Lugar de gente feliz e obrigado

Meu professor sempre dizia, não adianta a propaganda ser boa se o produto não funciona. Isso é fato, até mesmo com a imagem do seu cliente.

Odeio fast-fod, considero um mal necessário pra civilização moderna. Porém, ultimamente fui fisgado pelo Subway. Adorei a forma de atendimento, a personalização do seu sanduíche, os ingredientes, etc. Como nunca gostei do formato fast-food e sempre achei sei preço abusivo, dificilmente eu retirava minha bandeja da mesa. Olhava com desprezo aquele obrigado impresso na lixeira, como se ele referisse a uma obrigação e não a um agradecimento. Afinal, eu conheço restaurantes com pratos que sustentam mais e custam menos e ainda por cima, não preciso limpar minha mesa. Depois que comecei a freqüentar e gostar do Subway, raramente deixo minha bandeja na mesa, pois é um lugar onde me sinto bem.

Ao lado de casa tem um Pão de Açúcar, onde tudo é mais caro. Pois ele está localizado num bairro nobre de Campinas e é 24h. Mas lá, encontro o que quero, sou bem atendido e sempre levo algo a mais, pois eles sempre estão colocando novidades e promoções na nossa cara. Quando compro verduras, na corro o risco de levar rúcula ao invés de espinafre, pois com as placas de atendimento passivo, minha ignorância sai ilesa e impercebível. E nesse mesmo Pão de Açúcar, já me peguei várias vezes arrumando as cestinhas que deixaram no caixa para colocar a minha também.

As grandes redes já perceberam que colaborar está no comportamento humano. É engraçado, mas quando gostamos de um lugar, fazemos de tudo para que ele se mantenha agradável. Colaboramos espontaneamente para que ele seja sempre um lugar de gente feliz.

6 comentários sobre “Lugar de gente feliz e obrigado”

  1. Filipe Annechino escreveu:

    Bom, uma vez eu fui ao Pão de Açúcar depois dum rolezinho de skate. Eu não estava todo arrumadinho, mas também não estava imundo. Tudo o que eu queria era comprar algumas cervejas importadas (lá tem uma variedade legal pra caramba) e ir embora. Só que um segurança mal treinado começou a me seguir de menos de 1 metro de distância. Tipo, o cara foi rude e cara-de-pau mesmo! Como também tenho o meu orgulho, fui à gerência com meus amigos e reclamei. Tentaram camuflar a confusão, mas eu coloquei todos num beco sem saída. Pediram desculpas e toda aquela coisa… mas, sei lá, nunca mais me senti à vontade ali. Fui ao Extra em seguida (sem as cervejas) à procura então de algum vinho. A funcionária responsável pela seção me tratou muitíssimo bem, assim como a mocinha do caixa e, até mesmo, o carinha do estacionamento.

    Mas eu concordo, a gente sempre avalia o lugar levando em consideração as coisas que não nos agradam. Basta um pequeno escorregão e, pronto, pegamos nojo do lugar.

    Aqui em São José, quando eu quero tomar um chope à tarde e ser bem atendido, vou ao Coronel. Tudo lá é muito bem preparado. Um pouco mais caro, mas pago com gosto, já que sou tratado muito bem.

  2. Jair escreveu:

    Eu não gosto do Subway, os lanches tem mais pão que recheio e pão eu como em casa (rs) apesar que o pão de lá é muito bom. Falando em pão, o Pão de Açúcar é o supermercado mais caro que existe, e até o Abílio Diniz já deu a entender que não é pra td mundo. O diferencial é o atendimento, organização, beleza dos produtos (inclusive a feira) e td que os outros não oferecem. Quem quiser pagar pra ter td isso, acho que em raros casos não vai ter as expectativas frustradas.
    Agora melhor que os 2 em termos de satisfação do cliente x preço cobrado com certeza é o Coronel, a começar pelo chope (rs).

  3. Josué Brazil escreveu:

    Luiz

    Não conheço ainda o Subway e confesso que também não nutro a mínima simpatia por fast food, mas quanto ao Pão de Açucar vc está 100% certo. Sinto-me do mesmo modo comprando no Pão de Açucar da Independência (Taubaté). Tenho um aluno no terceiro ano que é gerente de uma loja PA em Pinda e volta e meia trocamos idéias. O conceito é de loja de vizinhança mesmo, com produtos premium e foco no atendimento.
    lembro-me que uma vez comprei uma costelinha suina pra incementar um churrasquinho aqui em casa e quando cheguei em casa e abri o pacote a peça estava com um cheiro fortíssimo. Nem sei se estava estragada, mas por precaução resolvi voltar a loja e tentar trocar a peça. Fui preparado para por a lábia em prática. Qual não foi minha surpresa quando o funcionário responsável pelo açougue sequer respondeu ou contrapôs argumento. Simplesmente pegou a peá das minhas mãos, pediu desculpas pelo incomodo e voltou em segundos com outra peça. Não quis ver se a outra peça era mais pesada e portanto mais cara que a anterior. Disse: “Tá tudo certo, senhor.”
    E isso, sem má vontade ou má fé da minha parte, já ocorreu mais duas vezes com outros tipos de produto. E as lojas dão um banho de organização!
    Bom post mais uma vez Luiz. Valeu!!!

  4. Luiz escreveu:

    Então, acredito que clientes regionais também possam trabalhar esse conceito. Mas para isso é preciso que eles cultivem relacionamentos mais duradouros com as agências e saibam que esses conceitos são tão importantes quanto divulgar “preços especiais”.

    Vejo que no varejo, o preço e a qualidade não são mas diferenciais, são pré-requisitos.

  5. Josué Brazil escreveu:

    Concordo em g6enero, número e grau com vc.E ainda não perdi a esperança que mesmo nos mercados regionais isso possa acontecer num futuro não tão distante.

  6. Camila Paulos escreveu:

    Eu me sinto bem assim na Starbucks. O atendimento é ótimo, eles investem muito nisso. E como não podia deixar de ser, a qualidade das bebidas e comidas também é excelente.
    Na rede de fast-foods, apesar da comida boa, o atendimento do Burger King é horrível. Já cheguei a ouvir reclamações de funcionários dizendo que “os empregados vêm quando querem”. Péssimo.

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