10 out
Amigos criativos do CCVP, vamos combinar uma coisa? Pelo bem da noção e da sanidade, a partir de agora ninguém mais cria slogan ou título com “essa ideia” no final tá?
Do tipo: “Plante / Curta / Corte / Abrace / Ame / Compre / Pratique / Vista / Escreva / Faça / Passe / Repasse / Chupe / Escolha / e qualquer outro verbo… essa ideia”. Essa ideia, de usar essa ideia, já deu né?
O cartaz que me inspirou ser publicitário era de um concurso escolar para uma campanha antifumo, tinha um cigarro apagado e a chamada: “Apague essa idéia”.”Idéia” com acento mesmo, como se escrevia antigamente. Mas aí tudo bem. Este cartaz foi criado em 1979, eu tinha 7 aninhos.
A Regional Marketing está ampliando a criação.
Interessados: curriculo@regional.com.br.
Não envie anexos, copie o currículo no corpo do e-mail e envie um link com portfolio digital (imprescindível).
Requisitos para ambos: Indesign, Photoshop e Ilustrator.

Vaga Estágio Design
Estágio remunerado em Guaratinguetá com carga horária de 6h/dia
(de seg. a sexta das 9h às 16h30)
Requisitos obrigatórios:
- Estudante de Design (preferencialmente 3º/4º ano);
- Conhecimento de ferramentas: software vetorial, tratamento de imagem, editoração;
- Layout e arte finalização;
- Compromisso e vontade de aprender;
- Possuir portfólio (mesmo que seja acadêmico).
Conhecimentos desejáveis e diferenciais:
Ilustração, layout para interfaces web, Flash e HTML.
Como?
Interessados, favor encaminhar CV e portfolio, para contato [arroba] ludka.com.br
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VAGA 2
Freela em Jornalismo
Guaratinguetá e região - enviar cv p/ atendimento [arroba] ludka.com.br
Larry Flynt é o publisher da revista americana Hustler. Segundo o próprio, ele é o dono da revista mais “suja e sacana da América”. Sua história rendeu o filme ‘O povo contra Larry Flynt’. O biopic se concentra, na segunda metade, em uma disputa judicial que teve origem na publicação da paródia de um anúncio de Campari (feitos na época com testemunhais de celebridades), usando Jerry Falwell como personagem principal. O texto criava um relato fictício de Falwell, um reconhecido pastor de currículo irrepreensivelmente conservador, com indiscrições sobre sua vida sexual. Não podia dar certo. Na hora, o religioso entrou com um processo milionário sobre a editora.
A História mostra as controvérsias que o humor provoca. Na Bahia dos anos 1600, o poeta barroco Gregório de Matos colocava em suas sátiras críticas à Igreja e à sociedade da época, para desespero da elite local e de uma nação de vestibulandos. Cada época tem seu maldito, seja ele Nelson Rodrigues, Lenny Bruce, Andy Kaufman, ou até mesmo, Ary Toledo. Cansei de ouvir quando pequeno, no Programa Silvio Santos, Ary ensaiar contar a piada “vocês sabem como um elefante se suicida?” e ser retirado do palco pelo patrão, cortando o microfone. Minha curiosidade infantil quando descobriu a resposta simplesmente teve como efeito a frase: “mas é só isso?”.

Agora chegou a vez de Rafinha Bastos passar pela Inquisição por conta do comentário sobre Wanessa Camargo, grávida: “Eu comeria ela e o bebê. Não tô nem aí”. Quando alguém tem o título do DVD, ‘A Arte do Insulto’, esteja preparado que vem bomba pela frente. Não é de hoje que ele parece gostar da corda bamba, como na revista Rolling Stone de Maio: “Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia. (…) Isso pra você não foi um crime, e sim uma oportunidade. Homem que fez isso não merece cadeia, merece um abraço.” Ele pode não conhecer, mas eu sim. Linda, aliás. Sua vida nunca mais foi a mesma e ainda tem sérias cicatrizes físicas e psicológicas. Mas se sei que Rafinha é assim, e não gosto, colocaria o livre arbítrio para funcionar e não o acompanharia.
Por outro lado, Rafinha tem o mérito de seu programa ‘A Liga’ ter denunciado o trabalho escravo a serviço da Zara. Ele deveria saber que, como persona pública (dentro e fora do twitter, aliás, o mais influente do mundo), as palavras dele têm grande repercussão, boa ou má. A meu ver, a responsabilidade das polêmicas tiradas dele tem foco em dois pontos. O primeiro, no próprio Rafinha, ao perceber que errou a mão (não esqueçamos que o CQC é ao vivo), poderia ter, ao ver a reação da platéia, improvisado, com sua quilometragem do stand up, fechando as brechas à polêmica. O segundo parte da própria Band. Ao conhecer o perfil polêmico do funcionário e abrir o espaço para quem provoca incêndios verbais, deveria saber de seu risco. Afinal, está colhendo bons frutos com o CQC e A Liga.
Embora vivamos em uma época do radicalismo digital, em que nas redes sociais não existe consenso, mas a condenação constante, a de Rafinha inclusa, penso no final da história de FlyntXFalwell. A Corte Suprema Americana decidiu que por mais impróprio que fosse o conteúdo, a revista teria a liberdade de fazê-lo. A Justiça não deveria basear sua decisão quanto ao gosto duvidoso ou não de um determinado conteúdo, mas defender que qualquer forma de censurá-lo seria uma brecha contra a liberdade de expressão. Assim, cabe a quem faz humor saber que, seja na Hustler, ou em ‘O Nome da Rosa’, suas palavras são venenosas.
27 set
De uma maneira geral a comunicação, assim como a própria espécie humana, evolui sistematicamente nas últimas décadas. Os saltos da tecnologia parecem suceder-se, a cada dia, em intervalos de tempo menores. Com esses salto surgem novos mecanismo, novas ferramentas e, até mesmo, formas e suportes de comunicação completamente novos. O que, para mim, parece não mudar é a codificação das palavras. Trocam-se os idiomas, a gírias, as expressões e os jargões, mas, o símbolos representativos dos sons, as letras, parecem quase imutáveis durante esse período frenético da evolução.
Outrora registrávamos o pensamento em belas caligrafias feitas a bico de pena, hoje traçamos paralelas digitais que representam do fogo ao amor, do objeto de desejo ao próprio desejo. E, para concretizar todas essas “imagens”, a serem representadas e comunicadas, o suporte é sempre o mesmo, a forma da fala, o signo da palavra. O que, no design, costuma ser chamado de tipografia.
O fascínio por tais signos, que tento deixar claro nos dois parágrafos acima, se deve a dois pontos importantes. O primeiro é a beleza de síntese da representatividade que essa formas tem, afinal uma só letra pode representar um som, um nome e uma marca. Em segundo lugar vem a complexidade dessa matéria, com todas as nuances que ela pode levar a um trabalho de design, afinal, as letras formam palavras, que dão origem aos parágrafos, criando páginas que constroem objetos que transformam a comunicação.
Nesse ponto chegamos ao “x” da questão, um único símbolo que pode representar toda a incógnita das mais complexas teorias. Apesar da evolução da comunicação e da, consequente, evolução do design e da direção de arte, parece que ainda desrespeitamos a beleza da síntese tipográfica ignorando a complexidade da matéria tipografia. É mais do que comum ver grandes ideias e belos projetos serem incoerentes tipograficamente, empobrecendo e deturpando o objeto da comunicação.
Por isso, no post de hoje, as pinceladas de refs são todas tipográficas.

Conheça os tipos – Antes de mais nada é preciso compreender a anatomia das letras e as relações tipográficas. Serifas, recuos, espaçamentos, entrelinhas, sinais especiais, ligaduras, são apenas poucas palavras de um idioma para qual existem vários dicionários. O meu preferido é “Pensar com tipos” da Ellen Lupton, se existem Best Sellers em design, esse é um deles.

Relacione os tipos – As formas sempre se relacionam no design, com os tipos não seria diferente. Essa ref, que praticamente todo mundo já viu um dia, deve ser sempre revisitada. Nessa “tabela periódica” vemos os 100 tipos mais influentes da história do design dispostos como elementos químicos, uma analogia perfeita para a complexidade da matéria. Na peça conhecemos criadores, famílias e atributos, além de conseguir perceber as relações entres épocas, estilos e funções. Para engrossar o caldo desse sumo, segue o site oficial do projeto, onde podem ser adquiridos gifts como posters e capas para o seu moleskine.

Escolha seus tipos – Recentemente, no livro “Design e Tipografia” de Ina Saltz, tomei conhecimento da teoria dos seis tipos essenciais. Segundo esse estudo, um bom, designer não precisa mais do que seis famílias tipográficas em seu repertório. Vários designers já listaram suas famílias prediletas. Algumas são mais comumente citadas, como Helvatica, Bodoni, Gil Sans e Tahoma, outras seguem mais o estilo do designer, principalmente os tipos display. A dica é: comece a formar grupos de seis famílias e desenvolver projetos sobre eles, com o tempo você selecionará, quase organicamente, suas preferências e seus tipos “curinga”. Outra grande sacada desse exercício é evitar pecar pelo excesso – um grande erro, muitas vezes irreparável, quando falamos da aplicação de tipos.

Faça seus tipos – A ref que encerra o post é uma luz para uma incógnita quase pessoal. Quando é a hora de chegar ao ponto de amadurecimento no design que lhe permita dar vida a um família tipográfica? Confesso que essa resposta me encurrala, e que persigo a minha criação a algum tempo. Tenho vários estudos e várias famílias iniciadas. Quase todas são displays (pouco arrisco em tipos de texto, pois são muito mais complexos). E, nessas andanças, buscando teoria para colocar de pé a prática, descobri o curso de FontLab do Tipocracia, aulas práticas e teóricas de um dos softwares mais difundido nas type foudries pelo mundo. (Qualquer dia desses crio vergonha na cara e me arrasto até Sampa para desfrutar dessa experiência).
Vou ficando por aqui, mas esse é só o início das referências sobre tipos, elas sempre aparecerão designificando as coisas. Bons sonhos tipográficos…
Tks!
@LucazMathias
lucazmathias.com



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Michelli
cadê?André Leone
Gostaria muito de um desafio. Como não atuo ainda 24hs do meu dia trabalhando, acaba sobrando um tempinho para freelances. Grato pela atençãomarushio
A Globo pelo jeito gostou da ação criada pela Molotov. http://globoesporte.globo.com/lutas/noticia/2012/01/ring-girls-brasileiras-chamam-atencao-eMarcosTeles
Caros, Gostei muito do logo. simples e diretoCristiano Braga
Conteúdo de excelente qualidade para que quer sentir-se em plena Riviera Francesa sem sair da cadeira.

