Artigos da categoria de 'coincidências'

Criativo Crônico - Parece mas não é

terça-feira, junho 2nd, 2009

_twins

Ao ler um artigo no M&M, eu me lembrei da discussão que vimos aqui durante a semana passada sobre chupadas. O autor, Hélio Mattar do Instituto Akatu, fala da origem da palavra ‘sincero’. Sincero quer dizer ‘sin cera’: “expressão usada para caracterizar a qualidade dos vasos de barro que não se romperam ao secar ao sol”. Por isso, não precisavam de cera, ou seja, de retoques para cobrir as imperfeições. Vivemos uma era em que ser íntegro, sincero e transparente é bem melhor do que sofrer a vergonha de alguém descobrir o que você fez. E isto é cada vez mais rápido e fácil. Acabou-se o tempo em que alguém dizia: “Ah, isso foi feito lá no Longistão em 2001, ninguém vai ver.” Mas vê sim. Com o mundo digital, já era.

Qualquer semelhança faz com que o internauta não acredite em mera coincidência. Faça um lançamento de carro com “Happy Together” (que pessoalmente adorei e ficava cantando) que um Kibeloco levanta a lebre de uma campanha de batata frita lá na Austrália. Aqui no Vale do Paraíba também é assim. Cópias de Anuário, Archive, American Logotypes, CCSP Online, Ads of the world… são coisas que vemos por aí com mais freqüência do que se imagina e que correm o risco de acabarem aparecendo aqui. O ctrl+c, ctrl+v não pode correr solto.  Ser original dá tanto trabalho? A partir dessa, me vem uma série de perguntas: ‘Qual o limite entre a referência e cópia?’ ‘Até onde dá pra ir?’ ‘Plágio, fórmula pronta ou linguagem?’ A resposta é ‘depende’, claro. Vai do botãozinho lá dentro de cada um que já deveria vir de fábrica: o desconfiômetro. Ainda que fosse para resolver um job em 5 minutos, não existe crime maior ou menor, nem fins que justifiquem meios. Referências precisam ir além da própria Propaganda, ou corremos o risco de vivermos o mundo ao redor apenas de nossos umbigos.

Mas e as coincidências? Não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem. Precisamos ter muito cuidado com clichês e recursos fáceis de uma propaganda autocentrada. Peças das quais se trocássemos os logos, pareceriam todas parte de uma mesma campanha. Pessoas felizes, famílias no parque, pessoas famosas sorrindo… me responda, quais são as diferenças entre os folhetos de empreendimentos imobiliários que você já viu? Provavelmente você se lembra de quem ousou e foi diferente. Essa é uma verdade que não se restringe a esse segmento exclusivamente, mas vou citar um exemplo. Eu me lembro de uma peça da Atributo em que fizeram um folheto em forma de disco de vinil, já há algum tempo, para um empreendimento. Com uma faca simples, mas que destoava dos demais. Eu queria ter feito aquilo.
Escrevi no comment da discussão que gerou a coluna de hoje que Briefings parecidos geram soluções parecidas. Passar segurança, credibilidade e confiança não é briefing, é condição, é premissa, senão ninguém compra de você. Cabe à equipe envolvida no job, independentemente do departamento, ver além do que é aparente e começar do começo já sendo criativo e observando o produto de maneira diferente. Ou correr o risco de fazer mais do mesmo.

Referência ou coincidência? Eis a questão

terça-feira, maio 26th, 2009

A nova campanha de vestibular do meio do ano da Anhanguera “Você bem preparado, você bem empregado” trabalha com imagens de pessoas metade estudante, metade profissional. Belas imagens, bem produzidas, conceito interessante. Mas o que chamou atenção é que há dois anos a UNITAU colocou na rua uma campanha do SAV - Serviço de Atendimento ao Vestibulando, muito semelhante, veja abaixo:

questao_ccvp00

As perguntas são as seguintes: nada se cria? tudo se copia? referência? coincidência? Além de produzir campanhas bonitas e eficazes, o quanto a criatividade é importante na publicidade?

E aí pessoal que já está no mercado, qual a sua opinião. Agora é hora de discutir!

____
Dica enviada pelo assíduo Thiago Gustavo.

Garotas Suecas, Brasil, New York, Taubaté, Brooklyn???

terça-feira, abril 14th, 2009

ilove_ccvp_h1

“Essa semana fui ao Zebulon, bar em Williansburg, Brooklyn ouvir a banda paulista que acabou de voltar do Texas onde toucou no South to Southwest Festival.
A banda que apesar do nome tem apenas uma garota e que não é sueca, veio de Sampa, mas foi contando para o vocal que sou de Taubaté e que descobri que sua avó foi professora da UNITAU por muitos anos, mundo pequeno?
Mas deixando a coincidência de lado a melhor coisa que fiz foi ter ido conferir a banda, mesmo estando tarde, pra minha sorte eles subiram de novo ao palco e eu pude conferir ao vivo o som brasileiro, a música de raiz, a tropicália e ver todos no bar, que estava lotado, entrarem no clima motivante dos integrantes, era simplesmente impossível não querer cantar junto, não sorrir ao ouvir.
Tenho certeza que depois desse show já ganhamos muito mais americanos fans da musica brasileira.”

by Pamela Cardoso

garotassuecas1garotassuecas2garotassuecas3garotassuecas4

Coincidências de um mundo tão pequeno

segunda-feira, dezembro 1st, 2008

Com grande destaque, recebi do CCSP uma notícia com o seguinte título: Revista Congelada: Fischer cria ação especial para cerveja Sol.

Imediatamente me recordei de algo que já tinha visto no passado. Alguém se lembra?

Peça: Convite Pinguim

Cliente: Oscar Calçados

“Fakes”, nem isso sabem fazer

quinta-feira, novembro 27th, 2008

A internet é livre. Não temos a intenção de moderar os comentários do site. Porém quando falam que falta maturidade para alguns profissionais do mercado, infelizmente somos obrigados a concordar. O que temos visto nas últimas semanas é uma mostra de infantilidade jamais vista. Seria por causa do falso “status” que blog gera? (risos)
Se alguém busca reconhecimento, trabalhe duro para isso. Seja para o seu cliente, seja para o seu empregador. Status não enche barriga.
Não sei quantos de vocês têm blogs. Eles são uma ferramenta maravilhosa e o impacto que geram muitas vezes assustam. Um dos recursos que o Wordpress oferece é possibilidade de ver de onde vem o comentário através do número de IP. E o que estamos constatando, infelizmente, um absurdo atrás de absurdo. O que eu não entendo o porquê de arrisca “a reputação” (risos) com uma atitude tão infantil. Criando fakes para exaltar algumas peças e espetar outras. Infelizmente há evidencias demais que mostra que isto tem acontecido. Recusamos a acreditar que pessoas da mesma empresa tiram dúvidas de um job realizado através de um blog. A não ser que queiram chamar a atenção para uma peça. Esperamos estar errados, pois não gostaríamos de acreditar no que estamos vendo.

Câncer de mama não é brincadeira

sexta-feira, outubro 24th, 2008

tipo: Cartão Postal
título: Câncer de mama não é brincadeira.
redação: Eduardo Spinelli
direção de arte: Maurício Jorge
direção de criação: Eduardo Spinelli
produção gráfica: Larissa Caramel
agência: Publicarte Propaganda e Marketing
anunciante: URC
produto: Mamografia
atendimento: Amanda Assunção
aprovação: Dr. Tito e Mariana Indiani
data de veiculação: 24/10/08


Pessoal,
esta peça da Publicarte foi enviada hoje, dia 24/10, para ser postada no site do Clube de Criação de São Paulo. Para nossa surpresa, o mesmo site divulgou no mesmo dia uma peça semelhante, criada pela agência Memac Ogilvy & Mather Dubai. Ao mesmo tempo em que ficamos preocupados com a coincidência, ficamos felizes pelo fato de que a propaganda do Vale do Paraíba - tão criticada pelos mais pessimistas - está no mesmo nível criativo da propaganda do resto do mundo. Por isso, fizemos questão de postar aqui no CCVP a peça de Dubai e abrir um espaço para discutirmos sobre coincidências e “chupadas” na propaganda.

Abraços a todos.
Eduardo Spinelli - Diretor de Criação da Publicarte

Rala que Rola

sexta-feira, maio 16th, 2008

Não é uma peça regional, mas creio que vale posta-la. De certa maneira, reflete a vida como ela é, ou seja, “rala que rola”. O conceito é ótimo e original, mas segundo um amigo, já existe algo parecido no museu do Boca Júnior, onde um vídeo simula o que é jogar no time que é paixão dos hermanos.

Chup-chup ou “isso acontece nas melhores famílias”? parte 2

segunda-feira, março 3rd, 2008

Garimpar é preciso. Quem procura acha. Seja como for, é interessante observar que uma mesma idéia pode servir para diferentes conceitos.

Abaixo, a peça da Publicarte para a Novelis, em comemoração ao aniversário de Pindamonhangaba.

publicarte-novelis-aneis.jpg

Agora o anúncio da Multi Solution (SP) para a Dumont (Relógios)

dumont

Related Posts with Thumbnails

Busca

Popular Tags

Últimos comentários

  • Eduardo Martins: Sabias palavras, grande Ucra. É um prazer trabalhar com esse talento. Parabéns pelo artigo.
  • Eduardo Martins: Admiro muito o trabalho do Raul, é um ótimo profissional e não tenho dúvidas de que tem experiência...
  • Guerra: Legal Eduardo! Lembrando da importância da redação em trabalhos como este. Um dia também chego lá! rs PS:...
  • Guerra: Agora podemos gritar com orgulho: JULGA RAUL!
  • Marushio: clap clap clap merecida homenagem
  • Marushio: Parabéns! Realmente um grande reconhecimento!
  • Guerra: Glauco tinha um estilo próprio e instigante. Poucos conseguem carregar essa “aura” em seus...
  • Eduardo Spinelli: Reproduzo aqui o comentário que postei no blog do Josué: Muito bom o texto. Sou fã do Glauco e...

Categorias