CCVP, Clube de criação do Vale do Paraíba

Postado por Ale Santos, às 6:41, em Mercado.

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A Molotov/FGS Propaganda é a agência da Coli Administradora, Incorporadora e Corretora. Sediada em Taubaté, a Coli atua há mais de 25 anos no Vale do Paraíba, Litoral Norte e Sul de Minas.

Com foco em edifícios residenciais de alto padrão e uma política diferenciada de preço, a Coli é responsável pelo lançamento de grandes empreendimentos de sucesso como o Residencial Renaissance, em Taubaté, o Pablo Picasso, em Guaratinguetá, e o Di Cavalcanti, em Caçapava, entre outros.

“Nos próximos anos, o mercado imobiliário em Taubaté representará um investimento de aproximadamente um bilhão de reais. Nesse cenário, a Coli destaca-se como uma das maiores e mais respeitadas incorporadoras. O que falta agora é a comunicação refletir essa realidade”, conclui Eduardo Spinelli, sócio e diretor de criação da agência.

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Postado por Ale Santos, às 3:33, em Mercado.

O mundo encolheu. Tudo o que ocorre além-mar cabe no palm top, no blackberry, no smartphone. Como previa o filósofo canadense Marshall McLuhan, a realidade hoje é que o planeta se transformou numa “aldeia global” tamanha a revolução tecnológica. Por conta disso, o mercado da comunicação também se renova em alta velocidade. Agências que como feudos administram isoladamente a comunicação de empresas estão predestinadas ao fim. Não à toa, a Tríadaz Propaganda e Marketing, de Taubaté-SP surge com duas unidades para lhe dar suporte, a Tríadaz Press e a Tríadaz Web. O conceito é de agência full service.
Conjugar esforços afins para a correta comunicação de seus clientes é objetivo da Tríadaz desde sua fundação em 2002. Para somar expertises, a agência mergulha agora de cabeça na linha da comunicação integrada em que o diálogo entre equipes é o fio condutor para um planejamento empresarial mais do que eficiente, eficaz.
De um lado, a Tríadaz Press cuida dos serviços de assessoria de imprensa, gerenciamento de conteúdo e mídias sociais (twitter, orkut, facebook, etc.) para empresas de médio e grande porte. De outro, a Tríadaz Web desenvolve sites, lojas virtuais (e-commerce), blogs, além de estratégias de marketing digital, como  marketing viral. Em comum, o time se ocupa em oferecer ao cliente a construção de uma imagem uníssona nos mais variados meios, seja na publicidade, seja no jornalismo empresarial ou mesmo no marketing digital. O futuro já começou.

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Postado por Gustavo, às 6:00, em Mercado, artigos.

consegui

“É muito fácil criar uma estratégia. Está tudo no Google.” Não é bem assim, cara pálida. Quando a forma vira fôrma é um problema sério. Propaganda não é receita de bolo. É fácil querer encaixar as peças, juntar tudo e vê no que dá. Hoje o mercado não tem espaço para fazer uma ação impensada e consertar depois. Cada cliente possui necessidades muito específicas e realidades muito diferentes, não dá para sair por aí copiando e colando tudo o que a gente vê na internet. O que vai diferenciar cada trabalho é aquela pecinha fundamental que fica atrás do teclado: o profissional. Falo isso, porque muito se fala sobre o uso das redes sociais em propaganda, a gente vê em palestra, mas me parece uma coisa distante do que a prática regional.

Na minha pequena compreensão, o uso das redes sociais na propaganda regional poderia ser maior porque falta conhecimento do que é cada uma delas. Como se comportam? Parece que precisam de uma comprovação, alguém precisa fazer primeiro e dar certo para seguirem. Seria preconceito? “Isso é coisa de adolescente, coisa de desocupado, não é coisa de gente séria”. Existe medo? O desconhecido gera medo. Penso que o mercado do interior ainda tem receio de ser um gerador de tendências, prefere segui-las. Sabe o prato de doces na festa de criança? Ninguém pega o doce, mas morre de vontade. A partir do momento em que um pega, vai todo mundo atrás.

doces

É muito legal ver palestras sobre redes sociais e a importância delas, mas muita gente nem perfil tem ou nunca usou uma rede social ainda, por incrível que pareça. Muito se fala, pouco se faz. Tenho perfil no Orkut desde 2004. Começou como uma febre incontrolável. Hoje meu perfil está lá empoeirado. O Orkut está fadado a ser o novo ICQ. Tenho MSN mas não gosto de usar. Quando entro, pipocam várias pessoas querendo falar ao mesmo tempo. Acho sacanagem bloquear a pessoa: se não quero tê-la em meu hall de amigos, por que dei o MSN a ela, então? Por isso, quase não uso, mas reconheço sua força e seu uso. Facebook e LinkedIn são novidades para mim. Essa última então é a rede social que você tem a desculpa perfeita para usar: ‘é profissional’. Quanto ao twitter, sou viciado. Eu precisava ir pro ‘rehab’ do twitter. A @rosana passou outro dia um link com 52 fatos bacanas sobre as redes sociais. Se você quer fazer uma estratégia de redes sociais, mas precisa conhecer melhor, está aqui, traduzido, manda bala no ctrl+c ctrl+v, mas tenha discernimento para fazer uma ação interessante.

Facebook
1. O usuário médio de Facebook tem 130 amigos.
2. Mais de 25 bilhões de peças de conteúdo (web links, notícias, posts em blogs, recados, photo albums, etc.) são compartilhados a cada mês.
3. Mais de 300mil usuários ajudaram a traduzir o site por meio do aplicativo de tradução.
4. Mais de 150 milhões de pessoas entram no Facebook com aplicativos externos todos os meses.
5. Dois terços dos  U.S. Top 100 websites da comScore e metade dos Global Top 100 websites da comScore estão integrados ao Facebook.
6. Existem mais de 100 milhões de usuários ativos atualmente acessando o Facebook por meio de seus celulares.
7. As pessoas que acessam o Facebook via celular são duas vezes mais ativas do que os usuários de internet pelo computador.
8. O usuário médio do Facebook está conectado a 60 páginas, grupos e eventos.
9. As pessoas gastam mais de 500 bilhões de minutes por mês no Facebook.
10. Existe mais de 1 milhão de empresários e  empreendedores de 180 países no Facebook.
Twitter
11. Três quartos dos usuários do twitter o utiliza por meio de aplicativos externos.
12. Twitter adquire  300.000 novos usuários a cada dia.
13. Existem atualmente 110 milhões de usuários do Twitter.
14. Twitter recebe 180 milhões de visitantes únicos a cada mês.
15. Existem mais de 600 milhões de buscas no Twitter todos os dias.
16. Twitter iniciou como um simples serviço de textos SMS.
17. Mais de 60% do uso do Twitter é de fora dos EUA
18. Existem mais de 50.000 aplicativos para Twitter.
19. Twitter doou todo o conteúdo de seus tweets à Biblioteca do Congresso Americano para pesquisa e preservação.
20. Mais de um terço dos usuários acessam o Twitter via celular.
LinkedIn
21. LinkedIn é o mais antigo dos 4 sites citados neste post, tendo sido criado no dia 5 de Maio de 2003.
22. Existem mais de 70 milhões de usuários mundialmente.
23. Membros do LinkedIn vêm de mais de 200 countries países.
24. LinkedIn é disponível em 6 línguas – Inglês, Francês, Alemão, Italiano, Português e Espanhol.
25. O Chief Financial Officer da Oracle, Jeff Epstein, foi sondado para a posição por meio de seu perfil no LinkedIn.
26. 80% das companhias usam LinkedIn como ferramenta de recrutamento.
27. Um novo membro chega ao LinkedIn a cada segundo.
28. LinkedIn recebe quase 12 milhões de visitantes únicos ao dia.
29. Executivos de todas as empresas Fortune 500 estão no LinkedIn.
30. Recrutadores estão na relação de 1 para 20 entre os perfis de LinkedIn.
YouTube
31. O primeiro vídeo publicados foi “Me at the Zoo”, em 23 de Abril de 2005.
32. Por volta de Junho de 2006, mais de 65 mil vídeos estavam sendo publicados por dia.
33. YouTube recebe mais de 2 bilhões de espectadores por dia.
34. A cada minuto, 24 horas de video é publicada no YouTube.
35. 70% dos usuários do YouTube são americanos.
36. Quase a metade dos usuários estão abaixo dos 20 anos de idade.
37. Você precisaria viver por volta de 1000 anos para assistir a todos os vídeos atualmente no YouTube.
38. YouTube está disponível em 19 países e 12 línguas.
39. Clipes musicais são 20% dos videos.
40. YouTube sozinho usa a mesma quantidade de banda que a Internet inteira usava no ano 2000.
Blogs
41. 77% dos usuários de Internet lêem blogs.
42. Existem atualmente 133 milhões de blogs listados nos blogs líderes do Technorati.
43. 60% dos blogueiros estão entre 18-44 anos de idade.
44. Um em cada cinco blogueiros atualizam seus blogs diariamente.
45. Dois terços dos blogueiros são homens.
46. Blogs corporativos são 14% dos blogs.
47. 15% dos blogueiros gastam 10 horas por semana blogando.
48. Mais da metade de todos os blogueiros são casados e/ou pais de família.
49. Mais de 50% dos blogueiros têm mais de um blog.
50. Blogueiros usam em média 5 redes sociais diferentes para atrair tráfego a seus blogs.
Bônus
51. 90% dos usuários de Internet conhecem ao menos uma rede social.
52. O usuário de redes sociais médio tem 195 amigos.

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Postado por Gustavo, às 6:00, em Mercado, artigos.

terceirograu

Alienígenas. George Lucas inventou até Guerra com eles. Ridley Scott fez o mais terrível deles. Roland Emmerich já fez o dia da independência com eles. Mas foi Spielberg que fez o filme com o título da coluna de hoje. Mas nós publicitários temos a oportunidade de literalmente fazermos contatos imediatos do terceiro grau. Ora, não é assim que se chama o Ensino Superior? Por mais que a Academia e o Mercado possam parecer planetas diferentes, a língua da propaganda tem que ser uma só. Na última semana, tive a oportunidade de participar de dois eventos, a Secom da Anhanguera de Jacareí e o Promark da Unip de São José dos Campos. Nas duas oportunidades pude relembrar, pela experiência de sala de aula na Fatea e dos diversos eventos de que já participei, que não se pode tratar o universitário como um alienígena, nem o palestrante pode se portar como se tivesse sido o enviado dos céus, inacessível aos meros terráqueos.

O mais legal de participar de eventos em Universidades é promover a interação. Gosto de conviver com uma galera que está chegando e me sinto renovado quando algo do que falei tem retorno de alguém que tem interesse, acrescenta, bate bola, pergunta, ri, discorda, quer saber… enfim, reage. Subir ao palco não é lá uma missão fácil, pior ainda quando a platéia é apática. Vou a um evento dar uma palestra para que o público se divirta assistindo. Afinal, boa parte da galera já está ali cansada de um dia de trabalho e o mínimo que se pode fazer é tornar o dia um pouco mais leve. Com isso, o conteúdo pode ser melhor assimilado e compreendido. E assim, eu mesmo me divirto por tabela, afinal estou falando do que gosto de fazer, e faço todos os dias.

Fiquei pensando no meu dia a dia para poder responder uma pergunta feita nos bastidores e procurei refletir mais sobre ela: “O que você acredita ser a maior distância entre a Academia e o Mercado?” Respondi ali de bate e pronto que se demora muito, seja pelo currículo da faculdade ou pelo interesse do aluno, para se conhecer o que se faz no cotidiano da propaganda. Não há mágica, não há segredo. Aprendendo pelo menos o glossário da profissão, qualquer pessoa pode já no primeiro semestre se inteirar do meio publicitário ao ler um ‘meio & mensagem’, freqüentar palestras. Mas esse foi só o pé que coloquei dentro da água, depois do evento, mergulhei mais fundo.

Os professores de quem eu mais gostava eram os mesmos apelidados pelos amigos Marcos, Matheus e Luiz como ‘mestres jedis’. Eles tinham alguma forma de experiência trabalhando na área, fosse por estarem em agências naquele momento ou por um passado no mercado. Até o jeito de falar era diferente. A perspectiva é outra de quem apenas conhece a Academia. São planetas diferentes e o aluno percebe isso. Ouvi uma frase fora deste contexto após a palestra da Unip que se encaixa bem a isso: “É muito mais fácil ensinar aquilo que você vive todo dia na prática do que aquilo que você só sabe em teoria”. Integrar mercado e Universidade é uma questão de linguagem. Ambos precisam desenvolver pessoas, mas precisam conversar, dialogar mais, com gente mais preparada tecnicamente trabalhando no mercado desde cedo e gente de mercado trazendo a vivência para a sala de aula.

É sensacional poder ver o brilho nos olhos de quem curte a propaganda de verdade. É legal poder responder (nem sempre com agilidade) os e-mails da galera que manda trabalhos, que pede ajuda, dicas e procura evoluir. Não sei se já escrevi isso aqui, se já, vou me repetir. A frase é do Alexandre Gama (NeogamaBBH): “Se você é bom, bom mesmo, a propaganda precisa de você”. Se a maioria das perguntas feitas ao nas palestras dizem respeito à colocação profissional, tenha certeza de que a própria participação nesses eventos já credencia e já seleciona os universitários dos profissionais, os meninos dos homens, porque o primeiro critério para recrutamento e seleção é o interesse.

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Postado por Marcos Teles, às 12:19, em Cultura, Mercado, artigos.


Dave Logan em palestra no TED

Dave Logan é um dos autores do livro, “Tribal Leadership - Leveraging Natural Groups to Build a Thriving Organization” cujo nome foi traduzido para “O Executivo e sua Tribo - Lidere sua Tribo Corporativa e Maximize a Produtividade e o Lucro da Empresa”.

Despertei meu interesse pelo livro depois de saber que a ZAPPOS, empresa americana de venda eletrônica, distribui gratuitamente a versão “audiobook” em seu site.
Segundo o autor, desde os primórdios da humanidade, nós vivemos em tribos. Hoje, nas empresas, isto não é diferente. São grupos que variam de 20 a 150 pessoas. Tais grupos, segundo Logan, têm mais poder do que seus líderes.

O entendimento dessas tribos influenciam a forma de liderar. Enquanto que para alguns, liderar é uma tarefa que acontece com muita facilidade, para outros, por mais que se dediquem, por mais que sigam as regras, por mais que pareçam fazer a coisa certa, liderar parece algo difícil e não gera bons resultados. Por que isto acontece? A questão pode não ser necessariamente o líder, e sim a tribo onde ele está inserido.

Para os autores, é preciso saber se relacionar com as tribos e ajudá-las a avançar para o próximo estágio. Para entendê-los, os autores classificaram 5 tipos diferentes:

  1. “os hostis”
  2. “os desmotivados”
  3. “auto centrados”
  4. “colaborativos”
  5. “desbravadores”

Tabela - Tribos

O primeiro estágio, “os hostis”, são aqueles que consideram que “a vida é uma droga”. Geralmente este perfil é encontrado em gangues e em prisões. Eles, em sua maioria, não têm respeito pela vida e pela sociedade.

O segundo estágio, “os desmotivados”, encaram a vida através de uma perspectiva um pouco diferente da primeira. Para eles, “a vida, especificamente a deles, é uma droga”. É comum identificar este perfil quando se escuta pessoas reclamando:
“o dia está ruim porque eu estou com calor”, ou
“o dia está ruim porque eu estou frio”.
“estou cansado porque eu tenho muito trabalho”, ou
“estou cansado porque eu tenho pouco trabalho”.
Sempre há como justificar e anunciar o porquê de sua insatisfação pessoal. Um grupo assim, segundo Logan, trabalha o suficiente para não ser demitido. Acaba não enxergando oportunidade ou ameaças ao negócio justamente por entregarem somente o básico à empresa. Uma empresa desmotivada dificilmente vai para frente.

O terceiro grupo, “autocentrados”, é o mais comum no mundo corporativo. Eles são motivados e, muitas vezes, bem sucedidas. Os autocentrados tem o senso de equipe equivocado. As pessoas são úteis enquanto servirem ao seus propósitos. Constantemente tenta tornar quem está ao redor uma réplica delas mesmas. São pessoas que gostam de falar sobre elas mesmas, mas não escutam o próximo. Julgam fazer o melhor trabalho do mundo e acreditam que os demais não colaboram com ela. Apesar do sucesso profissional, isto as deixam extremamente insatisfeitas. Em uma conversa entre duas pessoas com este perfil, há uma mudança constante de tópicos, uma vez que cada um quer superar o outro.
Aí eu paro e pergunto meu caro leitor, você conhece alguém que seja assim? É fácil não é. Basta olhar ao redor, certo?
Pare e pense mais um pouco. E você? Já parou para pensar como você atua? Será que você é mesmo o “the choosen one”? Quantos de nós pensamos que somos os heróis do dia? Quantos de nós nos julgamos insubstituíveis?

O quarto grupo, os “colaborativos”, difere-se do terceiro por deixar a postura individualista de lado e acreditar no poder do grupo. É a partir desde estágio que os grandes avanços começam acontecer. O grupo começa a partilhar valores e estes valores os mantém unidos. Cooperação e objetivos comuns guiam a tribo. O sucesso dos indivíduos dependem do sucesso do grupo. Porém, ainda há o senso de competição com quem não faz parte da panela. O lema aqui é “Nós somos bons, vocês não”.

Já as empresas no estágio cinco encaram o mundo como maravilhoso. São cooperativos e unidos por um proposito como mudar o mundo. É o caso da empresa farmacêutica que quando perguntada sobre quem é seu maior concorrente, o funcionário afirma ser o câncer. São empresas que querem deixar sua marca na humanidade. Transcendem seus mercados de atuação. São as empresas neste estágio que criam as maiores inovações de qualquer industria.

O papel do líder (formal ou informal) ajudar as diversas tribos, gradualmente, a avançar de estágio. Olhe ao seu redor, em que estágio você está? E as pessoas ao seu redor? Pergunte qual é a sua paixão? Qual é a paixão do seu grupo?O que move as pessoas? Será que há algo comum entre vocês? Será que o que move você precisa de um upgrade? Você não está sozinho e, em tempos de colaboração, esta jornada que deve ser feita em grupo.


Authors@Google


Book Brief -Bnet.com

Veja também:
Do You Want To Be Donald Trump Or Steve Jobs? – The John King Interview
http://mixergy.com/tribal-leadership/

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Postado por Gustavo, às 6:00, em Criatividade, Mercado, Referências, artigos.

lightmyfire

Um reflexo de que o mercado está aquecido pode ser visto por meio das várias vagas de emprego publicadas aqui no próprio CCVP. Boa parte das agências da região já publicou ao menos uma por aqui recentemente. Em uma roda de publicitários (que acontecem muito mais no mundo virtual do no que real), o papo é que trabalham demais, viram madrugadas e finais de semana trampando como nunca, porque simplesmente não tá dando. Se antes havia um cenário de contas com freio de mão puxado, agências fechando as portas ou se fundindo, a impressão é de que a economia regional está despertando novamente. Aí eu faço uma pergunta: mais aquecimento significa mais inovação? Por mais que o cenário seja favorável, veremos mais pastéis de vento ou mais trabalhos ‘do caralho’?

Tradicionalmente os anos pares são mais favoráveis ao mercado publicitário com Eleições e Copa do Mundo / Olimpíadas, mas uma vez que o mercado publicitário regional se sustenta por meio do tripé varejo-contas públicas-imóveis, percebemos que o eixo anda respirando bem, obrigado. O varejo parece, entre os três, ter sido o menos afetado pela crise, uma vez que diversos segmentos sofreram incentivos e por sentirem que sem anunciar, um mínimo que seja, não vendem. As contas públicas precisam utilizar o restante das verbas dentro do período permitido antes do início do período eleitoral, logicamente, e sem querer querendo, impulsionarem os candidatos de seus respectivos partidos. E o mercado imobiliário? Dá uma olhada nessa notícia do Estadão:

Venda de imóveis cresce 80% em um ano e já provoca alta de preços

“(…) Impulsionados pelo crédito farto e longo, pelo crescimento da renda e do emprego, pelo programa habitacional do governo e também pela volta de investidores ao mercado imobiliário, os resultados de vendas, lançamentos e financiamentos atingidos nos primeiros meses do ano são surpreendentes. As taxas de crescimento já superam a casa de 80% na comparação com 2009. “Foi o melhor começo de ano desde 2004″, afirma o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci. Com a ascensão social das classes de menor renda, (…) agora está realizando o sonho da casa própria, diz.” Veja mais aqui.

Vendo esse crescimento todo e tentando responder a pergunta lá de cima (e torço imensamente para estar errado), sou um pouco pessimista. Apesar de lutar para inovar, acredito que o ‘espírito da pastelaria’ irá prevalecer. Não é por isso que se deve fazer qualquer porcaria, pelo contrário, se não existe riqueza de conteúdo ou de conceito, a peça tem que ser ao menos linda e de bom gosto impecável. Se vai ser pastel, tem que ser o melhor pastel que o cliente já teve na vida, caprichado e com um baita recheio. Tiro essa conclusão ao pensar que a aceleração do mercado automaticamente exigirá uma agilidade natural dos prestadores de serviço envolvidos nisso, inclusive nós. Explicando melhor: sabe quando um músico arrebenta de vender com um sucesso, corre pra fazer um monte de shows e gravar um CD logo em seguida? Então, se o mercado se acelera, ninguém é trouxa de deixar a onda passar e quer aproveitar enquanto é tempo. Para isso, vai ter que colocar produtos no mercado com mais rapidez para atender a demanda. Nesse ritmo, não só clientes vão correr atrás do timing, agências e todas as outras envolvidas no processo (gráficas, fornecedoras de comunicação visual e camisetas, produtoras de áudio e vídeo) deverão todas se adaptarem a essa realidade em que se deverá entregar a melhor qualidade possível dentro do tempo que existe disponível se quiserem sobreviver.

Dá uma olhada nessa idéia dos hermanos argentinos. A gente os odeia, mas é preciso tirar o chapéu pros caras. Contar é estragar a surpresa. Quem está lendo aqui vai querer me matar e dizer que uma idéia assim precisa de meses, com o que concordo. A lição que deve ficar é que para inovar, devemos ter idéias muito ajustadas ao perfil de comportamento do consumidor, para que se surpreendam e se identifiquem, independentemente de formato ou mídia. A idéia tem que ser inquestionável de tão adequada, como essa para a cerveja Los Andes. O cliente precisa ser um cego pra não ver que essa idéia traria resultado. A chave é entendimento e compreensão para ir na veia. Quanto melhor a gente entende uma pessoa, mais fácil e mais liberdade temos para fazer isso. Ou você zoaria um desconhecido? A cultura do brasileiro é não planejar mesmo, ponto final. Os prazos serão curtos e por isso não adianta chorar. Para sermos os mais criativos o possível precisamos estar abastecidos ao máximo de referências, cultura e dados para encurtar o período que a idéia fica encubada na nossa cabeça e, como ouvi em uma entrevista do Bruno Mazzeo, fazer com que a inspiração nos encontre trabalhando.

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Postado por Gustavo, às 6:00, em Internacional, Mercado, artigos.

washingtondc

Se Washington é a capital americana, o sotaque do Tio Sam não é novidade para a fusão da mais brasileira das agências, right? A essa altura do campeonato, você já deve estar sabendo da fusão da W/ à McCann Erickson dando origem à W/McCann. Pense bem, se a 11ª agência do ranking de faturamento nacional estivesse se fundindo à 43ª, o que na prática é o que está acontecendo, isto não deveria ser ‘A’ notícia, mas acabou sendo. Aliás, se fosse só isso, nem mesmo assumiriam seus cargos de liderança ou teriam a marca eternizada. Davi seria incorporado a Golias e apenas a marca McCann ficaria. Mas não é desse jeito a história. Talvez pela realidade atual das duas agências, que já viveram ambas melhores dias até o final dos anos 90, não se compreenda bem o quanto prever uma notícia dessas já foi absolutamente improvável, assim como tentar unir a seleção de 1970, campeã do mundo como ícone do futebol arte, à seleção de 1994, campeã do mundo como ícone do futebol de resultados, em um mesmo time.

A W/Brasil faz parte da cultura nacional e sempre fez propaganda para se inserir no cotidiano de cada um de nós, sinônimo de propaganda divertida feita para virar hit. 10 entre 10 estudantes de propaganda queriam trabalhar lá. Uma agência que se tornou uma celebridade, a ponto de ganhar biografia, ‘Na toca dos leões’ de Fernando Morais. Insisto que se somos todos publicitários, o mérito é de Washington Olivetto. O pai de todos. Quando falo pra minha avó que sou publicitário, ela só sabe o que é isso porque ELE foi o cara que tornou a publicidade conhecida dos meros mortais, porque a fez se divertir com os comerciais tão divertidos quanto os próprios programas. Apesar da credibilidade de uma figura imortal como Washington, a W/Brasil, enquanto empresa, teria quebrado (notícia de fonte segura, mas sem confirmação) no início da crise mundial, o que levou Washington a desmentir publicamente o fechamento da agência, mas levaria a mudar o nome da agência para apenas W/.

Já a McCann, sempre teve uma postura voltada para o negócio da propaganda. Com força em atendimento, planejamento e mídia, a McCann não era conhecida do grande público, mas era a preferida dos anunciantes, por sua postura altamente profissional. Aliás, se você falasse em W, todo mundo sabia, mas em McCann, ninguém imaginaria que era ela a líder nacional do ranking de faturamento nacional, imbatível e sólida por muitos anos.  Mas nem só de business viveu a agência. Quem está há muito tempo com as contas de Coca-Cola, GM, Mastercard (Não tem preço) e mais recentemente TIM (com Blue Men Group), tem seus inúmeros méritos. Após a saída de Jens Olesen, seu presidente durante este período da liderança do ranking, a agência optou por trazer um novo fôlego com a chegada de Adriana Cury à criação, no sentido de equilibrar seu trabalho, o que funcionou por certo tempo em resultados e premiações, mas culminou em sua saída. Agora, a fusão.

Se mais uma vez o Tio Sam está querendo conhecer a nossa batucada (Música dos Novos Baianos que a W/ usou num comercial de Rider na Copa de 1994), fica aberta a discussão se as agências de capital nacional, como Fischer, Talent e DPZ, irão resistir a fusões junto a grupos internacionais como o próprio Interpublic (McCann, Draft+FCB, Lowe), ou Omnicom (BBDO, DDB, TBWA), WPP (Y&R, Ogilvy, JWT, Dentsu, Grey) e Publicis Groupe (Publicis, Saatchi&Saatchi, Leo Burnett). Os grupos internacionais vêem nas fusões a alternativa para crescerem rápido em faturamento e continuarem a concentrar as grandes contas não alinhadas internacionalmente e as agências nacionais passam a ser alvo desses objetivos. Fica também a pergunta aqui sobre a W/McCann: vai dar certo? Unir a água e o óleo não é muito fácil. O fato de não terem conflitos de contas já ajuda bastante. São empresas de crenças e culturas muito diferentes. Mas fico imaginando se uma tem a força na criação e a outra na cultura do atendimento, por que não daria certo? A chave para uma boa agência é o equilíbrio. Não se faz agência só com Criação, ela não se sustenta sozinha, morre de fome. Da mesma maneira, não adianta uma agência que só gera negócios e não tem o que entregar. A W/McCann não nasce ‘manca’ de uma dessas pernas, pelo contrário, mas tem o grande desafio de não dizer apenas que tuas glórias vêm do passado (Washington teria um treco de ver um trecho do hino do São Paulo falando de sua agência) e se e renovar diante da cultura forte de duas velhas senhoras agências de propaganda tradicionais. A saída é conseguir se adaptar diante de um verdadeiro mundo novo do marketing digital, que convenhamos, era o calcanhar de Aquiles das duas até aqui.

wmccann

Veja aqui a repercussão:

A sensata opinião do Marinho.

http://www.bluebus.com.br/show/2/96145/uniao_da_w_com_a_mccann_mexe_com_a_publicidade_brasileira_nota_do_marinho

Blog do Alonso, que cantou essa bola faz tempo.

http://aalonso.blog.uol.com.br/arch2010-04-25_2010-05-01.html#2010_04-26_11_51_24-2049234-0

O balanço de Alexandre Okada, último VP de Criação da McCann Erickson.

http://www.propmark.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=propmark&infoid=58455&sid=2

Quem fica.

http://www.mmonline.com.br/noticias.mm?origem=rss&IDconteudo=136296

Washington em pessoa contando os valores da nova agência. Muito bacana.

http://bloglog.globo.com/blog/blog.do?act=loadSite&id=95&postId=22778&permalink=true

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Postado por Gustavo, às 6:00, em Mercado, artigos.

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Como prometido, a parte 2 é a vez da revista.

Para quem não sabe, meu relacionamento com o jornal valeparaibano, como profissional, e antes disso, como leitor, sempre foi um amor antigo. Agora que é uma revista, se fosse uma pessoa, ela seria uma mulher linda, fascinante e inteligente que acabo de conhecer.

A história da campanha da revista é um pouco diferente da campanha do jornal ‘O Vale’. Quando houve a reunião de briefing, recebi também a notícia de que a futura diretoria da revista havia decido que a Arriba! seria responsável pelo institucional e que a Supera seria a agência responsável pelos materiais de trade e as peças direcionadas ao mercado anunciante em apoio ao comercial. Assim, desde o evento de lançamento comercial, ainda em fevereiro, as peças voltadas a captar anúncios para a primeira edição foram da Supera. Até aqui, temos trabalhado sem sobressaltos e com bom relacionamento com o atendimento da conta. Ainda no pacote de notícias da primeira reunião sobre a revista, a idéia da campanha já estava pré-definida, diante de uma campanha que já tínhamos apresentado ao valeparaibano quando ele ainda era jornal. Havia a necessidade de adaptar à campanha ao novo produto.

Diante do prazo curto, fomos chamados já no dia seguinte para uma reunião com a futura diretoria da revista para que pudéssemos ficar a par do que se tratava o projeto. Em cima da mesa, as páginas impressas do projeto da Cases i Associats, estúdio de Barcelona responsável pelo design editorial, ainda num mezzo portunhol mezzo catalão. Essas páginas eram as mesmas que figuraram no primeiro folder comercial que já davam a idéia de que o produto iria ser, uma revista como nenhuma outra produzida regionalmente, com foco em três pilares: política, economia e cultura. Tô contando bem resumidamente.

De volta á agência, fizemos a alteração na campanha anterior, partindo de início das peças impressas e de um storyboard. Ao apresentarmos, a reação ficou dividida. Tínhamos impacto e principalmente o slogan com a palavra ‘Nunca’ provocou polêmica. Afinal de contas, deve-se ou não usar uma palavra negativa num slogan? A defesa partiu do efeito que isso provoca. Quando dizemos ‘você precisa ler a revista’, isso tem um peso. Quando dizemos ‘você nunca pode deixar de le

r a revista’, tem outro peso. Respondo sempre que um dos mais geniais slogans da nossa propaganda é ‘não é assim uma Brastemp’. Embora seja do tempo em que a Brastemp ainda era uma Brastemp mesmo, o exemplo ilustra bem o que se pretendia. Ainda assim, fizemos alterações na campanha, mas só mesmo quando tive em mãos algumas poucas páginas de matérias fechadas da primeira edição, reduzidas impressas numa folha A4, PB, já lidas, é que tive a noção de verdade e que norteou toda a campanha sem margens para ressalvas.

A revista não trazia uma matéria falando da África do Sul da Copa, mas o lado que você não sabe sobre lá. Não é uma matéria falando de Política em si, mas do Ficha Limpa. Não é o entretenimento por si só, mas os bastidores do filme ‘Aparecida’, que está sendo rodado aqui em São José. São as nuances da notícia que você não vê exploradas pelos outros meios. Foi aí que tive o insight da campanha, assim de uma vez, ali na sala do Sr. Ferdinando Salerno. Iríamos mostrar uma mesma cena e ressaltar os pontos que cada um enxerga sobre uma mesma imagem, explorando de um lado o senso comum e de outro um ponto de vista inusitado e diferente, permanecendo o slogan ‘Nunca óbvia’ que se encaixava como uma luva a0 novo conceito. Nova reunião na minha casa entre eu e a Daniele, e ali criamos uma série de anúncios impressos.

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O filme partiu do conceito. Eu não tinha ainda escrito o roteiro, não desmarquei a reunião com o Madre Studio e com o cliente, mais uma vez, a sempre presente Sandra Nunes, que se tornou a Diretora Executiva da revista, para não atrasar o cronograma e arrisquei ao levar apenas a idéia e mostrar as peças impressas. Escreveria o

roteiro também baseado no que a  produtora conseguiria fazer em pouco tempo. Mais uma vez Toshizo e Tércio acrescentaram bastante ao filme e terminada a reunião, preparei o roteiro e o storyboard. Tivemos alguns sobressaltos na agenda da produção, mas as fotos mostram mais uma vez a qualidade da produção, feita no Teatro Colinas e na Villa dos Vinhos.

reel

Uma parte engraçada da captação da cena dos vinhos é que quando chegamos à locação, faltava luz no bairro inteiro. Enquanto havia luz natural, dava para preparar o cenário, montar equipamentos e tudo mais. Quando estávamos quase lá na cena, terminando o dia, parou um caminhão da Bandeirante na porta para derrubar a luz da rua inteira e fazer uma manutenção depois do blecaute da tarde, causado pela queda de uma arvore na Vila Ema. Embora houvesse um gerador pronto para fazer a produção acontecer, não havia sentido parar naquele momento. Seriam mais 2 takes no máximo e todo mundo ia pra casa. E lá foi ela, Sandra Nunes, que acompanhava a gravação, correndo pela rua, convencer a equipe da Bandeirante a aguardar alguns minutos para terminarmos a gravação. Não muito crente na história, o funcionário da Bandeirante entrou na locação e viu toda aquela parafernália montada e, pacientemente ao nosso lado, acompanhou no monitor o final da gravação.

Desde o evento de lançamento da revista, com direito a show de Ana Cañas, quando a tive em mãos pela primeira vez impressa, não consegui dar-lhe a atenção diante das responsabilidades que a semana ainda exigia para os lançamentos. Até que, finalmente, consegui no outro domingo. Quanto mais a descubro, mais me apaixono. Quando levei a revista comigo para o almoço de Páscoa, quase fiquei sem ela. A reação geral foi: “é uma revista feita ali, mas que poderia muito bem ser uma revista nacional. Não deve nada em qualidade e ‘tem mais coisa pra ler’ que a Veja”, que aliás acabou sendo uma velha senhora paciente recostada na sala, aguardando sua vez diante da novidade.

Tipo: VT
Título: Outro Lado
Duração: 30″
Anunciante: revista valeparaibano
Agência: Arriba! Comunicação
Criação: Gustavo Gobbato
Direção de Arte (Print): Gustavo Gobbato/Renzo Fernandes
Direção de Criação: Gustavo Gobbato
Atendimento: Daniele Botelho Rojas
Planejamento e Mídia: Larissa Teixeira / Maria Fernanda Chacon
Produção de Vídeo: Madre Studio
Direção: Tércio Parisi
Edição: Rodrigo Perosa
Produção: Lino Perosa / Luana Cavalcanti
Aprovação: Sandra Nunes
Veiculação: Vanguarda, Band e SBT

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