CCVP, Clube de criação do Vale do Paraíba

Postado por Gustavo, às 6:00, em artigos.

michelangelo

Imagine o Michelangelo pintando o teto da Capela Sistina. O cara sobe no andaime, escala toda aquela parafernália, chega na posição e vê que esqueceu o pincel lá embaixo. Não dá. Como a vida não tem ctr+z, a gente precisa se programar e se planejar antes de começar a fazer as coisas. Tava no carro outro dia e ouvi uma música que dizia “Life makes sense backwards, only you gotta live it forward”, quer dizer que a vida faz sentido quando se olha pra trás, só que você tem que vivê-la para frente, então, um mínimo a gente precisa se planejar pra não chegar no ponto de dar mancada lá na frente e só enxergar depois. Não adianta ser somente um grande artista, aprender a se organizar faz parte de ser um grande profissional.

Se o seu job precisa SER (Solução Encontrada Rapidamente), é preciso olhar, pensar e fazer e não o contrário. Sair fazendo primeiro, passar a pensar que não tá bom e depois ficar olhando o que precisa consertar é perda de tempo total. A ordem dos fatores vai fazer diferença. Olhe primeiro para o job, compreenda o que ele vai precisar de você. Olhe referências, pesquise. Quando começar a enxergar algo legal, coloque no papel e pense no caminho que você vai percorrer para concretizar o que você imaginou (vou fazer isso, depois isso…) criando etapas, anotando um passo a passo. Pense, vizualize o layout que você quer ou ouça as palavras que você gostaria de ouvir no seu texto. Pense em algo que passe uma emoção necessária àquele produto. Se você se sentir dessa maneira, o consumidor também vai. Faça rafes, rascunhe e envolva seu diretor de criação nesse momento do processo. Às vezes se pensa que se o layout não estiver pronto no computador, o diretor não vai gostar. Pior vai ser se você levou esse tempo todo e ele disser: “não gostei… mas e se fosse…”. Aí você dançou. É bem melhor rabiscar, fazer brainstorm e bater uma bola, evoluindo uma idéia, que a meu ver, fazem parte do que é mais gostoso na hora de criar (e os melhores trabalhos surgem assim).  Aproveite o momento, você vai se divertir, vai aumentar seu cartaz (incluiu o chefe na discussão), evitou a reprovação interna (ele participou) e será definitivamente mais rápido.

Reúnas as ferramentas necessárias (lembre-se do Michelangelo lá em cima). Fotos, Textos, Datas, Preços, do que você vai precisar? Já avalie as fotos em primeiro lugar. Alguém ainda precisa explicar para você o que é alta resolução? Se não estiverem, devolva com gentileza. Peça que o atendimento ajude você a ajuda-lo: “Quebra  o meu galho que eu quebro o seu”. Logo dentro do Word, PowerPoint, essas coisas que vivem acontecendo devem ser checadas agora para que se corra atrás do que for necessário e você adianta outro lado. Evite o efeito surpresa de descobrir tretas mais tarde, isso levaria você a voltar para casa ainda mais tarde (mas se estiver a seu alcance preparar algo com o que você tem em mãos, especialmente um layout para apresentação por e-mail somente, não seja mala de recusar tudo também, seja razoável). Apague do seu vocabulário “depois a gente vê”, “a gente precisa decidir isso mais tarde”. Onde há fumaça, há fogo, não deixa para depois. A hora é sempre agora.

Agora sim, chegou a hora da montagem. Jogue uma música que você curte no fone de ouvido e manda bala. Lembre-se, tenha sempre definidos atalhos para as ferramentas dos seu programas. Agiliza muito e simplifica sua vida. Não sabe os atalhos? Decora, muda a configuração deles, sei lá, mas se atalho não encurtasse o tempo não se chamaria assim. Já tenha anotado seu passo a passo e vá colocando um X, como numa lista de supermercado em cada um que você for concluindo. Além de ajudar você a não errar (como evitar colocar datas diferentes do mesmo evento em peças da mesma campanha, telefones, essas coisas) vai te dando confiança e a sensação de que você está andando. É bom e você não deixa seu rabo para outro pisar e acabar com seu bom humor. Alterações, detalhes, procure ter precisão, dar uma lida em tudo é bem-vindo. Numa dessas, você pega uma batatada e vira herói do dia. É como um goleiro. Se franga vira vergonha nacional, se fecha o gol vira titular absoluto.

Por fim, o fim. Tenha iniciativa e acabativa. Conheço gente que fica num ‘puxa pra cá, puxa pra lá’ interminável. É um saco. Se você sabe o que quer não são milímetros de um objeto que farão diferença. Cuidar dos detalhes é bom, mas tenha bom senso. Pense em alinhá-lo com algum outro objeto ou dentro de uma margem interna, assim você não erra. Mas conclua.

Organizar seu dia não quer dizer que você vai ser menos criativo, pelo contrário, quanto mais tempo se organizando, menos tempo você patina e mais tempo você pode se divertir trabalhando. Vejo muitas queixas quanto ao trabalho ser um suplício, um sacrifício, madrugadas e tal. Dicas assim podem ser preciosas para darmos menos cabeçadas com as bobeiras do caminho e sermos mais felizes.

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Postado por Gustavo, às 6:00, em artigos.

tiriricatse

A essa altura você já deve ter visto a campanha de Tiririca na TV. Mas, Tiririca, nós temos a resposta pra você. Se você não sabe o que um deputado federal faz, assista à campanha do TSE. Justamente a campanha do TSE tem como objetivo explicar o que cada cargo faz. Mas a política atingiu um nível de descrédito a ponto de que pouco importa o que a comportada campanha do judiciário e seu esforço de ser mais simpática com Marcius Melhem foram capazes de fazer até aqui. Como disse Daniel Piza em sua coluna de domingo no Estadão, o horário político provoca ao mesmo tempo risada e medo. “Ser candidato parece ter virado uma segunda carreira para os que um dia foram famosos ou para os eternos sub-famosos”. E há motivos de sobra pra acharmos isso: Os irmãos KLB, Mulher pêra, Marcelinho Carioca, Dinei, Agnaldo Timóteo, Ronaldo Ésper, Maguila, Simony (Balão Mágico), o marido da Mara Maravilha, Peroba neles, Frank Aguiar, todos querem ser deputados. Ah, esqueci, ainda tem Netinho e Moacyr Franco candidatos a senador. Alguns apelam, fazem paródia, há aqueles cuja profissão é ser candidato como Eymael, Levy Fidelix, Cyro Moura que vivem de surgir a cada 2 anos ocupando o horário nobre.

Infelizmente o posicionamento da política atualmente na cabeça do público é a corrupção. Política é um meio para ’se dar bem’. Não é à toa que significa uma perspectiva de renda. Não é à toa que o voto, um direito pelo qual a geração dos meus pais lutou, Dilma e Serra também, passou a ser algo descartável. Vejo várias pessoas que abririam facilmente mão de votar se isso não fosse obrigatório. Por quê? Principalmente pelo descrédito. Como em tudo o que parece consumir, o brasileiro toma suas decisões de maneira muito mais emocional do que racional. Na hora de votar, não deveria ser o contrário?

Desafios existem no marketing político a ponto de atrair profissionais como Alexandre Okada na campanha de Dilma e Átila Francucci na campanha de Serra. A dedicação é integral, o ritmo é frenético, o desgaste é grande, mas por mais que tenhamos expoentes da nossa propaganda, acho que a solução simples é a melhor, na veia. Podemos achar que Tiririca usou de deboche, ofendeu a democracia ou algo parecido, mas não teria ele dito exatamente o que o público deseja ouvir e ainda de maneira criativa? Eu chegaria dizer até que ele foi aos fundamentos de um bom jingle e de um bom slogan, têm que ser fáceis e têm que pegar. Você ouve uma vez e guarda. Por mais eficiente que a campanha de Tiririca possa ser, ele precisa tomar cuidado com uma maldição. Enéas, exemplo do voto pelo pouco caso, uma ironia, um protesto, foi eleito com recorde para deputado federal e morreu durante o mandato. Clodovil, exemplo do voto pelo pouco caso, uma ironia, um protesto, foi eleito com recorde para deputado federal e morreu durante o mandato. Quem seria o próximo?

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Postado por Gustavo, às 6:00, em artigos.

Michelangelo, Leonardo, Rafael e Donatello não são apenas tartarugas ninjas, mas nomes da Renascença. Um mestre como esses era ao mesmo tempo cientista, matemático, engenheiro, inventor, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta, músico… a lista de talentos de cada um vai longe. Quando chega a hora na vida em que você decide trabalhar em Criação, meu amigo, a primeira coisa que você tem que ser é um cara de cultura. Vão chegar à sua mão os mais diversos trabalhos, diferentes e inimagináveis. Nessa hora, é melhor conhecer um mínimo, ter uma noção de cada coisa, desde o que é um lençol de percal a que se faz sabonete com argila. Criar é um exercício de jogar no liquidificador as experiências de toda uma vida, para isso, não bastam apenas anuários. Coloco aqui um texto do Dedé Laurentino, um verdadeiro homem da Renascença, que começou como diretor de arte e após bem-sucedidos 10 anos, virou a mesa e passou a ser redator. Hoje é vice-presidente de criação da LewLara/TBWA. Dedé coloca neste texto, com o título “Lições de humildade e responsa” publicado no Meio e Mensagem, verdadeiras lições. É genial o texto. Mostra bem como até mesmo para compreender, e ler, estamos numa profissão em que cultura é uma condição.

laurentino

“Eu queria o sorriso de Jorge Amado, que não ganhou muito dinheiro com a venda de direitos para o filme Dona Flor e Seus Dois Maridos, mas divertiu-se demais durante as filmagens. Jorge sabia viver. Eu queria não precisar de adjetivos para elogiar uma praia, como Dorival fez em Saudade de Itapuã, uma ode de substantivos: coqueiro, areia, morena, saudade. Eu queria o desapego de Vinicius de Moraes, eu queria as confissões de Vinicius (nunca as confusões), a paixão pela lua, pela mulher nua, a poesia brotando até em petição para prefeito: “Prefeito Clériston Andrade / A quem ainda não conheço: / Quero tomar a liberdade / Que eu nem sequer sei se mereço / etc etc”. Pedia o calçamento de uma rua, e foi publicada na primeira página do jornal A Tarde, de Salvador.

Eu queria o sorriso da Bahia, mas sou de Pernambuco. Queria desenhar como Millôr, com traço fino, quase traço de menino. Eu queria ter escrito a frase “Se um dia você for embora me leva contigo, Dindi”. Não a letra inteira, muito menos a música, que nada sei de melodia. Queria só esse verso, um dos mais delicados e singelos e sentidos da nossa canção (tome três adjetivos para me deixar ainda mais longe de Caymmi). Eu queria a inteligência dos prédios de Oscar Niemeyer, a novidade das colunas, a elegância das curvas, o Palácio da Alvorada, as mãos da catedral em reverência. E, já que estamos em Brasília, eu queria a ideia dos azulejos de Athos Bulcão, e a escultura Meteoro, de Bruno Giorgi, no lago do Itamaraty. Aliás, a escultura do paulista Giorgi lembra uma logomarca de Aloísio Magalhães, pai do design brasileiro. Pernambucano como eu (pensando bem, nem preciso mais ser baiano), Aloísio desenhou o logo da Bienal de São Paulo, do Banespa, do Banco Central do Brasil, do Unibanco, da Petrobras, da Souza Cruz, a nota de um cruzeiro e a nota de um barão. Fez também o símbolo de Francisco Brennand e ilustrou um lindo livro com poema de João Cabral. Eu queria tudo isso.

Eu queria o humor popular e a cultura, a elegância e o alfinete de Luis Fernando Verissimo. Certa vez, estava ele em um jantar parisiense com outros escritores brasileiros. A mesa ria e galhofava ,enquanto o gaúcho não dizia palavra. Seu silêncio é famoso. No fim, pediu licença aos demais: precisava escrever sua crônica. Um colega, vizinho de quarto no hotel, aproveitou a carona pelo mesmo motivo. No dia seguinte, o colega lhe perguntou: “Não escreveu a crônica?” Verissimo disse que sim, naquela mesma noite. O colega não acreditou: “Mas como, se quando eu ainda escolhia o tema do meu texto, você já havia ligado a TV?” Verissimo explicou: “É que na mesa do jantar, enquanto vocês conversavam, eu escrevia”. Eu queria a produtividade de Luis Fernando Verissimo.

Eu queria ter criado uma única frase de Clarice Lispector.­ Ela está no livro A hora da estrela, quando Macabeia e seu namorado se protegem da chuva sob a marquise­ de uma loja. O constrangimento aparece e Macabeia procura logo quebrar o gelo. Olha para a vitrine da loja, de material de construção, e propõe um assunto: “Eu gosto tanto de parafuso e prego, e o senhor?” Eu queria saber pensar nessas coisas, e traduzir essas coisas. Tirá-las da poeira de sentimento, onde surgem as ideias, e trazê-las para a luz do dia e do riso.

Eu queria a coragem de Chico Science, o rigor de Chico Buarque, rimar “rapte-me” com “it’s up to me” como fez Caetano. Eu queria deitar na beira da praia toda noite, como faz João Valentão. Eu queria as sutilezas de João Gilberto. A voz que ri em Gilberto Gil. Eu queria a tristeza dos frevos antigos.

Eu queria a luz das fotos de Alécio de Andrade, o instantâneo das suas crianças, a composição no átimo do segundo, o seu Rio que lembra Paris, mas que é puro Rio. Eu queria as treliças mouriscas e brasileiras da sede do Instituto Moreira Salles, na Gávea.

Eu queria a ambição artística da seleção de 82. Eu queria, inclusive, as falhas daquela seleção. Pois tudo é falível. Tudo. E eu prefiro falhas ambiciosas ao fracasso medíocre de times medíocres.

Eu queria a qualidade dos altos momentos da televisão: Dias Gomes, Roque Santeiro, Dona Beija, O Auto da Compadecida, O Bem Amado, Gabriela, Guel Arraes. Grandes sucessos que levaram ao povo o que é do povo. Elevaram o povo. Por terem acreditado que assim é melhor. É mais caro, mas é melhor e digno.

Eu queria aprender as lições de tudo isso. As aulas de modernidade e ousadia, em pleno passado transcorrido e nosso. Um passado em nada morto ou passadista, pois sempre apontou para o futuro - nosso presente. Ele está aqui, diante de nós, na página em branco e diária. Saibamos viver à altura do nosso legado.”

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_plinio

Cliques não significam que um produto vende. Buzz não significa que o cliente está satisfeito com sua caixa registradora. Mídia espontânea não é tudo na vida, propaganda tem que gerar resultado. A meu ver não é porque se faz barulho que se vende. É necessária exposição do produto, é claro, mas isto não garante dinheiro no bolso do cliente. Normalmente não começo uma coluna de maneira tão taxativa, mas eu me explico melhor. Na última quinta-feira, o debate dos presidenciáveis da Band atraiu a discussão nas redes sociais. O destaque foi para o feedback positivo junto a Marina Silva, mas principalmente junto a Plínio de Arruda Sampaio, a surpresa geral que virou astro do twitter. Por outro lado, o programa teve audiência de apenas 2,9 pontos e pico de 5. Cada ponto no Ibope equivale a 60 mil domicílios na Grande São Paulo. Ou seja, apesar do buzz, um impacto sobre uma quantidade muito pequena de pessoas dentro de um universo absoluto para se eleger um presidente da República. Apenas as redes sociais são suficientes para mudar o resultado de uma eleição majoritária? E o destino de uma campanha publicitária?

É como na música do U2 “even better than the real thing” (até melhor do que a coisa real), em que a imagem se sobrepõe ao que as coisas realmente são. A internet parece ter essa capacidade de trazer proporções maiores do que são na verdade. Já comprou um produto pela internet que não era bem aquilo? Então, o mesmo acontece com uma foto de uma celebridade que não está fazendo nada pela rua, caminhando, por exemplo, e vira notícia. Assim, o que percebo é que a inovação que o meio traz em si mesmo agiganta por si só o que não seria relevante nem teria sua atenção.

Na semana passada, dois fatos chamaram a atenção pela disparidade. Um deles foi um protesto na entrada da Flip sobre a presença de FHC. O fato ganhou página de entrada de UOL e de outros portais e passou a ser discutido como algo grande. Fala-se em protesto, a imaginação leva você a uma imensa passeata. Por mais adequado que FHC fosse para falar do sociólogo Gilberto Freyre, a um evento como a Flip cabe ser apartidário. Por mais coerente que seja o protesto, quem foi ao local disse que eram no máximo 10 pessoas na entrada do evento.  Ou seja, as proporções são muito distantes entre imagem e realidade. O outro fato foi um manifesto virtual batizado de “São Paulo para os paulistas” que protesta pela inserção da cultura nordestina na grade curricular de escolas da capital do Estado. São 600 pessoas que aderiram a algo que ganhou contornos de movimento separatista (!!!!). Cultura é válida e positiva, venha de onde vier. A cultura nordestina é tão válida quanto a de Goiás, Santa Catarina e de São Paulo, não importa, falta mais cultura de qualquer origem a qualquer estudante e a todos nós, sempre. O que não compreendo é como algo assim ganha magnitude.

Mesmo a polêmica envolvendo os jogadores do Santos mostra o quanto pessoas normais, famosas e até mesmo nós, profissionais de comunicação, estamos a mercê da repercussão do poder superlativo digital. Melindrar alguém é muito fácil. O significado não vai junto com a mensagem. Não está na cabeça de quem escreve, mas de quem lê, por isso não dá pra prever o que vai e o que não vai gerar buzz. O segredo é ser bom. É não ser pasteurizado. É ser fiel à comunicação que toca as pessoas, assim você terá sucesso. Se você precisa de quantidade, de números absolutos, trabalhe as mídias tradicionais. Observe os fundamentos da propaganda e una sua estratégia às redes sociais. Será o casamento perfeito entre a quantidade e a qualidade. Ou você realmente acredita que o Plínio será o novo presidente?

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Postado por Gustavo, às 6:00, em artigos.

Galera do CCVP, estou em uma semana (umazinha só) de férias. Merecidas, vai. Não é por isso que vou deixá-los na mão. Segue um texto do Ricardo Jordão (@bizrevolution) pra todos adotarmos mais no nosso dia a dia do trabalho.

Os 10 Mandamentos de Uma Equipe Entusiasmada:

(1)    Ajude os outros a estarem certos… não errados.

(2)    Procure por maneiras de fazer as novas idéias funcionarem… e não razões para não.

(3)    Na dúvida…cheque. Não assuma premissas negativas sobre um colega.

(4)    Ajude os colegas a vencer, e sinta-se orgulhoso pela vitória dos outros.

(5)    Fale positivamente sobre cada colega e sobre a empresa em que trabalha em TODAS as oportunidades.

(6)    Mantenha uma atitude mental positiva não importa a circunstância.

(7)    Aja com iniciativa e coragem como se tudo dependesse de você.

(8)    Faça tudo com entusiasmo… esse troço é contagioso.

(9)    Seja lá o que você quer… doe para os outros.

(10)Nunca desista.

Ricardo Jordão (@bizrevolution)
Chefe Adrenalina Officer, Criador do Caos, RainMaker, Fundador da BIZREVOLUTION, escritor, agitador, Aquele Que Você Deve Escutar. http://www.bizrevolution.com.br

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Postado por Gustavo, às 9:32, em artigos.

Assim que a marca da Copa de 2014 foi revelada, o consenso parece ter sido o da desaprovação. Sem rodeios: ninguém gostou. Nem eu. A escolha da África para este trabalho me pareceu algo baseado em relacionamento, afinal Itaú, Brahma e Vivo são patrocinadores da seleção, podem ser próximos e terem ganho a conta? Talvez, não sei dizer. Mas tem gente lá com talento e que poderia ter feito melhor. Para a definição, um júri de famosos (Paulo Coelho, Ivete Sangalo, Hans Donner…) e como diz a regra, cliente escolhe aquele que você não gostou. Fica a dica, se não gostou, nem leve. Faça outra e apresente só o que você tem orgulho de ver na rua e de dizer que é seu. Se no seu caso, tem um chefe envolvido, apresente a ele o que ele vai curtir. Ele é seu primeiro cliente. Voltando ao foco, a marca da Copa causa ruído. Já me disseram que era uma mão no rosto fazendo ‘Putz’, e a mais famosa é a comparação ao Chico Xavier.

_chicoxavier

Mas se foot+ball = pé+bola, por que usaram mãos? Mão na taça? Falamos tanto em idéias universais, ainda mais para um evento desse porte como a Copa, por que usar uma expressão brasileira, regionalizada? Não sei se foi essa a idéia, mas ainda assim, as mãos parecem que todo mundo vai meter a mão no dinheiro da Copa, cada um vai levar o seu. Se não faturamos 2010 é porque vamos superfaturar 2014. Dentro de uma agência ninguém viu que a marca possibilitava essa gama de sentidos? Ninguém tirou um sarrinho dessa marca e despertou o viés criativo? Em 11 anos trabalhando no ambiente de agência, vi que é normal fazermos brincadeiras que despertem o outro lado da idéia, um jogo de contrários que é saudável e ajuda em tornar a peça menos exposta a esse tipo de situação.  Mas já que foi esse o aprovado mesmo, o diretor de arte Felix Sockwell resolveu ‘dar um tapa’ no logo da Copa de 2014 com suas observações.

br2014

Este link que o nosso amigo Marcos Teles encaminhou pelo twitter, com essa proposta de redesign, mostra o quanto se faz necessário o papel do diretor de criação. Ele é o chapéu preto da história. É ele quem tem que polir o diamante, observar as imperfeições e fazer da pedra bruta um diamante. Diretor tem que dirigir mesmo. A vivência, a experiência, a quantidade de referências já vistas e a atenção aos detalhes fazem com que ele seja a figura perfeita para elevar o nível de toda a equipe, fazer com que todos cresçam e aparem arestas em nome de um bom trabalho.

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Postado por Gustavo, às 12:07, em artigos.

Recebemos com tristeza hoje a notícia do falecimento de Eduardo, dono da produtora Proimagem, de São José dos Campos. O velório será realizado na Urbam, a partir das 14h de hoje e o enterro será amanhã dia 22/07, no cemitério do Centro, às 9h.

Eduardo já estava doente há algum tempo e não resistiu na manhã de hoje. Sentimos a perda desse profissional e amigo. Estamos solidários à família e amigos.

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Postado por Gustavo, às 6:00, em Mercado, artigos.

consegui

“É muito fácil criar uma estratégia. Está tudo no Google.” Não é bem assim, cara pálida. Quando a forma vira fôrma é um problema sério. Propaganda não é receita de bolo. É fácil querer encaixar as peças, juntar tudo e vê no que dá. Hoje o mercado não tem espaço para fazer uma ação impensada e consertar depois. Cada cliente possui necessidades muito específicas e realidades muito diferentes, não dá para sair por aí copiando e colando tudo o que a gente vê na internet. O que vai diferenciar cada trabalho é aquela pecinha fundamental que fica atrás do teclado: o profissional. Falo isso, porque muito se fala sobre o uso das redes sociais em propaganda, a gente vê em palestra, mas me parece uma coisa distante do que a prática regional.

Na minha pequena compreensão, o uso das redes sociais na propaganda regional poderia ser maior porque falta conhecimento do que é cada uma delas. Como se comportam? Parece que precisam de uma comprovação, alguém precisa fazer primeiro e dar certo para seguirem. Seria preconceito? “Isso é coisa de adolescente, coisa de desocupado, não é coisa de gente séria”. Existe medo? O desconhecido gera medo. Penso que o mercado do interior ainda tem receio de ser um gerador de tendências, prefere segui-las. Sabe o prato de doces na festa de criança? Ninguém pega o doce, mas morre de vontade. A partir do momento em que um pega, vai todo mundo atrás.

doces

É muito legal ver palestras sobre redes sociais e a importância delas, mas muita gente nem perfil tem ou nunca usou uma rede social ainda, por incrível que pareça. Muito se fala, pouco se faz. Tenho perfil no Orkut desde 2004. Começou como uma febre incontrolável. Hoje meu perfil está lá empoeirado. O Orkut está fadado a ser o novo ICQ. Tenho MSN mas não gosto de usar. Quando entro, pipocam várias pessoas querendo falar ao mesmo tempo. Acho sacanagem bloquear a pessoa: se não quero tê-la em meu hall de amigos, por que dei o MSN a ela, então? Por isso, quase não uso, mas reconheço sua força e seu uso. Facebook e LinkedIn são novidades para mim. Essa última então é a rede social que você tem a desculpa perfeita para usar: ‘é profissional’. Quanto ao twitter, sou viciado. Eu precisava ir pro ‘rehab’ do twitter. A @rosana passou outro dia um link com 52 fatos bacanas sobre as redes sociais. Se você quer fazer uma estratégia de redes sociais, mas precisa conhecer melhor, está aqui, traduzido, manda bala no ctrl+c ctrl+v, mas tenha discernimento para fazer uma ação interessante.

Facebook
1. O usuário médio de Facebook tem 130 amigos.
2. Mais de 25 bilhões de peças de conteúdo (web links, notícias, posts em blogs, recados, photo albums, etc.) são compartilhados a cada mês.
3. Mais de 300mil usuários ajudaram a traduzir o site por meio do aplicativo de tradução.
4. Mais de 150 milhões de pessoas entram no Facebook com aplicativos externos todos os meses.
5. Dois terços dos  U.S. Top 100 websites da comScore e metade dos Global Top 100 websites da comScore estão integrados ao Facebook.
6. Existem mais de 100 milhões de usuários ativos atualmente acessando o Facebook por meio de seus celulares.
7. As pessoas que acessam o Facebook via celular são duas vezes mais ativas do que os usuários de internet pelo computador.
8. O usuário médio do Facebook está conectado a 60 páginas, grupos e eventos.
9. As pessoas gastam mais de 500 bilhões de minutes por mês no Facebook.
10. Existe mais de 1 milhão de empresários e  empreendedores de 180 países no Facebook.
Twitter
11. Três quartos dos usuários do twitter o utiliza por meio de aplicativos externos.
12. Twitter adquire  300.000 novos usuários a cada dia.
13. Existem atualmente 110 milhões de usuários do Twitter.
14. Twitter recebe 180 milhões de visitantes únicos a cada mês.
15. Existem mais de 600 milhões de buscas no Twitter todos os dias.
16. Twitter iniciou como um simples serviço de textos SMS.
17. Mais de 60% do uso do Twitter é de fora dos EUA
18. Existem mais de 50.000 aplicativos para Twitter.
19. Twitter doou todo o conteúdo de seus tweets à Biblioteca do Congresso Americano para pesquisa e preservação.
20. Mais de um terço dos usuários acessam o Twitter via celular.
LinkedIn
21. LinkedIn é o mais antigo dos 4 sites citados neste post, tendo sido criado no dia 5 de Maio de 2003.
22. Existem mais de 70 milhões de usuários mundialmente.
23. Membros do LinkedIn vêm de mais de 200 countries países.
24. LinkedIn é disponível em 6 línguas – Inglês, Francês, Alemão, Italiano, Português e Espanhol.
25. O Chief Financial Officer da Oracle, Jeff Epstein, foi sondado para a posição por meio de seu perfil no LinkedIn.
26. 80% das companhias usam LinkedIn como ferramenta de recrutamento.
27. Um novo membro chega ao LinkedIn a cada segundo.
28. LinkedIn recebe quase 12 milhões de visitantes únicos ao dia.
29. Executivos de todas as empresas Fortune 500 estão no LinkedIn.
30. Recrutadores estão na relação de 1 para 20 entre os perfis de LinkedIn.
YouTube
31. O primeiro vídeo publicados foi “Me at the Zoo”, em 23 de Abril de 2005.
32. Por volta de Junho de 2006, mais de 65 mil vídeos estavam sendo publicados por dia.
33. YouTube recebe mais de 2 bilhões de espectadores por dia.
34. A cada minuto, 24 horas de video é publicada no YouTube.
35. 70% dos usuários do YouTube são americanos.
36. Quase a metade dos usuários estão abaixo dos 20 anos de idade.
37. Você precisaria viver por volta de 1000 anos para assistir a todos os vídeos atualmente no YouTube.
38. YouTube está disponível em 19 países e 12 línguas.
39. Clipes musicais são 20% dos videos.
40. YouTube sozinho usa a mesma quantidade de banda que a Internet inteira usava no ano 2000.
Blogs
41. 77% dos usuários de Internet lêem blogs.
42. Existem atualmente 133 milhões de blogs listados nos blogs líderes do Technorati.
43. 60% dos blogueiros estão entre 18-44 anos de idade.
44. Um em cada cinco blogueiros atualizam seus blogs diariamente.
45. Dois terços dos blogueiros são homens.
46. Blogs corporativos são 14% dos blogs.
47. 15% dos blogueiros gastam 10 horas por semana blogando.
48. Mais da metade de todos os blogueiros são casados e/ou pais de família.
49. Mais de 50% dos blogueiros têm mais de um blog.
50. Blogueiros usam em média 5 redes sociais diferentes para atrair tráfego a seus blogs.
Bônus
51. 90% dos usuários de Internet conhecem ao menos uma rede social.
52. O usuário de redes sociais médio tem 195 amigos.

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