CCVP, Clube de criação do Vale do Paraíba

11 ago

Ponto Pimenta

Postado por Marcos Teles, às 11:27, em Uncategorized.

Segue a dica. Mais um espaço cultural aberto em São José dos Campos. A cineasta Tatiana Baruel e seus sócios inauguram este mês o Ponto Pimenta. Além de ser uma produtora, eles também oferecerão cursos na área.
“Nasce o Instituto Cultural Ponto Pimenta!!! Um espaço que realizará
ações culturais, cursos, cineclube, exposições, em suma, um centro cultural
“pocket”. Haverá também nesta casa uma produtora de vídeo, parceira do
Ponto Pimenta.
Num futuro próximo abriremos o Café Pimenta, com apresentações de
Música, Teatro, Cinema e por aí vai…”

Vale conferir.
http://www.pontopimenta.com.br/

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Postado por Luiz Carioca, às 5:45, em Cultura, Uncategorized, filmes.

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31 mai

Network

Postado por Luiz Carioca, às 12:33, em Uncategorized.

Dia chuvoso em São Paulo. A melhor opção era o metrô. Foi isso que ele fez. Deixou seu carro em casa e pegou o metrô. O dia foi bastante produtivo. Aquela reunião no fim do dia então, rendeu uma nova conta. Era um passo importante para o futuro da sua carreira. Ali devia estar começando uma nova fase da sua vida. Flávio, pensativo, como bom publicitário, sempre antenado às tendências, aproveitou o passeio para observar os outros passageiros. Observar comportamentos, conversas, pessoas.

“Eles me deram três tiros e me jogaram da ponte. Foi o cão do policial que me encontrou no dia seguinte. Depois eu fiquei assim, aleijado. Um deles era o meu cunhado, eu consegui tirar a máscara dele” disse um rapaz moreno, curvado e de mão repuxada conversando com uma senhora que estava sentada ao seu lado. “Então foi por isso que ele atirou em você, pra não reconhecer mais tarde”, respondeu a senhora. “Ele há de encontrar o caminho dele, o que é dele tá guardado.” Essa foi a última frase que Flávio conseguiu ouvir. Quanta desgraça. Não era disso que ele estava precisando.

Mudou seu foco. Olhou para uma mulher bonita que estava de pé ao seu lado. Ela tinha uma aliança na mão e o olhava como um cão que farejava o seu pé. Com um medo, com uma desconfiança. Nos socos do metrô, a mulher se movimentava, e então Flávio pode ver alguns hematomas em seu rosto. Não conseguiu esconder seu olhar de aversão. Disfarçou e olhou para o lado. “Menina, hoje eu fui ruim pro trabalho, tô com uma dor de garganta que não dá nem pra engolir saliva direito. E eles não me dispensaram. Fiquei ruim o dia todo.” Disse uma senhora de uns 60 anos. Se não fosse por esse testemunho, Flávio juraria se tratar de uma aposentada. “Ih, mas hoje é assim mesmo, pra ser dispensada só de ambulância ou carro de funerária. E eles ainda são capazes de dizer – não tinha dia melhor pra morrer não?” falou uma garota nova, dando continuidade à reclamação. “Tchau pra você viu minha filha. Se cuida, eu vou ficar aqui na Sé. Manda um abraço pra sua mãe.” “Pode deixar que eu mando. E se cuida a senhora, vê se melhora hein. Se não melhorar nem vai amanhã trabalhar, vitamina C e cama, viu?”. As duas se sorriram se despedindo.

Flávio começou a ficar entediado. Já bastavam seus problemas, não queria ficar ouvindo os problemas alheios. Não viu nenhuma tendência nova. Nenhum grupo de jovens com aparelhos portáteis, gestos ou gírias novas. Só problemas. Resolveu ficar em seus próprios pensamentos. Seu dia havia sido ótimo. Aquela tristeza toda só o levaria para baixo. Não precisava disso. Não podia perder tempo com essas dores-de-cabeça alheias. A partir daquele dia, decidiu valorizar cada minuto do seu dia. Chegando na sua estação, se sentiu agradecido de fugir de tudo aquilo. A porta do metrô lhe abriu uma passagem para fora daquela atmosfera negativa. Todos aqueles problemas transitando no ar, entrando pelas narinas e saindo pelas bocas.

Chegando em casa, sentiu-se feliz por estar em lugar aconchegante, sem cunhados assassinos, e outras desgraças. Sentiu-se bem por deixar todo aquele desgosto para traz. Jantou, tomou banho, checou seus e-mails, fez seu ritual habitual e foi deitar. Amanhã seria o dia seguinte ao triunfo. Ele precisava estar bem disposto para a nova fase da sua vida. Dormiu tranquilamente. O dia estava bonito, sem chuva. Tudo parecia perfeito, a não ser uma dor de garganta que não dava nem pra engolir saliva direito.

- Luiz Carioca 

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Postado por Luiz Carioca, às 6:02, em Uncategorized.

Nelson trabalhava em uma agência do interior do estado de São Paulo como atendimento. Era jovem, tinha boa oralidade, feeling, desenvoltura e criatividade. Estava sempre antenado no mercado, não se esquecendo das peculiaridades de cada cliente. Desde seu primeiro estágio, surpreendia com seu ponto de vista nas reuniões, sabia que o futuro ainda o levaria para longe. Com o apoio e incentivo de amigos, bem diferente da trajetória de sua família de origem simples, ele decidiu procurar emprego na cidade de São Paulo. Procurou contatos, passou dias enfiado na internet. Procurou ex-colegas de trabalho, importunou quem pudesse lhe arrumar uma oportunidade. Com muita insistência conseguiu uma entrevista numa agência de grande porte.
Chegado o dia da entrevista, Nelson se arrumou e pegou um ônibus para São Paulo. Suas roupas não escondiam suas origens simples. Ele estava bem vestido, mas seu cabelo penteado era uma agressão ao visual totalmente despenteado do metrô de São Paulo. Sua camisa abotoada nos punhos contrastava diretamente com os rasgos que desfilavam a sua frente. Em meio a um festival de modernidade, sentia que sua pinta acima dos lábios era a forma mais primitiva de manifestação de um piercing. Aos poucos isso foi incomodando ele, não tinha como não incomodar. Chegando ao endereço marcado, parece que ele saltou alguns anos na frente. As roupas estavam cada vez mais ousadas.
Após uns minutos de espera, Nelson foi chamado para a entrevista. Entrando na sala, viu um homem baixo, muito bem arrumado, com roupas que ele nunca havia visto na sua cidade, nem para vender. Até mesmo a cadeira da sala lhe era estranha. Deu o primeiro passo tímido, depois pensou que estava ali decidido de seu sonho, então, levantou a cabeça e caminhou até a cadeira com um ar decidido e confiante. O homem não podia esconder a sua surpresa. Nelson possuía um currículo muito bom e atualizado, mas parecia recém saído de um seriado americano na época da Guerra Fria. O diretor da agência resolveu não perder a chance de desafiar e tirar uma com a cara dessa figura que se apresentava tão estranha e ao mesmo tempo confiante na sua frente. Após algumas perguntas de praxe, deu início ao desafio.
— Nelson, gostei muito do seu histórico, mas me pergunto se o seu perfil, é o perfil empreendedor que a empresa procura.
—    Posso garantir ao senhor — respondeu Nelson firme.
—    Então, mas o atendimento hoje me dia precisa ser antenado, ser moderno e ate mesmo… digamos, sedutor.
—    Eu garanto que nunca tive problemas com esses fatores.
—    Então, façamos um teste.
Nelson consentiu com a cabeça.
—    Vou apresenta-lo ao pessoal da agência. Se alguma mulher se interessar por você, comprovando que você tem o ar sedutor, o emprego é seu.
—    Ok.
Os dois começaram a visita pela agência, que era enorme, tinha 3 andares. Começaram pela criação. Lá estavam as pessoas mais mal vestidas da agência. Talvez elas nem tivessem notado a presença de Nelson se ele não estivesse acompanhado do diretor da agência. Passaram pelo administrativo, pessoas bem arrumadas, muito bem educadas e altamente concentradas. Nenhuma das mulheres quebrou a concentração por causa da presença de Nelson. E assim foi, passaram por todos os departamentos, terminando a visita pelo atendimento, onde estavam as mulheres mais bonitas e mais bem vestidas. Todas altamente sedutoras. Algumas não escondiam o leve escárnio causado pelas roupas de Nelson. O diretor da agência, em sua frieza, também não conseguia esconder um sorriso malicioso no canto da boca brilhante, isso mesmo, até a boca dele brilha, e eu, um fosco completo, pensou Nelson. A cabeça de Nelson já não estava mais tão erguida. Era hora de voltar à sala do chefe, pegar suas coisas e voltar para o interior.
No corredor, em sentido contrário, caminhava Dona Maria, conhecida pela grande maioria como a tia do cafezinho. Enquanto o diretor caminhava quase que saltitante na frente, Nelson levantou sua cabeça e estampou um sorriso em seu rosto. Deu o bom dia a Dona Maria e pediu-lhe um café.
—    Bom dia. Posso pegar um cafezinho?
—    Lógico. — respondeu com um sorriso.
—    Nossa, que delícia de café. Muito obrigado.
—    De nada.
Agora era a Dona Maria que não conseguia esconder o sorriso no rosto. Tinha achado Nelson extremamente simpático. Ela já não se lembrava do último elogio que havia ouvido no trabalho. Nelson seguiu com o diretor da agência, para a sala dele, observados cuidadosamente pelo olhar totalmente seduzido de Dona Maria.

- Luiz Carioca

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Postado por Luiz Carioca, às 10:02, em Uncategorized.

Foi publicado um estudo que critica a forma tradicional e, na minha opinião, incoerente das apresentações em softwares como o Power Point. Ele aponta que o cérebro humano processa e armazena informações na forma verbal e escrita, mas não a mesma coisa das duas formas e ao mesmo tempo. Como os mais antigos nos diziam, é chover no molhado.

Por isso, as apresentações onde o apresentador é apenas um orador que lê as informações da tela não são nem um pouco eficientes. O apresentador precisa estar inteirado sobre o assunto e falar a respeito dele, apresentando gráficos, exemplos e outras coisas, não simplesmente o próprio texto como uma legenda sem função e no mesmo idioma. Repetir o que está escrito reduz a capacidade de entender o que é apresentado.

Fico feliz com a notícia. Pois sou um barbudo mal-vestido que cria as campanhas e vê pessoas bonitas apresentá-las sem ter a menor idéia do que estão fazendo-falando. Assim, os apresentadores, além de fazerem a barba, terão que saber do que estão falando. É uma evolução para o atendimento. Sei que não posso generalizar esse conceito de atendimento, pois trabalhei com muitos que realmente eram publicitários com paixão tão ou mais criativos e envolvidos do que a própria criação. Mas como regra tem sua exceção, também conheci atendimentos que nem sequer fazem sua própria apresentação, pois estavam ocupados sendo bonitos.

Ah, e fica aqui a dica para os freelas também. Abraços a todos e boas apresentações.

Research points the finger at PowerPoint

http://www.smh.com.au/articles/2007/04/03/1175366240499.html

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Postado por Sandro, às 11:22, em Uncategorized.

Esta semana andei bastante pelo Vale, mais especificamente São José, Caçapava e Pinda. E todo comercio, escritório, loja ou consultório em que entrava via um jornal de bairro ou uma revista regional, desses modelos cheios de propaganda e apenas meia dúzia de matérias do mês passado inteiro. Tinha jornal de 2 páginas, de 8, 12, colorido, preto e branco, só magenta ou só ciano, assim como tinha revistas que tinha capa colorida e brilhosa e miolo com papel tipo jornal. Enfim, me caiu no colo uma variedade incrível desse tipo de veículo. Veículo esse que se fosse em tempos de presidência Collorida, seria chamado de carroça.

Então pensei, porque um pessoal “donos” desses jornaizinhos de bairro e revistas de propaganda não se unem e fazem um veículo descente, num formato de cooperativa jornalística? Poderiam continuar com os mesmo anunciantes, cobrando o mesmo preço, com a diferença que seria algo interessante de se ler, até começar a crescer.

Será isso possível ou eu ando assistindo muito Malhação?

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Postado por Elisa, às 8:07, em Uncategorized.

Finalmente o CCVP mostra a sua cara! Por enquanto não passa de um humilde blog, mas os projetos são mais ousados, como todo profissional de criação é ;)

E vâmo que vâmo que o ano só tá começando!

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