
A cabeça de Steve Jobs (Abril de 2008)


Anúncio da Universidade Mackenzie (Maio de 2009)

O design da capa do livro “A cabeça de Steve Jobs” (Inside Steve’s Brain) de Leander Kahney, feito pelo designer gráfico Daniel Lagin aparentemente teria inspirado o meio editorial e a propaganda brasileira.
É uma prova de que para o designer e o diretor de arte a inspiração pode vir de qualquer parte.
O curioso é que a capa da revista Época Negócios e o anúncio da Universidade Mackenzie saíram na mídia no mesmo período.
Caros, compartilho aqui uma curiosidade da propaganda …
Estes dias, ao fazer compras em um supermercado, fiquei surpreso ao escutar o barulho de um mosquito no corredor. Quando eu percebi, tratava-se de uma ação publicitária para vender inseticidas. Não havia mosquito no local, era apenas o som para lembrá-lo como incomoda estes insetos. Como publicitário, a ação chamou minha atenção pela criatividade.
Porém esta ação não se compara com a ousadia dos alemães para promover um livro. Durante a Feira do Livro em Frankfurt, a editora Eichborn colocou pequenos anúncios em 200 moscas. Devido ao peso dos anúncios, as moscas pousavam com mais freqüência e em muitas vezes, “descansavam” nos freqüentadores da feira.
Não sei quais são as principais agências alemãs, mas sempre que vejo algo mais ousado na publicidade européia, vejo o nome da Jung Von Matt. Desta vez não poderia ser diferente. Eles foram os responsáveis pela ação publicitária.
Parabéns para agência, parabéns para a editora. Ambos foram ousados.
Fonte: Revista Época Negócios
Criatividade é um dom nato? Sinceramente, acho que não. Desenvolver a criatividade é um exercício. Quanto mais você faz, melhor fica. Acho estranho como nós, publicitários, nos apropriamos da palavra ‘criativo’. Um adjetivo que deveria qualificar uma receita de bolo diferente, um nome diferente de um cachorro… qualquer coisa que nos impressione pela associação de idéias inusitadas, tornou-se um substantivo que caracteriza uma profissão. “O que você faz?” “Sou um criativo”. Criativo para mim, de verdade, é o cara lá da favela que consegue construir e manter de pé um sobrado de até 3 andares feito de compensado. O tipo de coisa que engenheiro aprende e rala pra fazer em cálculo estrutural, na favela isso se ajeita num barraco com um material frágil e ainda com várias pessoas morando dentro. Na publicidade, somos mesmo tão dignos de nosso título de criativo?
Ninguém precisa, é claro, colocar o ovo em pé, mas o que quero dizer é que antes mesmo de aprendermos a fazer títulos e layouts, precisamos aprender a imaginar e a associar coisas diferentes e surpreender. Nossas fronteiras precisam ir além da própria publicidade. A música, a arte, as viagens e tantas outras coisas nos abrem caminhos para sermos mais diferentes. E as idéias boas são simples.Tem um site que eu acompanho, chamado Bem Legaus que traz coisas muito interessantes e que me abrem a cabeça. Veja só essas aqui que guardo comigo:



Outro dia, eu estava acompanhando o twitter do Átlia Francucci e ele postou algo sensacional que foi tema de matéria no Estadão e depois em Blue Bus. Jarbas Agnelli, também publicitário, e conhecido por ter sido o criativo (olha o termo aí de novo) de peças como o filme “A Semana” de Época, vencedor do Grand Clio, e também de uma série de comerciais da Fnac, vencedora em Cannes, que se destacam pelo som. Não é à toa que hoje ele é proprietário do AD Studio. Mas o que Jarbas fez (e que tem tudo a ver com o nosso tema aqui) foi , ao observar uma foto no jornal em que pássaros estavam pousados nos fios de eletricidade, perceber que as posições deles se pareciam com notas musicais em uma partitura e a partir da foto criou uma melodia. Nada de jingle, nada de usar isso em algo, nada de nada. Apenas música e muita criatividade, num resultado muito bonito.
Veja o vídeo “Birds on the wires” com a música de Jarbas Agnelli aqui.

Sermos criativos significa que podemos também ir além das ‘quatro linhas’ da propaganda. O que podemos fazer para associar idéias em nossas vidas pessoais só nos ajuda a trabalharmos e a exercermos sim a criatividade. Antes mesmo de aprendermos a fazer criação publicitária, devemos aprender a criar. Isso somos capazes de fazer e, quem sabe, trazermos como Jarbas, coisas belas para o nosso mundo.
04 ago
A gente podia falar hoje sobre rótulo de garrafa, de compota, de qualquer outro tipo de embalagem que você possa imaginar agora. Mas pense comigo quantas vezes ao dia fazemos outros tipos de rótulos para coisas e pessoas. A gente nem percebe que está fazendo e, pimba, lá foi mais um: “Isso é coisa de criança”, “Coisa de intelectual”, “Coisa de vagabundo, de quem não tem o que fazer”, “Que Baiano!”, “Isso é muito étnico”, “Ô Português”,”Isso é muito gay”, “Coisa de pobre”, “Isso é coisa de gente rica, de gente fresca”, “Programa de Índio”, “Coisa de bicho grilo”, “Papo de mulher” e por aí vai. Quando falamos que não temos preconceitos, isso é a prática? É cultural? A propaganda reforça isso? Dá uma olhada no mapa do Brasil sob a visão dos paulistanos que recebi por e-mail.

Na Internet achei mais esses aqui, de Gaúchos, Paranaenses e Catarinenses.



Eu queria era saber o mapa do Brasil de acordo com os Acreanos, mas vê esse mapa aqui ainda:

Os paradigmas, essas crenças, acabam por limitar não as outras pessoas, mas nós mesmos, na nossa forma de pensar,
de agir, e de criar. Enxergamos as coisas com filtro, com esse guia, tapando os olhos da gente para só seguirmos em um caminho. Igual a um cavalo que puxa uma charrete. Isso pode ser a resposta perfeita para não ousar, não só para fazer o que é conservador, mas também para encaixar tudo somente ao que é considerado ‘moderninho’. Encaixar as coisas à própria visão de mundo, tanto faz a forma, é a mesma atitude. Fico pensando na campanha do Teatro Municipal de “Som & Fúria”, em que a agência “Sapo Martelo”, cujo diretor era o personagem de Rodrigo Santoro, cria uma campanha absolutamente modernosa para a temporada de Shakespeare e é um fracasso. Tem produto que é conservador e precisa de comunicação conservadora, porque tem cliente que precisa disso. Gilberto Gil disse outro dia numa entrevista ao Lázaro Ramos, no Canal Brasil: “É preciso tratar as diferenças diferentemente”. Inteligente é saber falar com o CEO de uma multinacional ou com a tia da limpeza, na linguagem de cada um.
Pense na água. Dentro de um copo, dentro de uma jarra, dentro de uma xícara, dentro de uma caixa d´água, dentro de um cano, esparramada pelo chão, em forma de vapor, num cubo de gelo, não importa onde, ela se adapta onde precisa estar, mas nunca deixa de ser água. Você não deixa de ser você por usar uma linguagem do outro para se fazer entender e dizer o que você deseja. Temos que ser flexíveis para criar e fazer de tudo, sendo nós mesmos, numa boa, autênticos e ao mesmo tempo respeitando as diferenças de públicos e clientes.
Rufem os tambores. Mas primeiro gostaria de esclarecer que além do juri original, o pessoal do CCVP, o pessoal da criação daqui da Saviezza também votou. Só pra aumentar a competitividade. Então vamos lá, o GRANDE VENCEDOR DA PROMOÇÃO TEIA DO CCVP É… (sobe som dos tambores) … Fábio Máximo (cornetas). Ele levou mais um DVD. Não teve marmelada, o short list tá aí pra confirmar. A disputa foi acirrada. Parabéns ao Fábio Máximo novamente. Mande o endereço pro info@ccvp.com.br e depois vai ter que mandar uma foto com os DVDs pra gente publicar aqui.
Pessoal, estou pensando em novos concursos, frases nos comentários, sei lá, aceito sugestões. Ah, muito obrigado a todos que participaram.
Vencedor do Teia do CCVP - Fábio Máximo
SHORTLIST
Carlos Eduardo
Robson Cavalcante
Marushio
Douglas Lazarini - minha preferida, mas não ganhou, parabéns.
Mais uma do Fábio Máximo
11 jul
Valendo um DVD do filme Homem-Aranha 3. Mais uma promoção pra acelerar a criatividade dos leitores do CCVP. Nessa, eu prometo que o resultado sai no prazo. Então vamos lá.
Olhem a imagem e inspirem-se em quem vocês quiserem. O desafio é o seguinte: Imagine que essa pasta é de um estagnário estagiário. Qual o conselho que você daria a ele? Vale dica, vale bronca, vale tudo, o importante é ser engraçado, criativo e não ter dó do estagiário. Estagiários também podem participar, mas sem dó.
Então, está dada a largada, os JPGs com as frases devem ser enviados para info@ccvp.com.br.
Serão aceitos JPGs até o dia 20/07/2009, o resultado sai no dia 22/07/2009.
09 jul
Osocio Social Advertising é um blog muito interessante, não só pela qualidade quanto pelo teor das campanhas. Vale muito a pena conferir a categoria guerra dos posts.



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Josué Brazil
É bom ver o CCVP de volta a ativa!!!Michelli
cadê?André Leone
Gostaria muito de um desafio. Como não atuo ainda 24hs do meu dia trabalhando, acaba sobrando um tempinho para freelances. Grato pela atençãomarushio
A Globo pelo jeito gostou da ação criada pela Molotov. http://globoesporte.globo.com/lutas/noticia/2012/01/ring-girls-brasileiras-chamam-atencao-eMarcosTeles
Caros, Gostei muito do logo. simples e direto

