CCVP, Clube de criação do Vale do Paraíba

23 mar

Para Evelin

Postado por Gustavo, às 1:29, em artigos.

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Hoje não tem crônico. Criativo eu tentarei ser. Quando a emoção fala alto, as firulas publicitárias não rolam. Para quem ainda não recebeu a notícia, a profa. Evelin faleceu nesta segunda, dia 22.

Se tivesse que fazer um texto para falar da Evelin, não seria um texto, seria uma logomarca. Opa, logomarca não… uma marca, composta de símbolo e logotipo, aí sim, seria mais a cara da Evê. De preferência com Zapf Humnst BT, sua favorita. Pois é, comecei a aprender as serifas dessa vida de publicitário com ela. Só ela sabia falar ‘BOLD’ com um tempero só dela. Letras, tipos, papéis, sangrados, que me fizeram seguir seu exemplo e me tornar um papa-tralhas de folders, folhetos, postais e tudo mais que tivesse passado um dia por uma gráfica.

Foram 12 anos de aprendizado e amizade que tivemos juntos. Conheci a Evelin logo no meu primeiro ano, quando eu era representante de sala e ela coordenadora do curso de PP na Unitau. Como minha sala sempre tinha alguma reivindicação, passei a freqüentar sua sala e sempre me recebia com atenção. Não é à toa que convenceu logo aquele calouro a participar de seu primeiro FestUP e do almoço no La Villette. No segundo ano, me convenceu a fazer a prova para a Agência de Comunicação Integrada da Unitau.Eu tinha dúvidas se deveria prestar a prova porque trabalhava e fui conversar com ela: “Faz Gu, Faz.” Lá fui eu. E passei, por isso comecei minha carreira na área. Foi nessa época que passamos a conviver mais, trocar idéias. Foi nessa época que fiquei apaixonado pelos livros de design, um verdadeiro vício da Evelin do qual também me tornei adepto. Só no terceiro ano é que fui seu aluno na sala de aula, oficialmente. Até ali, só extra-oficial. Mas não dava pra esconder do resto da turma e chamar a Evê de ‘professora’, não dava. Ela também escorregava uns ‘Gu’ entremeados nas explicações. Quando entrei na Publicarte, ela fez um discurso em frente à sala, falando de mim, morri de vergonha. Foi aí que cheguei ao quarto ano, um capítulo à parte.

Evelin foi minha orientadora de TCC: “Programação Visual para a cidade de Taubaté: Um novo milênio começa com identidade.” Foi um ano sem igual. Havia momentos de amor e ódio. Eu a chamava de ‘desorientadora’, porque quando chegava a uma orientação, saía mais perdido do que quando entrava. Isso acontecia porque a minha ficha só caía mais tarde porque ela antevia o que estava pela frente. Quando me formei, ela passou a ser a minha ‘eterna desorientadora’, chegava à casa dela ou ao departamento para conversar e a chamava assim, com carinho. Ela acompanhou cada passo meu, e até semanas atrás, eu a ligava sempre que tinha alguma dúvida no meu caminho. Lá estava ela, pronta para me ‘desorientar’ de novo. Até do júri para o nome Arriba! ela participou: “Gu, tem cara de nome de agência, fica com esse.” Nós nos tornamos amigos nestes anos de nos ligarmos, de freqüentar a casa, de ir no aniversário, de ir no Natal…. quando me tornei professor da Fatea, logo na disciplina de Produção Gráfica, sua especialidade, Evê me deu todo seu material de aula preparado. Isso mesmo, me deu. Acrescentei, mexi, coloquei meu jeitão ali e devolvi tudo pra ela depois de um ano, com o que havia acrescentado e com o feedback do que havia dado certo. Se você foi meu aluno e curtiu as aulas de Prod. Gráfica, tem bastante culpa da Evelin.

Seus problemas de coluna a afastariam por vezes do Departamento de Comunicação da Unitau. Mas isso não impedia a Evê. Quem a conheceu de perto viu de perto sua devoção pela mãe, já idosa, que faleceu no ano passado, e pelo Departamento de Comunicação Social. Num de nossos últimos encontros, ela me disse que sua vida era ali. Seus ‘filhos’ _eve2eram seus alunos. Disse ainda que estava concretizando um de seus sonhos ao ver um discípulo seu palestrando na Semana da Comunicação e que havia mais um que por outras circunstâncias não havia se concretizado. A mim só resta imaginar qual seria. Seu legado fica em forma de todos nós que aprendemos com ela. Fica em forma de professoras Renata e Karina.Fica em forma de seus amigos inseparáveis, Zé Maria, Valdemar, Raul, Josué. Fica em forma de cada trabalho feito com design e criatividade. Fica em forma de sua família, que era sua paixão (a foto é dela com os sobrinhos). Fica num pedacinho meu também, porque tem muito da Evê na minha carreira e em mim. É difícil não nos lembrarmos de uma pessoa todos os dias porque fazemos todos os dias aquilo que ela nos ensinou. E eu me lembrarei, como sempre, de você todos os dias. Espero ser sempre motivo de orgulho seu, onde você estiver.

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Postado por Ale Santos, às 8:13, em artigos.

Todos ficamos atônitos pela perda irreparável para as tiras em quadrinhos do Brasil. Glauco Villas Boas se foi. Mas ele deixa um legado de fãs que buscam inspiração no seu trabalho para criar desenhos com traços soltos, cuja mensagem direta atinge corações e mentes de seus leitores. Sensibilizada, a Tríadaz Propaganda e Marketing pediu que seu ilustrador Rogério Ucra – que desde a adolescência admira o trabalho de Glauco e bebe na fonte de sua arte – escrevesse um artigo sobre o tema. O resultado você lê no artigo publicado no jornal Valeparaibano, em 16 de março, intitulado “A herança de Glauco”.

Geraldão está órfão. E com ele, uma legião de ilustradores, cartunistas e admiradores de Glauco Villas Boas também se sente em desamparo. Não é exagero afirmar que o humor nacional está de luto. Com estilo singular, Glauco fazia um retrato da sociedade brasileira, muitas vezes, escondida envolta de clichês, purismos surreais e visões fantasiosas da verdade. A forma de ele enxergar e colocar o social nas tiras de quadrinhos é insubstituível.

Seus personagens nos mostram a realidade que não se esconde embaixo do tapete –a faxina tem que ser completa! Ele apresenta com seu Geraldão o consumismo exacerbado de um adulto infantilizado, acomodado e apático. Quantas vezes agimos como se Geraldão fôssemos? Dona Marta virou símbolo da mulher reprimida que encontra na degradação moral consolo para seus anseios mais íntimos. Já o Casal Neuras espelha os contratempos modernos vividos entre homem e mulher em plena revolução sexual, onde os papéis se confundem. Quem manda na casa, afinal?

Leia o restante do artigo no site oficial do Vale Paraibano.

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Postado por Gustavo, às 6:00, em Criativo Crônico, Mercado.

law_andy2Um livro mudou minha vida logo no começo da minha carreira. “A Empresa Criativa” é um livro, lá de 2000, em que Andy Law conta como ele e a equipe da Chiat/Day de Londres não aceitaram sua fusão com a TBWA e a agência tornou-se a St Luke´s, extremamente criativa em seu modelo, em seus trabalhos e na composição societária, em que todos os funcionários são proprietários dela. Quem lê o livro torna-se um ‘irmão de fé’. Na época de seu lançamento, a obra oferecia uma série de desafios e questionamentos ao modelo de trabalho do mundo a propaganda. Andy tem uma postura sempre desafiadora e não tem medo de questionar as formas mais estabelecidas de se fazer negócios. Dez anos depois,o mundo dá voltas e achei uma entrevista, que traduzo aqui, em que Andy fala por alto sobre o futuro do trabalho e opina sobre o que está ali no horizonte.

? - O que aconteceu à St. Luke´s? Por que você decidiu se desligar da empresa?

Andy Law: Eu era o cara errado para liderar a próxima etapa da vida da St. Luke´s. Havia co-proprietários ali com uma visão diferente do futuro, sobre o futuro deles, não o meu.

? - Você é agora o fundador e chairman mundial de ‘The Law Firm’. Você poderia nos dar uma pequena sinopse do que ‘The Law Firm’ é?

AL: Meu segundo livro, “Experiment At Work”, dizia como uma empresa poderia ser como uma rede social. A interligação de tudo que conhecemos precisava de um novo modelo. Anita e Gordon Roddick (fundadores da The Body Shop) sentaram comigo e traçamos como uma empresa que enxerga o futuro deveria ser e atuar. De acordo com a minha experiência, queria uma rede que trouxesse à tona o melhor do pensamento mundial sem uma estrutura gerencial onerosa, o que claramente caminha junto às organizações globais. Então, “The Law Firm” é uma operação de franquia, oferecendo comunicação criativa ao redor do mundo.

lawfirmAndy é o fundador e Chairman Mundial de ‘The Law Firm‘ uma rede global de agências que opera em mais de 20 países ao redor do mundo, inclusive no Brasil, em que está presente por meio de João Fernando Camargo, ex-diretor de criação da Lowe e sua agência. ‘The Law Firm’ é uma rede que só funciona inteiramente por conta da Internet. Sua cooperação entre pessoas que estão em Lagos, na Nigéria, e Amsterdam, na Holanda, só é possível com as mudanças nas maneiras com que as pessoas se comunicam e colaboram online. Andy vê que as agências de propaganda precisam trabalhar com um novo tipo de equipe criativa mais jovem, que enxerga de maneira muito mais abrangente e, assim, estruturou sua rede totalmente sobre a plataforma digital.

“Nosso protocolo operacional é baseado no protocolo da Internet. Ao trabalharmos com “Open Source Creativity” (Criatividade de código aberto) temos uma ferramenta que nos auxilia a trabalharmos juntos. Somos totalmente estruturados na tecnologia.”

Muito do pensamento de Andy coloquei na minha própria empresa (que hoje é uma agência full service) e na minha carreira, por isso discordo da postura de muitas agências da região e não sei se sou uma unanimidade por pensar assim. Mas o final é a melhor parte da entrevista:

?- Extraí uma frase de seu site que diz: “É preciso uma agência de propaganda honesta para dizer que a propaganda nem sempre irá funcionar para você.” Com a fragmentação da indústria da mídia, você tem dito isso a clientes com mais freqüência?

AL: E como.

? - Em seu livro “A Empresa Criativa”, você falava das possibilidades para o futuro do trabalho. Já se foram 10 anos desde sua publicação. Com o que o futuro do trabalho se parece hoje?

AL: Ainda mais empolgante. Os altos e baixos da economia trazem várias oportunidades. A necessidade é a mãe da invenção, mas o desconforto é seu pai (dissatisfaction em uma tradução livre). Haverá ainda mais empresas criadas e ligadas à internet. As fórmulas (overhead também em tradução livre) serão reduzidas e a imaginação aumentada conforme as pessoas usarem os incríveis recursos que têm à mão para fazerem o novo. Marx estava quase certo. Os meios de produção estão agora nas mentes das pessoas.

? - Em termos de futuro, o que mais o empolga? E o que você vê como a maior ameaça?

AL: A resposta anterior é o que mais me empolga. A maior ameaça é que os governos não vejam e não tragam suporte para a economia emergente das pequenas e médias empresas.

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Postado por Gustavo, às 6:00, em Criativo Crônico.

Esta semana, duas coisas me chamaram a atenção quanto aos erros.

A primeira.

quidam

No último fim de semana, fui assistir ao espetáculo Quidam - Cirque Du Soleil. Foi bacana? Foi. O Cirque é conhecido por levar suas apresentações a um nível de dificuldade altíssimo, mas justamente num dos números do show aparentemente fácil (fácil para eles que treinam exaustivamente, não me peça para ir lá pular), um dos acrobatas caiu. Até mesmo um ‘atleta circense’ como um participante do Soleil pode tropeçar. Na minha percepção, ele se distraiu porque a platéia o aplaudiu antes da hora. Olhando para o dia a dia da propaganda, fico me lembrando de que um chefe dizia sempre ‘pequenos trabalhos, grandes pepinos’. Ele estava certíssimo. É justamente nos pequenos trabalhos que nos distraímos, que levamos com menos atenção e abrimos as portas para o erro. Achamos que estamos confiantes e seguros o bastante para podermos suplantar aquele pequeno job com os dois pés nas costas. Ledo engano, onde há fumaça há fogo. Não deixe de estar atento a cada detalhe, porque para o cliente, job não tem tamanho. O que existe é a qualidade do que você entregou. Cheque a Língua portuguesa (ainda que você não seja redator), verifique as malditas fontes em curvas, cores CMYK, resolução, as medidas da peça, as observações necessárias, ou seja, os detalhes que fazem a diferença.

Uma vez paguei um trabalho inteiro de impressão das plantas de um empreendimento, apenas porque exportei um logo errado. Foram R$ 800,00 há uns quatro anos, mais ou menos. Meu chefe foi bacana, dividiu, parcelou, facilitou total, mas aprendi mais uma pagando. E às vezes temos que pagar do bolso mesmo para nos tornamos profissionais verdadeiramente completos e preparados.

A segunda.

coldplay

Foi uma semana atípica. Como nunca acho que terei novamente quanto a eventos de grande porte. Na terça-feira, dia 2, fui também ao show do Coldplay em São Paulo. Tinha tudo para ser um show memorável, e foi, mas negativamente, infelizmente. Por quê? Pelos erros. Claramente houve algo de errado com a parte do som. Não se ouvia direito a banda, parecia que o som ia e voltava, como num mal contato, além dos microfones que cortavam em meio às músicas. Chegou a um ponto em que os setores vermelho e azul gritavam “Aumenta o som”, como não houve resposta (ou seria ouve?) a banda passou a ser vaiada. Um show com tão alta expectativa, tornou-se uma decepção. A experiência com o produto que eu e milhares de pessoas compraram foi seriamente comprometida, um momento que não pode ser reencenado.

E o que acontece com o que uma agência de propaganda entrega a seu cliente? Ou ainda (porque isso existe) recebe e não entrega, o que é ainda pior. Ou ainda quando se tem uma expectativa diante de um determinado resultado que não acontece? A experiência junto ao cliente não pode ser refeita ou remendada. Já foi. Conheço agências que assumem a postura de lavarem as mãos quando fazem um trabalho que não surte efeito, não dá. É preciso dar a cara a tapa e fazer de tudo para a coisa acontecer. Não fazemos parte do meio artístico, mas do meio empresarial. Se nada aconteceu e o produto não vendeu, o publicitário não fez seu trabalho como deveria. Não adianta dizer “não vendeu, mas tudo bem, fiz minha parte”. Tudo bem nada.

Também não se pode partir do pressuposto que ‘ah, errar é humano, tudo bem’. Tudo bem, nada, de novo. O tempo não volta atrás. Precisamos aprender que ao prestarmos um serviço a um cliente, é preciso ter responsabilidade com a grana que está sendo investida. É preciso ter compromisso com aquilo que entregamos. Desde um filme, desde um planejamento, desde um orçamento, a um mero telefonema. Devemos estar preparados o bastante para não permitirmos brechas para o erro. O caminho é a atenção, o zelo com o cliente e o cuidado com o detalhe. Se você procurar seguir isso, meio caminho andado.

Pra fechar

Nem tudo é mau humor. A ação feita pela Ínsula para o Bradesco no Cirque Du Soleil foi sensacional. Criaram um jogo feito com realidade aumentada. Acesse: amagiadocircoemsuacasa.com.br e veja o case, vale a pena.

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Postado por Alex Gonçalves, às 7:48, em artigos.

 

 

 

Tipo: Vídeo Publicitário
Título: Pra quem quer passar no vestibular
Redação: Fernando Pereta
Direção de arte: Fernando Pereta e Bruno Torres
Direção de criação: Fernando Pereta
Produção gráfica / produtora: Fábrica das Artes
Agência: Fábrica das Artes
Anunciante: Poliedro
Produto: Curso Pré Vestibular

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Postado por Gustavo, às 6:00, em Criativo Crônico, Social Media, Vale.

Antes de sermos publicitários, somos seres humanos. É a pessoa que contém o publicitário, e não o contrário. Terremoto no Chile e no Haiti, chuvas que destroem São Luiz e Angra dos Reis, neve que amedronta a Europa desde o começo do ano (nevar em Roma é um milagre que Papa nenhum seria capaz de prever, e aconteceu), são tantas as loucuras que a Mãe Natureza anda fazendo por aí que não conseguimos entender qual é a verdadeira extensão de seu recado. Tentei seguir o Al Gore no twitter e ver se havia mais alguma verdade inconveniente, mas nada. Aliás, só nos restou sermos todos geólogos e meteorologistas de plantão e tentarmos de uma maneira ou outra explicar o que está acontecendo. A questão me parece de causa simples de entender, mas difícil de se reverter: usamos mal os recursos naturais, passamos da conta na exploração deles e agora pagamos por isso.

Fotos do UOL de Talcahuano, CHI, e S. Luiz, incrível como as tragédias se parecem.

Fotos do UOL de Talcahuano, CHI, e S. Luiz, incrível como as tragédias se parecem.

Diante desse cenário em que 2010 começou com cara de 2012, as redes sociais passaram a ter um valor imenso também na solidariedade. Marcello Serpa (@Marcello_Serpa) mencionou em seu twitter que o “Escritório principal da BBDO Chile escapou intacto. Já a Fierce, segunda operação da BBDO sofreu danos severos.Todos funcionários estão bem.” E que “RT @apedroso: A DDB Chile foi destruída, felizmente todos estão bem também.”

Eu também vivi uma experiência no começo do ano que envolveu S. Luiz. Recebi um e-mail de José Luiz de Souza que repassava uma mensagem do jornalista Luciano Dinamarco (@dinamarco) com links para os vídeos da cidade e o que havia acontecido. Percebi que na mesma mensagem também havia uma primeira manifestação por conseguir arrecadações em Taubaté. O que eu podia fazer? Postei essas informações em meu twitter colocando como se poderia ajudar a cidade. Comecei a ver que meus followers estavam passando adiante a informação com RT. Aí me deu um clique e fui mandando a mesma informação e pedindo para pessoas com grande número de followers como Mentor Muniz Neto da Bullet (@neto), Michel Lent  da Ogilvy(@lent) e o jornalista Claudio Lessa (@LessaCG) que também dessem RT e ajudassem a multiplicar a informação. De repente, vi o poder que isso foi tendo. Todos passando adiante e procurando fazer algo por ajudar, fazendo um mínimo ali. Independentemente do que acontecia no twitter, a dimensão que a tragédia tomou comoveu pessoas que nunca estiveram ali na cidade e de uma maneira ou de outra tentaram ajudar. Veículos de comunicação de toda a região também mostraram seus papéis diante da sociedade e também tomaram a iniciativa de ajudar. De qualquer maneira, o fato é que até agora os moradores ainda estão sob condições difíceis em abrigos e as obras de reconstrução do CDHU estão previstas para serem entregues somente no começo de Abril.

Quando o assunto é sermos ambientalmente e socialmente responsáveis, costumo bater numa tecla: como publicitários, o que podemos fazer para contribuir socialmente com nossos talentos? Se somos assim tão bons em convencer pessoas e movimentar a opinião pública, por que não nos movemos? É raro termos uma iniciativa que parta de um cliente, temos que propor nós mesmos as melhores maneiras de passarmos isso adiante. Já falei aqui sobre um projeto do qual a Arriba! participou ativamente junto ao valeparaibano e à Urbam sobre reciclagem de jornais. Já fizemos também parte de outro projeto da Urbam quanto ao Aterro Sanitário de São José dos Campos, há quase 2 anos atrás. Agora é a vez de outro projeto desse cliente que será lançado agora em meados de março. No entanto, essas iniciativas ainda não me deixam plenamente satisfeito, fico com a sensação de que podemos, todos no mercado, fazer mais.

Sermos sustentáveis deve ser um preceito de nossas criações. Ela já deve estar permeada na hora da ‘ideia do caralho’. Agir de maneira responsável já deveria partir do princípio de nossos próprios processos criativos, utilizando com mais propriedade os recursos de que dispomos para fazermos comunicação. Onde quero chegar é que não basta utilizar papel reciclado. Indo um pouco mais longe, passo até a questionar se a propaganda como conhecemos do “Beba”, “Compre”, “Faça” e sempre tão impositiva, volumosa e repetitiva tem espaço em meio a uma necessidade da sociedade em se comportar de maneira menos consumista e impulsiva para mais consciente e responsável. Não sou o cara mais ecologicamente correto desse mundo, posso evoluir muito, mas fico imaginando se este não é o momento de revermos também conceitualmente o papel da propaganda dentro da sociedade.

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Postado por Gustavo, às 6:00, em Criativo Crônico.

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Se no Brasil, o ano só inicia mesmo depois do carnaval, para os chineses ele também acabou de começar. A TV consulta os astrólogos para saber as previsões e como lidar com o ano que vai chegar. Pois bem, com o ano novo, neste caso o chinês, fui consultar também a minha guru para saber como lidar com o ano novo. Às 00h51 do dia 14/02 começou o ano do tigre. Fique de olho porque ele te pega quando você menos esperar. Exatamente o detalhe que ficou debaixo do tapete, e que você não cuidou, vai ser aquele que vai te pegar. O ano de Tigre é o ano do 8 ou 80, na montanha russa mesmo, ou é algo muito bom, ou algo muito ruim. Num dia o time perde de 6X0, no outro ganha a Taça do primeiro turno, em cima do mesmo rival. Nada de meio termo. Se você nunca viveu isso, ainda vai viver: o cliente sempre escolhe a opção que você não quer. Se você não quer que ele escolha aquela, faça outra, porque nunca antes na história desse país, a chance disso ocorrer foi tão grande. Sabe o dito popular ‘onde há fumaça há fogo’? Se agir sem pensar, com pressa, sem se ater aos detalhes, dançou. Sabe a famosa “Lei de Murphy”? Então, se existe um ano em que o bicho vai pegar, é esse. Surpresa é a palavra-chave.

“Será um ano de muita atividade e grandes oportunidades, mas para que elas sejam aproveitadas é preciso coragem e capacidade de adaptação ao ritmo veloz imprimido pelo Ano do Tigre. Alguns tendem a se sentir desconfortáveis com esta intensidade vertiginosa e com as mudanças que alteram o rumo das coisas, mas se você se mantiver agindo e alerta, tem tudo para superar eventuais problemas e explorar ao máximo um período de enorme potencial.”

Se o ano do Tigre é o da Lei de Murphy, fui consultar também a biblioteca. Há anos, tenho comigo um livro de título quase óbvio “A Lei de Murphy – mais errado porque tudo dá motivos”. Traduzido e transubstanciado por Millôr Fernandes, a obra traz a definição literal da famosa lei: “Se alguma coisa pode dar errado, dará”. Mas nem só de cautela vivem essas páginas. Nele, consta também  a lei Ayrton Senna: “O erro geralmente é mais previsto do que cometido”. O que é uma verdade imensa. Se pisássemos em todos os buracos que vemos pelo caminho, não chegaríamos a lugar algum. O fato é que é preciso ter coragem ainda que seja para ver esses buracos. Alguns deles simplesmente estão no nosso nariz e não queremos enxergá-los. Por isso, coragem.
Pode ser que você não acredite em nada disso, ache tudo isso um imenso papo furado, e que tigre pra você só no zoológico, na caixa de Sucrilhos, ou na frente dos postos Esso quando criança (Em Caçapava e em Aparecida havia uns gigantes). Saiba apenas é que vivemos uma época de mudança. Ainda passamos por tempos em que se separa o joio do trigo no mercado e a tolerância para erros é mínima e pode fazer com que foi construído ao longo do tempo, possa afundar rapidinho. Por isso, jogue sério. Se você tiver garra, como um tigre mesmo, esta é a oportunidade para trazer novas idéias e superar situações de risco e descascar verdadeiros pepinos. Se você resolver, será como nunca.  Agora, se você não se ligar, vai perder o bonde, nem que seja o do Tigrão.

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Postado por Gustavo, às 6:00, em Criativo Crônico, Mercado.

www.walterlongo.com.br

www.walterlongo.com.br

Um dos grandes nomes que acompanho na propaganda é Walter Longo. Conhecido por suas frases contundentes (Siga seu twitter e me entenderá) e pelo “Aprendiz” como conselheiro de Justus, fui apresentado a ele no livro “Tudo o que você queria saber sobre propaganda e ninguém teve paciência de explicar”. Sempre sua franqueza e transparência me chamaram a atenção. Por um motivo ou por outro, resolvi dar continuidade à série de colunas sobre orientação profissional nos bastidores das agências escrevendo um texto com minhas interpretações por entre citações dele.

“Existem hoje duas grandes escolas de Administração na análise da motivação corporativa: uma escola que diz que o ideal é botar a cenoura na frente das pessoas, outra escola diz que o negócio é botar a cenoura atrás das pessoas. E essa decisão sobre a posição das cenouras é o que normalmente se discute em Gestão Empresarial.”

A propaganda é como é porque existe pressão ou existe pressão porque a propaganda é como é? É como o cachorro correndo atrás do rabo. Tudo o que envolve prazo, aqui se inclui a propaganda, prevê algum tipo de pressão. Se pudesse dar alguma receita de como fazer a coisa não ficar tão no fio da navalha, diria que teria organização e sangue frio. Se você se organizar, a coisa vai fluir mais rápido, ainda que você tenha um enorme pepino pela frente. Não adianta sair fazendo. É preciso saber o que irá fazer. Faça um rafe, veja uma referência, troque uma idéia e planeje seus passos. A experiência conta que assim a coisa rola mais ágil, e se é mais rápida é menos sofrida. Por outro lado, não adianta ficar nervoso, só você e a sua gastrite é que vão sofrer com isso, relaxa. Se o estupro é inevitável, você sabe o resto.  Agora, quando um líder é capaz de transformar pressão em objetivo a ser alcançado, eis um gênio.

“É melhor perder a prova do que a vergonha.” em “O Aprendiz”

Faça propaganda de acordo com seus valores. Se você tiver atitudes em que você acredita, as coisas acontecem pra você. Seja flexível para poder aprender e absorver coisas que acontecem pelo caminho, mas não desobedeça pilares sobre quem você é verdadeiramente. Não dá pra esconder que nossa profissão é verdadeiramente fascinante, mas também pode ter um fator destrutivo. Como tudo que é feito em excesso, aliás. Mas não podemos fechar os olhos para certas coisas que acontecem. Ultrapassar princípios que temos em nome de resultados, e principalmente dinheiro, não se justifica. Entenda que sacrifícios são necessários. Nem tudo no mundo profissional é bacana de se fazer, mas é preciso. Tenha sabedoria pra entender o que são adaptações necessárias para o crescimento (fazer um social, ir a eventos, trabalhar em fins de semana e noites adentro…). Fazer este tipo de atitude não é descaracterizar sua ética. Se quiser um parâmetro pra isso, a vergonha com certeza é ela. Se você não se sente confortável em contar alguma atitude sua ou de sua agência, algo não anda bem.

“Nada é coincidência tudo é consequência do que você faz”

São nossas escolhas que representam os tijolos com os quais construímos nossas carreiras. Os efeitos colaterais que a propaganda pode trazer são diversos, é verdade. Conheço agências que optam por não contratarem nem fecharem com clientes que passaram por um concorrente do qual discordam da atitude. É como na canção “Insensatez”, quem semeia vento só colhe tempestade. Cuidado com o que você planta, será o que você terá logo, logo. Afinal de contas, “O grande sintoma da ignorância humana é esperar resultado diferente fazendo sempre a mesma coisa.”

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