
A Zappos é uma empresa de comercio eletrônico que foi adquirida recentemente pela Amazon (valor da transação: 1.2 bilhões de dólares). Ela difere-se pelo fato de prover um excelente atendimento ao cliente, resultado da maneira como trata seus funcionários.
A primeira vez que ouvi sobre ela foi através de um comentário que o Luiz Henrique (@luizcarioca) fez no meu post aqui no CCVP. Na ocasião, foco era inovação e o uso da web 2.0 pelas empresas.
Hoje, dois anos depois, reacendeu meu interesse pela Zappos, já que tenho pesquisado muito sobre empresas democráticas. Tratam-se de organizações onde o funcionário tem mais poder de decisão do que em empresas tradicionais. Neste grupo estão a brasileiríssima SEMCO, do Ricardo Semler, a Southwest Airlines e a Gore & Associates. O que inicialmente era um hobby, hoje levo mais a sério pelo fato de participar de dois comitês onde eu trabalho (um de clima e outro de valores organizacionais).
Antes da Zappos, o empreendedor Tony Hsieh teve outra empresa que acabou sendo vendida à Microsoft. Segundo Tony, o que motivou a venda foi o fato de não ter sido dada tanta importância para a cultura organizacional da empresa. Com a Zappos, o cuidado com a cultura organizacional não foi deixado de lado. Mesmo após a venda para a Amazon, Tony continua na liderando a empresa.
The Importance of Company Culture - Tony Hsieh (Zappos CEO)
A Zappos dá frete grátis para os seus produtos (tanto para entregá-los, quanto para devolvê-los). O prazo de troca é de 365 dias. A cultura é o combustível para entregar um atendimento ao cliente fora do comum.
Abaixo, os dez valores da Zappos:
1. Entregue um “UAU” através dos serviços (Deliver WOW Through Service);
2. Abrace e Conduza Mudanças (Embrace and Drive Change);
3. Crie diversão e um pouco de maluquice (Create Fun and A Little Weirdness);
4. Seja Ousado, Criativo e Mente Aberta (Be Adventurous, Creative, and Open-Minded);
5. Busque o Crescimento e a Aprendizagem (Pursue Growth and Learning);
6. Construa uma Comunicação aberta e Honesta através da Comunicação (Build Open and Honest Relationships With Communication);
7. Construa uma Equipe Positiva e Espirito de Família (Build a Positive Team and Family Spirit);
8. Faça Mais com Menos (Do More With Less);
9. Seja Apaixonado e Determinado (Be Passionate and Determined)
10. Seja Humilde (Be Humble)
A rotatividade é baixíssima, principalmente se considerarmos que se trata da industria de callcenters. A empresa oferece 2 mil dólares aos novos funcionários que, após duas semanas de treinamentos inciais, desistirem de trabalhar na empresa. Para eles, isto é um filtro que evita danos maiores no futuro.

Na minha opinião, o melhor produto da Zappos não são os seus calçados. A Zappos oferece cursos para quem queira conhecer e vivenciar o ambiente de trabalho alegre e colaborativo da empresa. É possível conhecer o dia-a-dia de seus funcionários, conversar com gerentes e dependendo da sua sorte, interagir com o próprio Tony.
Saiba mais em http://beta.zapposinsights.com/
Mesmo estando fora dos EUA e nunca tendo adquirido um calçado da Zappos, fui surpreendido há alguns dias quando, ao afirmar no twitter que eu estava pesquisando sobre eles, fui contactado pela empresa. Durante a conversa, a funcionária (Zerina) me ofereceu enviar gratuitamente um edição do Zappos Culture Book. Trata-se de um livro onde cada funcionários expressa como é a experiência de trabalhar na Zappos. Logicamente eu aceitei e o livro chegou em apenas uma semana aqui no Brasil.
A impressão que eu tive foi similar a da americana Patricia Martin da consultoria LitLamp.
Quem tiver interesse, pode pedir uma cópia pelo link abaixo:
http://www.zapposinsights.com/main/products/culture-book/
A empresa incentiva o desenvolvimento dos funcionários e compartilha muita informação pela internet. Há inúmeros videos no YouTube. Todos os funcionários se sentem reponsáveis pelo seu crescimento e dos colegas.

Uma das ações que mais me intrigou foi oferecer gratuitamente o audio-livro Tribal Leadership dos autores Dave Logan, John King e Halee Fischer-Wright em seu site. Fiquei curioso em saber o que levava a empresa a distribuir gratuitamente este livro. Mas isto é o tema para um próximo post.
De qualquer forma, a Zappos está comprometida com um proposito maior do que apenas lucro. Em breve, Tony lançará nos EUA o livro Delivering Happiness, onde compartilha com o mundo o que faz da Zappos um local único para se trabalhar.
Enquanto o livro não saí, você pode conhecer um pouco mais sobre a empresa através dos links abaixo:
http://www.zapposinsights.com/
29 jan
Aline e Filipo tiveram uma idéia interessante para discutir os problemas da tecnologia nos relacionamentos e fizeram uma webserie. Os primeiros episódios ganharam destaque na internet através do Videolog e com o tempo acabaram em um quadro do programa Vanguarda Mix na TV Vanguarda.
Pra acompanhar a webserie basta acompanhar o quadro “Amor, Século XXI” do Vanguarda Mix ou acessar o blog oficial http://alineefelipe.wordpress.com/
O texto diz: “Desculpe, nós poderíamos ter impedido mudanças climáticas catastróficas… mas não impedimos”.




Detalhe, repare que a mensagem não limita-se simplemente ao luminoso. Junto de cada peça, há uma grande quantidade de “folders” explicativos.
fonte: G1.com

A cabeça de Steve Jobs (Abril de 2008)


Anúncio da Universidade Mackenzie (Maio de 2009)

O design da capa do livro “A cabeça de Steve Jobs” (Inside Steve’s Brain) de Leander Kahney, feito pelo designer gráfico Daniel Lagin aparentemente teria inspirado o meio editorial e a propaganda brasileira.
É uma prova de que para o designer e o diretor de arte a inspiração pode vir de qualquer parte.
O curioso é que a capa da revista Época Negócios e o anúncio da Universidade Mackenzie saíram na mídia no mesmo período.
28 set
Uma apresentação interessante, que apresenta o consumo um pouco além da venda e compra, simplesmente.
Nem livro de bolso, nem de cabeceira. Para o poeta e redator publicitário Luiz H.P. Nascimento, o Carioca, a internet foi o meio perfeito para publicação do seu primeiro livro de poesias. Com o título “Meu amor vai bem, meu mundo vai mal”, o escritor mescla poemas românticos com outros que abordam questões sociais. “O livro é dividido entre poemas românticos, líricos e poemas críticos, ácidos. A ironia está presente na maioria delas”, afirma o autor.
Foram dois anos de trabalho e inspiração até chegar neste momento da publicação do livro. “Em 2006 fiz duas oficinas literárias com o jornalista e dramaturgo João Silveiro Trevisan e o psicanalista Cid Pimentel, foi nesse período que surgiu a idéia do livro”, explica Carioca. A internet foi escolhida também pela falta de apoio financeiro para a publicação. “Como acredito muito na minha poesia, na arte e principalmente na economia da colaboração, resolvi lançar meu livro para download gratuito.”
Segundo o autor, o fato de não estar publicado como livro impresso não prejudica a leitura. “Como as poesias são curtas e não há necessidade de lê-las em ordem o livro se encaixa bem no formato digital”, diz. O livro está disponível gratuitamente no blog do autor, o Brechó do Carioca. A capa do livro é de autoria do designer Junior Valler, da produtora de idéias Gabiru Albino, que reúne diversos profissionais de artes e comunicação para incentivar a publicação de novos trabalhos.
Além deste livro, Luiz HP. Nascimento prepara outros três títulos, um deles para crianças, que serão publicados em breve. Para o livro infantil, o autor afirma que irá tentar apoio financeiro para a publicação, mas os outros devem permanecer no formato digital. “A internet é a democratização, embora não seja uma mídia de massa e me deixe distante do grande público, acho que é uma via que torna projetos assim viáveis”, conclui Carioca.
Clique aqui pra fazer o download do livro Meu amor vai bem. Meu mundo vai mal.
Sempre comparo o trabalho da propaganda à Alquimia, que surgiu lá atrás para transformar metais secundários em ouro. Temos todos os dias que transformar coisas que nos chegam com problemas, expectativas, situações complicadas, crise, falta de foco, em algo que seja novo, interessante e lucrativo, ou seja, OURO. Clientes precisam de soluções que transformem o ‘nada’ em ‘tudo’ e a gente sempre se pergunta: COMO? Nessa última semana, levei para casa uma aquisição que me deixou ainda mais empolgado em conseguir essas respostas.
Sabe quando você termina de ver um filme e já fica louco para sair a continuação dele? Então, eu esperei quase sete anos. Lá em 18/12/2002, comprei um livro (não sei o porquê anotei a data dentro do meu exemplar) que devorei num dia só. Não parava de ler, simplesmente aquilo me consumia e eu queria mais, até que acabou e eu fiquei com a tal sensação com a qual comecei este parágrafo. O livro? “Criação Sem Pistolão” de Carlos Domingos. Uma obra que me trouxe identificações, respostas para um futuro e caminhos a seguir.
Como ele parece um bate-papo com um cara mais experiente que você, eu me lembrei na hora do ditado ‘conselho se fosse bom, a gente vendia’, pois então, ele os reuniu em 230 páginas e eu comprei felicíssimo. Serviu tanto para mim que, quando passei a dar aulas de Criação Publicitária, ele se tornou uma das principais bibliografias. Todo mundo fala do Washington, do Nizan, do Marcelo Serpa, mas, para mim, Carlos Domingos, Tomás Lorente, Alexandre Gama, José Henrique Borghi, Ana Carmen Longobardi, João Fernando Camargo e Julio Andery sempre foram ‘OS’ caras. Eu acompanhava, e ainda acompanho, todos de perto, como referências para meu trabalho e grandes influências em minha carreira. Agora imagine ler o livro de um deles com o subtítulo ’segredos para você se tornar um grande criativo’? Foi ótimo. E ainda descobri no livro que o cara nasceu em São José dos Campos? Foi o máximo.
Em todo livro escrito por um publicitário, tenho sempre a impressão de que vai ser um livro feito para publicitários. Um papo com termos técnicos, palavras do nosso dia-a-dia, sei lá, que vai ser algo meio hermético para quem faz isso
para ganhar a vida, como nós. A gente tem a tendência de só viver o nosso ‘mondo’ publicitário, só que existe um mundo inteiro lá fora. Pois é, para quem esperava um “Criação Sem Pistolão 2″, caí do cavalo. E foi ótimo. Carlos Domingos acaba de lançar “Oportunidades Disfarçadas”. São diversas histórias reais de como pessoas enxergaram soluções e oportunidades enquanto envolvidas em situações absolutamente avessas como crises, concorrência acirrada, reclamações de clientes, faltas de recursos, erros. Uma obra feita para publicitários, administradores, jornalistas, farmacêuticos, comerciantes, vendedores, químicos, psicólogos… não importa a profissão, principalmente por ser um livro de histórias muito interessantes, é um livro feito para pessoas, leitores, gente. Ou como ele mesmo diz na Introdução: “um livro rico e enxuto, denso, mas agradável e, em especial, muito inspirador. Um verdadeiro catálogo de saídas criativas para as mais diferentes dificuldades vividas por empresas de diversas épocas e tamanhos.” São 300 páginas que você nem sente (até aqui já li a metade delas).
Provavelmente você já ouviu a história de como se poderia vender mais creme dental, né? Simples, aumente o bocal do tubo. Ela está lá no livro. Mas provavelmente não conheça a de um vendedor de enciclopédias que não conseguia nem ser ouvido pelas donas de casa, e por isso, não conseguia vender. Depois da longa coleção de ‘nãos’, resolveu dar um perfume, feito por um amigo, em um pequeno frasco como brinde para que pudesse argumentar sobre seu produto e, assim, finalmente vender. As mulheres ficavam com a fragrância e o ouviam, mas continuavam sem comprar nada. A grana acabou, os perfumes também. Só que as mulheres o procuraram para conseguir mais daquele perfume maravilhoso: ‘onde eu compro mais?’ e nasceu assim a Avon. Essa história também está no livro, mas ele conta bem melhor que eu. A experiência continua além das páginas, com o site www.oportunidadesdisfarcadas.com.br em que você pode contar suas próprias histórias. Ou aproveite, comente e conte aqui mesmo sobre as alquimias, perfumes e outras misturas que você já tenha preparado e que se transformaram em ouro.
28 jul
Taí mais um projeto do nosso amigo Maurício Rett. Além do Waigner e das tirinhas que você tem acompanhado do Bom, oMal e o Feio, ele também participo do projeto do Blog que comemora os 50 anos de carreira do Maurício de Sousa. Vale a pena conferir, tem muito material interessante.



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Josué Brazil
É bom ver o CCVP de volta a ativa!!!Michelli
cadê?André Leone
Gostaria muito de um desafio. Como não atuo ainda 24hs do meu dia trabalhando, acaba sobrando um tempinho para freelances. Grato pela atençãomarushio
A Globo pelo jeito gostou da ação criada pela Molotov. http://globoesporte.globo.com/lutas/noticia/2012/01/ring-girls-brasileiras-chamam-atencao-eMarcosTeles
Caros, Gostei muito do logo. simples e direto

