CCVP, Clube de criação do Vale do Paraíba

Postado por Gustavo, às 6:33, em Criativo Crônico.

“O tipo de filme que acho que vai um passo além obriga o espectador a examinar uma outra faceta de sua própria consciência, estimula o pensamento e faz fluir a criatividade”.
Sidney Lumet

Você sabe quem foi Sidney Lumet? É um diretor de cinema americano que faleceu neste final de semana. Seus filmes receberam 50 Oscars. Sua obra-prima foi Um dia de cão, com um dos melhores papéis de Al Pacino, sobre um assalto a banco. Sua obra derradeira (que é genial) foi ‘Antes que o Diabo saiba que você está morto’, a história de dois irmãos que realizam um assalto à joalheria dos pais que dá muito errado e desencadeia uma série de eventos que levam a um final quase que improvável. Se não viu esses filmes, vale a pena ver. Ele fez ainda ‘12 homens e uma sentença’, um verdadeiro clássico, ‘O Veredito’, ‘Assassinato no Orient Express’ (com um elenco só de estrelas), Serpico (também com Al Pacino) e ‘Rede de Intrigas’. O cara vai ser lembrado, em especial, pelos thrillers policiais de altíssimo nível com roteiros muito bem construídos.

Quando a gente lê este tipo de matéria, vê que o cara construiu uma trajetória. Vê que seus projetos tiveram, ao longo do tempo, uma coerência, uma linha, um estilo. E os publicitários? Serão sempre condenados a serem ‘ghost writers’ sem uma identidade como porta-vozes das marcas? Acho que não. É possível enxergar linhas de trabalho muito bem definidas de agência para agência. Embora hoje tudo o que eu veja me pareça bastante igual, pasteurizado, dá pra perceber que Almap, Lew,Lara e F/Nazca fazem trabalhos muito fora da curva. Ainda acho que tudo hoje parece estar muito diluído, muito ‘internacional’. Todo mundo meio ‘quero ser archive’, ‘ads of the world’, as referências são as mesmas e as pessoas não deixam suas marcas. Não sei se consigo me explicar. A culpa não é só do atendimento covarde, mas nossa. Ninguém é lembrado porque todo mundo tá fazendo tudo muito igual. Não consigo pensar num comercial nacional recente que tenha me marcado. Ou um anúncio impresso que desperte a atenção. Só os muito ruins (alguém vai ter coragem de se dar o crédito pelos comerciais de ValeCap?).

Pelo que você vai ser lembrado? Como as pessoas vão se lembrar de você? Alguns são lembrados pela bebida, outros pelo carisma, outros pelo temperamento, outros pela capacidade de negociação ferrenha, outros pelo estilo boa praça, outros pelos cargos que ocupam, outros por sempre lembrarem de como as coisas não vão bem e outros simplesmente pelo talento. Fico pensando em como nos posicionamos como profissionais. Tanto pelo portifolio, pelo trabalho que fazemos, quanto por nossa postura profissional. É algo que não sei se todo mundo chega a pensar: construir uma trajetória, contar uma história profissional, construir um portifolio, ter consistência. Acho que vale a pena refletir como queremos construir a imagem e as impressões que as pessoas terão de nós, em especial, como profissionais. Se nosso trabalho é construir marcas, como conseguimos construir nossa própria marca pessoal? Deveria ser a primeira delas.

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Postado por Gustavo, às 12:30, em artigos.

Segvap | Segurança pra Vida ! from rodolfo bazetto on Vimeo.

Video Comercial para empresa de Segurança Segvap.
Agencia: BZ Propaganda & Marketing
Produtora: Boliche Filmes
Roteiro: Alexandre Moraes / Rodolfo Bazetto
StoryBoard: Alexandre Moraes
Direção Geral: Bruno Maia / Rodolfo Bazetto
Fotografia: Rodolfo Bazetto
Produção: Natalia Beschi
Edição: Rodolfo Bazetto / Bruno Maia
Finalização: Bruno Maia
Trilha Sonora: Juliano Lemos
Locução: Jorge Neri

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Postado por Gustavo, às 6:00, em Criativo Crônico.

O passado tem que ficar mesmo é no passado. Tratar como algo menor um trabalho realizado no interior, apenas por ser do interior, definitivamente é uma miopia. Os grandes centros ainda possuem certa vantagem, mas o abismo de qualidade até alguns anos era monstruoso e hoje não se justifica. Já se cansou de falar que o interior, e a nossa região está incluída, é a bola da vez.  Aqui tem gente competente sim. Que sabe muito bem o que está fazendo. Para quem ainda pensa o contrário, vi essa matéria da Folha que saiu outro dia:

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O número de shopping centers no interior deve ultrapassar o dos grandes centros pela primeira vez em 2011, segundo previsão da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping) divulgada nesta quarta-feira. Em 2010, 50,13% dos empreendimentos estavam nas capitais e 49,87% fora delas, mostra estudo da entidade em parceria com o Ibope Inteligência. “Vemos cada vez mais uma tendência de interiorização. Há 20 anos, eram 70% nas grandes cidades e 30% fora delas. Essa proporção vem se invertendo”, afirma o presidente da associação Nabil Sahyoun.

Tem mais:

“As grandes cidades estão muito congestionadas de empreendimentos. Além disso, o preço do metro quadrado está muito elevado nelas”, diz Sahyoun acrescentando que as prefeituras de pequenos municípios têm interesse em atrair os shoppings para não perderem receita para vizinhos que os tenham. Os investimentos são justificados em cidades com mais de 120 mil habitantes, com entorno com 300 mil a 400 mil habitantes.

Se existe tanta gente disposta a consumir no interior, por que essa fatia ficaria de longe dos investimentos? Já se cansou de publicar matérias falando em previsões otimistas para 2011. Mas como chegar ao bolso de tanta gente sem entender a cultura local? Só quem é daqui pode entender que São José e Taubaté são como RioXSão Paulo, e tantas outras peculiaridades que fazem do Vale do Paraíba realmente único. Se alguém chegar a este mercado acreditando que basta repetir a experiência de outros mercados para ter resultado, pode tirar o cavalo da chuva. André Torreta, em palestra falando sobre ‘Nordeste, bola da vez’, conseguiu traduzir muito bem o que se aplica nos negócios da propaganda por aqui. Seguem aqui alguns trechos do evento:  ”Cultura são experiências coletivas e individuais, que definem o que a gente é e o que a gente quer. Enfim, o que a gente compra”

Os exemplos são vários de como a cultura regional tem peso e ainda não é valorizada nos negócios. Torreta falou ainda que acontece anualmente em Juazeiro e reúne 30 mil pessoas, mas que não tem patrocinador.” Onde no mundo um evento reunindo 30 mil pessoas não teria patrocinador?”. Mundialmente, grandes marcas já fazem ações focadas nas características específicas de determinadas regiões. “Na Argentina, a Pepsi não tinha um bom desempenho de vendas porque os argentinos não conseguiam pronunciar o nome do refrigerante. A Pepsi percebeu e trocou seu nome no país para Pecsi. Deu tão certo que seis meses depois ela também mudou o nome na Espanha, onde é chamada de Pesi”, contou.Ele citou outro exemplo, do McDonald’s. “Eles criaram o hambúrguer vegetariano na Índia e o com cerveja na Alemanha. Tem que saber falar com a população local, regionalizar”.

E se você, que é daqui, está aqui ou apenas trabalha aqui na região, acredita que a gente é menor, e que nada dá certo, tudo é um fim do mundo, olhe para quantos prédios estão sendo construídos na região. Olhe para as diferenças daqui para outras regiões do interior. Olhe para as margens das estradas. Olhe que Pinda, por exemplo, está tirando do papel o projeto de um shopping e Taubaté está a caminho do segundo. Apenas, olhe, a conclusão vem com você.

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Postado por Marushio, às 1:26, em Vida de Freela.

Boa tarde pessoal.

Um dos aspectos mais importantes de ter sua liberdade, é realmente ter sua liberdade.

Mas no Brasil, onde poucas coisas funcionam, quando se mexe no dinheiro do governo….
rapidamente alguém trabalha lá no planalto (planalto é só modo de dizer, claro)

Uma das primeiras providências para evitar dor de cabeça em sua carreira solo, é ter um contador ou buscar orientação em instituições tipo o SEBRAE. Não só para pagar os impostos em dia, mas também para escolher corretamente os códigos de serviços de sua empresa, conhecer seus direitos e deveres e não ter surpresas.

MInha empresa, por exemplo, tem registro em São Paulo, capital. Este mês, saiu do regime SIMPLES, porque excedeu o valor máximo pra este regime e um dos códigos não mais se enquadra. Bom, vamos mexer nisso com a ajuda do Sr. Contador. Como utilizo Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), simplesmente o serviço online foi interrompido sem aviso prévio.
Assim, automático. Seria bom se os direitos dos cidadãos também fossem resolvidos rapidamente assim…rs

Mas de qualquer forma, foi um exemplo. E é fácil de resolver. Desde reenquadrar em um novo código ou fazer o tal certificado digital na caixa econômica.
Mas isto é só a ponta do iceberg.
Você deve pensar em como vai trabalhar com colaboradores, sempre tem um “espertinho” afim de distribuir processos, por mais que o combinado verbal tenha sido claro e transparente como água potável. E ainda tem aqueles “pés-de-breque” que não entregam e depois te torram o saco…

E tem também os que trabalham bacana e merecem os cuidados de um bom contrato.

E sua sede? home office ou um escritório? Vai receber clientes e pacotes sempre?

Vai participar de licitações públicas? Sua empresa tem tudo que precisa pra isso?

É caro padawan. A coisa não é tão simples.
Mas é completamente razoável de se manter em dia com o fisco, basta planejar e não esperar surpresas.
Outra dica: não tenha pressa. Melhor levar meses e começar bem, doque começar com pressa e fazer errado.
=)
Boa semana pessoal.

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Postado por Marushio, às 5:33, em artigos.

Pra moçada de comunicação que curte um bom som e gosta de arte, não percam nesta sexta feira:

Hero for a day

EXPOSIÇÃO DE ARTE e FOTOGRAFIA COM:
GUS | DIEGO MACHUCA | DRAW-UP | EWERTON GOMES

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Postado por Gustavo, às 6:00, em Criativo Crônico.

Manoel Mauger, um dos nomes sagrados da Mídia, conta que em seu primeiro emprego na área, seu superior definiu que ele trabalharia com a mídia: “E quando vou conhecer a Dona Mídia?”, respondeu Manoel achando que Mídia fosse o nome de alguém.  A semana passada, na Faculdade Anhanguera de Jacareí, a transmissão da palestra de Luiz Fernando Vieira teve problemas e o plano B entrou em prática, com uma mesa redonda comigo, Eduardo Spinelli, Cássio Rosas, Claudio Knupp, Armindo Ferreira, Carlos de Santis e Letícia Maria. O papo foi excelente e eu, pelo menos, pude perceber que Mídia é uma área que continua desconhecida e inexplorada em nosso mercado, o que é razoavelmente normal. A grande mina de ouro no mercado profissional para quem está começando é descobrir o mais cedo possível o que é Mídia.

Nunca na história da propaganda se falou tanto em mídia quanto agora. As fronteiras da criação e da mídia estão se misturando há algum tempo. E dias depois dessa mesa redonda dou de cara com um texto do blog do Átila Francucci falando sobre o que? Mídia. Mais um criativo falando do tema. O texto dele sintetiza exatamente o que foi a nossa conversa na Anhanguera. As mídias sociais são o máximo, mas mais legal ainda é poder combinar os esforços com a mídia tradicional:

Já faz algum tempo que todo dia, em algum lugar, vejo profetas - alguns novos, outros velhos, um ou outro velhaco - anunciando o fim dos tempos para os meios de comunicação tradicionais. Segundo esses oráculos, os comerciais de TV já fedem de tão mortos que estão. E, continuam esses profetas, ai dos anunciantes que não apostarem todas (todas!) as suas fichas nas redes sociais. Também eles vão descansar na tumba onde jazem os “reclames”. Sou um entusiasta da interatividade. Sempre disse para as minhas equipes que considero a Internet  a redenção do criativo. Um paraíso onde os anúncios ganham movimento, os spotsde rádio ganham imagem, os comerciais de TV estão livres dos 30 segundos e onde os logos nunca estão pequenos demais ou os textos demasiadamente longos.

Com todas essas possibilidades, a Internet é um lugar fantástico para um bate papo marca/consumidor, certo? Sim, desde que respeitada a regra número 1 de qualquer interação entre partes: atração mútua. Ninguém tem saco para interagir com gente chata. Com propaganda chata, menos ainda.

Do ponto de vista publicitário, Facebook, Orkut, Twitter são veículos, nos quais as pessoas entram por outros motivos que não o de ver desesperadamente múltiplas mensagens comerciais. Portanto, o que conta, o que faz as redes sociais terem valor para as marcas, é O QUE essa marca vai veicular (ideia) e não a veiculação em si (mídia). Estar nas redes sociais apenas por estar é mais invasivo que o comercial de 30 segundos. Aliás, se o que estiver pra ser veiculado por lá for bem meia boca, continua sendo mais negócio pegar todo o dinheiro e botar na Globo. É menos arriscado pra marca porque é mais tolerado pelo consumidor.

Quando Chuck Porter, da CP+B, esteve em São Paulo, em 2009, palestrando a convite do CCSP, ele, que tem real autoridade para falar sobre boas ideias nas redes sociais e sobre a força da interatividade para as marcas, contou que Obama, como nenhum outro candidato antes, soube usar brilhantemente a Internet, cativando 14 milhões de pessoas e 400 milhões de dólares. Mas, como diria um ex-presidente mais ao sul dos EUA, nunca antes na história desse País um candidato investiu tanto em televisão quanto esse mesmo Obama. Tudo o que entrou via Internet saiu via comerciais de TV. Segundo Chuck, “só na Internet você ganha 14 milhões de brand evangelists, mas só na TV você ganha 100 milhões de votos”.

Interação siginifica uma ação conjunta. Se uma marca se apresenta de forma medíocre a alguém, seja nas redes sociais ou nas Redes Globos da vida, a resposta é o pouco caso imediato ou, pior, o desprezo contínuo. Se, pelo contrário, esse alguém estiver exposto a algo criativo, novo, inteligente, bacana, “bem bolado”, seja no meio que for, acontece desse alguém comprar o que esse outro alguém está tentando vender. E essa continua sendo a interação mais desejada por qualquer anunciante que eu conheça.

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Postado por Marushio, às 12:30, em Internacional, Referências, artigos.

Maravilhosa esta peça de conscientização sobre a água potável.

Não só a arte está inspiradora, mas também o conceito visual está muito bom.

Solidarités International et BDDP Unlimited veulent faire couler de l’encre from BDDP Unlimited on Vimeo.

Fonte: http://www.letsvamos.com/letsblogar/2011/03/24/solidarites-international/

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