
Não estou afim de falar da Copa. A Coréia tem tudo para ser uma barbada, então vou falar de um bate-papo que tive outro dia. Uma pessoa me perguntou se existe construção de marcas regionais? Embora a maioria das grandes empresas localizadas na região não possua uma grande estrutura de comunicação e marketing por aqui, mas nos grandes centros, como São Paulo, cases como Oscar Calçados e Vinac são apenas dois exemplos de marcas do mercado local que conseguiram amplo reconhecimento e consolidação de seus conceitos de comunicação. A gente sabe que a realidade do mercado da comunicação regional fica concentrada no varejo e nas contas públicas, mas não é por isso que uma marca como Magazine Luiza , um exemplo claro de uma marca regional, não pudesse ganhar uma proporção nacional. E que cuidados devemos ter para criarmos boas marcas?
1 - A criação como tradução
O Branding precisa ser a tradução da missão, dos valores e , principalmente da personalidade de cada empresa. Não adianta querer fazer um banco cor de rosa ou uma marca de boneca azul marinho, retratar esta filosofia empresarial estará sempre atrelada à forma de se comunicar com o público a que se destina.
2 - branding.com
O Branding não pode mais ser visto apenas como a criação de uma marca e o pacote básico do nome, papelaria e fachada. O profissional deve se atentar que esta marca precisará de um endereço na Internet, em primeiro lugar, e também deve ser pensada para a comunicação nos meios digitais.
3 - Seja original
Você não está criando uma marca para ela ser igual às outras. Claro, existem regras e bom senso quanto à leitura do nome, em especial. O que digo é para que o profissional fique atento para não cair nos modismos. Já passamos pela fase ‘Nike’, em que diversas marcas tinham grafismos semelhantes ao swoosh; pela fase ‘tudo azul’ em que grande parte das empresas adotou a cor, de Pepsi a Unibanco, de Samsung a Philips, a lista é grande; e pela fase ‘orgânica’ que vivemos hoje a variedade de marcas feitas com formas que simulam gotas, esferas, feijões, amebas, não importa, De Oi a Unilever, não se pode cair o lugar comum.
4 - Mc Luhan já dizia…
Uma das grandes tendências do Branding atualmente é trabalhar com os órgãos dos sentidos. Se essa marca tivesse um cheiro, qual seria? Um som? Um paladar? Uma textura? Não mais trabalhamos com a comunicação visual, essa foi uma primeira era do Branding. Pense na Intel, por exemplo, toda a comunicação dela está acompanhada de um som. Ou Ultragaz, então? Há lojas que criam essências exclusivas para seu ambiente, de maneira que seja identificada com um aroma que só existe ali.
5 - Cuidado com a burocracia
O profissional deve estar atento para não apresentar sugestões de nomes ao cliente que já tenham registro de marca. Faça uma pesquisa no site do INPI e cheque antes de apresentar. Quando a marca estiver aprovada, ela precisa ser registrada. Tenha como seu parceiro um escritório de registro de marcas ou um bom advogado para cuidar da burocracia envolvida nisso.
6 - Fique atento às gafes
O bom profissional precisa estar atento ao que cria e ao que comunica. É preciso ter cuidado para acidentalmente não criar sentidos dúbios à marca. Ela deve retratar sua filosofia. Cuidado com linhas que cruzam o nome e atrapalham a leitura, elementos que apontem para baixo, formas pornográficas ou que remetam à sujeira ou sangue. Sua marca não tem espaço para duplos sentidos ocasionais e leitura complicada. Outro cuidado é alertar o cliente quanto a aplicações que não trazem associações positivas como latas de lixo ou capachos. São peças que não devem receber a marca estampada. Encontre uma alternativa com grafismos, por exemplo.
7 - Criei a marca, e aí?
A marca precisa ser desejada. A principal função do Branding é fazer marcas que despertem a vontade de se relacionar com elas: comprar, interagir, ser fiel, recomendar, entre outras ações. Por que alguém se torna fã de uma marca como Apple? O que ela desperta nas pessoas? Como se sentem quando a tornam parte de suas vidas? É este cuidado com o comportamento que precisamos ter na gestão de uma marca. Quando o fazemos, é um gol de placa.



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Josué Brazil
É bom ver o CCVP de volta a ativa!!!Michelli
cadê?André Leone
Gostaria muito de um desafio. Como não atuo ainda 24hs do meu dia trabalhando, acaba sobrando um tempinho para freelances. Grato pela atençãomarushio
A Globo pelo jeito gostou da ação criada pela Molotov. http://globoesporte.globo.com/lutas/noticia/2012/01/ring-girls-brasileiras-chamam-atencao-eMarcosTeles
Caros, Gostei muito do logo. simples e direto


junho 15th, 2010 as 8:07 am
Muito bom Gustavo!
Esse artigo me ajudou bastante.
E pra mim, a criação de marcas tem que ter um estudo aprofundado do mercado e tem que ter como essencia a filosofia e missão da empresa.
E para atingir o sucesso.. tem que CRIAR desejo da marca entre as pessoas… dai tem que fazer uma propaganda boa, uma persuaçãozinha basica, mas a marca em si tem que passar esse desejo de use-me/ compre-me / deseje-me rsrs!
Abraços!
Luu Andradee
junho 15th, 2010 as 9:32 am
” Tenha como seu parceiro um escritório de registro de marcas ou um bom advogado para cuidar da burocracia envolvida nisso.”
As marcas no Vale fazem isso? Se sim, gostaria de saber o preço médio de registro de uma marca no mercado do Vale.
Obrigado e parabéns pela coluna, muito didática.
junho 15th, 2010 as 9:39 am
Gustavo, você fez um tratado! Acompanhei o parto do nome Arriba e, embora eu não seja do meio da comunicação, pude entender o quanto de dedicação essa profissão requer. Nem você tinha nome antes de nascer, porque sempre que eu encontrava um garoto aprontando algo - qual o nome? o que eu havia escolhido. Minha ex-loja ficou sem nome e identificação visual um tempão, por falta de idéia e orientação de um profissional adequado. Por isso o valor do seu trabalho, parabéns! PS: ainda encontro uns Gustavos por aí aprontando, mas ninguém se iguala ao original.
junho 15th, 2010 as 10:01 am
http://www.fashionbubbles.com/negocios/a-arquitetura-das-marcas-de-luxo/
Um artigo relacionado que vale a pena, também.
junho 16th, 2010 as 10:10 am
Bacana a coluna!
Ainda estou me situando em relação ao assunto, aqui no vale.
junho 16th, 2010 as 10:48 pm
Opa! Marcas, esse é o nosso negócio, (deixar), grandes marcas. Parabéns por deixar claro o caminho das pedras… deixo duas refs q me acompanham a algum tempo:
Kriando - Um escritório de design q realmente cria marcas http://www.kriando.com.br/
Global Brands - Avaliação de ativos intangíveis e brandign
http://www.brandingemarcas.com.br/ com dois super livros para download (gratuito): Livros (Branding, Marcas e Negócios) e Grandes Marcas Grandes Negócios
tks!