Para os redatores (e todo o resto)

É PRECISO ACABAR COM A CULTURA DO ERRO. NÃO EXISTE FORMA MAIS NOBRE OU INFERIOR DE USAR A LÍNGUA.


Calma gente, “língua” na frase acima, quer dizer, no ponto de vista lingüístico, um idioma, e não a parte do corpo. Vi a capa da Caros Amigos com essas frases estampadas. E como já freqüentei algumas aulas de lingüística na Unicamp, comprei na hora.


A lingüística finalmente está pulando os muros da academia. Está indo pras ruas, onde é o lugar dela. A Revista Caros Amigos traz uma entrevista com Marcos Bagno, autor do livro Preconceito Lingüístico. Um livro que pretendo adquirir em breve.


Frases como: “As línguas se transformam, mudam nem pra melhor, nem pra pior, simplesmente mudam para atender às necessidades cognitivas e interacionais de seus falantes.” fazem parte do pensamento de Bagno, e está na entrevista que promete chocar os fãs do Pasquale. Particularmente, acho que o Pasquale é um nerd que não sabe fazer contas, por isso, foi se meter na língua portuguesa. Ele apenas apontas os erros, como um dedo duro, sem analisar de onde eles vieram.


Espero que vocês gostem. Quem pretende escrever em propaganda, tem que estar atento a isso. Se hoje você endeusa o Pasquale, pode ser q amanhã vc tenha q escrever um texto c/ linguagem de net. :-P


Veja um trecho da entrevista no site da Caros Amigos

4 comentários sobre “Para os redatores (e todo o resto)”

  1. PatyMantovani escreveu:

    Ahhhhh agora eu vou defender o Pasquale!!!
    ahuauhahahhuauhahua
    Eu não o endeuso, mas já assisti uma palestra dele com o Serginho Groisman em SJC.
    Eu tinha uma prof na faculdade que defendia demais a forma culta sem se importar com a ocasião. Ela também assistiu a palestra e nós nos sentimos vingados. Ele defendeu que as gírias e outras mudanças na lingua foram feitas para agilizar e se adequar as determinadas tribos, que isso não esta errado, só devemos adequar a situação e ocasião. Foi exatamente isso que a internet fez. Ainda assim, ótima dica!

  2. Matheus Nerosky escreveu:

    Paty, até complementando essa história de norma culta, tem um artigo do Luiz sobre webwriting.
    Valeu pelos comentários. Volte sempre!!!

  3. Luiz escreveu:

    tudo bem q vivemos numa aldeia global…rs. mas só de chamar de tribo eu já acho de leve um preconceito.

    Pq o pessoal da rua é tribo e do trabalho muitas vezes é ambiente corporativo?

    só pra provocar os puristas…rs

  4. Josué Brazil escreveu:

    Desculpem, mas acho que vocês estão fazendo uma certa confusão. Uma coisa é a evolução da lingua e o aproveitamento de gírias e expressões populares na norma culta. Outra coisa é ser totalmente aberto ao erro. Toda lingua, até para organizar sua evolução, vai estabelecer regras. Ou cada um pode escrever uma determinada palavra com a grafia que lhe convier e tudo bem, não podemos “acusá-lo” de erro?
    E em certa situações (diversas) a norma culta será (sempre) requerida e exigida.
    E, de novo, insisto: não é uma questão de consevadorismo e/ou modernismo, mas sim de estabelecer uma certa ordem.

    Abraços!

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