Referência ou coincidência? Eis a questão
A nova campanha de vestibular do meio do ano da Anhanguera “Você bem preparado, você bem empregado” trabalha com imagens de pessoas metade estudante, metade profissional. Belas imagens, bem produzidas, conceito interessante. Mas o que chamou atenção é que há dois anos a UNITAU colocou na rua uma campanha do SAV - Serviço de Atendimento ao Vestibulando, muito semelhante, veja abaixo:
As perguntas são as seguintes: nada se cria? tudo se copia? referência? coincidência? Além de produzir campanhas bonitas e eficazes, o quanto a criatividade é importante na publicidade?
E aí pessoal que já está no mercado, qual a sua opinião. Agora é hora de discutir!
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Dica enviada pelo assíduo Thiago Gustavo.
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maio 26th, 2009 as 4:15 pm
cada dia se ve mais disso. já esta virando rotina.
maio 26th, 2009 as 7:11 pm
Eu não acho que foi plágio. Acho que, em ambas os casos, ficaram na primeira ideia que apareceu, ou algo assim (na boa, não seriam poucas as duplas de criação que passariam por essa ideia, o que a torna bem óbvia).
Terreno bem fértil pra coincidências.
maio 26th, 2009 as 10:38 pm
Se repararmos… apesar da criação ser bem diferente, é o mesmo conceito utilizado também pela Univap na campanha de 2009, alunos hoje, profissionais amanhã.
maio 27th, 2009 as 9:18 am
A questão, creio que seja o valor das idéias. Até quanto um layout bonito e com design inovador vale mais do que um conceito criativo?
Será que as agências do vale estão valorizando mais o Layout ou as idéias?
Aí vai de cada um…
maio 27th, 2009 as 10:13 am
Plagio ou não, semelhanças ou não, ambas campanhas surgiram de ideias já existentes. Hoje é dificil de você ver algo que não seja inspirado em outros projetos.
maio 27th, 2009 as 10:17 am
Esse layout de mostrar o lado pessoal e profissional foi utilizado pela faculadade UNIFIL EM 2007.
maio 27th, 2009 as 11:49 am
Na minha opinião, não são só as agências que estão valorizando o layout mais do que a ideia não, a ideia, muitas vezes quem mata é o cliente, aí um layout todo rebuscado e cheio de efeitos serve para o cliente aprovar logo de cara, talvez seja pelo medo de o cliente não entender ou não ter a cabeça aberta para aceitar um conceito ou ideia que cairia muito bem ao produto ou serviço que pretende vender, mas que na verdade é muito “ousada” pra ele.
Por isso que as vezes faltam anúncios mais limpos e criativos aqui no vale. bom isso serve como desabafo também rs
maio 27th, 2009 as 12:10 pm
o problema aí, aconteceu antes da criaçào da campanha, é falta de POSICIONAMENTO.
Todas as faculdades falam a mesma coisa. Pq não encontramos propagandas iguais às da Escola Panamericana de Arte? Pq ela tem posicionamento.
Acho que falta uma conversa séria entre cliente e agência, definir posicionamento. Pq se não, o q vai diferenciar as faculdades é o peso do boleto.
Agora, realmente, muitas vezes o cliente não enxerga isso. Quer pq quer falar de mercado de trabalho e pronto. Aí, paciência, é um trabalho sujo, mas alguém tem que fazê-lo…rs
maio 27th, 2009 as 12:19 pm
Prefiro Toddy ao Tédio.
Aí entram duas situações, a primeira é a que o Guilherme Maia citou, a idéia é bem obvia (mês passado em uma palestra de mkt em taubaté foi comentada a falta de criatividade das campanhas de rádios do vale, um exemplo bem engraçado é que a maioria das rádios são “a numero 1 do vale”).
E a outra situação é: A campanha esta na rua, mas vende? Na época que foi lançada a campanha da UNITAU eu era o o público alvo e estou certo que existem outros universos a serem explorados que trariam melhores resultados.
maio 27th, 2009 as 12:32 pm
Esta idéia da mesma pessoa representar graficamente 2 universosestálonge de ser novidade pessoal. Só olhar anuários antigos.
Concordo com o Carioca sobre posicionamento. Acho q falta um apoio do sr. freguês no quesito ousadia. Isso já rola em sampa,imagino por aqui…
maio 27th, 2009 as 12:35 pm
O complicado é que muito cliente não sabe como quer se posicionar. Sempre querem ser vistos da mesma forma. Se todo mundo quer ser visto da mesma forma (básica, e oferecendo o mínimo como se fosse algo muito grandioso) não vai ter ninguém diferente mesmo.
maio 27th, 2009 as 1:00 pm
Não deveria sequer participar aqui, por motivos um tanto óbvios… mas, estou aqui somente para fazer uma ressalva: a UNITAU tem a parte criativa de suas campanhas elaboradas pela ACOM (Assessoria de Comunicação), órgão da própria universidade. Não é uma agência de propaganda do mercado quem faz/fez as campanhas.Isto é apenas uma informação!!! Que fique bem claro.
A única campanha realmente diferente de universidades e faculdades que vi recentemente é do SENAC.
E uma outra coisa: é difícil para uma grande universidade definir seu público-alvo. O que complica um pouco a definição de um posicionamento. Bem diferente de um Escola PanAmericana de Arte, menor e com um foco bem claro de formação.
maio 27th, 2009 as 1:14 pm
Josué, creio que a discussão não abrange apenas esses layouts. Entendo a ACOM como você sugeriu, mas se levarmos esses exemplos para as peças que “agências” fazem por aí, então chegaremos ao ponto (acredito).
maio 27th, 2009 as 1:43 pm
Claro que dá pra uma grande faculdade se posicionar. Mas tem que ir bem mais fundo. Só “formação que garante emprego” é superficial, e, pior, nem é verdade. Todo mundo sabe que diploma não garante nada. È cada um por si. A gente que tem que se garantir.
maio 27th, 2009 as 4:31 pm
Alguns defenderam que não foi plágio e que por se tratar de um posicionamento criativo meio óbvio, aconteceu a coincidência.
Bom, na minha opinião, publicitário decente deveri ao menos se dar ao luxo de averiguar se sua “brilhante” idéia já não foi utilizada antes. É o básico e se aprende no 1o ano de faculdade.
Mas pelo jeito não se aprende isso na Anhaguera!!!
maio 27th, 2009 as 4:34 pm
Sem dúvida alguma isso vem se tornando mais comum, até aí nenhuma novidade, pois é óbvio que com o passar do tempo e o acesso facilitado a informação. Mas é praticamente impossível sequer supormos que possa ser plágio, só quem participou do processo é que poderia e ainda assim negaria. Então ficamos sempre com a teoria do inconsciente (ou consciente?) coletivo. Hoje mesmo aqui na agência eu, KK e Digão (Madre) falávamos sobre isso, ser criativo e melhor, genial sempre. Pesquisem no google e no youtube sobre plágio na propaganda e verão. Como o Josué disse é difícil ver campanha de faculdade em que façamos Ohhhh!!! Elas quase sempre seguem uma mesma linha a diferenciação fica por conta do posicionamento de mercado: Varejo, Institucional, Tradição, Futurista, etc.
maio 27th, 2009 as 7:10 pm
eu considero plágio, coisa do passado. A discussão está além disso pra mim. E mesmo com toda indignação do pessoal da Unitau, a peça da Anhanguera pode ser considerada uma melhoria, dá pra notar no sorriso dos modelos.
A Mackenzie é outra que sempre manteve um posicionamento diferenciado. E também está presente em várias cidades.
Aki, atendemos a PUC Campinas, embora eu não crie pra conta, acompanho a dificuldade que o ramo implica.
* vivemos a era da informação, e por mais que os puristas não queiram ver, vivemos a era do copyleft, nada impede de alguém pegar o que vc fez e fazer algo melhor, ou levemente diferente. Os direitos autorais dos tribunais como conhecemos estão desmanchando no ar. Hj o público é quem julga o que é original ou não.
** A palavra Yankee, que define os norteamericanos vem de Junkee, é como os holandeses chamam os piratas. E era assim que os holandeses chamavam os norteamericanos após a revolução industrial, pois eles não respeitavam patentes no início do seu crescimento. Era a China das antigas, a história se repete.
abs
maio 27th, 2009 as 7:13 pm
Campanha do Mackenzie ganha Leão de Ouro em Cannes
http://knbk.incubadora.fapesp.br/portal/f/fld/20244_044_email.jpg/image_view_fullscreen
maio 27th, 2009 as 10:06 pm
Ae Thiago e pessoal do clube.
Nessas campanhas pode havido referência. Mais provável que a coincidência.
Como citado pelo Douglas, aqui no ccvp, já houve uma campanha igual pela Unifil em 2007.
Como já aconteceu também com a própria Unitau, na campanha do vestibular do ano 2003 ou 2004 e o banco Bradesco,
quando colocou em exibição nas tvs e rádios no mesmo período, tinham em suas campanhas uma árvore gerando frutos.
Apelo iguais para colher resultados do investimento.
Na capital São Paulo, vejo a concorrente do Senac no ramo de T.I,, a faculdade da Impacta Tecnologia usar da ousadia e
irreverência em suas campanhas de vestibular e cursos. Como já vi. Apresentando até figuras de caveiras com o
cérebro recheado e composto por mouses, placas eletrônicas e diversos outros componentes de T.I..
Campanha fora do comum. Até aqui nínguem fez ou faz nem parecido. Alguém já viu?
A criatividade esta também ligada ao momento e ao layout.
Visual diferente de campanha pararecidas estão para todos os lados.
maio 27th, 2009 as 10:59 pm
Briefings cada vez mais parecidos geram soluções cada vez mais parecidas. Nosso dever como criativos é encontrar o COMO dizer. Se O QUÊ dizer é muito igual a tudo o que está sendo feito e dito, podemos facilmente chegar às mesmas formas de representar isso. Cabe a coragem de se fazer diferente.
maio 28th, 2009 as 12:53 am
Sim, o mesmo conteúdo pode ter formas e formas diferentes. E grande parte dos anúncios e campanhas muito bons que vemos por aí não têm uma mensagem complexa, de alto teor filosófico e divagações metafísicas. Geralmente são mensagens extremamente simples potencializadas de forma inteligente.
maio 28th, 2009 as 9:16 am
Diploma não garante nada a ninguém. FORMAÇÃO SIM!!!
maio 28th, 2009 as 9:24 am
Ah, eu não concordo. Eu acredito muito mais em um conjunto de competências que vão alén da formação. =]
Nada é garantido nessa vida. Só a morte. E você não precisa se formar pra morrer.
maio 28th, 2009 as 9:47 am
Formação garante sucesso. Isso não quer dizer que tenha q ser uma formação específica. O mercado publicitário está cheio de arquitetos, administradores e mesmo autodidatas sem faculdade que fazem campanhas maravilhosas. Pra mim, formação é cultura, cultura se adquire vivendo e absorvendo boa informação, sejá de onde vier.
Acho que hoje, temos alguns obstáculos maiores na criação, do que há algumas décadas.
Antigamente, poucos criavam. Era especialidade.
O cliente não tinha como bater muito de frente com as agências em termos de achar que sabe fazer e confiava mais nas agências.
Hoje, existem muitos criativos “frustrados” como gerente de produto. Óbvio que há muitas exceções, que são os gerentes de marketing que aprovam campanhas maravilhosas, por confiar em sua agência.
Mas este fato + a informática (que deu a falsa impressão que se pode cuspir idéias através do computador) dificultam nosso cotidiano.
(desabafo do maru hoje rs)
Falar de um jeito diferente um assunto abordado milhares de vezes, requer tempo pra pensar e inspiração. Coisa que os jobs do dia pra noite não permitem…
maio 28th, 2009 as 9:49 am
Formação garante sucesso. Isso não quer dizer que tenha q ser uma formação específica. O mercado publicitário está cheio de arquitetos, administradores e mesmo autodidatas sem faculdade que fazem campanhas maravilhosas. Pra mim, formação é cultura, cultura se adquire vivendo e absorvendo boa informação, seja lá de onde vier.
Acho que hoje temos alguns obstáculos maiores na criação, do que há algumas décadas.
Antigamente, poucos criavam. Era especialidade.
O cliente não tinha como bater muito de frente com as agências em termos de achar que sabe fazer e confiavam mais nas agências.
Hoje, existem muitos criativos “frustrados” como gerente de produto/marketing. Óbvio que há muitas exceções, que são os gerentes de marketing que aprovam campanhas maravilhosas, por confiar em sua agência.
Mas este fato + a informática (que deu a falsa impressão que se pode cuspir idéias através do computador) dificultam nosso cotidiano.
(desabafo do maru hoje rs)
Falar de um jeito diferente um assunto abordado milhares de vezes, requer tempo pra pensar e inspiração. Coisa que os jobs do dia pra noite não permitem…
maio 28th, 2009 as 11:59 am
De fato, diploma não é gabarito para um Criativo, senão seriam avaliados currículos ao invés de portfólio. Ele é um diferencial sim, mas não essencial. No caso também acho dispensável falar de plágio e sim coincidência, como o Gobatto falou, isso pode ser fruto de briefings iguais.
maio 28th, 2009 as 1:55 pm
Ah, aí eu concordo (com o marushio). E vejo que o Josué queria dizer isso também (aliás, aquela parte da morte era só pra tirar uma ondinha. Desculpa, eu não resisto, mas o resto era sério).
Essa formação, inclusive, é fundamental pra fazer o ensino superior com inteligência, sem ouvir tudo, repetir tudo feito papagaio, e não entender nem quesitonar nada. Aí, na minha opinião, a formação vira deformação.
maio 28th, 2009 as 6:59 pm
Não li totalmente todos os comentários, mas acho bom citar que as campanhas da Anhanguera são criadas em Valinhos (sede), sinceramente não sei como funciona, se é agência ou não.
Sendo assim acho difícil ter sido plágio, provavelmente mera coincidência, como disseram, por ser um conceito bem óbvio.
E Glauco, provavelmente os criativos envolvidos nessa criação não foram alunos da Anhanguera.
Concordo que falte um posicionamento para a Anhanguera e que as campanhas estão bem fracas.
Só mais um detalhe, é impressão minha, ou na peça da Unitau na verdade são duas profissões, onde o SAV ajuda a pessoa escolher a melhor para ela e, não metade estudante, metade profissional??
maio 29th, 2009 as 2:30 am
É! A proposta visual é igual. Mas distinguen-se sutilmente na idéia entre escolher receber apoio na profissão e a outra almejar um bom emprego, depois de preparado para o mercado.
- A Anhanguera foi mais longe.
Percebo que há pouco risco em formar uma campanha diferente de idéias assim.
Apelo bem conceitual!
Há aqui, briefing parecidos e apresentações iguais.
Opnei.
maio 29th, 2009 as 9:03 am
Realmente, são dois serviços diferentes.
maio 29th, 2009 as 10:09 am
realmente já virou rotina, mas acontece muito isso no Brasil, já assisti vários comerciais nacionais que realmente mereciam aplausos, quando eu pesquisava com mais profundidade sobre ele, eu me deparava com comerciais europeus com o mesmo conceito, o mais recente é o da vivo - conectividade achei muito interessante quando vi o making of no multishow, mas uma semana depois vi um comercial da t…mobile, com o mesmo conceito mas o da t… era mais antigo, a idéia era a mesma, algumas agências chupam de mais trabalhos de agências européias.
maio 29th, 2009 as 11:14 am
Acho que tá faltando boa memória em alguns criativos e também vergonha na cara… mas o que tá faltando mesmo é posicionamento por parte dos clientes. Sem falar que alguns só se movem qdo o seu concorrente faz alguma coisa.
junho 30th, 2009 as 2:28 pm
nem li os comentarios do pessoal.. mas achei meio zuado esta “coincidencia”. Eu tinha visto esta campanha da anhanguera em sao paulo, e pelo jeito foi divulgada em muitos outros lugares.
Achei cretino a unitau deixar passar uma campanha IGUAL da anhanguera tendo ela como concorrente na cidade de taubate.
IDEIAS garanto q nao faltaram p esta campanha da unitau.
Thiago Teixeira
Migra Ideias.