CCVP, Clube de criação do Vale do Paraíba

Postado por Lucaz, às 9:16, em Designificando, artigos.

Salve galera inspiradora. Começando aqui meu segundo post para CCVP, não podia deixar de agradecer a participação e comentários, tanto no mundo virtual quanto no velho cara a cara, de antigos e novos amigos, alguns que só conheço (ainda) pelo avatar e os já consagrados colaboradores deste blog. Foi graças a alguns comentários, especialmente do companheiro das antigas Allan Marcel, que dei uma freada no tema que iria abordar hoje, para falar de algo quem veio antes na minha história com o design: o preto e o branco.

Quando deixei de ser um espectador do design e passei a produzi-lo, mesmo que sem total noção do que realmente era “projetar” design, tive a sorte de trabalhar com processos simples, gráficas ruins e muita exigência por parte dos jornais que trabalhei. Até hoje o papel jornal gera dificuldades e “impossibilidades”, mesmo com tanta tecnologia, mas, há 15 anos atrás a cor era um luxo que achei que nunca teria e, para sanar essa “exigência” técnica fui beber em fontes da minha pré-história visual.

Com o passar dos anos, mesmo tendo uma grande influência das cores no meu trabalho, o alto contraste do preto e do branco nunca foi deixado de lado. Por isso, os links que seguem são um misto do que via, o que vi e o que vejo relacionado a processos simples – de criação, impressão e gravação – e nem por isso menos belos, instigantes, detalhistas e inspiradores.

Xilogravura – No Sul de Minas, pré-história do meu processo criativo, com certeza o cordel não é a cartilha de vida dos moleques que correm descalços nas ruas de “chão”. Mas, em algum momento impreciso, tive contato com as ilustrações quase rudimentares das capas desses folhetins e, anos depois, pude entender como o uso do preto no branco desses cordéis poderia ajudar na criação de peças limpas, comunicativas e que não causassem aquela confusão de tons de cinza que observava nos jornais.

01cordel

Algum tempo depois, pesquisando origens, fui descobrir o mestre J.Borges, que tem uma história peculiar de dificuldades que geram grandes artistas. Recentemente, quando vi a abertura de “Cordel Encantado”, novelinha das 18h da Rede Globo, não pude deixar de voltar a sua bio no Wikipédia e confirmar: Não, a tão aclamada abertura da história de Jesuíno e Açucena, não é a primeira referência direta às xilogravuras do cordel na grande “educadora” das massas brasileira. Em um tempo, onde até na Rede Globo o senso crítico era importante, a primeira versão de “Roque Santeiro” ousou colocar no ar uma abertura que, rapidamente, foi censurada. E nela, o que se via, eram as encantadoras xilogravuras de J.Borges

Stencil – Outra fruta da qual sempre extraio o sumo é a arte “vazada” de um grafite popular, feito para o protesto, pois possibilita com rapidez a multiplicação de imagens e mensagens, no melhor estilo “corra que a polícia vem aí”. É claro que, assim como outras manifestações urbanas, hoje, o stencil é aceito em galeria e frequenta na paredes das luxuosas casas de celebridades, mas nada disso tira sua origem contestadora que, sinceramente, foi o que me atraiu primeiro. É da época do stencil que vem minhas primeiras noções de cores, mas todas ainda em alto contraste.

02_stencil

Aqui deixo um link especial, da galeria virtual Stencil Brasil, onde podemos encontrar o principais nomes nacionais dessa técnica, como Alex Vallauri, um dos primeiros artista reconhecidos no Brasil, e CAV3RA, esse sim, no melhor estilo “preto no branco”.

03_banksy

Não tem como falar de stencil sem citar também Banksy, artista que dispensa apresentações. Deixo aqui o site oficial e um trecho do polêmico documentário sobre sua obra.

É isso aí, a vida em preto e branco pode ser muito divertida e cheia de referências.

Tks!
@LucazMathias
lucazmathias.com

Comentários 9
Postado por Ale Santos, às 1:50, em Background, Emprego, Estágio, Mercado, Vale.

mercado

Estou de volta galera ao blog mais badalado da comunicação valeparaibana e com uma missão bem complicada: Ajudar estudantes de propaganda e marketing a se encontrarem no nosso mercado. Por isso essa coluna vai se chamar background e vai ajudar você a construir a sua história aqui na região.

Aliás, literalmente ajudar, pois vou procurar responder as suas dúvidas através de profissionais que já são referências pra nós. Então se quer saber sobre alguma coisa, agência ou qualquer informação, manda no email (info@ccvp.com.br) ou me twitta @leblck que eu corro atrás e a cada quinzena teremos coisa nova por aqui.

Como primeiro artigo busquei resumir a nossa proposta em uma simples pergunta: “O que você precisa para entrar no mercado de propaganda do Vale ?

Quem me ajudou foi o famigerado Josué Brasil do blog Vale Publicitando, que é Publicitário e professor universitário de Propaganda. Vamos lá aos pontos que você precisa saber:

josue-brasil

Ter uma boa base de conhecimentos.

Isso é indiscutível, não dá pra fazer propaganda de um produto #fail, da mesma forma que não adianta querer entrar para uma agência com um cargo foda se ainda não tem conhecimento para isso, mas olha só, o Josué deu uma dica bem bacana:   “as vezes não é necessário nada de excepcional, mas o básico. Escrever bem, por exemplo! É preciso também demonstrar interesse pela área e ter vontade de aprender. Ser um aluno atento e participativo na faculdade é um passo importante!”

Aliás, ser participativo faz muito a diferença. Vou precisar de um artigo inteiro para falar sobre isso, mas o que podemos dizer é que você não pode ficar preso apenas no campo acadêmico.

Assim a gente chega num outro ponto ressaltado na entrevista, o Network - se você não sabe, nosso mercado é completamente integrado, basta aparecer em algum evento como o Gole do Galo e visualizar essa rede de contatos funcionando com seus próprios olhos. Então, aproveite os eventos regionais para conhecer o mercado e os principais profissionais.
Só não vale achar que apenas isso vai te bastar. Você tem que ter um bom currículo, um bom portfólio se for pretender a área de criação. Outra coisa é incrementar o CV com cursos extras! Muita gente entra no mercado por ter um bom CV e um bom portfólio. Indicações ajudam e funcionam não só na nossa área, mas em todas!

Bem, espero que tenha sido um bom começo. Não deixem de comentar e deixar aqui suas sugestões para nossos próximo artigo.

Comentários 3
Postado por Lucaz, às 11:42, em Designificando, artigos.

Quando o Nerosky (Matheus) fez o convite, na última sexta-feira, para que eu começasse a postar no CCVP, minha primeira reação foi dizer “não sei exatamente o que postar”. Algumas DMs depois ele havia me convencido de que só links e refs que eu pudesse compartilhar já seriam proveitosos. Mas, claro, eu ainda não estava seguro, já que blog com compartilhamento de referências já vejo aos montes por aí. Então veio a ideia de postar tais “fontes de inspiração” e tecer comentários, “extrair o sumo” delas. Nesse espírito de início, este é (ainda tímido, rs) meu primeiro post no clube.

E qual seria a primeira referência a ser shareada por aqui? Depois de um fim de semana revendo links, anotações e memórias, procurando algo para pixealizar, ou materializar online, acabei sendo cronológico e perguntando pra mim mesmo: qual foi o primeiro momento que tive consciência do design?

Ao responder a pergunta, descobri que antes dessa consciência existia um momento mais importante, a primeira vez que fui flechado pelo design. Então, é esse momento que vou sharear, pixealizar e designificar aqui.

Nunca pensei em ser designer, aliás, de onde eu venho, as pessoas provavelmente ainda demorarão algumas décadas para entender o que é isso. No entanto, lá nas Gerais, temos uma cultura visual muito forte. Do institucionalismo visual católico, até as manifestações populares com todas suas cores e texturas. Seus olhos já nascem abertos para matizes totalmente diferentes e complexos. Apesar disso, a primeira vez que os designos bateram forte no peito, foi quando resolvi quebrar tudo isso. Foi ali, entre os nove e doze anos, quando furei a orelha, comecei a rasgar as calças e deixar o cabelo crescer, foi com o meu primeiro disco de rock (vinil, bolachão, LP) que arrebentei meus preceitos e conheci o design, mesmo ainda sem tomar consciência dele.

Pegando carona nesse mundo mágico das capas (depois descobri que os encartes também eram sensacionais) compartilho aqui no CCVP meus primeiros links. Nem todos são sobre capas, mas todos são extremamente musicais, e é aí que a gente “extrai o sumo”.

Psicodelia – Esse primeiro é a base do meu encantamento por capas de disco: as artes lisérgicas criadas nos anos 60/70. Nele encontrei algumas capas que sempre me intrigaram e instigaram, como essa do “the Jimi Hendrix Experience” e a clássica dos Stones e Amigos, “Rolling Stones Rock And Roll Circus”. Veja o link

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Brasilidades – Depois de renegar raízes e revolucionar com o espírito rock’n’roll é sempre bom voltar atrás e perceber que suas melhores referencias estavam ali, bem do seu lado. Fuçando nos vinis da minha mãe acabei me deparando com a incríveis capas do designer César Vilella para a gravadora Elenco. Vale a pena degustar até o caroço dessa referência. Repare que a capa do disco “Maysa” de 1963 foi recentemente referenciada em uma minissérie da TV Globo. Vale  ressaltar também o trabalho de cores que mantém a identidade das capas do selo e a tipografia primorosa do disco da Nara Leão  Leia mais

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Das capas pras paredes – Por fim deixo aqui mais dois links. O primeiro é do livro, que acabei de comprar, “Cartazes Musicais” do Kiko Farkas , comentado em uma super invasão ao estúdio do designer/autor. Já o segundo é um blog em que “bebo muito da fonte”, o posterize.com.br. Só de cartazes de bandas undergrounds em shows pelo Brasil.

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Pra estreia no clube é isso aí. Por favor, comentem, critiquem e criem muito em cima dessas refs.

Tks!

@LucazMathias
lucazmathias.com

Comentários 17
Postado por Marcos Teles, às 9:11, em artigos.

Comentários 1
Postado por Marushio, às 4:22, em artigos.

Nas palavras do redator Christiano Vendramine, da agência Pagina.

Vale ler, prestigiar e pensar a respeito.

http://www.paginacom.com.br/blog/?p=899

Comentários 2
Postado por Marushio, às 1:59, em artigos.

Ficha Técnica
Tipo: TV
Título: Lâmpadas
Anunciante: OutraCena Produtora
Agência: Molotov Propaganda
Criação: Eduardo Spinelli e Fabiano César
Planejamento: Fernando Griskonis
Aprovação pelo cliente: Renato Pulice e Priscilla von Gerhardt
Produção: Aline Silva
Produção Executiva: Priscilla von Gerhardt
Montagem e finalização: Rodrigo “Fininho”
Animação 3D: Rodrigo Albano (Dream Maker)
Direção de filme: Renato Pulice
Produtora de filme: OutraCena Produtora
Produtora de som: Estúdio Zap
País: Brasil
Veiculação: 20/08/11

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Postado por Marushio, às 1:15, em Vida de Freela.

Boa tarde pessoal.

Já faz um tempo que não posto, por um bom motivo: muito trabalho. =)

Hoje vou falar sobre como fazer um trabalho limpo.
Calma cara-pálida, não vamos falar sobre produtos de limpeza. Pode respirar aliviado.

Em qualquer profissão, aumentamos as chances de sucesso ao começar corretamente um projeto.
Isso faz muita diferença em uma empresa, seja em projeto solo (raro) seja em equipe.
Imagine então na vida de um freelancer “faz tudo”.

E o assunto não diz respeito apenas aos designers e diretores de arte.
Desde o contato comercial, qualquer função tem uma série de passos até o produto final.
Programe estes passos, planeje cada passo.

Se você é um profissional da área comercial ou atendimento, reúna todas as informações sobre seu cliente antes das reuniões, reúna o material adequado da sua agência ou negócio antes de ligar para o cliente. Prepare e filtre corretamente as informações que vai passar para sua equipe.

Se você é planejador. Pesquise REALMENTE, faça busca em campo, não só no google. E depois deixe os especialistas trabalharem. E muito importante, use o repertório da sua vida pessoal para criar experiências diferentes para seu cliente.

Se você é criativo. Não importa se mestre das letras ou rabisqueiro de plantão. Livre-se do ego de artista e atente-se ao negócio do cliente. Compreenda o briefing, converse com o atendimento, repense o briefing se necessário (com os pés no chão). E então, com este primeiro passo concluído, viaje nas tuas idéias. mas com uma base sólida de informação.

Se você é arte finalista ou fornecedor criativo. Faça o seu melhor. Participe do projeto o quanto puder. Afinal, se você errar, de nada adianta o trabalho limpo de todos os profissionais descritos acima.

Excelente semana a todos.

Abs
Maru

@marushios
www.coletivodeideias.com.br

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