CCVP, Clube de criação do Vale do Paraíba

Postado por Marushio, às 3:47, em artigos.

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Ficha Técnica
Tipo: E-mail marketing
Título: Guardanapos
Agência: Molotov Propaganda
Anunciante: Espaço W / Armazém 82
Criação: Felipe Cavancanti, Lidia Syrio, Fabiano César e Eduardo Spinelli
Direção de Criação: Eduardo Spinelli e Fabiano César
Planejamento: Fernando Griskonis
Aprovação pelo cliente: Joaquim Schaulch
País: Brasil
Veiculação: 20/12/11

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Postado por Jair, às 12:10, em artigos.

untitled-1O “Recordando Apareça” é uma festa de confraternização do Dia Mundial da Propaganda e recordação do maior evento publicitário já realizado no interior de São Paulo. Vamos brindar com whisky por conta da realização e rever no telão alguns momentos do evento entre 1996 e 2004.
La Musike – Rua Luis Jacinto, 240
Das 20 às 24h

Dia 5 de dezembro

Consumo: sistema de comanda com custo por conta do convidado, exceto whisky que será fornecido gratuitamente pelos realizadores.

Convites gratuitos LIMITADOS - reserva e confirmação de presença:

andrea.vendas@jaceditora.com.br

Obs.: as reservas e confirmações de presenças serão gratuitas  e encerram na sexta-feira, dia 2 de dezembro às 12h. Após esse limite não será mais possível a reserva ou confirmação de convidado. IMPORTANTE: só poderão participar do evento as pessoas confirmadas e constantes na lista de presença que estará na recepção.

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Postado por Jair, às 2:35, em Criatividade, artigos, coincidências.

325509_9274Amigos criativos do CCVP, vamos combinar uma coisa? Pelo bem da noção e da sanidade, a partir de agora ninguém mais cria slogan ou título com “essa ideia” no final tá?

Do tipo: “Plante / Curta / Corte / Abrace / Ame / Compre / Pratique / Vista / Escreva / Faça / Passe / Repasse / Chupe / Escolha / e qualquer outro verbo… essa ideia”. Essa ideia, de usar essa ideia, já deu né?

O cartaz que me inspirou ser publicitário era de um concurso escolar para uma campanha antifumo, tinha um cigarro apagado e a chamada: “Apague essa idéia”.”Idéia” com acento mesmo, como se escrevia antigamente. Mas aí tudo bem. Este cartaz foi criado em 1979, eu tinha 7 aninhos.

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Postado por Gustavo, às 6:00, em artigos.

Larry Flynt é o publisher da revista americana Hustler. Segundo o próprio, ele é o dono da revista mais “suja e sacana da América”. Sua história rendeu o filme ‘O povo contra Larry Flynt’. O biopic se concentra, na segunda metade, em uma disputa judicial que teve origem na publicação da paródia de um anúncio de Campari (feitos na época com testemunhais de celebridades), usando Jerry Falwell como personagem principal. O texto criava um relato fictício de Falwell, um reconhecido pastor de currículo irrepreensivelmente conservador, com indiscrições sobre sua vida sexual. Não podia dar certo. Na hora, o religioso entrou com um processo milionário sobre a editora.

A História mostra as controvérsias que o humor provoca. Na Bahia dos anos 1600, o poeta barroco Gregório de Matos colocava em suas sátiras críticas à Igreja e à sociedade da época, para desespero da elite local e de uma nação de vestibulandos. Cada época tem seu maldito, seja ele Nelson Rodrigues, Lenny Bruce, Andy Kaufman, ou até mesmo, Ary Toledo. Cansei de ouvir quando pequeno, no Programa Silvio Santos, Ary ensaiar contar a piada “vocês sabem como um elefante se suicida?” e ser retirado do palco pelo patrão, cortando o microfone. Minha curiosidade infantil quando descobriu a resposta simplesmente teve como efeito a frase: “mas é só isso?”.

Agora chegou a vez de Rafinha Bastos passar pela Inquisição por conta do comentário sobre Wanessa Camargo, grávida: “Eu comeria ela e o bebê. Não tô nem aí”. Quando alguém tem o título do DVD, ‘A Arte do Insulto’, esteja preparado que vem bomba pela frente. Não é de hoje que ele parece gostar da corda bamba, como na revista Rolling Stone de Maio: “Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia. (…) Isso pra você não foi um crime, e sim uma oportunidade. Homem que fez isso não merece cadeia, merece um abraço.” Ele pode não conhecer, mas eu sim. Linda, aliás. Sua vida nunca mais foi a mesma e ainda tem sérias cicatrizes físicas e psicológicas. Mas se sei que Rafinha é assim, e não gosto, colocaria o livre arbítrio para funcionar e não o acompanharia.

Por outro lado, Rafinha tem o mérito de seu programa ‘A Liga’ ter denunciado o trabalho escravo a serviço da Zara. Ele deveria saber que, como persona pública (dentro e fora do twitter, aliás, o mais influente do mundo), as palavras dele têm grande repercussão, boa ou má. A meu ver, a responsabilidade das polêmicas tiradas dele tem foco em dois pontos. O primeiro, no próprio Rafinha, ao perceber que errou a mão (não esqueçamos que o CQC é ao vivo), poderia ter, ao ver a reação da platéia, improvisado, com sua quilometragem do stand up, fechando as brechas à polêmica. O segundo parte da própria Band. Ao conhecer o perfil polêmico do funcionário e abrir o espaço para quem provoca incêndios verbais, deveria saber de seu risco. Afinal, está colhendo bons frutos com o CQC e A Liga.

Embora vivamos em uma época do radicalismo digital, em que nas redes sociais não existe consenso, mas a condenação constante, a de Rafinha inclusa, penso no final da história de FlyntXFalwell. A Corte Suprema Americana decidiu que por mais impróprio que fosse o conteúdo, a revista teria a liberdade de fazê-lo. A Justiça não deveria basear sua decisão quanto ao gosto duvidoso ou não de um determinado conteúdo, mas defender que qualquer forma de censurá-lo seria uma brecha contra a liberdade de expressão. Assim, cabe a quem faz humor saber que, seja na Hustler, ou em ‘O Nome da Rosa’, suas palavras são venenosas.

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27 set

Tipo assim

Postado por Lucaz, às 1:38, em Designificando, artigos.

De uma maneira geral a comunicação, assim como a própria espécie humana, evolui sistematicamente nas últimas décadas. Os saltos da tecnologia parecem suceder-se, a cada dia, em intervalos de tempo menores. Com esses salto surgem novos mecanismo, novas ferramentas e, até mesmo, formas e suportes de comunicação completamente novos. O que, para mim, parece não mudar é a codificação das palavras. Trocam-se os idiomas, a gírias, as expressões e os jargões, mas, o símbolos representativos dos sons, as letras, parecem quase imutáveis durante esse período frenético da evolução.

Outrora registrávamos o pensamento em belas caligrafias feitas a bico de pena, hoje traçamos paralelas digitais que representam do fogo ao amor, do objeto de desejo ao próprio desejo. E, para concretizar todas essas “imagens”, a serem representadas e comunicadas, o suporte é sempre o mesmo, a forma da fala, o signo da palavra. O que, no design, costuma ser chamado de tipografia.

O fascínio por tais signos, que tento deixar claro nos dois parágrafos acima, se deve a dois pontos importantes. O primeiro é a beleza de síntese da representatividade que essa formas tem, afinal uma só letra pode representar um som, um nome e uma marca. Em segundo lugar vem a complexidade dessa matéria, com todas as nuances que ela pode levar a um trabalho de design, afinal, as letras formam palavras, que dão origem aos parágrafos, criando páginas que constroem objetos que transformam a comunicação.

Nesse ponto chegamos ao “x” da questão, um único símbolo que pode representar toda a incógnita das mais complexas teorias. Apesar da evolução da comunicação e da, consequente, evolução do design e da direção de arte, parece que ainda desrespeitamos a beleza da síntese tipográfica ignorando a complexidade da matéria tipografia. É mais do que comum ver grandes ideias e belos projetos serem incoerentes tipograficamente, empobrecendo e deturpando o objeto da comunicação.

Por isso, no post de hoje, as pinceladas de refs são todas tipográficas.


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Conheça os tipos – Antes de mais nada é preciso compreender a anatomia das letras e as relações tipográficas. Serifas, recuos, espaçamentos, entrelinhas, sinais especiais, ligaduras, são apenas poucas palavras de um idioma para qual existem vários dicionários. O meu preferido é “Pensar com tipos” da Ellen Lupton, se existem Best Sellers em design, esse é um deles.


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Relacione os tipos – As formas sempre se relacionam no design, com os tipos não seria diferente. Essa ref, que praticamente todo mundo já viu um dia, deve ser sempre revisitada. Nessa “tabela periódica” vemos os 100 tipos mais influentes da história do design dispostos como elementos químicos, uma analogia perfeita para a complexidade da matéria. Na peça conhecemos criadores, famílias e atributos, além de conseguir perceber as relações entres épocas, estilos e funções. Para engrossar o caldo desse sumo, segue o site oficial do projeto, onde podem ser adquiridos gifts como posters e capas para o seu moleskine.


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Escolha seus tipos – Recentemente, no livro “Design e Tipografia” de Ina Saltz, tomei conhecimento da teoria dos seis tipos essenciais. Segundo esse estudo, um bom, designer não precisa mais do que seis famílias tipográficas em seu repertório. Vários designers já listaram suas famílias prediletas. Algumas são mais comumente citadas, como Helvatica, Bodoni, Gil Sans e Tahoma, outras seguem mais o estilo do designer, principalmente os tipos display. A dica é: comece a formar grupos de seis famílias e desenvolver projetos sobre eles, com o tempo você selecionará, quase organicamente, suas preferências e seus tipos “curinga”. Outra grande sacada desse exercício é evitar pecar pelo excesso – um grande erro, muitas vezes irreparável, quando falamos da aplicação de tipos.


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Faça seus tipos – A ref que encerra o post é uma luz para uma incógnita quase pessoal. Quando é a hora de chegar ao ponto de amadurecimento no design que lhe permita dar vida a um família tipográfica? Confesso que essa resposta me encurrala, e que persigo a minha criação a algum tempo. Tenho vários estudos e várias famílias iniciadas. Quase todas são displays (pouco arrisco em tipos de texto, pois são muito mais complexos). E, nessas andanças, buscando teoria para colocar de pé a prática, descobri o curso de FontLab do Tipocracia, aulas práticas e teóricas de um dos softwares mais difundido nas type foudries pelo mundo. (Qualquer dia desses crio vergonha na cara e me arrasto até Sampa para desfrutar dessa experiência).

Vou ficando por aqui, mas esse é só o início das referências sobre tipos, elas sempre aparecerão designificando as coisas. Bons sonhos tipográficos…

Tks!
@LucazMathias
lucazmathias.com

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Postado por Marushio, às 8:59, em artigos.

Bom dia, pessoal.

Fiquei um bom tempo sem postar, mas por um bom motivo: muito trabalho!

Hoje vou aproveitar o espaço pra falar um pouco do meu negócio. O Coletivo de Ideias.
Afinal, a gente faz merchan pra tanta gente que não dói nada um pouco de auto-promoção, não é mesmo?

Como já comentei aqui, após 20 anos trabalhando em São Paulo como funcionário de estúdios fotográficos e agências, decidi mudar tudo. Mudei de cidade e virei freelancer. Concretizei o sonho paulistano de ter uma vida mais tranquila em cidades mais gostosas de se viver.

O desafio não foi fácil e o frio na barriga foi parceiro muitas vezes. Mas está dando certo.

Com o passar do tempo, a quantidade de trabalho foi aumentando e em Outubro de 2010 iniciei um projeto diferente. Um coletivo de freelancers. Algo que já acontece fora do país há um bom tempo e que agora está iniciando com mais força no Brasil.

Durante estes 11 meses fui ajustando a equipe e o modelo de negócio e agora estamos com maturidade para lançar ao mercado oficialmente o Coletivo de Ideias.

O foco principal é desafogar a criação das agências. Mas atendemos clientes diretos também, por uma questão de sobrevivência. Entregamos desde o planejamento, até a criação e produção final. Seja de uma campanha, quanto de uma ação completa de marketing ou evento corporativo.

Em nosso portfolio divulgamos os projetos feitos para clientes diretos. Os projetos feitos para agências são divulgados se autorizados e temos total discrição e ética com o que foi criado. Afinal, atuamos como uma equipe extra da agência. A equipe é bem completa, com planejamento, direção de arte, redação, ilustração, jornalistas e produção.

Hoje atendemos com regularidade agências de São Paulo, como: Ciagroup, Incentiva Marketing e Wasaby e aqui do vale, como: KMS, Arriba e Cruz e Ferreira. E alguns clientes diretos, como a Revista Casa Vale, Tectoy, Onvale, Studio Zap e empresas do ramo de decoração e arquitetura.

Estamos trazendo também, novidades muito boas de Marketing de Incentivo. Que vai ser um diferencial muito interessante para o portifolio das agências e um produto muito bom para as empresas com equipes grandes.

Em breve, vamos lançar o site e novidades sobre o Coletivo de ideias.
Não deixem de acompanhar.

=)

Excelente semana a todos,
Marushio

twitter @marushios
www.coletivodeideias.com.br

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Postado por Lucaz, às 9:41, em Designificando, artigos.

Ontem iniciei uma leitura bem instigante, prazerosa e (porque não?) ofegante. Talvez tenha sido ela que me fez jogar fora o #Designificando sobre tipografia que estava praticamente pronto. Consequentemente, atrasei a publicação da minha quarta publicação aqui no CCVP. Mas, acredito, que isso será muito bom pra mim e pra um post sobre tipografia muito mais designificado.

O livro que iniciei foi indicação do grande Marcus Prado que, não por acaso, descobriu o título em suas andanças infinitas em busca de um design mais humano, funcional e muito menos estético. É isso Marcola? As coisas precisam ter mais sentido?

flusser

O mundo codificado – Então, essa é minha primeira ref da semana. O livro do filósofo Vilén Flusser, que viveu no Brasil por cerca de 30 anos, é magnífico já em seu prefácio (que é simplesmente chamado de “introdução”) escrito por Rafael Carso, organizador da obra. O que fica claro pra mim é que isso é muito mais uma indicação – afinal acabei de iniciar a leitura – e um convite para repensarmos juntos a filosofia do design. Aliás, mais do que isso, repensar estudos sobre design, mídia e comunicação. Entre artifícios e artefatos, o que o início da leitura me traz é uma infinidade de novas ideias e pensamento, principalmente por encontrar um pensador que, enfim, aglutina as “multidisciplinaridades” do profissional de design e não tenta, desesperadamente, esquartejá-las e separá-las como uma forma de criar reservas de mercado. Uma última citação desse prefácio designificado:

“Se uma árvore cai no espaço virtual, e não há ninguém online, será que ela gera uma mensagem de aviso?”

De novo, Picasso – No último post já citei Pablo (eita intimidade, rs) para falar de cores. Dessa vez, procurando demonstrar essa busca pela simplificação e representatividade das coisas, inerente no pensamento da cultura humana, deixo aqui uma das obras que mais me impressionam dentre tantas maravilhas criadas por esse mestre.

bull

“ ‘Bull’ é uma sequência de onze litografias que se transformariam numa Master Class de arte moderna sobre como desenvolver um trabalho artístico desde o estilo mais acadêmico até ao mais abstrato. Nesta série de imagens, todas resultantes de uma única peça, Picasso transforma visualmente a imagem de um touro. Cada imagem representa uma fase sucessiva de um processo tendo em vista encontrar o absoluto ‘espírito’ da besta.”

Essa definição retirada do blog Café Margoso, sintetiza o paralelo que gostaria de fazer entre os artefatos de Flusser, a simplificação das linhas do cubismo de Picasso e o design. A busca pela simplificação das representações é o que move a cultura visual humana. Precisamos nos comunicar, e comunicar rapidamente. É para isso que existem as representações, os símbolos e ícones. Para sintetizar ideias é que trabalhamos o design.

twin

O DNA das coisas – Finalizando esse meu tratado (comigo mesmo, talvez) da necessidade da simplificação do design moderno, deixo uma última ref. O episódio do “O DNA das Coisas” – ótima série docnal NetGeo – em que o designer e arquiteto italiano Matteo Thun fala sobre a combinação de função, estética e ergonomia por trás  da Twin 1731 Chef´s Knife, faca desenvolvida para a alemã Henckel. No entanto, o mais impressionante é quando Matteo diz que o bom design é aquele que não é percebido pelo consumidor. O bom design é quando fica tão evidente o objetivo da peça, seja ela um produto ou uma marca, que o indivíduo não se esforça para compreendê-lo, apenas o entende.

Essa é a simplicidade desejada!

Tks!
@LucazMathias
lucazmathias.com

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Postado por Lucaz, às 9:22, em Designificando, artigos.

Bom dia, boa tarde e boa noite. Em Jacareí (onde durmo e acordo todos os dias) tem uma dessas figuras de rua que sempre começa suas interlocuções assim, saudando qualquer estado temporal que você esteja, dentro de sua loucura sã acho que faz sentido. Em tempos conectivos faz ainda mais sentido, afinal é impossível saber em qual tempo estamos vivendo.

Deixando de lado essa filosofia de botequim (efeitos do fim de semana), vamos continuar por aqui a compartilhar e, depois do preto e branco, nada mais natural do que falar das cores.

Gosto sempre de comparar essa fase do meu caminho pelo design, a chegada das cores, com o mito da criação divina. Imagine o planeta como uma folha branca, então Deus (ou qualquer deus que lhe caiba melhor) começa a “povoá-lo” de formas e elementos, em um certo momento ele cria o homem (no design, os elementos funcionais) para desfrutar e interagir com essas criações. O homem sente-se só e então surge a mulher, ou as cores no caso do design. E, é aí que a beleza da vida acontece. O mundo (a folha em branco) toma para si nuances inimagináveis quando era tudo preto e branco, possibilidades infinitas e surpreendentes. Porém, se você não souber respeitar as cores (assim como as mulheres) seu mundo pode vir abaixo em um divino piscar de olhos.

Piadas a parte, é assim mesmo que encaro as cores no design. Ao mesmo tempo que abrem possibilidades, criam inúmeras dificuldades e novos aspectos que devem ser controlados. A maestria, que levará ao uso correto das cores, não é uma fórmula mágica e nem tão pouco fácil de entender. É mais difícil ainda de explicar. Nada tem a ver com cores quentes e frias, primárias ou secundárias. Assim como quase tudo no design requer muita observação, ver e sentir as cores é a melhor solução. Para isso, nada melhor do que referências.

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Entendo cores - De tudo que já vi e ouvi sobre cores, talvez a referência mais clara, que realmente faz sentir como as cores agem e interagem, é esse projeto/hotsite/animação da designer Cláudia Cortez. Apesar de antiga, essa referência é a maneira mais didática e inteligente que já tive contato sobre a matéria.

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Observando cores - Depois de alguns anos você começa a enxergar o mundo como uma escala CMYK. Parece maluquice, mas tem dias que você acorda com um céu C100 M020 Y000 K010 e o humor do ser diretor de criação está meio C000 M000 Y020 K045. Quando você começa ver as coisas por essa perspectiva já é capaz de criar paletas de cores complexas e distintas para cada trabalho. Até lá é melhor observar e, para isso, nada mais propício do que bons livros de arte, de todo os movimentos possíveis. Afinal, são os pintores que na essência criam as primeiras paletas de cores. Aqui deixo links do clássico Picasso, passando pelo psicodélico Gaudi e finalizando como o extremamente urbano Lichtenstein, todos de cabeceira.

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Criando cores - Como disse, depois de observar, é hora de criar. Existem dois tipos de paletas de cores, as profissionais e as pessoais. As primeiras, muitas vezes seguem padrões predefindos ou solicitações e indicações do cliente. Nesse caso é preciso analisar, lá no entendimento das cores, a relação entre as nuances escolhidas e a representatividade para marca. Outra coisa importante nessas paletas são as adaptações técnicas, como a correspondência na escala Pantone (mas isso requer um bate papo mais profundo). No caso das paletas pessoais o que vale é a experimentação. Sempre penso que os trabalhos autorais, aqueles rabiscos que ninguém nunca vê, marcas que nunca existiram e afins são o que realmente fazem evoluir seu trabalho. Com as cores não é diferente, quanto mais estudos, mais aprendizado.


Para ambas as paletas deixo um link que auxilia, e muito, na compreensão e criação de composições e combinações de cores, o Kuler da Adobe, que ainda possibilita o download das paletas em formato .ase (compatível com os softwares da suíte). Existem muitas outras ferramentas parecidas, mais e menos complexas. Existe também o velho jeito, mais poético e que vale muito o estudo, que é fotografar lugares e cenas que agradam, ou passam a atitude esperada da marca, e compor as cores sobre essas fotos.

Hoje fico por aqui, em um dia que começou C100 M080 Y000 K090 com uma lua prata PANTONE 877 C e parece que vai seguir como o humor do diretor de criação C000 M000 Y020 K045.

Tks!
@LucazMathias
lucazmathias.com

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