Sempre tive preconceito com o formato de 15 segundos. Sempre disparei uma frase pronta para defender o ponto de vista: “Tem que falar tudo o que tinha que dizer em um inteiro na metade do tempo custando mais do que a metade do preço.” Sempre achei um barato que sai caro. Sempre chamei de pão-durismo sem razão, de burrice. Sempre dizia que se não há dinheiro pra fazer TV bem feita, faça rádio bem feito. Sempre que a gente para pra falar de Criação acaba falando de Mídia, não tem jeito. Sempre odiei os 15 segundos como um mantra. Sempre um aprendizado por repetição. Sempre, sempre, sempre. Mas por que fazer sempre o de sempre? Hoje limitar um vídeo a uma duração específica e de padrão de comercialização foi pro brejo. Tem filme na internet com durações de 6”, 23”, 4’17”, 3’19, as limitações vaporizaram. Viraram fumaça. Ok, para as mídias convencionais o padrão se mantém e é uma realidade que vai perdurar. Mas aí chegou uma campanha que fez com que eu repensasse os paradigmas que eu tinha com relação aos 15 segundos. É uma série hilária de comerciais, muito bem feita, que vi no blog da Rosana Hermann de um restaurante de cozinha judaica, todos com essa duração.

Os judeus são conhecidos pelo pão-durismo (talvez por isso os 15” e não 30”), por virarem o jogo a seu favor como ninguém, e pelo humor que deu origem, por exemplo, a Woody Allen e Seinfeld. Desse, eu me lembro de um episódio no qual Jerry se sentia ofendido enquanto judeu e comediante por desconfiar que seu dentista havia se convertido ao judaísmo só por causa das piadas. De Woody, eu me lembro de um filme chamado ‘Contos de Nova York’ em que ele aborda outro tema bastante conhecido da cultura judaica: a figura da MÃE. O estereótipo de uma mãe judia prega que ela existe para idolatrar seu filho, mimá-lo, envergonhá-lo publicamente, convencê-lo de que sua namorada ou esposa não é tão boa quanto ela própria e para ensiná-lo as lições de moral mais conservadoras que Moisés algum poderia imaginar. Produzidos pela Open Films, com criação de Alan Strozenberg da agência Z+, os filmes têm um tom bem humorado que conseguiu quebrar meus paradigmas quanto aos 15 segundos, me divertir e ainda me deixar curioso para conhecer a rede Z-Deli. Os filmes estão legendados e com ‘jewish cuisine’ na assinatura. Devem ter sido adaptados para concorrer a prêmio internacional. Se sua mãe não é judia, não tem o menor problema, provavelmente ela já judiou de você e viu essas cenas na sua casa. São 5 comerciais. Os meus favoritos são ‘Casamento’, ‘ Saladinha’ e ‘Maquiador’, vale a pena . Divirta-se ou hanoe hobn fun!



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Guerra
Sucesso galera! Como foi comentado na palestra do pessoal da PáginaCom, na Unitau ontem: a Molotov é a prova de que é possível se chegar ao sucMario Galhardo
Grande, Motolov! Parabéns aos profissonais que direto estão levando os prêmios para a agencia. Muito mais sucesso!!!Hector Bonilha
Bem legal. O problema é que ao vermos os anúncios, achamos que o Mutley só toca rock. Outra coisa, faltou um pouco de dedicação no ozzy, ele táRoberta B
Olá, estava procurando outra coisa na net, daí apareceu esse texto, muito bom mesmo. Gustavo conseguiu traduzir em palavras aquilo que eu, e creio qJosué Brazil
Gostei pra caramba desse texto! Muito bom!!!


junho 23rd, 2009 as 9:18 am
Muito bom. Acho 15 minutos um formato legal, numa campanha com vários comerciais fica melhor ainda. O VT tem que dizer o essencial, aí é mais fácil focar a comunicação e fazer algo simples e com impacto.
junho 23rd, 2009 as 9:22 am
15 minutos não 15 segundos, ha ha, tava com o programa da mtv na cabeça…
junho 23rd, 2009 as 10:00 am
Já tinha vistos estes comerciais e sempre os achei geniais. Uma piada com timing espetacular contada em cada um dos comerciais de 15″.
Isso é raro. O criativo brasileiro também ficou viciado no formato de 30″ e não conseguia ou não consegue “raciocinar” em tempo menor.
junho 23rd, 2009 as 12:38 pm
É um jeito de não dizer diretamente o que se quer. As vezes até com menos tempo você consegue dizer muito mais, e com muito mais efeito.
Muito legais esses comerciais!