CCVP, Clube de criação do Vale do Paraíba

Postado por Luiz Carioca, às 4:20, em Cultura, filmes, hot hot hot.

Essas duas são bem antigas (+ ou - década de 60), mas seus conceitos permaneceram na mídia e na mente das pessoas por muito tempo. Quem não se lembra da musiquinha “Não adianta bater, que eu não deixo você entrar”?

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Postado por Luiz Carioca, às 5:25, em Cultura.

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Postado por Luiz Carioca, às 10:29, em Cultura.

beijando_dentes

Beijando Dentes, esse é o título do livro de Maurício de Almeida, um jovem escritor, que tive a felicidade de conhecer pessoalmente em um sarau em Campinas [1] [2] [3]. Confesso que só li um conto do seu novo livro, e gostei muito do que li. Engraçado, mas sua forma de escrever e o tema específico do conto que li tinha tudo a ver com a vida moderna e suas formas de comunicação entre os seres humanos, que às vezes nos aproxima, às vezes nos distancia.

Depois procurei mais notícias e trabalhos no seu blog, o Espaço no Teto. Recomendo a visita. Lá encontrei uma definição do livro que gostei muito e identifiquei com as minhas impressões.

Inspirado livremente no conto “Às quatro e meia da manhã”, de Maurício de Almeida, a proposta cênica Beijando Dentes (título também do livro do autor), busca discutir possíveis relações de conflitos que geram a incomunicabilidade entre seres humanos. Dois ou mais corpos. Uma relação. Entrecruzamento de pensamentos, silêncio ausente, desejos dormentes. Entorpecimento. Faltam as palavras que sobram: verborragia. Excesso de nada. Atrativa repulsão. Sôfrego sorriso. Dependente sedução. Dois ou mais corpos. E uma cruel afeição.

Se você quiser saber mais sobre o autor, acesso o Blog Espaço no Teto.

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Postado por Luiz Carioca, às 10:06, em Cultura, Destaques, Evento, Gôndola, hot hot hot.

sitimao_apresentacao

Mais uma agência do Vale fazendo bonito, e agora, pro mundo todo ver. A Phocus Interact foi notícia no Diário Lance do dia 07/01. O maior jornal esportivo do Brasil deu um furo em seus concorrentes, teve acesso à versão final de testes e analisou o futuro site internacional do Corinthians, que está previsto para lançamento nos próximos dias.

Diante de tanta expectativa por parte dos corinthianos e dos fãs do futebol, o endereço de testes vazou no Orkut e, até que o vazamento fosse descoberto e o endereço trocado, em 2 horas, houveram mais de 5.000 acessos simultâneos. Pode-se dizer que, antes mesmo de lançar o site já é sucesso. Parabéns à Phocus Interactive e a todos os envolvidos.

Veja um trecho da matéria que saiu no Lance:

O conselheiro Edgar Ortiz é o responsável pelo projeto, que está sendo desenvolvido pela Phocus Interact, cujos sócios são corintianos. O conteúdo conta ainda com a colaboração do site Loucos por Ti e da empresa ESM Marketing Esportivo, produção e edição de vídeo da GPM Group, além das modelagens e animações 3D da Parallax. A tradução do conteúdo é feita pela Arabera Traduções. A colaboração dos torcedores vem sendo fundamental, além do empresário Marcelo Lima, responsável pela letra do hino disponível nos outros dois idiomas.

Clique aqui para ler a matéria completa.


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Postado por Luiz Carioca, às 9:47, em Cultura, Destaques, artigos.

guia-reforma-ortografica-melhoramentos

Eu já havia postado aqui algumas das alterações que a ortografia da língua portuguesa está sofrendo com esse novo acordo de uniformização. O post rendeu muitos comentários e muitos pontos-de-vistas diferentes, mas uma coisa é fato, gostando ou não, as mudanças estão aí. “Ligue-se, adapte-se, queime na chuva ácida”. Ninguém gosta de mudanças, mas elas acontecem com  frequência freqüência em nossas vidas, então, o melhor a se fazer é seguir os conselhos do bom e velho Darwin e se adaptar a elas.

Pra ajudar nessa adaptação, posto aqui o link do Guia Prático da Nova Ortografia da Editora Melhoramentos. São 32 páginas com detalhes sobre o novo acordo e suas mudanças. Aproveite, é de graça. Enquanto isso, nós do CCVP também vamos tentando nos adaptar, não repare nos erros. Você faz idéia ideia de quanto isso complica a vida de um blogueiro?

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Postado por Luiz Carioca, às 1:04, em Cultura.

*desculpem o atraso.

LIVRO POESIA PALESTINA DE COMBATE
152 páginas. Ed. Achiamé
palestina

A poesia acorre uma vez mais ao encontro histórico de um povo e ocupa seu lugar na batalha que ele trava contra a injustiça e a opressão, pelo direito à existência e à dignidade. Essa é a inflexível postura dos poetas palestinos que, no ardor do combate, assumiram a responsabilidade que lhes concerne, adquirindo uma consciência cada vez mais clara que lhes permite compreender o verdadeiro papel que sua poesia pode desempenhar na luta pela libertação de seu povo.

Diante dos últimos fatos que acompanhamos nos telejornais, acho interessante aproveitar o espaço dedicado para cultura, para trazer algo diferente. Nos filmes de Hollywood sempre vemos os árabes como obscuros, barbudos, radicais e maldosos. Quando li esse livro, fiquei de queixo caído. Para muitos, ler algo assim pode ser uma importante quebra de paradigmas.

Veja abaixo dois poemas que selecionei. Um deles do famoso poeta palestino Mahmud Darwich, o outro, de um poeta anônimo. Pasmem no teor de realidade dos poemas do livro, alguns deles são inspirados ou retirados de diários de soldados palestinos.

Carteira de Identidade

- Mahmud Darwich

Registra-me
sou árabe
o número de minha identidade é cinqüenta mil
tenho oito filhos
e o nono… virá logo depois do verão
vais te irritar por acaso?

registra-me
sou árabe
trabalho com meus companheiros de luta
em uma pedreira
tenho oito filhos
arranco das pedras
o pão, as roupas, os cadernos
e não venho mendigar em sua porta
e não me dobro
diante das lajes de teu umbral
vais te irritar por acaso?

registra-me
sou árabe
meu nome é muito comum
e sou paciente
em um país que ferve de cólera
minhas raízes…
fixadas antes do nascimento dos tempos
antes da eclosão dos séculos
antes dos ciprestes e oliveiras
antes do crescimento vegetal
meu pai… da família do arado
e não dos senhores do Nujub¹
meu avô era camponês
sem árvore genealógica
minha casa
uma cabana de guarda
de canas e ramagens
satisfeito com minha condição
meu nome é muito comum
registra-me
sou árabe
sou árabe
cabelos… negros
olhos… castanhos
sinais particulares
um kuffiah² e uma faixa na cabeça
as palmas ásperas como rochas
arranharam as mãos que estreitam
e amo acima de tudo
o azeite de oliva e o tomilho
meu endereço
sou de um povoado perdido… esquecido
de ruas sem nome
e todos os seus homens… no campo e na pedreira
amam o comunismo
vais te irritar por acaso?

registra-me
sou árabe
tu me despojaste dos vinhedos de meus antepassados
e da terra que cultivava
com meus filhos
e não nos deixaste
nem a nossos descendentes
mais que estes seixos
que nosso governo tomará também
como se diz

vamos!
Escreve
bem no alto da primeira página
que eu não odeio os homens
que eu não agrido ninguém
mas… se me esfomeiam
como a carne de quem me despoja
e cuidado… cuida-te
de minha fome
e minha fúria

1-Célebre tribo da Arábia
2-Elemento de adorno dos palestinos

Sou um grito de liberdade

- Anônimo

Não importa o que tiram de mim.
Eles não podem tirar a minha identidade,
ou minha dignidade.
Sou um palestino.

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Postado por Luiz Carioca, às 7:57, em Cultura.

O Mundo do Grafite

O mundo do grafite oferece uma visão exclusiva da própria essência do grafite e da explosão criativa que caracterizou os últimos trinta e cinco anos e nos conduz numa aventura vertiginosa pelos Estados Unidos, pela Europa, pelo Brasil e por quase todos os cantos do globo. Apresentando mais de 2.000 imagens de obras de mais de 180 artistas internacionais, Nicholas Ganz combina suas experiências diretas com os depoimentos dos próprios artistas. O resultado é a visão de um verdadeiro conhecedor do assunto sobre as principais tendências e estilos que fazem do grafite o que ele é hoje: um fenômeno global.

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Postado por Luiz Carioca, às 7:56, em Cultura.

Poema de Natal

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos…
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

Vinicius de Moraes, poeta e diplomata na linha direta de Xangô. Saravá!
O acima foi foi extraído do livro “Antologia Poética”, Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág. 147.

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