Consultório de Advocacia

Final de tarde na segunda-feira, ambiente sério, prevalece cores escuras e o telefone toca:

- Escritório, boa tarde.

Manhã de terça-feira, ambiente limpo, tudo branco e o telefone toca:

- Consultório, bom dia.

Resumindo, para esse texto não ficar mais chato que a vida dessas pessoas que são obrigadas a atender ao telefone com frases tão genéricas, cadê a comunicação bem feita, o nome da empresa dita, o nome do(a) atendente? Por que será que escritórios de advocacia e contabilidade e consultórios médicos e odontológicos não valorizam isso? Por que não treinam seu pessoal de tele-atendimento? Por que não pronunciam o nome do lugar onde trabalham?

Cheguei até aqui para questionar também por que esse pessoal não investe em comunicação como um todo, salvo uma minúscula exceção. Será porque não têm noção dessa necessidade, será porque simplesmente não precisam - como muito infelizes gostam de dizer -, ou será nossa falha, que não damos a devida importância a este segmento de mercado?

Penso ser um bom tanto disso tudo. Antes uma observação: vivemos um estigma que médicos, dentistas e advogados são todos ricos e que contador tem “manhas” de burlar impostos e também ficarem ricos. Balela pura! O mercado está cheio destes profissionais ganhando miséria e muitos sem ganhar nada!

Em suma: o mercado chega para todos, o mínimo que se pode fazer para se manter respirando e sair do banco dos réus dos juros, multas, etc. é acompanhar a evolução, é investir em treinamento, em comunicação, em reestruturação. E por favor, nada de doses homeopáticas e muito menos se pautar em laudas e laudas de blábláblá.

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