Um livro mudou minha vida logo no começo da minha carreira. “A Empresa Criativa” é um livro, lá de 2000, em que Andy Law conta como ele e a equipe da Chiat/Day de Londres não aceitaram sua fusão com a TBWA e a agência tornou-se a St Luke´s, extremamente criativa em seu modelo, em seus trabalhos e na composição societária, em que todos os funcionários são proprietários dela. Quem lê o livro torna-se um ‘irmão de fé’. Na época de seu lançamento, a obra oferecia uma série de desafios e questionamentos ao modelo de trabalho do mundo a propaganda. Andy tem uma postura sempre desafiadora e não tem medo de questionar as formas mais estabelecidas de se fazer negócios. Dez anos depois,o mundo dá voltas e achei uma entrevista, que traduzo aqui, em que Andy fala por alto sobre o futuro do trabalho e opina sobre o que está ali no horizonte.
? - O que aconteceu à St. Luke´s? Por que você decidiu se desligar da empresa?
Andy Law: Eu era o cara errado para liderar a próxima etapa da vida da St. Luke´s. Havia co-proprietários ali com uma visão diferente do futuro, sobre o futuro deles, não o meu.
? - Você é agora o fundador e chairman mundial de ‘The Law Firm’. Você poderia nos dar uma pequena sinopse do que ‘The Law Firm’ é?
AL: Meu segundo livro, “Experiment At Work”, dizia como uma empresa poderia ser como uma rede social. A interligação de tudo que conhecemos precisava de um novo modelo. Anita e Gordon Roddick (fundadores da The Body Shop) sentaram comigo e traçamos como uma empresa que enxerga o futuro deveria ser e atuar. De acordo com a minha experiência, queria uma rede que trouxesse à tona o melhor do pensamento mundial sem uma estrutura gerencial onerosa, o que claramente caminha junto às organizações globais. Então, “The Law Firm” é uma operação de franquia, oferecendo comunicação criativa ao redor do mundo.
Andy é o fundador e Chairman Mundial de ‘The Law Firm‘ uma rede global de agências que opera em mais de 20 países ao redor do mundo, inclusive no Brasil, em que está presente por meio de João Fernando Camargo, ex-diretor de criação da Lowe e sua agência. ‘The Law Firm’ é uma rede que só funciona inteiramente por conta da Internet. Sua cooperação entre pessoas que estão em Lagos, na Nigéria, e Amsterdam, na Holanda, só é possível com as mudanças nas maneiras com que as pessoas se comunicam e colaboram online. Andy vê que as agências de propaganda precisam trabalhar com um novo tipo de equipe criativa mais jovem, que enxerga de maneira muito mais abrangente e, assim, estruturou sua rede totalmente sobre a plataforma digital.
“Nosso protocolo operacional é baseado no protocolo da Internet. Ao trabalharmos com “Open Source Creativity” (Criatividade de código aberto) temos uma ferramenta que nos auxilia a trabalharmos juntos. Somos totalmente estruturados na tecnologia.”
Muito do pensamento de Andy coloquei na minha própria empresa (que hoje é uma agência full service) e na minha carreira, por isso discordo da postura de muitas agências da região e não sei se sou uma unanimidade por pensar assim. Mas o final é a melhor parte da entrevista:
?- Extraí uma frase de seu site que diz: “É preciso uma agência de propaganda honesta para dizer que a propaganda nem sempre irá funcionar para você.” Com a fragmentação da indústria da mídia, você tem dito isso a clientes com mais freqüência?
AL: E como.
? - Em seu livro “A Empresa Criativa”, você falava das possibilidades para o futuro do trabalho. Já se foram 10 anos desde sua publicação. Com o que o futuro do trabalho se parece hoje?
AL: Ainda mais empolgante. Os altos e baixos da economia trazem várias oportunidades. A necessidade é a mãe da invenção, mas o desconforto é seu pai (dissatisfaction em uma tradução livre). Haverá ainda mais empresas criadas e ligadas à internet. As fórmulas (overhead também em tradução livre) serão reduzidas e a imaginação aumentada conforme as pessoas usarem os incríveis recursos que têm à mão para fazerem o novo. Marx estava quase certo. Os meios de produção estão agora nas mentes das pessoas.
? - Em termos de futuro, o que mais o empolga? E o que você vê como a maior ameaça?
AL: A resposta anterior é o que mais me empolga. A maior ameaça é que os governos não vejam e não tragam suporte para a economia emergente das pequenas e médias empresas.



Agências SJCampos Agências Taubaté Agências Taubaté anúncio atendimento cartoon ccvp concurso Criatividade criação Cultura design Emprego Empregos & Estágios Estágio Evento filme humor Ilustração internet Maurício Rett Mercado molotov propaganda Prêmio Recall Publicarte publicidade Página Comunicação quadrinhos redator redação revista site Social Media Supera Comunicação tira tiras TV Unitau vaga Vagas video vt Waigner: o designer web
WP Cumulus Flash tag cloud by Roy Tanck and Luke Morton requires Flash Player 9 or better.


Josué Brazil
É bom ver o CCVP de volta a ativa!!!Michelli
cadê?André Leone
Gostaria muito de um desafio. Como não atuo ainda 24hs do meu dia trabalhando, acaba sobrando um tempinho para freelances. Grato pela atençãomarushio
A Globo pelo jeito gostou da ação criada pela Molotov. http://globoesporte.globo.com/lutas/noticia/2012/01/ring-girls-brasileiras-chamam-atencao-eMarcosTeles
Caros, Gostei muito do logo. simples e direto


março 16th, 2010 as 8:47 am
Huuuuuuuummmmmmmmmmmmm..!
março 16th, 2010 as 7:40 pm
bacana!
Existe um outro livro, ainda que não de propaganda, mas que vale indicar, nessa linha de pensamento:
“A arte da inovação” de Tom Kelley
abril 19th, 2010 as 9:00 pm
Gustavo,
Mandou bem no artigo. Lembro-me de você carregando o livro de cima para baixo. Eu também tenho o meu e não tive coragem de doá-lo (geralmente, dou os livros após lê-los). Não o fiz pois eu ainda quero lê-lo de novo.
O que a St.Luke fez foi dar poder aos funcionário, isto numa industria que, apesar de “criativa”, ainda prevalece a hierarquia. Infelizmente, muitas empresa adotam esta postura após passar por uma dura crise. Foi a possibilidade de perder os empregos que fez os funcionários se unirem e fundar a St. Luke. Assim também foi com a Southwest e a brasileira Semco.
Para quem gosta do tema, recomendo “Virando a Própria Mesa” de Ricardo Semler. O livro foi escrito nos anos 80, fez muito sucesso no exterior (Maverick), mas está sendo redescoberto agora aqui no Brasil. Seria democracia no local de trabalho o modelo ideal para geração Y?
http://marcosteles.wordpress.com/tag/democracia-no-local-de-trabalho/