dá pra fazer a coisa acontecer e ele fez o filme ‘Raio’ de Fiat, (não achei link pra ele) quase que inteiro em pós-produção e com imagens stock. E ficou 10. Vê aqui. Não falei que vinha o outro dia? Fabião recebeu uma ligação e era o Fabinho. De cara, ele achou que era trote. Nessa ligação, Fábio Fernandes disse que tinha gostado do filme de Fiat e queria indicá-lo para um fórum da Saatchi&Saatchi em Cannes chamado “New Directors”. Aí, Fabião falou da diferença entre atitude e ignorância. Imagina se ele tivesse respondido: “Ô Fabinho, achou uma mochila maior agora?” Ter atitude é saber que é preciso também engolir uns sapos de vez em quando e ter paciência, porque o mundo dá muitas voltas e pelo menos todo dia ele dá uma. Depois disso, o trabalho de diretor engrenou e ele passou a ir sempre nas oportunidades dos “putaquepariu” e dirigiu filmes como Tatoo com Giselle Bundchen para Ipanema, os filmes de Pepsi Twist com as vozes de Bruno Mazzeo, ele de novo, e Lúcio Mauro Filho, em que a boa vontade transformou o que seriam só duas vinhetas em séries de comerciais. E o filme Monstro para Cross Fox. Ainda fechou com a série de Blue Men para a TIM que está no ar agora.
Fábio ainda trouxe algumas baita referências como o case Marika, um participation drama, ou seja, uma série de TV que incluía um ARG, o clipe do Radiohead, House of cards, feito com uma tecnologia 3D chamada Roll Computer, feita sem câmera, veja o making of. E o simples e genial clipe do grupo japonês Sour, que dá inveja de ter feito de tão genial. Siga o cara no twitter em @fabiaosoares porque vale a pena. Foi show.
Amanhã tem mais FestUp na terceira parte e última parte com Michel Lent da Ogilvy, Bartira Pontes da BorghiEhr/Lowe e Mentor Muniz Neto/Bullet.
Foi um dos melhores FestUps dos quais participei. Já fui a vários. Acho que o melhor até aqui tinha sido o de 2006, quando vi Adriana Cury e João Fernando Camargo, mas este ano, foi difícil escolher os melhores palestrantes. É chato quando alguém esconde o ouro, ou só passa o rolo de filmes da agência, mas este ano, a constância foi o conteúdo. As palestras foram unânimes em uma coisa: o cenário atual da propaganda é o do mundo digitalizado. Não adianta só fazer um filme e veicular na Globo, não adianta só isso, é preciso engajar o consumidor, que se tornou um protagonista. Vivemos a era da tecnologia e da colaboração que ela proporciona. Fazer uma campanha com perfil 25anos ou +, de classe AB é muito raso para obter resultados de verdade. A cada dia, vou postando o que rolou no evento. É muita coisa, então resolvi fazer em várias partes para não ficar tão extenso. Divirta-se.
Gal Barradas – TV1 (auditório vermelho)
A frase que ficou para mim da palestra da Gal foi: “Não existe inovação consagrada”. Como um cliente pode pedir uma ação diferenciada, algo inovador, e querer a comprovação de que aquilo dá certo? Onde estão os dados? Não existem porque ninguém nunca fez, ora. Ela, como atendimento de alto nível que é, ressaltou que as funções do atendimento são gerenciar conflitos e, principalmente, quando observar uma boa idéia, não deixá-la morrer.
Outra coisa bacana foi que Gal falou em perfis atitudinais. O que é isso? Uma mesma mulher, falando dela própria, é Mãe, profissional de comunicação, torcedora do Vitória… uma só pessoa assume papéis diferentes e interessantes para produtos diferentes. Devemos pensar assim para cumprirmos nosso papel de trazer FAMA às marcas que nos pagam e cuidarmos de sua reputação. Gal falou ainda no bar de Heineken em Amsterdam que é uma verdadeira experiência de marca e no case da rádio Sul América Trânsito. Quer algo mais antigo e ao mesmo tempo mais atual que o rádio? Mas as maiores dicas dela para nós são:
1) Calce os sapatos do cliente – coloque-se no lugar dele por 1 segundo ao analisar seu trabalho.
2) Pensar simples – idéia boa é idéia simples. O que é complicado afasta.
3) Ler revistas semanais toda a semana.
4) Ler as colunas de negócios todos os dias – Como você vai conversar com o cliente sem assunto? Ou ser surpreendido por algo que não viu?
5) Andar de ônibus – esteja onde o povo está, é ele que precisa ser atingido. Ouça o que estão falando e os assuntos que abordam.
6) Conhecer o mundo é ir pra rua – A janela do computador é só uma janela para o mundo real. O mundo acontece mesmo lá fora.
Ricardo Chester – Babel (Auditório Azul)
Chester falou na Teoria da Pirâmide, fundamentos que extraiu de sua experiência de 23 anos trabalhando em Criação, mais tempo do que a idade de muitos ali. Antes de começar a teoria, ele ressaltou que precisamos entender que clientes são negócios. Fazemos parte de uma estrutura de negócios. Ao compreendermos isso, somos capazes de fazer coisas muito criativas e pertinentes, e comunicação criativa e pertinente vicia o cliente. Falando agora da Pirâmide, de onde ela começou a ser construída? Da base para o topo. Assim também deve ser o desenvolvimento de uma idéia, da base para o topo. Do conceito para a forma final. Começar a criar um filme por “Vamos fazer dois caras numa praia” é começar pelo topo. Primeiro, é preciso saber qual o conceito da marca, a base, sabendo o que é preciso dizer sobre ela para depois desenvolver a idéia de suas peças. O exemplo mais marcante foi a de um Toyota esportivo que não corre tudo isso, mas tem toda a pinta de ser um puta carro rápido, daí o conceito: “Looks fast”. Veja o filme e entenda porque sem um conceito, nunca se teria chegado a esse resultado.
Já a palestra de Alexandre Grynberg, da nbs (Auditório Amarelo), basicamente expôs cases de Cannes deste ano, como Obama, e muitos outros de que vamos falar mais tarde em outras colunas. Mas o destaque do primeiro dia ficou mesmo por conta de Fábio Soares, diretor de comerciais, atualmente na Mixer, e é ex-sócio da Conspiração (Auditório Vermelho). Ele começou falando da dificuldade em fazer um pequeno currículo contando sua história. Nem em um milhão de anos vou conseguir reproduzir aqui a intensidade com que ele contou cada história, mas acho que esta palestra merece um post à parte.
21 set
por Luiz Carioca no 2º Congresso Integrado do Conhecimento
Onde: Fatea. Lorena – SP
Quando: 25 de setembro – 6ª-feira às 21h.
Até que ponto as novas mídias influenciaram na criação publicitária? Não só as novas mídias, mas também as novas tecnologias como QR Code, SMS, câmeras digitais, etc, possibilitaram inúmeras formas de se inovar na propaganda. O vídeo que era impensável na internet há 10 anos atrás, hoje é representado pelo YouTube, um simples site de compartilhamento de vídeos, considerado uma das maiores revoluções dos últimos anos, que influenciou diretamente no comportamento das pessoas.
Com tantas possibilidades e formatos é preciso manter o foco criativo em uma única coisa, o conteúdo. Convergência de mídias, redes sociais, televisão, cartazes e meros panfetos, todos eles precisam de conteúdo. Uma simples palavra que pode definir o sucesso ou fracasso de uma campanha. Atualmente, a criação publicitária está se aproximando cada vez mais do planejamento, tudo isso para oferecer ao seu público um conteúdo relevante.
E como os publicitários com anos de experiência tem se comportado com toda essa inovação? Como se adaptar? E quem está começando, por onde começar? As especialidades dentro da criação publicitária sempre foram fundamentais. Mas hoje é preciso ter diretores de arte e redatores polivalentes. Já se foi o tempo em que o publicitário deveria ser antenado, hoje ele deve ser wireless, 3G se possível. Só assim ele terá em suas mão o controle, remoto, da palavra mágica capaz de encantar seu target, o conteúdo.
Sem querer dar previsões e soluções para todos os conflitos, a palestra tem como principal função fazer pensar. Com base em cases de mercado, de tendências defendidas por grandes agências e até explicações de filósofos sobre o comportamento humano, inúmeras possibilidades se apresentam, fazendo com que o ouvinte se questione sobre seu trabalho, suas decisões, sobre seu posicionamento no mercado de trabalho e principalmente sobre o seu futuro.
Conteúdo é a palavra-chave da criação publicitária na era da informação. Atualmente é preciso criar mais do que propaganda. Nos tempos das novas mídias e da interatividade é preciso criar conteúdo. Estamos navegando num mar de informações. Então, é preciso ir direto ao ponto, por isso, essa palestra é definida em apenas uma palavra: conteúdo.
Empresa: Digimax Estúdio
Cidade: São José dos Campos
Vaga: Auxiliar de Atendimento
Requisitos: É necessário dinamismo, atenção, foco em resultado, organização e muita energia positiva. É importante a pessoa gostar de desafios, ser dinâmica, não ter medo de arriscar.
Benefícios: Além da remuneração, contrato de estágio de 12 meses podendo efetivar ao final do mesmo, almoço na empresa e auxílio transporte (50%). Treinamento interno e alguns externos.
Contato: diretoria@digimaxestudio.com.br / (12) 3931-1836(Alan Tadini)
18 set

Galera do CCVP, neste fim de semana, em São Paulo, rola o 21 FestUp - Festival Universitário de Propaganda. Na próxima Terça-feira, publico na coluna Criativo Crônico, um panorama do que foi o evento. Durante o evento, vou twittar sobre as palestras que for assistindo e as repercussões. Quem quiser pode me acompanhar twitter.com/gustavogobbato Grande abraço.



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Michelli
cadê?André Leone
Gostaria muito de um desafio. Como não atuo ainda 24hs do meu dia trabalhando, acaba sobrando um tempinho para freelances. Grato pela atençãomarushio
A Globo pelo jeito gostou da ação criada pela Molotov. http://globoesporte.globo.com/lutas/noticia/2012/01/ring-girls-brasileiras-chamam-atencao-eMarcosTeles
Caros, Gostei muito do logo. simples e diretoCristiano Braga
Conteúdo de excelente qualidade para que quer sentir-se em plena Riviera Francesa sem sair da cadeira.

