Olá amigos do CCVP,
estou de volta em 2010 trazendo à tona um assunto que já fez este ano começar quente e que sempre dá pano pra muitas mangas. Agências. Esse é um tema que mexe com egos. A meu ver, são os egos que sempre precisam ser equilibrados em qualquer formação e associação ou entidade de classe, seja de publicitários ou não. Em qualquer que seja a agência, existe sempre um dono. Por mais que a vaidade o coloque na posição de usar a primeira pessoa do singular, só existe propaganda na primeira pessoa do plural. Não adianta um dono genial quando a equipe não comprou a idéia e não joga a favor. Da mesma maneira, ainda que a equipe seja muito competente, é a visão do líder que permite que ela avance ou não ultrapasse um determinado ponto.
Mas ainda que cada agência precise ser um todo bem equilibrado, sua imagem se constrói não pelo auê, pelos prêmios, mas pelo trabalho e pela postura que se tem diante dos clientes. E isso, meu amigo, olha ele aí de novo, depende muito do comportamento do dono. É ele quem dá a direção por onde a coisa anda. Mais uma vez, de nada adianta o ‘Dream Team’ na quadra se o técnico é um bola murcha. É ele quem dá a cara a tapa, certo? Clientes entram e saem de agências por como seu relacionamento é conduzido. Tenho clientes que deixaram outras agências porque o modo de trabalhar da Arriba! se encaixa melhor a seu perfil. Tenho clientes que deixaram a Arriba! e estão em outras agências também a procura disso. E tenho clientes que não abrem mão da Arriba! por já terem encontrado.
Pensando sobre esse tema, encontrei um texto excelente do Carlos Henrique Vilela, planner da Tom Comunicação de BH e responsável pelo excelente blog chmkt. Reproduzo aqui alguns trechos de seu artigo “Sua agência sabe quem ela é e onde quer chegar?” que falam bem sobre a questão de uma agência ter sua identidade bem definida.
Sua agência sabe quem ela é e onde quer chegar?
Frases como ‘faça o que eu digo, não faça o que eu faço’ ou ‘casa de ferreiro, espeto de pau’ retratam muito bem como se comporta a maioria das agências de comunicação no Brasil e no mundo. Um exemplo é que as agências costumam receitar a diferenciação para seus clientes, mas são poucas as que se diferenciam realmente. São raras as que possuem um ponto de vista distinto. Ao meu ver, um dos principais motivos é a falta de ideais de muitos donos de agência, que pensam somente no dinheiro, e se esquecem de que ele é conseqüência de outros fatores.
Diferenciação, no entanto, não é ter processos diferentes ou trabalhos premiados. Não é ter uma personalidade descolada, ou ser especializado em digital. Nem mesmo possuir o escritório mais cool do mercado. Para o cliente, tudo isso é mero detalhe. Diferenciar, na verdade, é ser relevante. E, para isso, a agência deve saber, claramente, ‘quem ela é’, ‘quem deseja ser’, ‘que tipo de empresa deseja atender’ e ‘como poderá gerar valor a esse tipo de cliente’. É como diz uma frase que nós, publicitários, sempre usamos, mas pouco praticamos: ‘não dá pra ser todas as coisas para todos os clientes’. (…)
Identificar que tipo de cliente você deseja atender clarifica e legitima o ponto de diferenciação. Se você não gosta dos seus clientes, tenha certeza de que eles também não gostam de você. O resultado é uma relação baseada na desconfiança. Mudar o jeito de ser de um cliente depois de iniciar a relação é trabalho árduo. Não escolher clientes, e pegar simplesmente qualquer um que bata na sua porta é extremamente prejudicial, principalmente porque eles afetam seu bem mais valioso: a cultura da agência. Além disso, clientes que acreditam no que você oferece são aquelas que permanecerão mais tempo com você.
Para isso, toda a sua equipe, clientes e potenciais clientes devem saber, da forma mais clara possível, ‘quem você é’ e ‘quem você quer ser’ e ‘no que você acredita’. Quando comentei o que acabei de dizer com alguns amigos, disseram que é preciso coragem. No entanto, respondi, é preciso ainda mais coragem para ser mais uma agência comoditizada que disputa qualquer tipo de cliente e é escolhida apenas pelo menor preço.
Tipo: Revista
Título: Relógio
Agência: Molotov/FGS Propaganda - Taubaté
Produto: Linha Melhor Idade
Anunciante: Davittè Cosméticos
Redação: Eduardo Spinelli
Direção de arte: Fabiano César
direção de criação: Fabiano César e Eduardo Spinelli
Atendimento: Fernando Griskonis
Aprovação cliente: Luís Alberto Guzmán
Veiculação: 23/08/09
Fazia tempo que nosso colega André Aquino não enviava uma peça para o CCVP, que bom que voltou e com um trabalho bacana.
Segundo “ele essa campanha será realizada primeiramente na Bolívia e depois em outros países do América do Sul. Reforçando: INTEIRA CRIADA NO VALE, ou seja, estamos exportando nosso trabalho realizado na região. Creio que isso mostra o potencial que existe no Vale e principalmente a valorização dos nossos profissionais.”
Por Eduardo Spinelli
Fim de ano sempre foi uma época boa para reflexões. É tempo de fazer uma retrospectiva do ano que passou e algumas resoluções para o ano que virá. Tenho pensado muito no que falta para o mercado publicitário do Vale do Paraíba decolar de verdade e a conclusão chega a ser quase óbvia: falta união. Isso mesmo: união das agências, dos profissionais e, principalmente, união de esforços para fazer a propaganda do Vale realmente acontecer.
Pode parecer influência do sentimentalismo que toma conta da gente nessa época do ano, mas esse sentimento vem me acompanhando bem antes do dia em que eu e meus sócios decidimos largar nossos empregos e abrir a nossa própria agência. Para minha surpresa, quando demos início à nossa revolução de ideias, descobri que vários profissionais de outras agências também se identificaram e abraçaram a nossa causa: mudar o mercado para melhor.
Dessa forma, o que era para ser um posicionamento da nossa agência tomou proporções bem maiores e despertou em muitos colegas de profissão um desejo que já estava latente há muito tempo. Com isso, muita gente se deu conta de que somente uma classe publicitária unida e forte poderia driblar a crise e sair vitoriosa de um ano que tinha tudo para ser um ano perdido.
Mesmo assim, muitas agências ainda encaram as limitações geográfico-territoriais do Vale e a proximidade entre os diversos players do mercado como uma ameaça. Acham que isso é justificativa para atuar de forma antiética, prospectar o cliente do concorrente e praticar uma política predatória de preços, o que acaba prostituindo e prejudicando todo o mercado. Para mim, um mercado como o nosso - onde todos se conhecem e se encontram nos eventos, nos shoppings, nos bares e nos restaurantes - é, na verdade, uma excelente oportunidade de aproximação e diálogo entre as diversas agências da região. Leia o restante deste artigo »
tipo: internet
título: Árvore de Natal
criação: Eduardo Spinelli e Fabiano César
agência: Molotov/FGS Propaganda - Taubaté
anunciante: Pinese Vieira Engenharia e Construção
produto: Campanha de Natal
webdesigner: Ativamente Studio
programador: Ativamente Studio
atendimento: Fernando Griskonis
aprovação: Paulo Henrique Pinese Vieira
data de veiculação: 18/12/09
É interessante como podemos relacionar jogos com um site de rede social. Hoje em dia e isso fica mais evidente com o avanço das tecnologias, mas se pararmos para pensar, é algo que vem acontecendo a séculos.
Vamos pensar no princípio das redes sociais, que podem ser descritas como um grupo de pessoas interligadas por uma motivação ou algo em comum, então basta voltar no tempo e lembrar do que acontecia em Roma no Coliseu. Vários homens lutavam em busca de honra ou pela sobrevivência mesmo e inúmeras pessoas passavam lá para assistir. Mantinham uma relação de torcida, tinham seus ídolos e até um indício de interatividade nos jogos, afinal era a platéia que decidia sobre a vida desses gladiadores.
Claro que com o tempo isso foi se aprimorando e os jogos também, hoje em dia temos centenas de redes sociais espalhadas pelo mundo com o nickname “Torcida”. Podemos até dizer que duas das maiores redes sociais de jogos esportivos no Brasil são a torcida do Flamengo e do Corinthians, a diferença está no tipo de interação entre os menbros.
Para deixar mais específico essa relação nada melhor do que um RPG. O Role Playing Game é um jogo de interpretação aonde um grupo de 4 a 8 jogadores ( em média ) se fazem reuniões em dias determinados para jogar uma aventura. Cada um tem o seu papel no grupo, seguindo uma certa hierarquia. Geralmente as discussões não ficam apenas nas mesas de jogos e acabam transbordando para a vida de cada um dos jogadores. O papel assumido dentro do jogo influência até as relações pessoais e sempre criam muitos assuntos discutidos na próxima sessão. Os RPGs são tipicamente mais colaborativos e sociais do que competitivos e todos formam um time em busca de um objetivo comum (derrotar um vilão ou etc).
Outro tipo de jogo que tem um papel social forte é o Boardgame (Tabuleiro) como o WAR aonde , apesar da competição, há possibilidade de negociação e interação entre os jogadores. Inclusive esse papel social nos jogos de tabuleiro são apontados por alguns educadores como uma oportunidade excelente para o desenvolvimento cognitivo de crianças. Durante uma partida de um boardgame os jogadores formam, de certa forma, uma rede social.
Com o computador jogos e redes foram se cruzando. Antigamente existiam os MUDs (Multi User Dungeons ) que eram jogos onde o player tinha que matar monstros e explorar mundos e as interações eram feitos através de comandos em inglês. Com o tempo surgiram os MMOs (Massive Multi Players) e as redes sociais dominaram os games. Em um MMO, além de ter que destruir, conquistar ou derrotar algum monstro, o jogador pode participar de um clã, ou montar o seu. Mandar mensagens instantâneas, viajar para outros mapas dos jogos ou mesmo se casar (como é o Ragnarok online da Level Up). Leia o restante deste artigo »
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