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Criativo Crônico - A Empresa Criativa

terça-feira, março 16th, 2010

law_andy2Um livro mudou minha vida logo no começo da minha carreira. “A Empresa Criativa” é um livro, lá de 2000, em que Andy Law conta como ele e a equipe da Chiat/Day de Londres não aceitaram sua fusão com a TBWA e a agência tornou-se a St Luke´s, extremamente criativa em seu modelo, em seus trabalhos e na composição societária, em que todos os funcionários são proprietários dela. Quem lê o livro torna-se um ‘irmão de fé’. Na época de seu lançamento, a obra oferecia uma série de desafios e questionamentos ao modelo de trabalho do mundo a propaganda. Andy tem uma postura sempre desafiadora e não tem medo de questionar as formas mais estabelecidas de se fazer negócios. Dez anos depois,o mundo dá voltas e achei uma entrevista, que traduzo aqui, em que Andy fala por alto sobre o futuro do trabalho e opina sobre o que está ali no horizonte.

? - O que aconteceu à St. Luke´s? Por que você decidiu se desligar da empresa?

Andy Law: Eu era o cara errado para liderar a próxima etapa da vida da St. Luke´s. Havia co-proprietários ali com uma visão diferente do futuro, sobre o futuro deles, não o meu.

? - Você é agora o fundador e chairman mundial de ‘The Law Firm’. Você poderia nos dar uma pequena sinopse do que ‘The Law Firm’ é?

AL: Meu segundo livro, “Experiment At Work”, dizia como uma empresa poderia ser como uma rede social. A interligação de tudo que conhecemos precisava de um novo modelo. Anita e Gordon Roddick (fundadores da The Body Shop) sentaram comigo e traçamos como uma empresa que enxerga o futuro deveria ser e atuar. De acordo com a minha experiência, queria uma rede que trouxesse à tona o melhor do pensamento mundial sem uma estrutura gerencial onerosa, o que claramente caminha junto às organizações globais. Então, “The Law Firm” é uma operação de franquia, oferecendo comunicação criativa ao redor do mundo.

lawfirmAndy é o fundador e Chairman Mundial de ‘The Law Firm‘ uma rede global de agências que opera em mais de 20 países ao redor do mundo, inclusive no Brasil, em que está presente por meio de João Fernando Camargo, ex-diretor de criação da Lowe e sua agência. ‘The Law Firm’ é uma rede que só funciona inteiramente por conta da Internet. Sua cooperação entre pessoas que estão em Lagos, na Nigéria, e Amsterdam, na Holanda, só é possível com as mudanças nas maneiras com que as pessoas se comunicam e colaboram online. Andy vê que as agências de propaganda precisam trabalhar com um novo tipo de equipe criativa mais jovem, que enxerga de maneira muito mais abrangente e, assim, estruturou sua rede totalmente sobre a plataforma digital.

“Nosso protocolo operacional é baseado no protocolo da Internet. Ao trabalharmos com “Open Source Creativity” (Criatividade de código aberto) temos uma ferramenta que nos auxilia a trabalharmos juntos. Somos totalmente estruturados na tecnologia.”

Muito do pensamento de Andy coloquei na minha própria empresa (que hoje é uma agência full service) e na minha carreira, por isso discordo da postura de muitas agências da região e não sei se sou uma unanimidade por pensar assim. Mas o final é a melhor parte da entrevista:

?- Extraí uma frase de seu site que diz: “É preciso uma agência de propaganda honesta para dizer que a propaganda nem sempre irá funcionar para você.” Com a fragmentação da indústria da mídia, você tem dito isso a clientes com mais freqüência?

AL: E como.

? - Em seu livro “A Empresa Criativa”, você falava das possibilidades para o futuro do trabalho. Já se foram 10 anos desde sua publicação. Com o que o futuro do trabalho se parece hoje?

AL: Ainda mais empolgante. Os altos e baixos da economia trazem várias oportunidades. A necessidade é a mãe da invenção, mas o desconforto é seu pai (dissatisfaction em uma tradução livre). Haverá ainda mais empresas criadas e ligadas à internet. As fórmulas (overhead também em tradução livre) serão reduzidas e a imaginação aumentada conforme as pessoas usarem os incríveis recursos que têm à mão para fazerem o novo. Marx estava quase certo. Os meios de produção estão agora nas mentes das pessoas.

? - Em termos de futuro, o que mais o empolga? E o que você vê como a maior ameaça?

AL: A resposta anterior é o que mais me empolga. A maior ameaça é que os governos não vejam e não tragam suporte para a economia emergente das pequenas e médias empresas.

Suspensão do comercial da Devassa pelo CONAR: você é contra ou a favor?

quarta-feira, março 3rd, 2010

devassa-3

O caderno valeviver, do jornal valeparaibano, publicou hoje uma matéria sobre a recente decisão do CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) de tirar do ar o comercial da cerveja Devassa, estrelado pela socialite internacional Paris Hilton.

O professor de publicidade e propaganda da Unitau Josué Brazil, um dos entrevistados, é contra a decisão: “Primeiro, porque, de um modo geral, fere a liberdade de expressão e, segundo, porque analisando a peça, em vista de outras campanhas que já foram ao ar, não é tão abusiva ou apelativa”.

Já Eduardo Spinelli, sócio e diretor de criação da Molotov/FGS, também contrário à suspensão, acredita que a decisão reflete um exagero de conservadorismo: “A Antarctica usou a Juliana Paes para fazer a campanha da BOA - Bebedores Oficiais de Antarctica. Em todo Carnaval, a TV Globo expõe a Globeleza seminua na TV. E isso nunca foi motivo de ofensa moral”.

Aproveitando essa polêmica toda, que tomou conta de todas as mídias especializadas do meio publicitário, o CCVP quer saber a sua opinião. Você é contra ou a favor da decisão do CONAR? Por quê? Opine, critique, defenda seu ponto de vista e, acima de tudo, contribua para enriquecer a discussão de um assunto tão atual e relevante para o nosso mercado.

Leia mais sobre a polêmica na edição impressa do valeviver de 3 de março de 2010 ou no site do valeparaibano: www.valeparaibano.com.br

Criativo Crônico - Uma Longo história

terça-feira, fevereiro 9th, 2010
www.walterlongo.com.br

www.walterlongo.com.br

Um dos grandes nomes que acompanho na propaganda é Walter Longo. Conhecido por suas frases contundentes (Siga seu twitter e me entenderá) e pelo “Aprendiz” como conselheiro de Justus, fui apresentado a ele no livro “Tudo o que você queria saber sobre propaganda e ninguém teve paciência de explicar”. Sempre sua franqueza e transparência me chamaram a atenção. Por um motivo ou por outro, resolvi dar continuidade à série de colunas sobre orientação profissional nos bastidores das agências escrevendo um texto com minhas interpretações por entre citações dele.

“Existem hoje duas grandes escolas de Administração na análise da motivação corporativa: uma escola que diz que o ideal é botar a cenoura na frente das pessoas, outra escola diz que o negócio é botar a cenoura atrás das pessoas. E essa decisão sobre a posição das cenouras é o que normalmente se discute em Gestão Empresarial.”

A propaganda é como é porque existe pressão ou existe pressão porque a propaganda é como é? É como o cachorro correndo atrás do rabo. Tudo o que envolve prazo, aqui se inclui a propaganda, prevê algum tipo de pressão. Se pudesse dar alguma receita de como fazer a coisa não ficar tão no fio da navalha, diria que teria organização e sangue frio. Se você se organizar, a coisa vai fluir mais rápido, ainda que você tenha um enorme pepino pela frente. Não adianta sair fazendo. É preciso saber o que irá fazer. Faça um rafe, veja uma referência, troque uma idéia e planeje seus passos. A experiência conta que assim a coisa rola mais ágil, e se é mais rápida é menos sofrida. Por outro lado, não adianta ficar nervoso, só você e a sua gastrite é que vão sofrer com isso, relaxa. Se o estupro é inevitável, você sabe o resto.  Agora, quando um líder é capaz de transformar pressão em objetivo a ser alcançado, eis um gênio.

“É melhor perder a prova do que a vergonha.” em “O Aprendiz”

Faça propaganda de acordo com seus valores. Se você tiver atitudes em que você acredita, as coisas acontecem pra você. Seja flexível para poder aprender e absorver coisas que acontecem pelo caminho, mas não desobedeça pilares sobre quem você é verdadeiramente. Não dá pra esconder que nossa profissão é verdadeiramente fascinante, mas também pode ter um fator destrutivo. Como tudo que é feito em excesso, aliás. Mas não podemos fechar os olhos para certas coisas que acontecem. Ultrapassar princípios que temos em nome de resultados, e principalmente dinheiro, não se justifica. Entenda que sacrifícios são necessários. Nem tudo no mundo profissional é bacana de se fazer, mas é preciso. Tenha sabedoria pra entender o que são adaptações necessárias para o crescimento (fazer um social, ir a eventos, trabalhar em fins de semana e noites adentro…). Fazer este tipo de atitude não é descaracterizar sua ética. Se quiser um parâmetro pra isso, a vergonha com certeza é ela. Se você não se sente confortável em contar alguma atitude sua ou de sua agência, algo não anda bem.

“Nada é coincidência tudo é consequência do que você faz”

São nossas escolhas que representam os tijolos com os quais construímos nossas carreiras. Os efeitos colaterais que a propaganda pode trazer são diversos, é verdade. Conheço agências que optam por não contratarem nem fecharem com clientes que passaram por um concorrente do qual discordam da atitude. É como na canção “Insensatez”, quem semeia vento só colhe tempestade. Cuidado com o que você planta, será o que você terá logo, logo. Afinal de contas, “O grande sintoma da ignorância humana é esperar resultado diferente fazendo sempre a mesma coisa.”

Criativo Crônico - The blue pill or the red pill? (parte 2)

terça-feira, fevereiro 2nd, 2010

up_in_the_airSemana passada falamos sobre a hora de entrar numa empresa, agora falamos sobre a hora de sair.Quando sabemos que é a hora de virar a mesa e pedir as contas ou encontrar forças para virar o jogo diante de uma demissão. Já está em cartaz o filme (do diretor Jason Reitman, de Juno) ‘Amor sem escalas’, tradução muito ruim para ‘Up in the air’ e que não traduz o que é a história de verdade. George Clooney é um consultor contratado para demitir funcionários de empresas que não tem coragem para isso. Imagine o quanto as empresas americanas de todos os cantos não precisaram dos serviços dele durante a crise (e ainda hoje). Ele voa pelo país inteiro demitindo pessoas e tentando fazer isso da forma mais aceitável possível para elas. Num determinado momento, um demitido, que está nervoso por conta disso, pergunta o que irá dizer a seus filhos e que gostaria que se sentissem orgulhosos do pai. O personagem de Clooney o aconselha que mais do que ter um emprego, deveria fazer o que gostava, no caso, voltar a cozinhar. Uma pessoa que tinha um curso de refinada cozinha francesa certamente não deveria ter se sentido feliz por um minuto dentro daquela empresa. E que seus filhos iriam se orgulhar de vê-lo trabalhando com alegria. Por isso, se você decidir tomar a pílula vermelha de Matrix, e chegou a hora do adeus, você tem alguns cuidados aqui para esse momento profissional.

1 - Jogue limpo, seja sincero - Walter Longo tem uma frase que é “Você conhece as pessoas quando as demite e não quando as contrata.” Por isso, jogue limpo, não sacaneie a empresa nem cometa uma atitude que possa trazer prejuízos a você e a ela. Se você foi íntegro até aqui, por que iria se perder agora? Se você deseja sair por um motivo interno à empresa, tenha coragem, seja educado e diga o que é de verdade. Não invente uma historinha. Será um favor à empresa. Pode ser que seu chefe nunca tenha se tocado daquele ponto fraco e que agora pode ser consertado. Se você esconder o real motivo, as coisas continuarão como sempre foram e seus colegas é que irão continuar com aquele problema sem solução.

2 - Se seu problema é grana - Explique e peça um aumento. Ok, grana pesa. Claro que pesa. Se você precisa ganhar mais, exponha sua situação ao seu chefe. Você não precisa sair caçando um novo emprego antes de conversar com ele. Se você também receber uma proposta maior para sair da empresa, converse também antes de aceitar. Se você for uma pessoa fundamental, será reconhecido. Só saia se a situação não tiver mesmo conserto. Ainda que seja muita grana, dê a chance de seu chefe cobrir a oferta.

3 - Se seu problema é reconhecimento - De novo, troque uma idéia com seu chefe e fale como você está se sentindo. Primeiro, tente isso com bom humor, numa hora descontraída, por entre uma piada, disfarçada, e veja se surte efeito. Senão, abra o jogo e explique que você tinha expectativa de um feedback positivo quanto a uma peça que notadamente trouxe resultado. Aí avalie, se o cara reconhecer ou explicar seus motivos, tudo bem. Se não divide sucesso, não assume falhas e nem esboça reação, aí sim, procure outro trampo.

4 - Dê o sangue até o último minuto - Sua imagem profissional vale mais do que qualquer coisa. Não deixe a peteca cair só porque você está saindo. Deixe sua barra limpa ainda que você seja demitido e não você quem tenha pedido a conta. Lembre-se de que para conseguir seu próximo emprego, ou algum outro, perguntarão referências de você. Por isso, evite falar mal da empresa de que sair. O mercado é um ovo, não esqueça.

5 - Aviso prévio não rola - Se você decidiu ir, é como terminar um namoro ou um casamento. Já vi casais que se divorciaram e continuaram morando juntos, ou namorados que mesmo sabendo que não dava mais, insistiram. É péssimo, fala a verdade. Só se você percebe claramente que a empresa possui um projeto no qual você está muito envolvido, ou que ninguém mais vai segurar a onda, ou que alguém está com férias marcadas, ou que se você sair e vai ferrar um colega por tabela, aí sim, tope fazer um período de transição, mas fixe uma data-limite.

E como fazer para evitar uma surpresa e acabar sendo demitido?

1 - Preste atenção. Seu chefe dá sinais - Se você está sendo fritado, sente a chapa esquentando. Não tem jeito. Veja se seu chefe está dirigindo a palavra a você. Veja se ele aceita seu trabalho sem muito critério e o acaba refazendo. Até mesmo, por mais estranho que possa parecer, se ele parou de dar bronca. Um técnico a beira do campo só grita com um time se está querendo ganhar. Se ele sentou no banco e cruzou os braços, mau sinal.

2 - Demitir é tão difícil quanto ser demitido - se o seu chefe chegou ao ponto de dispensar você, é porque ele refletiu bastante sobre isso. Afinal, vocês dois são seres humanos, se seu chefe não pensar em fazer isso da maneira mais aceitável possível e partir pra guerra, ele não o merecia mesmo. No entanto, para ele são muitas as conseqüências, tanto financeiras quanto no ambiente interno. O que vão pensar os funcionários que ficam? Administrar conflitos da equipe são pepinos grandes e que precisam ser solucionados logo ou implodem a credibilidade do líder.

3 - Empresas que têm cortes devem fazê-los todos de uma vez - Um band-aid tem que ser arrancado logo. Se várias pessoas serão demitidas, que sejam de uma vez. Nada pior do que trabalhar em clima de terror sem saber se vai ou se fica.

4 - Observe a sua postura - Preste atenção se você ligou o botão ‘foda-se’. Por mais que você esteja de saco cheio, revoltado com aquela empresa ’sanguessuga’ e tudo mais, não assuma a postura do ‘já fiz minha parte’. Se chegou nesse ponto, siga o conselho do Capitão Nascimento, ‘pede pra sair’. Não se torne um profissional apático ou conformista. Não vai fazer bem pra você. Se não vibra mais no dia a dia, seu rendimento caiu e você assumiu uma postura indiferente, não adie a felicidade, peça demissão.

5 - Se você percebeu que o tempo fechou e quer ficar, reaja - Veja se você faz parte do problema “oh, vida, oh céus, oh azar” ou da solução. Veja se aprendeu com seus erros. Se você está tendo dificuldade, não se esconda, ‘ai meu deus, tomara que ele nem me veja, nem fale comigo hoje’, saia da toca e peça ajuda. Abra o jogo, diga que você quer melhorar e busque uma orientação. Você vai ganhar respeito quando passar ileso pelo mesmo problema novamente. É só procurar compreender e seguir os pontos que conversarem, assim você vira o jogo. Só não desista sem atingir os objetivos ali dentro que estejam a seu alcance.

6 - Sandálias da Humildade - Conhece o cara que tem na ponta da língua uma justificativa pra tudo? Nada é com ele, nunca? Não é possível. Empurrar para o outro seu próprio erro é erro crasso da vida profissional. Não existe profissional perfeito. Outro perfil é o ‘fodão’. Quem se acha a última bolacha do pacote um dia cai do cavalo. Demonstrações de afirmação, quedas de braço com o chefe, grosserias aos colegas e desleixo, como chegar atrasado ou atrasar um job porque se sente acima do bem e do mal são sinais amarelos. A demissão para esses dois perfis, mais cedo ou mais tarde, acaba sendo inevitável.

Chegar é uma experiência bem menos traumática do que sair, é claro. Uma empresa séria vai tratar o processo da melhor maneira possível e com transparência. A melhor palavra para lidar com isso é diplomacia, afinal, o que é combinado não sai caro. Mas nada melhor para a sua maturidade como profissional do que encarar isso de frente, de maneira natural para uma carreira. Parece fácil falar, eu sei, mas não é o fim do mundo. Só não entregue os pontos porque isto não é um termômetro sobre sua qualidade profissional. Avalie sendo honesto com você mesmo (mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira) suas fortalezas e fraquezas que pode contornar. Tenha garra que você dá a volta por cima, e rápido, basta apenas a boa e velha confiança. Quanto melhor você se conhecer, mais a terá.

Criativo Crônico - The blue pill or the red pill? (parte 1)

terça-feira, janeiro 26th, 2010

pills

Todo profissional tem certeza de dois momentos em sua carreira: a hora de chegar e a hora de sair. Hoje, a primeira parte vai começar pelo começo, falando sobre a hora da contratação. Em Matrix, para abandonar aquela ilusão e viver um mundo de liberdade era preciso tomar a pílula azul e não a vermelha. Dar um novo passo na carreira é como tomar a azul. Não sabemos o que vai ter do outro lado, como vai ser, mas ficamos cheios de anseio, receio, curiosidade e insegurança. Nós, publicitários, somos chegados a uma dança das cadeiras. Qualquer veículo do meio publicitário dedica uma área para isso, M&M, Propmark, além de sites como o Quem pra Onde. Mas a finalidade aqui é ajudar com alguns cuidados que se deve ter antes da pílula milagrosa.

1- Conheça a empresa -Tenha a maior quantidade de informações possíveis da empresa onde você quer trabalhar ou que procurou você. Tenha referências de quem são os profissionais que trabalham lá, seus talentos, suas propostas de trabalho, (pode parecer baboseira corporativa, eu sei) mas missão, visão e valores de uma empresa contam o que fazem ali e no que acreditam suas cabeças. Você só vai ser feliz trabalhando dentro de um lugar em que se vê trabalhando. A pior coisa do mundo é começar num lugar e ver que aquilo não é pra você. É desgaste pra si mesmo e pra agência que esperava ter preenchido a necessidade e que agora tem que começar tudo de novo.

2 - Empregabilidade. O que é isso? - Traduzindo, é a capacidade que a gente tem de fazer com que uma empresa tenha vontade de nos contratar. O que nos torna desejados? Em Criação, tem que ter uma boa mistura do talento e da parte técnica. Pessoalmente, acho que tem que ter talento, correr atrás, humildade e vontade de aprender sempre, o resto a gente ensina. Se você curtir ser ratão de programa ou de referência, meio caminho andado. Se escrever corretamente, então, passa a ser um artigo raro.

3 - Portifolio hoje é digital - Coloque seus trabalhos num carbonmade, num álbum do flickr, num blog, até perfil do Orkut tá valendo. E se for webdesigner, crie seu próprio site. Os diretores de criação podem não ter o tempo (de verdade) para receber ao vivo, mas pra ver seu portifólio na internet, sim. Se você for bom, bom mesmo, a propaganda precisa de você. Ainda que não seja contratado naquele momento, ele pode te indicar (mas isso vem em outro tópico). Se você for chamado, aí sim, leve a famosa pasta, vá arrumado, chegue na hora e leve um currículo impresso. Tudo como manda o figurino. Se alguém não te respondeu, não encane. Se for seu, será. Pode ser apenas que o diretor de criação estava lotado de trabalho mesmo e não conseguiu te responder, mas não espere a eternidade pra partir pra outra.

4 - Não seja bicho do mato  - “Não tenho oportunidade” é uma frase que não existe mais no seu dicionário. Conseguir um e-mail de um diretor de criação ou alguém de dentro de uma agência que te interessa hoje é fácil. Use o que você ouviu na palestra sobre redes sociais (tenho certeza que você já viu uma) e coloque o twitter, o Orkut e o facebook a seu favor. Entre no site da agência, comente aqui no ccvp, vá a palestras, eventos (se levar um cartãozinho de visita, melhor ainda), ligue na agência e seja educado (ninguém se nega a abrir as portas para quem pede com educação), mande um e-mail convencendo que você merece uma chance. Só não vale ficar com vergonha. Você continuará sendo um talento desempregado.

5 - QI existe e é assim que funciona  - No nosso mercado, todo mundo conhece todo mundo. Se alguém não conhece você diretamente, conhece alguém que te conhece. A principal via de contratação é conhecer alguém que está no mercado (em negrito mesmo), seja numa agência, numa gráfica, numa produtora… não importa, ninguém vai contratar ninguém sem consultar algum tipo de referência, nem que seja sua mãe. Por isso, cuidado, ande na linha e não queime seu filme porque no mercado um liga um pro outro, pede indicação e parecer sobre quem se tem interesse em contratar.

6 - Aluno bom desperta os olheiros - Se você é um aluno interessado, tenha certeza que os professores falarão bem de você. Eles adoram descobrir novos talentos e serão os primeiros a fazer QI a seu favor. Nem eles também vão querer te colocar numa fria, por isso, são uma fonte segura de começar a fazer QI. No mercado publicitário, a sua grande chance de se colocar na área é durante a faculdade. Se você não trabalhar na área durante essa época, fica muito difícil. Fazer uma pós pode ajudar, e muito, na sua empregabilidade, corrigindo suas falhas, mas não responderá sozinha pela falta de experiência profissional. Ela será um aperfeiçoamento. Quem consegue virar o jogo, e ser descoberto ainda que tardiamente, é uma bem-vinda exceção.

7 - Dinheiro não é tudo, mas é 100% - até seu chefe, ou seu futuro chefe, quer ganhar mais, é claro. Mas não estruture sua carreira apenas pela grana. Fazer leilão no seu emprego atual com uma proposta maior de outro lugar pode ser uma cartada que não funcione e que acabe trazendo prejuízo pra você mesmo. Nada pior do que se sentir escravo do dinheiro num lugar em que você foi trabalhar apenas por considerar a grana, mas que não tem nada a ver com você.

8 - Componente pessoal - Você tem que ir com a cara do seu chefe e dos seus colegas e eles com a sua. Não adianta vocês se obrigarem a conviver horas e horas todos os dias. Não rola. Ninguém gosta de quem não é verdadeiro, honesto e transparente. Jogar limpo e jogar aberto só conta pontos a favor. Se você se está afim, mostre que sim. Se você não está afim, agradeça e siga em frente numa boa. Não se sinta a última bolacha do pacote, ou demonstre ser algo que você não é. A melhor atitude é ser sempre verdadeiro e o outro lado se sentirá obrigado a agir assim com você.

Semana que vem tem a segunda parte. Até lá.

Criativo Crônico - pano pra manga

terça-feira, janeiro 12th, 2010

mangaOlá amigos do CCVP,

estou de volta em 2010 trazendo à tona um assunto que já fez este ano começar quente e que sempre dá pano pra muitas mangas. Agências. Esse é um tema  que mexe com egos. A meu ver, são os egos que sempre precisam ser equilibrados em qualquer formação e associação ou entidade de classe, seja de publicitários ou não. Em qualquer que seja a agência, existe sempre um dono. Por mais que a vaidade o coloque na posição de usar a primeira pessoa do singular, só existe propaganda na primeira pessoa do plural. Não adianta um dono genial quando a equipe não comprou a idéia e não joga a favor. Da mesma maneira, ainda que a equipe seja muito competente, é a visão do líder que permite que ela avance ou não ultrapasse um determinado ponto.

Mas ainda que cada agência precise ser um todo bem equilibrado, sua imagem se constrói não pelo auê, pelos prêmios, mas pelo trabalho e pela postura que se tem diante dos clientes. E isso, meu amigo, olha ele aí de novo, depende muito do comportamento do dono. É ele quem dá a direção por onde a coisa anda. Mais uma vez, de nada adianta o ‘Dream Team’ na quadra se o técnico é um bola murcha. É ele quem dá a cara a tapa, certo? Clientes entram e saem de agências por como seu relacionamento é conduzido. Tenho clientes que deixaram outras agências porque o modo de trabalhar da Arriba! se encaixa melhor a seu perfil. Tenho clientes que deixaram a Arriba! e estão em outras agências também a procura disso. E tenho clientes que não abrem mão da Arriba! por já terem encontrado.

Pensando sobre esse tema, encontrei um texto excelente do Carlos Henrique Vilela, planner da Tom Comunicação de BH e responsável pelo excelente blog chmkt. Reproduzo aqui alguns trechos de seu artigo “Sua agência sabe quem ela é e onde quer chegar?” que falam bem sobre a questão de uma agência ter sua identidade bem definida.

Sua agência sabe quem ela é e onde quer chegar?

Frases como ‘faça o que eu digo, não faça o que eu faço’ ou ‘casa de ferreiro, espeto de pau’ retratam muito bem como se comporta a maioria das agências de comunicação no Brasil e no mundo. Um exemplo é que as agências costumam receitar a diferenciação para seus clientes, mas são poucas as que se diferenciam realmente. São raras as que possuem um ponto de vista distinto. Ao meu ver, um dos principais motivos é a falta de ideais de muitos donos de agência, que pensam somente no dinheiro, e se esquecem de que ele é conseqüência de outros fatores.

Diferenciação, no entanto, não é ter processos diferentes ou trabalhos premiados. Não é ter uma personalidade descolada, ou ser especializado em digital. Nem mesmo possuir o escritório mais cool do mercado. Para o cliente, tudo isso é mero detalhe. Diferenciar, na verdade, é ser relevante. E, para isso, a agência deve saber, claramente, ‘quem ela é’, ‘quem deseja ser’, ‘que tipo de empresa deseja atender’ e ‘como poderá gerar valor a esse tipo de cliente’. É como diz uma frase que nós, publicitários, sempre usamos, mas pouco praticamos: ‘não dá pra ser todas as coisas para todos os clientes’. (…)

Identificar que tipo de cliente você deseja atender clarifica e legitima o ponto de diferenciação. Se você não gosta dos seus clientes, tenha certeza de que eles também não gostam de você. O resultado é uma relação baseada na desconfiança. Mudar o jeito de ser de um cliente depois de iniciar a relação é trabalho árduo. Não escolher clientes, e pegar simplesmente qualquer um que bata na sua porta é extremamente prejudicial, principalmente porque eles afetam seu bem mais valioso: a cultura da agência. Além disso, clientes que acreditam no que você oferece são aquelas que permanecerão mais tempo com você.

Para isso, toda a sua equipe, clientes e potenciais clientes devem saber, da forma mais clara possível, ‘quem você é’ e ‘quem você quer ser’ e ‘no que você acredita’. Quando comentei o que acabei de dizer com alguns amigos, disseram que é preciso coragem. No entanto, respondi, é preciso ainda mais coragem para ser mais uma agência comoditizada que disputa qualquer tipo de cliente e é escolhida apenas pelo menor preço.

Vorana Usinagem é a nova conta da Molotov.

sexta-feira, outubro 30th, 2009

logo-vorana

A Molotov Propaganda acaba de conquistar a conta da Vorana Usinagem e Caldeiraria. Com mais de 10 anos no mercado, a empresa é especializada em processos de usinagem, fabricação de ferramentaria, serralheria industrial, entre outros serviços.

Localizada em Caçapava, interior de São Paulo, a Vorana atende grandes empresas da região como Nestlé, Volkswagem, Pilkington e Embraer. Para o novo cliente, o desafio da Molotov será reposicionar a marca no mercado em que atua. Integrando planejamento estratégico e criatividade focada em resultados, a agência desenvolverá um amplo projeto de comunicação 360°, que inclui branding, ações no-media e participação nas principais feiras do segmento.

Segundo Fabiano César, diretor de criação da Molotov, “esta é uma importante conquista para a agência, pois a Vorana presta serviços aos principais players da indústria do petróleo, setor que atualmente é um dos grandes responsáveis pelo crescimento da economia brasileira”.

Social Media Vale de Paraíba 2009 em novembro

quarta-feira, outubro 14th, 2009

A Criative Comunicação e a Cruz e Ferreira estão organizando o evento Social Media Vale de Paraíba 2009, no último final de semana de novembro em São José dos Campos.

O evento vai discutir as melhores práticas de comunicação digital no Vale do Paraíba e contará com a presença de grandes profissionais do setor, como o Michel Lent, com showcases, palestras e mesas de discussão.

Uma oportunidade única para discutir o setor e as melhores práticas nas novas tecnologias de comunicação que surgem. Eu e o Alexandre Santos estaremos lá.

Mais informações sobre o SMVP2009.

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Conheça os objetivos da APP Vale

domingo, outubro 11th, 2009

Vagas de Estágio na Globo internet.com - Web Designer/Programador

sexta-feira, setembro 18th, 2009

Man in Suit Sitting on Sofa bxp139713h

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