CCVP, Clube de criação do Vale do Paraíba

Postado por Gustavo, às 6:00, em artigos.
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tiriricatse

A essa altura você já deve ter visto a campanha de Tiririca na TV. Mas, Tiririca, nós temos a resposta pra você. Se você não sabe o que um deputado federal faz, assista à campanha do TSE. Justamente a campanha do TSE tem como objetivo explicar o que cada cargo faz. Mas a política atingiu um nível de descrédito a ponto de que pouco importa o que a comportada campanha do judiciário e seu esforço de ser mais simpática com Marcius Melhem foram capazes de fazer até aqui. Como disse Daniel Piza em sua coluna de domingo no Estadão, o horário político provoca ao mesmo tempo risada e medo. “Ser candidato parece ter virado uma segunda carreira para os que um dia foram famosos ou para os eternos sub-famosos”. E há motivos de sobra pra acharmos isso: Os irmãos KLB, Mulher pêra, Marcelinho Carioca, Dinei, Agnaldo Timóteo, Ronaldo Ésper, Maguila, Simony (Balão Mágico), o marido da Mara Maravilha, Peroba neles, Frank Aguiar, todos querem ser deputados. Ah, esqueci, ainda tem Netinho e Moacyr Franco candidatos a senador. Alguns apelam, fazem paródia, há aqueles cuja profissão é ser candidato como Eymael, Levy Fidelix, Cyro Moura que vivem de surgir a cada 2 anos ocupando o horário nobre.

Infelizmente o posicionamento da política atualmente na cabeça do público é a corrupção. Política é um meio para ’se dar bem’. Não é à toa que significa uma perspectiva de renda. Não é à toa que o voto, um direito pelo qual a geração dos meus pais lutou, Dilma e Serra também, passou a ser algo descartável. Vejo várias pessoas que abririam facilmente mão de votar se isso não fosse obrigatório. Por quê? Principalmente pelo descrédito. Como em tudo o que parece consumir, o brasileiro toma suas decisões de maneira muito mais emocional do que racional. Na hora de votar, não deveria ser o contrário?

Desafios existem no marketing político a ponto de atrair profissionais como Alexandre Okada na campanha de Dilma e Átila Francucci na campanha de Serra. A dedicação é integral, o ritmo é frenético, o desgaste é grande, mas por mais que tenhamos expoentes da nossa propaganda, acho que a solução simples é a melhor, na veia. Podemos achar que Tiririca usou de deboche, ofendeu a democracia ou algo parecido, mas não teria ele dito exatamente o que o público deseja ouvir e ainda de maneira criativa? Eu chegaria dizer até que ele foi aos fundamentos de um bom jingle e de um bom slogan, têm que ser fáceis e têm que pegar. Você ouve uma vez e guarda. Por mais eficiente que a campanha de Tiririca possa ser, ele precisa tomar cuidado com uma maldição. Enéas, exemplo do voto pelo pouco caso, uma ironia, um protesto, foi eleito com recorde para deputado federal e morreu durante o mandato. Clodovil, exemplo do voto pelo pouco caso, uma ironia, um protesto, foi eleito com recorde para deputado federal e morreu durante o mandato. Quem seria o próximo?

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Postado por mauricio, às 11:00, em o bom o mau e o feio.
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bmf_64

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Postado por Ale Santos, às 10:20, em Gôndola.
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Postado por Ale Santos, às 11:39, em Emprego.
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Diretor de arte
Localidade: Taubaté
Conhecimentos:
Photoshop, Indesign. Illustrator e Corel
Conhecimentos em Flash, Dreamweaver, PHP, HTML serão diferenciais.

Características comportamentais:
Pró-atividade
Criatividade
Comprometimento com prazos
Bom relacionamento interpessoal
Organização e planejamento
Disponibilidade de horário.
Foco em resultado
Interessados favor enviar material em pdf ou link na web até 20/08

Para lucas@triadaz.com.br e jonas@triadaz.com.br

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Postado por mauricio, às 11:00, em o bom o mau e o feio.
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bmf_63

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Postado por Gustavo, às 6:00, em artigos.
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Michelangelo, Leonardo, Rafael e Donatello não são apenas tartarugas ninjas, mas nomes da Renascença. Um mestre como esses era ao mesmo tempo cientista, matemático, engenheiro, inventor, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta, músico… a lista de talentos de cada um vai longe. Quando chega a hora na vida em que você decide trabalhar em Criação, meu amigo, a primeira coisa que você tem que ser é um cara de cultura. Vão chegar à sua mão os mais diversos trabalhos, diferentes e inimagináveis. Nessa hora, é melhor conhecer um mínimo, ter uma noção de cada coisa, desde o que é um lençol de percal a que se faz sabonete com argila. Criar é um exercício de jogar no liquidificador as experiências de toda uma vida, para isso, não bastam apenas anuários. Coloco aqui um texto do Dedé Laurentino, um verdadeiro homem da Renascença, que começou como diretor de arte e após bem-sucedidos 10 anos, virou a mesa e passou a ser redator. Hoje é vice-presidente de criação da LewLara/TBWA. Dedé coloca neste texto, com o título “Lições de humildade e responsa” publicado no Meio e Mensagem, verdadeiras lições. É genial o texto. Mostra bem como até mesmo para compreender, e ler, estamos numa profissão em que cultura é uma condição.

laurentino

“Eu queria o sorriso de Jorge Amado, que não ganhou muito dinheiro com a venda de direitos para o filme Dona Flor e Seus Dois Maridos, mas divertiu-se demais durante as filmagens. Jorge sabia viver. Eu queria não precisar de adjetivos para elogiar uma praia, como Dorival fez em Saudade de Itapuã, uma ode de substantivos: coqueiro, areia, morena, saudade. Eu queria o desapego de Vinicius de Moraes, eu queria as confissões de Vinicius (nunca as confusões), a paixão pela lua, pela mulher nua, a poesia brotando até em petição para prefeito: “Prefeito Clériston Andrade / A quem ainda não conheço: / Quero tomar a liberdade / Que eu nem sequer sei se mereço / etc etc”. Pedia o calçamento de uma rua, e foi publicada na primeira página do jornal A Tarde, de Salvador.

Eu queria o sorriso da Bahia, mas sou de Pernambuco. Queria desenhar como Millôr, com traço fino, quase traço de menino. Eu queria ter escrito a frase “Se um dia você for embora me leva contigo, Dindi”. Não a letra inteira, muito menos a música, que nada sei de melodia. Queria só esse verso, um dos mais delicados e singelos e sentidos da nossa canção (tome três adjetivos para me deixar ainda mais longe de Caymmi). Eu queria a inteligência dos prédios de Oscar Niemeyer, a novidade das colunas, a elegância das curvas, o Palácio da Alvorada, as mãos da catedral em reverência. E, já que estamos em Brasília, eu queria a ideia dos azulejos de Athos Bulcão, e a escultura Meteoro, de Bruno Giorgi, no lago do Itamaraty. Aliás, a escultura do paulista Giorgi lembra uma logomarca de Aloísio Magalhães, pai do design brasileiro. Pernambucano como eu (pensando bem, nem preciso mais ser baiano), Aloísio desenhou o logo da Bienal de São Paulo, do Banespa, do Banco Central do Brasil, do Unibanco, da Petrobras, da Souza Cruz, a nota de um cruzeiro e a nota de um barão. Fez também o símbolo de Francisco Brennand e ilustrou um lindo livro com poema de João Cabral. Eu queria tudo isso.

Eu queria o humor popular e a cultura, a elegância e o alfinete de Luis Fernando Verissimo. Certa vez, estava ele em um jantar parisiense com outros escritores brasileiros. A mesa ria e galhofava ,enquanto o gaúcho não dizia palavra. Seu silêncio é famoso. No fim, pediu licença aos demais: precisava escrever sua crônica. Um colega, vizinho de quarto no hotel, aproveitou a carona pelo mesmo motivo. No dia seguinte, o colega lhe perguntou: “Não escreveu a crônica?” Verissimo disse que sim, naquela mesma noite. O colega não acreditou: “Mas como, se quando eu ainda escolhia o tema do meu texto, você já havia ligado a TV?” Verissimo explicou: “É que na mesa do jantar, enquanto vocês conversavam, eu escrevia”. Eu queria a produtividade de Luis Fernando Verissimo.

Eu queria ter criado uma única frase de Clarice Lispector.­ Ela está no livro A hora da estrela, quando Macabeia e seu namorado se protegem da chuva sob a marquise­ de uma loja. O constrangimento aparece e Macabeia procura logo quebrar o gelo. Olha para a vitrine da loja, de material de construção, e propõe um assunto: “Eu gosto tanto de parafuso e prego, e o senhor?” Eu queria saber pensar nessas coisas, e traduzir essas coisas. Tirá-las da poeira de sentimento, onde surgem as ideias, e trazê-las para a luz do dia e do riso.

Eu queria a coragem de Chico Science, o rigor de Chico Buarque, rimar “rapte-me” com “it’s up to me” como fez Caetano. Eu queria deitar na beira da praia toda noite, como faz João Valentão. Eu queria as sutilezas de João Gilberto. A voz que ri em Gilberto Gil. Eu queria a tristeza dos frevos antigos.

Eu queria a luz das fotos de Alécio de Andrade, o instantâneo das suas crianças, a composição no átimo do segundo, o seu Rio que lembra Paris, mas que é puro Rio. Eu queria as treliças mouriscas e brasileiras da sede do Instituto Moreira Salles, na Gávea.

Eu queria a ambição artística da seleção de 82. Eu queria, inclusive, as falhas daquela seleção. Pois tudo é falível. Tudo. E eu prefiro falhas ambiciosas ao fracasso medíocre de times medíocres.

Eu queria a qualidade dos altos momentos da televisão: Dias Gomes, Roque Santeiro, Dona Beija, O Auto da Compadecida, O Bem Amado, Gabriela, Guel Arraes. Grandes sucessos que levaram ao povo o que é do povo. Elevaram o povo. Por terem acreditado que assim é melhor. É mais caro, mas é melhor e digno.

Eu queria aprender as lições de tudo isso. As aulas de modernidade e ousadia, em pleno passado transcorrido e nosso. Um passado em nada morto ou passadista, pois sempre apontou para o futuro - nosso presente. Ele está aqui, diante de nós, na página em branco e diária. Saibamos viver à altura do nosso legado.”

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Postado por Ale Santos, às 10:55, em Gôndola.
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informatica_ccvp

Tipo: E-mail marketing
Título: Teclas
Agência: Molotov/FGS Propaganda
Produto: Dia da Informática
Anunciante: VPSA Soluções de Gestão Empresarial
Redação: Eduardo Spinelli
Direção de arte: Danilo C. Monteiro
Direção de criação: Fabiano César e Eduardo Spinelli
Planejamento: Fernando Griskonis
Aprovação cliente: Paulo Krug e Diuale Córdoba
Veiculação: 15/08/10

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Postado por Ale Santos, às 10:51, em Brain & Storm.
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