Assim que a marca da Copa de 2014 foi revelada, o consenso parece ter sido o da desaprovação. Sem rodeios: ninguém gostou. Nem eu. A escolha da África para este trabalho me pareceu algo baseado em relacionamento, afinal Itaú, Brahma e Vivo são patrocinadores da seleção, podem ser próximos e terem ganho a conta? Talvez, não sei dizer. Mas tem gente lá com talento e que poderia ter feito melhor. Para a definição, um júri de famosos (Paulo Coelho, Ivete Sangalo, Hans Donner…) e como diz a regra, cliente escolhe aquele que você não gostou. Fica a dica, se não gostou, nem leve. Faça outra e apresente só o que você tem orgulho de ver na rua e de dizer que é seu. Se no seu caso, tem um chefe envolvido, apresente a ele o que ele vai curtir. Ele é seu primeiro cliente. Voltando ao foco, a marca da Copa causa ruído. Já me disseram que era uma mão no rosto fazendo ‘Putz’, e a mais famosa é a comparação ao Chico Xavier.

Mas se foot+ball = pé+bola, por que usaram mãos? Mão na taça? Falamos tanto em idéias universais, ainda mais para um evento desse porte como a Copa, por que usar uma expressão brasileira, regionalizada? Não sei se foi essa a idéia, mas ainda assim, as mãos parecem que todo mundo vai meter a mão no dinheiro da Copa, cada um vai levar o seu. Se não faturamos 2010 é porque vamos superfaturar 2014. Dentro de uma agência ninguém viu que a marca possibilitava essa gama de sentidos? Ninguém tirou um sarrinho dessa marca e despertou o viés criativo? Em 11 anos trabalhando no ambiente de agência, vi que é normal fazermos brincadeiras que despertem o outro lado da idéia, um jogo de contrários que é saudável e ajuda em tornar a peça menos exposta a esse tipo de situação. Mas já que foi esse o aprovado mesmo, o diretor de arte Felix Sockwell resolveu ‘dar um tapa’ no logo da Copa de 2014 com suas observações.

Este link que o nosso amigo Marcos Teles encaminhou pelo twitter, com essa proposta de redesign, mostra o quanto se faz necessário o papel do diretor de criação. Ele é o chapéu preto da história. É ele quem tem que polir o diamante, observar as imperfeições e fazer da pedra bruta um diamante. Diretor tem que dirigir mesmo. A vivência, a experiência, a quantidade de referências já vistas e a atenção aos detalhes fazem com que ele seja a figura perfeita para elevar o nível de toda a equipe, fazer com que todos cresçam e aparem arestas em nome de um bom trabalho.



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Guerra
Sucesso galera! Como foi comentado na palestra do pessoal da PáginaCom, na Unitau ontem: a Molotov é a prova de que é possível se chegar ao sucMario Galhardo
Grande, Motolov! Parabéns aos profissonais que direto estão levando os prêmios para a agencia. Muito mais sucesso!!!Hector Bonilha
Bem legal. O problema é que ao vermos os anúncios, achamos que o Mutley só toca rock. Outra coisa, faltou um pouco de dedicação no ozzy, ele táRoberta B
Olá, estava procurando outra coisa na net, daí apareceu esse texto, muito bom mesmo. Gustavo conseguiu traduzir em palavras aquilo que eu, e creio qJosué Brazil
Gostei pra caramba desse texto! Muito bom!!!


julho 26th, 2010 as 10:08 pm
ficou mais simpatico com o “tapa”, mas ainda parece uma bola de cristal, pra ser educado.
Sobre o ponto de vista do post, a figura do diretor de criação, realmente é essencial o gerenciamento bem feito.
Até porque, na maioria das vezes, o diretor criativo está isento do cansaço do desenvolvimento (idas e vindas de aprovação, mudanças etc) intenso do trabalho. E a gente sabe que este cansaço as vezes compromete, sim, o produto final.
julho 27th, 2010 as 9:28 am
Eu particularmente não gostei do visual que ao meu parecer é o que está sendo discutido aqui, porém estamos esquecendo de analizar a proposta deste logo. Para isso é necessário uma manifestação da agência que o criou, se a proposta foi a gerar repercução e discução, nota 10 para a agência que conseguiu cumprir bem o seu papel.
Gostaria de deixar uma resalva a este logo que como o da Coca-Cola, Mc´Donalds e muitas criações da Disney se mantém fortes e incontestáveis, não possui um visual muito elaborado. Porém muito se fala em mensagens subliminares que geraram diversos foruns e sites dedicados ao assunto. Neste post podemos citar 3 exemplos diferentes de interpretar este logo, uma delas comparando a taça a posição que Chico Xavier trancrevia para o papel mensagens ditadas por seus mentores espirituais (Piscografia).
A discução deste Post vai longe kkkk.
julho 27th, 2010 as 12:33 pm
Fernando, tive uma leitura diferente do post. Mesmo falando sobre o logo, acredito que o tema central foi o papel direcionador do líder criativo.
Sobre o logo da copa… bem…aahn… ah, já foi….rs
enfim…
julho 27th, 2010 as 2:44 pm
Marushio, a leitura que tivemos acredito ser a mesma, é que para analisarmos o lider criativo precisamos analisar a proposta oferecida a ele, e saber como ele a direcionou.O logo da Copa 2014 não podemos deixar de fora, pois ele é o foco central deste post, para questionar o lider criativo citado e analisado acima. Neste caso em específico somente o restou dar um tapa para melhorar o resultado apresentado, assim reafirmo que a proposta é ruim e não o resultado, tanto é que ai está o logo da Copa 2014 (Doa a quem doer!).
julho 28th, 2010 as 11:01 am
Olha, melhorou (só) um pouquinho viu?
O principal conceito do logotipo é que tem dedo (e mão) de muita gente envolvida he he, é muita gente dando pitaco. Acho até que esse 2014 em vermelho é coisa do governo (Lula). Acho que nenhum diretor de criação salva isso aí. Parece que foi e voltou tantas vezes que chegou uma hora o cara ligou o q se f*** e entregou isso aí. Apesar de que nada justifica o desenho mal feito. Se fosse, ao menos, bonito renderia menos piadas…
julho 28th, 2010 as 5:09 pm
KKK, não tinha visto essa comparação com o Chico Xavier. Parece que as críticas estão mais criativas que o próprio logo. Que me perdoem os publicitários, mas é que nem anúncio chato, acaba grudando e tem aquela musiquinha que não sai da cabeça. Acertou na mosca, todo mundo só fala no logo. E esquece os milhões envolvidos. Falem mal, mas falem de mim.