CCVP, Clube de criação do Vale do Paraíba

Postado por Luiz Carioca, às 3:18, em Referências, filmes.

Encontrei no blog do Washington Olivetto, este é o primeiro filme brasileiro a ganhar um Leão de Ouro em Cannes. Ele foi criado pelo próprio Washington em 1974. Aproveitem.

P.S. do Olivetto:

O tema abordado no filme (o preconceito no mercado de trabalho contra os profissionais com mais de 40 anos) era forte naquela época, foi combatido por essa campanha, encolheu durante um bom tempo, mas, infelizmente, ressuscitou nos últimos anos graças ao tal fenômeno da juvenilização das empresas.

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21 comentários sobre “Das antigas: Washington Olivetto”

  1. jair escreveu:

    Este é clássico e é também um dos meus preferidos.
    Agora, é engraçado ver o Washington falando sobre juvenilização nas empresas. É sabido que hj as grandes agências estão abarrotadas de recém-formados, sem experiência. Um bando de baba-ovo de anuário. Reflexo do mercado? Influência das empresas de internet? Talvez, mas tem uma ponta de bundamolice nisso tudo. O resultado tá na mídia: campanhas muito bem produzidas mas com criatividade duvidosa.

  2. Josué Brazil escreveu:

    Jair

    Pra mim iso está mais relacionado à desvalorização das agências por parte das empresas anunciantes. As agências perderam valor. Não vendem mais idéias, raciocínios…Vendem anúncios, peças… São entregadoras de planos de mídia pré-fabricados e estão constantemente preocupadas com os 20% de comissão!
    O cliente faz leilão de preços, trata a agência como trata a empresa que vende produtos de higiene para ela.
    Aí a rentabilidade das agências cai e elas têm que reduzir custos e contratar pessoas cada vez mais jovens.
    Aqui na região há equipes enormes formadas por estagiários…
    vamos ver agora, com a nova lei do estágio, como esta situação vai ficar.
    Desculpe aí… é quase um desabafo!!!

  3. Filipe Annechino escreveu:

    Eu acredito que talento não tem idade. Existe muito estagiário que dá pau em cara com muita experiência. Mas uma coisa é certa: O valor ($) de quem já possui anos de mercado realmente é maior, o que “força” as empresas a dar preferirem 2, 3, 4 jovens a um cara mais velho.

    Considero equilíbrio de idades e experiências dentro de uma empresa saudável e fundamental.

  4. Josué Brazil escreveu:

    Também acho, Filipe, mas a questão não é essa. Nada contra os jovens, mas lhes falta rodagem, experiência, embora muitas vezes sobre talento.

  5. Jair escreveu:

    Tá certo Josué é a realidade. Agora Filipe, talento não tem idade, concordo, mas estagiário só vai dar pau em profissionais inexperientes. O estagiário quer fazer mas na maioria das vezes não sabe como.

  6. Filipe Annechino escreveu:

    Jair, discordo. Mesmo porque a gente é cheio de “profissionais inexperientes” ou sem talento por aí, aliás, nosso mercado é cheio de gente que nem profissional pode ser considerado…

  7. Jair escreveu:

    é… tem esse problema também. Dá pra contar nos dedos diretores de arte e redatores, de verdade, atuando no Vale. Agora, se temos poucos profissionais talentosos, imagina estagiários talentosos…

  8. Roger Morais escreveu:

    Existe gente boa e gente ruim de qualquer idade, jovem ou velho, sei lá. Tem talento jovem que pode brilhar e superar quem já está no mercado? Sim, especialmente se o velho não tiver competência e, principalmente, o talento. Se você já tem talento e ainda reúne a experiência, vira um super profissional.
    Se qualquer um de nós olhar um anuário de uns anos atrás, vai perceber a diferença na qualidade criativa das peças. Ver anuário antigo é super legal, acho que dá bem para entender o que a juvenilização das agências fez com o mercado e sacar o que o Washington fala. Acho que é disso que o post se trata.

  9. Luiz Carioca escreveu:

    Talento não basta, a não ser quando é genialidade. E eu, até hoje nunca conheci um gênio em publicidade. Pois a publicidade envolve técnica. Qual cor não vai dar pau, qual palavra o público vai entender melhor, qual material não vai envergar no PDV, são questões técnicas que fazem a diferença pra quem paga a conta, e que podem afundar uma grande idéia.

    Vou explicar o q considero gênio. Rimbaud escreveu toda sua obra dos 16 aos 20 anos. Até hj ele é considerado um dos melhores poetas franceses de todos os tempos. Isso mesmo, vários acadêmicos estudam a fundo a poesia de um muleque que vivia de porre, que mal frequentava a escola. Pra mim, isso é genialidade.

    Só talento não basta, se vc não for gênio, vai precisar da experiência.

    *pra quem ficou curioso, após os 20 anos, Rimbaud decidiu que já tinha escrevido tudo que devia e foi trabalhar em ferrovias na África. Voltou ferido, perdeu a perna e ficou doente, morreu com 23 anos. A lá Noel Rosa, outro gênio na minha opinião.

  10. Luiz Carioca escreveu:

    aki em Campinas temos uma gíria pra denominar agências formadas por estagiários na maioria. Chamamos de agência de Equipe McDonalds…rs

  11. jair escreveu:

    é Luiz , aqui tá cheio de McDonalds…

  12. Josué Brazil escreveu:

    Tá mesmo!!!
    E “velho” só continua na agência se comprovar que tem talento, técnica e capacidade, senão, do jeito que a fila é grande, ela anda rapidinho.
    Não tenho absolutamente nada contra jovens talentos. Trabalho com isso há 18 anos anos. Acho até que aprendi a reconhecê-los depois de um tempo de contato. Mas, no nosso negócio, não deveria ser saudável colocar coisas de enorme responsabilidade na mão de equipes juniores.
    É como no esporte: se você tem uma equipe experiente, rodada, com vários craques, pode lançar dois ou três talentos novos por temporada. Eles vão ter apoio e estrutura da equipe veterana e experiente. E a coisa vai andar!
    E, em tempo, cuidado com a expressão “velho”. Tem muito cara de 50 anos ou mais por aí que é extremamente mais antenado e atualizado que muitos da geração Y.

    Abraços!

  13. Filipe Annechino escreveu:

    Muito se fala, mas pouco se faz. As agências aqui do Vale continuam a explorar os “jovens talentos”, mesmo quando adquirem qualidade profissional. E quando eu digo explorar, é sugar tudo o que o cara tem mesmo, até quando a lei não permite mais (isso quando não continuam a fazê-lo por baixo dos panos).

    Acredito que o pessoal aqui do Vale que não é jovem já está fixo no mercado… ou já mudou de mercado. Eu conheço muito cara talentoso, criativo e inovador pra caramba que se recusa a trabalhar em agência porque pagam pouco.

  14. Fernanda Moreira escreveu:

    Fiquei e, estou me perguntando “QUAL É A IDADE DESSA GALERA?” Rapazes. Existem verdades absolutas e verdades relativas. No meu ponto de vista - verdade relativa - existem muito mais fatores para determinar a predominância de sucesso em uma equipe, que sá em toda uma corporação.Não cabe a generalização.O desenvolvimento pessoal e profissional no meu ponto de vista é acontece de forma subjetiva. Reflitam um pouco comigo… O mundo se renova a cada segundo, certo? Porém, é a faixa etária determinante fator para que alguém tenha essa sensibilidade e esteja antenado(a) com essas mudanças e se adeque? Tenho envolvimento com pessoas de faixa etária diferentes do nosso mercado e de outros que corroboram para que eu conceba a seguinte resposta:NÃO. Não acho que os adjetivos citados funcionam de forma isolada, antes, no profissional em alta, elas funcionam como um Mix. Portanto os veteranos e os mais jovens mixados em qualquer ambiente, acredito ser UMA DAS receitas de sucesso.
    Não acham?

    Valeu rapazes…

  15. Marushio escreveu:

    Galera.

    Esta característica não é exclusividade do Vale,ou mesmo do Brasil, é uma característica dos líderes basicamente capitalistas da propaganda atual.

    Mas ainda tem muitas agências, líderes e equipes q se salvam. Já vi isso q falara,mas tb já vi muitos caras 40+ acomodados e que não acompanham tendências. Não dá pra generalizar.

    Pra quem tem experiência, estar cercado de gente nova e afimde brilhar é um prato cheio!

    O lado ruim,é que diminui a competitividade inteligente, limitando a verbas…

    =)

  16. Josué Brazil escreveu:

    Filipe

    Com outras palavras, você disse exatamente o mesmo que eu. Elas pagam pouco porque se valorizam ouco junto aos clientes. brigam pra sobreviver… então não conseguem pagar bons salários. E, de acordo com a observação do Olivetto, isto não ocorre só no Vale, mas em todo mercado brasileiro. Não quero discutir jovens e velhos, talentosos e não talentosos, plugados ou desplugados, mas sim o fato de que as agências têm que se reposicionar para voltar a se valorar e poder pagar melhor.
    Aí els poderão fazer um bom equlibrio entre talentos novos e não tão novos.
    Será que me fiz entender?!

    Abração!

  17. Filipe Annechino escreveu:

    Eu sei que falamos a mesma coisa, Josué. Não quis contradizê-lo ou algo do gênero, apenas desabafei.

  18. Josué Brazil escreveu:

    Beleza, Filipe!
    Acho que ambos desabafamos!

  19. Guilherme Maia escreveu:

    Recém-formados? Mas, se for por essa lógica, o Olivetto deveria ser o pior de todos. Nem chegou a se formar =]

    Não dá pra generalizar, não, é uma questão complexa. Afinal, nem toda experiência realmente compensa. Um caminho feito de experiências no sentido do atraso, só se desvia da direção da competência (e o pior é que o profissional fica cego com uma concepção totalmente inadequada). E, de ambos os lados (jovens e experientes) existem egos homéricos.

    Luiz, essa questão de genialidade é f### mesmo. Mas pra que ela chegue longe, é necessário o mínimo de técnica. Nosso corpo e mente têm que estar treinados pra transmitir nossos sentimentos.

    Não é à toa que arte em grego é tekhné (mas com o passar dos tepos se tornou algo bem mais complexo e interessante).
    O Rimbaud com certeza tinha, de alguma forma.

  20. jair escreveu:

    O Washington é do tempo que publicitários tinham talento o bastante para serem (brilhantes) escritores, artistas plásticos, compositores. Não precisavam fazer faculdade pra serem chamados de publicitários. Era outro nível. Tem recém-formado que é muito bom, a sensibilidade de alguns novos talentos extrapola a falta de técnica. Mas a grande maioria nem técnica tem.

  21. Josué Brazil escreveu:

    Guilherme

    Acho que genialidade vai além, muito além da técnica. É algo quase ou totalmente mágico. Sim, há a técnica, mas Garrincha quando apareceu a primeira vez para treinar no Botafogo jamais tinha feito um treinamento sequer em categorias de base e acabou sendo o “Anjo das Pernas Tortas”. Fugia dos treinamentos, bebia, saia com vedetes nas vésperas dos jogos… mas foi um tremendo gênio! E isso pra citar só Garrincha como exemplo.
    Realmente o Olivetto não se formou em nada, mas, pra mim, é gênio. Muita gente passa por universidades e desperdiça a chance mínima que tem por lá: a de reunir os mais diversos conhecimentos. E ele é um homem culto, inteligente e de apurado raciocínio. Técnica é complemento. É só ferramenta. Ao menos em propaganda.
    Em outras áreas, como a música, ela cresce em imortância. Mas quantos artistas geniais e totalmente intuitivos já não maravilharam o mundo?
    Bem, pelo menos penso assim. E acho que o comentário do Luiz foi nesta linha.
    Bom fim de semana a todos!


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