CCVP, Clube de criação do Vale do Paraíba

Postado por Matheus Nerosky, às 3:22, em Destaques, Mercado.

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O caderno valeviver, do jornal valeparaibano, publicou hoje uma matéria sobre a recente decisão do CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) de tirar do ar o comercial da cerveja Devassa, estrelado pela socialite internacional Paris Hilton.

O professor de publicidade e propaganda da Unitau Josué Brazil, um dos entrevistados, é contra a decisão: “Primeiro, porque, de um modo geral, fere a liberdade de expressão e, segundo, porque analisando a peça, em vista de outras campanhas que já foram ao ar, não é tão abusiva ou apelativa”.

Já Eduardo Spinelli, sócio e diretor de criação da Molotov/FGS, também contrário à suspensão, acredita que a decisão reflete um exagero de conservadorismo: “A Antarctica usou a Juliana Paes para fazer a campanha da BOA - Bebedores Oficiais de Antarctica. Em todo Carnaval, a TV Globo expõe a Globeleza seminua na TV. E isso nunca foi motivo de ofensa moral”.

Aproveitando essa polêmica toda, que tomou conta de todas as mídias especializadas do meio publicitário, o CCVP quer saber a sua opinião. Você é contra ou a favor da decisão do CONAR? Por quê? Opine, critique, defenda seu ponto de vista e, acima de tudo, contribua para enriquecer a discussão de um assunto tão atual e relevante para o nosso mercado.

Leia mais sobre a polêmica na edição impressa do valeviver de 3 de março de 2010 ou no site do valeparaibano: www.valeparaibano.com.br

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29 comentários sobre “Suspensão do comercial da Devassa pelo CONAR: você é contra ou a favor?”

  1. Eu escreveu:

    Esse cara falou TUDO:

    Eduardo Spinelli, sócio e diretor de criação da Molotov/FGS, também contrário à suspensão, acredita que a decisão reflete um exagero de conservadorismo: “A Antarctica usou a Juliana Paes para fazer a campanha da BOA - Bebedores Oficiais de Antarctica. Em todo Carnaval, a TV Globo expõe a Globeleza seminua na TV. E isso nunca foi motivo de ofensa moral”.

  2. Ana Miki escreveu:

    Eu particularmente gostei da propaganda. Mesmo ela seguindo a linha de pensamento de 90% das cervejas no Brasil que associam loira gelada (cerveja) a mulher loira e bonita, a propaganda traz uma mulher com um vestido curto e não com um biquíni minúsculo. Poderiam dizem que a Paris Hilton influenciaria as crianças a serem sensuais o que eu acho difícil porque somente jovens e adultos acompanham a vida escandalosa e devassa dela.
    Se essa medida foi tomada porque alguma empresa concorrente se sentiu ofendida eu devo avisar que não adiantou muito. A decisão fez apenas crescer as polemicas e publicidade espontânea envolta da cerveja.
    Ou seja, a cerveja que já era assunto por ser Devassa agora é assunto por não poder ser devassa.

  3. Carlos escreveu:

    É brincadeira… É claro que eu sou contra esta proibição idiota. Só os donos da cervejaria é que devem estar gostando da exposição que o CONAR gerou para a marca…

  4. Ramon escreveu:

    Está claro que esse comercial estava pronto antes da decisão. A Nova Schin teria recorrido… o argumento era fraco.
    Mas a campanha parece boa…

  5. PatyMantovani escreveu:

    O Spinelli tirou as palavras da minha boca. Concordo plenamente e completo: Crianças são a todo momento expostas à obscenidades qdo escutam músicas como funk e axé. Qts vezes não vi uma criança cantando “Chupa que é de uva” e/ou dançando “Creu”? Qdo o conteudo é erótico tudo bem, mas qdo é sensual não pode?

  6. Luiz Carioca escreveu:

    Essa ação está me cheirando coisa da concorrência. Até pq nenhum grupo feminista levantou a bandeira ou a apoiou, me parece estranho.

    Idiota e preconceituosa a ação parece isolada da realidade.

    Paty, me perdoe, mas deixa o funk fora disso, ele é só um movimento cultural, reflexo dessa sociedade sexista, de clínicas de beleza, protesto pró bronzeamento artificial e futilidades mil vendidas como complementos para a independência, personalidade, etc da mulher.

    A corda sempre estoura do lado mais fraco, coitado do funk….rs

  7. PatyMantovani escreveu:

    Luiz, e não é exatamente sobre cultura que estamos discutindo?

  8. Marcos Corrêa escreveu:

    Não aprovo a suspensão da peça por parte do Conar, acredito que a conotação sexual esteja ligada ao nome, a marca da cerveja, e não somente aquela peça em especial, se ao invés de DEVASSA, a cerveja fosse BAVARIA Bem Loura, ou então ITAIPAVA Bem Loura, mesmo que a Paris Hilton fosse a garota propaganda não geraria tal reação, portanto acredito que se o Conar deseja abrir alguma ação deve ser quanto a marca do produto, mas isso seria de uma imbecilidade ainda maior. Resumindo, a marca Devassa já carrega em seu DNA essa analogia entre a cerveja e a mulher, desde o seu nascimento como cerveja artesanal, portanto não existe o menor cabimento na decisão do Conar, que deve repensar sua decisão para não abrir brechas para novas ações absurdas deste tipo.

  9. Marushio escreveu:

    o NOME da cerveja é mais ousado que o comercial em si.

    Como já foi falado, existem peças mais explicitas na tv.

  10. Ana Miki escreveu:

    Concordo com o Ramon a nova propaganda que esta sendo veiculada já estava gravada… parece que toda a propaganda e essa repercussão foi planejada, se não foi, eles se precaveram caso algo acontecesse.

  11. Josué Brazil escreveu:

    Quem entrou com a representaçao junto ao Conar foi um segmento da sociedade civil, mantido em sigilo pelo órgão, como deve ser feito. Sempre há um pessoal disposto aver na propaganda o diabo de mais alto posto no inferno da sociedade contemporânea. Fazer o que?
    Vale lembrar que o Conar não tem foça suspensiva ou punitiva, ele apenas solicita aos meios de comunicação e ao anunciante a retirada da peça. Neste caso específico, houve uma liminar obtida na justiça.
    Disse ao André Leite, o reporter do Valeparaibano que me entrevistou, que acredito que a estranheza e a reação negativa foram causadas pelo fato do filme escancarar a sensualidade, colocá-la de maneira aberta. E as centenas de outras peças que disfarçam a sensualidade e o erotismo em peças “alegres e divertidas” de mulheres seminuas em praias e piscinas, ou sendo chamadas indiretamente de “boas”, passam despercebidas pela caretice e hipocrisia de alguns segmentos da sociedade.
    Disse a ele também que o fato de se ter usado a Paris Hilton, famosa por seu histórico de escandalos, pode ter potencializado a reação negativa. Já a Juliana Paes está em nossas casas nas novelas das oito da Globo quase sempre… então passa quase batido.
    E se é para falar de influencias negativas, o que dizer da atual novela das oitio da Globo que mostra dois casais casados em constante situação de infidelidade, traição e comportamento libidinoso. Estaria incitando homens e mulheres a trair? A ter comportamento moral não aceitável? Ora, vamos e venhamos, a reação em torno do filme da Devassa é, no mínimo, riodícula. Pena a Conar ter acatado a queixa e, pior, ter decidido pela suspensão. Perde mais uma vez a liberdade de expressão.
    Os outros todos podem e a propaganda não?
    E só pra fechar: alguém já viu quanto custa uma longneck da Devassa no supermercado?

  12. Josué Brazil escreveu:

    Peço desculpas atodos pelors erros de digitação no comentário anterior

  13. Josué Brazil escreveu:

    E os deste último também.
    Em tempo: gostei da campanha. Ela é a cara do produto, está dentro de seu território. Parabéns a Mood!

  14. Luiz Carioca escreveu:

    Realmente Josué, mesmo se foi a concorrência, a sociedade ou o próprio Grupo Schin como estratégia, não justifica o Conar acatar a suspensão. São duas coisas diferentes, embora ambas ridículas.

    Fiquei assustado ao ver o preço da Devassa aqui em SP. Mesmo antes do Grupo Schin comprar. Há alguns anos, o chopp Devassa disputava o gosto do freguês em vários pontos da zona norte do Rio.

    Cheguei a brindar com a minha família no Iguatemi Vila Isabel com chopp Devassa, por um precinho camarada. Segundo o dono do bar, era uma cerveja nova e o nome era dado porque ela é um pouco mais forte, pois contém mais lúpulo (da família das trapadeiras).

    Quem não lembra da propaganda que explicava o que era lúpulo? Pq ela não foi censurada? Fazia analogia entre a palavra “trepadeira” e o sexo feminino.

    O interessante é que os criadores da Devassa se utilizaram dessa deixa da concorrência pra dar nome ao seu produto. Nome esse excelente na minha opinião, pois quem toma cerveja ou gosta e compra pelo nome, ou nem liga. Mas quem não curte uma piada maliciosa na mesa de bar?

    Admiro a Devassa desde o primeiro chopp, só me decepcionei com o preço aqui em SP. Talvez os paulistas sejam mais comportados…rs

  15. Eduardo Spinelli escreveu:

    Para quem quiser saber mais sobre o assunto, recomendo o artigo “Devassa com tarjas pretas”, publicado ontem no blog Brainstorm #9: http://www.brainstorm9.com.br/2010/03/03/devassa-com-tarjas-pretas/

  16. Josué Brazil escreveu:

    Ela passou a se posicionao como cerveja premium a partir do momento em que o Grupo Schin assumiu seu controle. Mas quis colocar isso também como argumewnto para o fato de que a cerveja é direcionada a um público adulto e de alto poder aquisitivo. Bem mais restrito do que uma novela.

  17. Laís escreveu:

    Eu concordo com Eduardo Spinelli. Tantas novelas já passaram cenas muito mais apelativas do que o comercial, aliás o comercial não tem nada, apenas a Paris Hilton dançando e um monte de gente vendo. O que tem de mais nisso? Na TV já apareceu caada coisa!

  18. Roberta escreveu:

    Gente, a Devassa antes da Schin era super premium, não?

    Aliás, acho que no Rio continua tendo essa opção, e além da loura, tem a ruiva e derivadas. Só vendida em long neck. E ela é conhecida pelo preço salgado.

    Os consumidores da Devassa tão reclamando desse novo posicionamento mais popular.

    http://portalexame.abril.com.br/blogs/primeiro-lugar/2010/02/09/camarote-nova-schin-vira-devassa/

  19. Roberta escreveu:

    Complementando: Luiz Carioca, faz tempo que você tomou? Vai ver ela encareceu nesse período…

  20. Mauricio Jorge escreveu:

    O interessante sobre o assunto é que a Schin não está preocupada com nada disso e que essa polêmica toda só vai de encontro com os objetivos estratégicos da empresa. Alguém se perguntou o porque de uma celebridade internacional? Alguém por acaso prestou atenção ao aumento do portfólio de produtos da Schin e o quanto isso representa para viabilizar uma grande fusão? Culturalmente falando (é o que se discute aqui) é mais um comercial baseado em nada de criatividade e protagonizado por uma devassa que poderia ser qualquer uma, do Brasil mesmo.

  21. Mauricio Jorge escreveu:

    “…de encontro aos objetivos” foi mal.

  22. Lucas Rodrigues escreveu:

    O esquema é colocar o CONAR no plano de mídia da campanha, da muito mais resultado.

  23. Luis C Braz escreveu:

    Não concordo, Achei muito legal e criativa a capanha, pois é bem diferente de todas as outras de cerveja. Para mimé bem inocente, meus sobrinhos assistiram quando estava em teaser ainda eles tem 9 anos e eles me perguntaram, quem é essa??? Muitos brasileiros não tem um repertório que inclua a Paris Hilton. São poucas as pessoas que sabe quem é ela.
    Não é muito apelativa, pro causa da modelo.
    Se colocasse uma brasileira, padrão Paola Oliveira seria bem mais apelativa.

  24. Luiz Carioca escreveu:

    Roberta, deve fazer uns 5 anos.
    Acho que de lá pra cá ela foi se posicionando como premium e mais selecionada (leia-se cara).

  25. Josué Brazil escreveu:

    Toda cerveja regional e meio artesanal tem um custo mais alto. Era o caso da Devassa, creio eu. A estratégia de crescimento da Schin é baseada na absorção de marcas regionais de cerveja, por isso também a compra da Baden Baden, aqui de Campos do Jordão. O que ocorreu é que eles resolveram dar mais visibilidade e penetração a Devassa, mas posicionando-a como cerveja premium. É, também, uma estratégia de ampliação de portfólio para fazer frente a Ambev.
    Acredito que a escolha da Paris Hilton faz parte da estratégia de posicionamento da marca, ligada ao nome e a temática da campanha.
    Repito: gosto da campanha e, assim, permito-me discordar do Maurício Jorge.

  26. Guilherme Maia escreveu:

    Duvido que qualquer devassa aqui do Brasil faria o mesmo efeito. Trazer alguém de fora colabora muita para que se consiga essa aura premium. Tem que ter muita bala na agulha pra isso.

    Sobre a suspensão do comercial, a chatice venceu (de novo). Mas, como sempre, os chatos acabam levando um baile, no fim das contas.

  27. Mauricio Jorge escreveu:

    É isso aí Josué, seria muita pretensão de minha parte querer que todos concordassem comigo, mas enfim tocou-se no ponto que realmente interessa: a estratégia de negócio envolvida na situação em questão e não um debate vazio sobre moralidade e censura. Até porque estamos cansados de ver as incoerências relacionadas ao tema. Um abraço a todos.

  28. Brenda escreveu:

    Eu chamo isso de falta de respeito à sociedade em geral. ESTÃO TIRANDO NOSSO DIREITO DE LIBERDADE!!!
    CADÊ A VOZ DO POVO AI NO MEIO???

  29. facilda escreveu:

    teria ficado muito bom o comercial se ela nao tivesse se exibido tanto, de forma mais natural, teria ficado excelente, acontece que muitas garotinha andam copiando esta socialyte e ai poderia poderia acontecer o mesmo com …


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