
Alienígenas. George Lucas inventou até Guerra com eles. Ridley Scott fez o mais terrível deles. Roland Emmerich já fez o dia da independência com eles. Mas foi Spielberg que fez o filme com o título da coluna de hoje. Mas nós publicitários temos a oportunidade de literalmente fazermos contatos imediatos do terceiro grau. Ora, não é assim que se chama o Ensino Superior? Por mais que a Academia e o Mercado possam parecer planetas diferentes, a língua da propaganda tem que ser uma só. Na última semana, tive a oportunidade de participar de dois eventos, a Secom da Anhanguera de Jacareí e o Promark da Unip de São José dos Campos. Nas duas oportunidades pude relembrar, pela experiência de sala de aula na Fatea e dos diversos eventos de que já participei, que não se pode tratar o universitário como um alienígena, nem o palestrante pode se portar como se tivesse sido o enviado dos céus, inacessível aos meros terráqueos.
O mais legal de participar de eventos em Universidades é promover a interação. Gosto de conviver com uma galera que está chegando e me sinto renovado quando algo do que falei tem retorno de alguém que tem interesse, acrescenta, bate bola, pergunta, ri, discorda, quer saber… enfim, reage. Subir ao palco não é lá uma missão fácil, pior ainda quando a platéia é apática. Vou a um evento dar uma palestra para que o público se divirta assistindo. Afinal, boa parte da galera já está ali cansada de um dia de trabalho e o mínimo que se pode fazer é tornar o dia um pouco mais leve. Com isso, o conteúdo pode ser melhor assimilado e compreendido. E assim, eu mesmo me divirto por tabela, afinal estou falando do que gosto de fazer, e faço todos os dias.
Fiquei pensando no meu dia a dia para poder responder uma pergunta feita nos bastidores e procurei refletir mais sobre ela: “O que você acredita ser a maior distância entre a Academia e o Mercado?” Respondi ali de bate e pronto que se demora muito, seja pelo currículo da faculdade ou pelo interesse do aluno, para se conhecer o que se faz no cotidiano da propaganda. Não há mágica, não há segredo. Aprendendo pelo menos o glossário da profissão, qualquer pessoa pode já no primeiro semestre se inteirar do meio publicitário ao ler um ‘meio & mensagem’, freqüentar palestras. Mas esse foi só o pé que coloquei dentro da água, depois do evento, mergulhei mais fundo.
Os professores de quem eu mais gostava eram os mesmos apelidados pelos amigos Marcos, Matheus e Luiz como ‘mestres jedis’. Eles tinham alguma forma de experiência trabalhando na área, fosse por estarem em agências naquele momento ou por um passado no mercado. Até o jeito de falar era diferente. A perspectiva é outra de quem apenas conhece a Academia. São planetas diferentes e o aluno percebe isso. Ouvi uma frase fora deste contexto após a palestra da Unip que se encaixa bem a isso: “É muito mais fácil ensinar aquilo que você vive todo dia na prática do que aquilo que você só sabe em teoria”. Integrar mercado e Universidade é uma questão de linguagem. Ambos precisam desenvolver pessoas, mas precisam conversar, dialogar mais, com gente mais preparada tecnicamente trabalhando no mercado desde cedo e gente de mercado trazendo a vivência para a sala de aula.
É sensacional poder ver o brilho nos olhos de quem curte a propaganda de verdade. É legal poder responder (nem sempre com agilidade) os e-mails da galera que manda trabalhos, que pede ajuda, dicas e procura evoluir. Não sei se já escrevi isso aqui, se já, vou me repetir. A frase é do Alexandre Gama (NeogamaBBH): “Se você é bom, bom mesmo, a propaganda precisa de você”. Se a maioria das perguntas feitas ao nas palestras dizem respeito à colocação profissional, tenha certeza de que a própria participação nesses eventos já credencia e já seleciona os universitários dos profissionais, os meninos dos homens, porque o primeiro critério para recrutamento e seleção é o interesse.



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Josué Brazil
É bom ver o CCVP de volta a ativa!!!Michelli
cadê?André Leone
Gostaria muito de um desafio. Como não atuo ainda 24hs do meu dia trabalhando, acaba sobrando um tempinho para freelances. Grato pela atençãomarushio
A Globo pelo jeito gostou da ação criada pela Molotov. http://globoesporte.globo.com/lutas/noticia/2012/01/ring-girls-brasileiras-chamam-atencao-eMarcosTeles
Caros, Gostei muito do logo. simples e direto


maio 25th, 2010 as 9:45 am
Xiiiii, de novo o primeiro a comentar… vou ficar mal falado dese jeito. Mas vá lá: tenho que dizer que a coluna mais uma vez está muito bacana.
E aborda dessa vez um assunto que me é muito caro. Ao longo do tempo em que fui coordenador de propaganda da Unitau sempre discuti esse distanciamento entre academia e mercado. Para mim, uma enorme besteira de ambas as partes. Sempre lutei para aproximar o mercado das salas de aula. Sempre convidamos muita gente de mercado para papear com nossos alunos. Na verdade, criamos eventos cujo objetivo principal e inicial é sempre esse: trazer a realidade de mercado mais próxima de quem está começando. E fazer o aluno conhecer mais de perto quem faz e como faz.
Se a propaganda é uma área em que se deve quebrar preconceitos e regras sempre, está aí mais uma a ser quebrada.
maio 25th, 2010 as 11:19 am
Belo texto.
E sem duvida Josué, ações como as que tu faz são o caminho pra isso!
Achei muito interessante o bate boca de criação justamente por isso, falar a realidade do dia-a-dia aos estudantes.
Quanto mais preparado o estudante, melhores equipes nas agências e mais chances de novos talentos no mercado.
maio 25th, 2010 as 2:31 pm
Acredito que o que você começou lá atras Jozué, vem se consolidando com o passar dos anos. Especificamente sobre este texto, parece que tivemos belas, bem visitadas e agitadas semanas de Comunicação nas faculdades. Sempre com a presença de pessoas interessantes do mercado. Com vontade de aprender e ensinar, mostrar e observar. E é por isso e por outras que estamos presenciando a mudança (ainda sutil) de nosso mercado. Parabéns pra todos do início ao fim.
maio 25th, 2010 as 2:59 pm
Bom, gostei muito do texto, ele dá mais vontade de participar de tudo e vontade de ver a Academia mais proxima do Mercado.E é muito gostoso quando temos professores que nos insentivam, dá mais vontade de se aprimorar… de conheçer, de entrar no mercado, de ir até o final nessa carreira…
Posso dizer de um evento que foi muito importante pra mim, o Bate Boca de Criação, que aconteceu na Unitau, eu sempre gostei disso e dps do bate-boca eu fiquei cooooooom mais vontade ainda de entrar logo em criação. é dificil mas é fascinante.
Eu, como universitaria, toda que vez que tenho duvida, interesse, e vontade de saber de alguma coisa, corro atras dos meus professores, principalmente do Carlos Santis, porque ele passa essa tal segurança!.
E Josue, não vejo a hora de ser sua aluna! você é o cara! ;D
(ops. escrevi um texto kkk)
maio 25th, 2010 as 3:09 pm
“Se você é bom, bom mesmo, a propaganda precisa de você”. Um dia você ouviu algo parecido em casa, alertando para o caminho árduo pela frente, em uma profissão super concorrida. Mas quem é persistente e competente, e divide sua experiência com aqueles que estão começando, já se tornou um excelente profissional. Parabéns pela participação nos eventos, eu sei que você curte muito.
maio 26th, 2010 as 10:01 am
Vejo que o preconceito do mercado com a academia é maior do que o inverso.
Fiz um semestre aqui na Unicamp, no curso de linguística, onde o tema discutido e estudado era o slogan. Muito bom, aprendi muita coisa.
Em Campinas, a Unicamp não tem curso de publicidade, somente nas particulares. E esse pessoal das particulares, incluindo proprietários de agências, não sei se por recalque, torcem o nariz pras pessoas que estudam na Unicamp.
maio 26th, 2010 as 11:27 am
Luiz, devo admitir que isso é verdade. O preconceito do mercado para com a academia é maior.
Tem aquela máxima de que quem sabe faz e quem não sabe ensina que é deplorável e confirma este preconceito. É lamentável que ainda se pense assim. Fiz mestrado em Linguística Aplicada na Unitau e aprendi horrores.
O pessoal de mercado tende a achar que dentro da academia só existe um bando de professores teóricos, lunáticos e distanciados de toda a realidade. E dão risada dessa suposição, fazem piadinhas. Totalmente inadequada tal postura.
É daí, entretando, que aumenta a importância de trazê-los para dentro da academia. Para desmistificar isso.
Agora, é fato que alguns cursos de Propaganda por aí são mera enganação e contam com corpo docente não muito preparado. Temos que admitir…
De maneira geral, entretanto, a academia faz enorme esforço para formar bem. De minha parte, durmo com a consciência tranquila. Não confundam essa postura com soberba, por favor. Também temos falhas na instituição em que leciono. Mas seguimos batalhando muito e sempre pra formar boas pessoas e bons cidadãos.
Uma aula, como sempre dizia quando era coordenador, tem que se valer. tem que fazer o carinha pensar duas vezes antes de sair e ir pro bar. Você tem que acender o brilho dos olhos dos caras. Com alguns conseguimos… e esses serão os melhores.
Não há Jedis sem bons aprendizes.
Escrevi demais pro meu tamnho.
Tchau!
maio 26th, 2010 as 1:41 pm
Steve Jobs uma vez falou que a teória nasce da observação da prática, então vamos obsevar…