

A essa altura você já deve ter visto a campanha de Tiririca na TV. Mas, Tiririca, nós temos a resposta pra você. Se você não sabe o que um deputado federal faz, assista à campanha do TSE. Justamente a campanha do TSE tem como objetivo explicar o que cada cargo faz. Mas a política atingiu um nível de descrédito a ponto de que pouco importa o que a comportada campanha do judiciário e seu esforço de ser mais simpática com Marcius Melhem foram capazes de fazer até aqui. Como disse Daniel Piza em sua coluna de domingo no Estadão, o horário político provoca ao mesmo tempo risada e medo. “Ser candidato parece ter virado uma segunda carreira para os que um dia foram famosos ou para os eternos sub-famosos”. E há motivos de sobra pra acharmos isso: Os irmãos KLB, Mulher pêra, Marcelinho Carioca, Dinei, Agnaldo Timóteo, Ronaldo Ésper, Maguila, Simony (Balão Mágico), o marido da Mara Maravilha, Peroba neles, Frank Aguiar, todos querem ser deputados. Ah, esqueci, ainda tem Netinho e Moacyr Franco candidatos a senador. Alguns apelam, fazem paródia, há aqueles cuja profissão é ser candidato como Eymael, Levy Fidelix, Cyro Moura que vivem de surgir a cada 2 anos ocupando o horário nobre.
Infelizmente o posicionamento da política atualmente na cabeça do público é a corrupção. Política é um meio para ’se dar bem’. Não é à toa que significa uma perspectiva de renda. Não é à toa que o voto, um direito pelo qual a geração dos meus pais lutou, Dilma e Serra também, passou a ser algo descartável. Vejo várias pessoas que abririam facilmente mão de votar se isso não fosse obrigatório. Por quê? Principalmente pelo descrédito. Como em tudo o que parece consumir, o brasileiro toma suas decisões de maneira muito mais emocional do que racional. Na hora de votar, não deveria ser o contrário?
Desafios existem no marketing político a ponto de atrair profissionais como Alexandre Okada na campanha de Dilma e Átila Francucci na campanha de Serra. A dedicação é integral, o ritmo é frenético, o desgaste é grande, mas por mais que tenhamos expoentes da nossa propaganda, acho que a solução simples é a melhor, na veia. Podemos achar que Tiririca usou de deboche, ofendeu a democracia ou algo parecido, mas não teria ele dito exatamente o que o público deseja ouvir e ainda de maneira criativa? Eu chegaria dizer até que ele foi aos fundamentos de um bom jingle e de um bom slogan, têm que ser fáceis e têm que pegar. Você ouve uma vez e guarda. Por mais eficiente que a campanha de Tiririca possa ser, ele precisa tomar cuidado com uma maldição. Enéas, exemplo do voto pelo pouco caso, uma ironia, um protesto, foi eleito com recorde para deputado federal e morreu durante o mandato. Clodovil, exemplo do voto pelo pouco caso, uma ironia, um protesto, foi eleito com recorde para deputado federal e morreu durante o mandato. Quem seria o próximo?



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Josué Brazil
É bom ver o CCVP de volta a ativa!!!Michelli
cadê?André Leone
Gostaria muito de um desafio. Como não atuo ainda 24hs do meu dia trabalhando, acaba sobrando um tempinho para freelances. Grato pela atençãomarushio
A Globo pelo jeito gostou da ação criada pela Molotov. http://globoesporte.globo.com/lutas/noticia/2012/01/ring-girls-brasileiras-chamam-atencao-eMarcosTeles
Caros, Gostei muito do logo. simples e direto


agosto 24th, 2010 as 9:08 am
Penso muito parecido.
Apesar da lei de proibição aos humoristas. As eleições no Brasil viraram piada pronta…
agosto 24th, 2010 as 9:25 am
O que fazer? Confesso que muitas vezes me sinto impotente diante de tudo que ocorre na política brasileira…
agosto 24th, 2010 as 7:38 pm
Infelizmente o brasileiro hoje dá mais importância pra votação do Big Brother do que para Política.
agosto 25th, 2010 as 2:23 pm
Na minha opinião o voto não deveria ser obrigatório. Assim ninguém ia sair de casa pra votar na Simony. Na verdade pouca gente ia sair de casa pra votar.
Mas é isso aí, quer chamar a coisa de democracia? Então, quem quer vota, quem não quer não vota e não reclama depois. É como reunião de condomínio.
agosto 25th, 2010 as 4:23 pm
esses candidatos só provam o que é a política do Brasil: uma verdadeira comédia. literalmente. é engraçado? é. mas o povo tá desiludido e vota mesmo, parece até uma válvula de escape. como o próprio Tiririca diz: “pior que tá, num fica!”. é rir pra não chorar. literalmente, mais uma vez!
agosto 26th, 2010 as 10:20 am
Eu concordo com Jair. Para ser democracia de verdade, temos que acabar com o voto obrigatório e o horário eleitoral gratuito.
Que democracia é essa que obriga a pessoa a votar e imputa um programa de TV e rádio gratuito, sob a desculpa de que desse modo a distribuição dos horários da campanha eleitoral é igualitária e democrática. Nada mais falso.
agosto 26th, 2010 as 10:33 am
Os políticos deverião deixar a vida pública e entrar na privada!
Acompanhando o raciocínio acima de Jair e Josué, como dizer que isso é democracia, quando somos obrigados a ver as campanhas entre um candidato que tem 1 milhão pra investir e outro que tem 100 milhões.
Porém a vida (espero) continua!
Abraços e boa sorte.
agosto 26th, 2010 as 11:26 am
Coloquei aqui em cima, investir em campanha, o correto é: TORRAR, GASTAR, ENFIAR NO … enfim, o que preferir.
Pior que tá não fica, lembrem-se que não existe nada tão ruin, que não possa ficar piorar! Isso dá um belo título.
Abraços
agosto 26th, 2010 as 4:24 pm
Bela frase “pior que está não fica”. Então qualquer porcaria serve? Uma frase dita toda noite e pelo povão na rua. Todos aqui conhecem bem o poder das palavras, proclamado pelos publicitários e escritores de auto-ajuda. Pobre de nós brasileiros que aceitamos ser representados por qualquer porcaria, contanto que seja famosa…
agosto 26th, 2010 as 4:38 pm
Mandou bem Jair.
O exemplo da reunião de condominio foi ótimo. Afinal, se a democracia brasileira fosse realmente democrática, quem fosse votar o faria com convicção e seriedade e não apenas pra cumprir uma obrigação.
Nosso país é rico, os brasileiros são inteligentes e com jogo de cintura, não consigo assimilar essa porcaria que fazem com nosso dinheiro e nossos direitos.
Democracia (real) já!