Está certo que a premiação foi em Junho mas o tema é atual. Algo me instiga a questionar certos valores, preceitos e conceitos sobre a comunicação e criação. Por isso quero colocar algo para discussão. O filme abaixo foi o grande vencedor, Gorilla, da Fallon de Londres, criado pelo argentino Juan Cabral para os chocolates Cadbury.
A pergunta é simples: Por que esse filme foi Grand Prix do Festival?
Comentem a vontade. O importante é trocar informações e não encontrar a verdade.



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Josué Brazil
É bom ver o CCVP de volta a ativa!!!Michelli
cadê?André Leone
Gostaria muito de um desafio. Como não atuo ainda 24hs do meu dia trabalhando, acaba sobrando um tempinho para freelances. Grato pela atençãomarushio
A Globo pelo jeito gostou da ação criada pela Molotov. http://globoesporte.globo.com/lutas/noticia/2012/01/ring-girls-brasileiras-chamam-atencao-eMarcosTeles
Caros, Gostei muito do logo. simples e direto


setembro 1st, 2008 as 9:56 am
Eu já havia visto essa propaganda e acho muito criativa. Quemesperaria que o macaco estaria tocando bateria. Talvez usaram o fato do Phill Colins ter feito a trilha sonora do Tarzan pra ajudar a fazer referência com a selva e surpreender no fim com um gorila tocando bateria…adoro esse filme!!
setembro 1st, 2008 as 10:27 am
Eu vi esse comercial no programa Reclame e também fiquei parada no final. Pelo início e pela criatividade, nunca imaginei se tratar da divulgação de um chocolate… Achei ridículo o final e não sei por qual motivo foi premiado. Queria saber.
setembro 1st, 2008 as 11:08 am
É simples, muito mais simples do que se imagina. Quem é que não fica com a pulga atrás da orelha após assistir ao comercial? As pessoas vão comentar, vão procurar coisas… Genial, simplesmente genial. Assim, a gente vê se o rumo das propagandas muda um pouco de produções milionárias, trocadílhos e humor para algo mais complexo, que gere efeitos diferentes na cabeça de cada um.
E, quem disser que o comercial não faz o papel - de divulgar a marca -, está, na minha opinão, agindo de forma totalmente ultrapassada, já que está provado que a repercussão foi colossal!
É a ordem natural da evolução. Antes, bem antes, o “legal” era fazer riminhas, paródias…
setembro 1st, 2008 as 11:26 am
Confesso que o comercial não me chamou a atenção então nem fui atrás de informações, mas deve haver algum fator cultural que não conheço.
Realmente o Phill Collins é um cara envolvido com a floresta, ecologia etc. particularmente acho ele um chato, as musicas dele chatas e assim por diante….rs. por isso, desconheço qualquer motivo especial do conceito do video.
Acho o importante é que efetivamente os números mostraram um crescimento mesmo da marca/venda etc. Pois ser visto por milhões na internet é só uma parte da história. Eu por exemplo assisti mais de uma vez e não me lembro a marca do chocolate, só que nunca comprei.
Esse é um bom exemplo de que o viral e o buzz MKt pode ultrapassar seus objetivos. Provavelmente começou em um público X, segmentado, mas como os fãs de Phill Collins estão por todo mundo o video ganhou uma projeção monstruosa.
setembro 1st, 2008 as 11:55 am
Mas botar um gorila tocando bateria pra vender chocolate? Acho o filme divertido… mas será que o negócio é mesmo apenas gerar algum conteúdo bacana e divertido pra transforma mensagem mercadológica em entretenimento e fim de papo???
Essa discussão começou na mesa de almoço do retaurante em Sampa no mintervalo das palestras do 20° Festup. Estavam na mesa eu, o Gobbato,o Matheus e a ângela, que é professora de jornalismo aqui da Unitau…
Também não chegamos a um denominador comum.
A única coisa é o filme ter sido Grand Prix! Só pelo viral??? Só pelo buzz? Mas o festival não julga a idéia?
Boa discussão essa!!!
setembro 1st, 2008 as 12:32 pm
Vamolá….depois do nosso almoço e da palestra da Bullet, em que o Mentor foi jurado em Cannes na categoria Promo, consegui pensar em algumas coisas
1 - Cannes existe para celebrar a criação. O presidente do Júri orientou a todos que esquecessem os resultados, pq todo mundo mente mesmo. Que escolhesem peças que fossem apenas criativas como critério maior.
2 - Cada produto precisa ter uma ‘historinha
setembro 1st, 2008 as 12:47 pm
fiz merda… mas, enfim, continuando…
2 - Cada produto precisa ter uma historinha. Hj os produtos se diferenciam pela historinha que defendem. Uma é a TV das Cores, o outro produto é a beleza de verdade, cada um com uma bandeira. E Cadbury é o chocolate do Gorila. E ponto. Telegráfico assim. Aposto um chocolate como em breve surgirão outros gorilas da própria Cadbury aproveitando a onda e também cópias de gorilas para outros produtos, achando que a fórmula do sucesso é: ‘macaco’.
3 - Entender esquenta a cabeça. Ninguém hj mais quer ‘entender’ a propaganda. Ela tem que divertir. Lá fora, com TV digital, vc pode pular os comerciais, se não divertir, vc pula. Então tem que ser ‘entretenimento’, tem que ter cara de curta metragem. Pior ainda é qdo se coloca de maneira superficial, a exemplo de muita coisa à nossa volta. Triste, mas é a realidade, é o retrato de nossa sociedade. Nosso caminho é o do advertainment. Diversão descartável. Divertiu, associou, joga fora.
Daqui a pouco tem mais.
setembro 1st, 2008 as 1:10 pm
Pra terminar…
A batera dessa música entrou pra História. Ouvir ‘In the air tonight’ no último é uma sensação sensacional. Bota um cara vestido de gorila, pronto, virou um hit mundial. Daí vem um papo que fala da necessidade de se criar experiências com a marca, no caso, Cadbury: ver o gorila bacana oferecido pela marca. Voltamos aos anos 40, de repórter Esso e de outros programas que recebiam o nome de produtos e eram associados ao seu conteúdo. Discurso excepcional, certo? Mas discurso. O q eu achei do filme? Uma merda. Hermes e Renato fariam melhor. Termina o filme e fica a sensação do: “E daí? Um cara vestido de gorila tocando bateria… sei lá, meio nonsense, meio infantil… O gorila parece q saiu do circo Stankovich…” E daí? O que isso me acrescentou? Pro Gustavo, nada. Para a propaganda, pelo jeito, muito. Mostra que o novo jeito de se fazer propaganda, ao menos a propaganda pra ganhar prêmio, é esse.
setembro 1st, 2008 as 1:30 pm
Não resisti…
Pense bem: quem iria imaginar que ficar vendo um monte de bolinhas coloridas pulando ao som de um violãozinho faria sucesso? Ficamos hipnotizados por aquilo, olhando diversas vezes. Pq? Pq aquilo nos entretém. É bonito. O que quer dizer? Nada. Cores pulando, pulando… Pq pererecas? Pq a tinta? Pq coelhos de massinha? A história se repete aqui tb. Um gorila tocando bateria. O que quer dizer? Nada. Nossa cabeça já tem excesso de informação pra tentar achar conceitos ou algo nas entrelinhas. Não temos mais tempo, nem paciência pra ficar tentando adivinhar o que quer dizer. Fale bem ou fale mal, mas fale de mim. Não interessa. A propaganda hj existe para gerar isso q estamos fazendo, comentário espontâneo, mídia espontânea sobre a marca. Se vendeu chocolate? Não sei. Importa é que o gorila virou o assunto e é esse o objetivo agora, fazer com q sejamos a mídia.
Em tempo:quem criou Sony-Balls e Gorilla-Cadbury foi o mesmo diretor de arte - Juan Cabral - Fallon London
setembro 1st, 2008 as 2:13 pm
Achei muuuuuuuito legal, mas pra ganhar um Grand Prix acho que tinha filme melhor. A primeira coisa que me chamou atenção foi a letra da música (uma das minhas favoritas) e a expressão do macaco, interpretando(?) a letra. Ele esperou a vida inteira por esse momento… pra fazer a parte da bateria? Fazer barulho? É lançamento? Tem macaco no rótulo? Mas é só isso. É pra chamar a atenção mesmo, tanto é que estamos aqui discutindo. Tá igual batom na cueca, não tem explicação. Se tivesse o chocolate aqui no Utilar eu ia lá correndo pra comprar e ver se qdo morde sai som de bateria (rs). Ou se tem (urgh) gosto de macaco (rs).
setembro 1st, 2008 as 2:43 pm
Em tempo, se serve de explicação ou pra confundir mais, a cor de fundo do estúdio é a mesma do rótulo, o macaco é o chocolate, e a bateria… sei lá. Se fosse um chocolate com flocos crocantes (rs)…
setembro 1st, 2008 as 3:14 pm
Muita coisa muda. Tem gente pensando diferente, ganhando valor e respeito por isso. Poucos conhecem Shepard Fairy, um “moleque” que cola stickers pelas ruas com idéias revolucionárias, fazendo uso de técnicas de design e propaganda comunistas. Onde eu quero chegar? Esse cara, que não receberia a mínima atenção de muita gente com a cabeça formada, é o grande responsável por muito do que se vê da campanha do Obama, algo completamnente inovador na política.
setembro 1st, 2008 as 3:57 pm
Primeiro: Inovação. Segundo: bagagem e conhecimento pra fazer de uma idéia normal uma pu** estratégia que chame a atenção. Ou vocês acham que na hora da idéia ele falar que quer colocar um gorila numa batera o cliente vai adorar ??? Tem que ser a idéia, a música, a bagagem cultural que o DC tem que ter pra fazer isso. Merece, pois idéias normais o mundo está cheio.
setembro 1st, 2008 as 5:11 pm
Entendi: “monkey see, monkey do”. Niilismo na veia, ou o juri todo era fã de Pill Collins.
setembro 1st, 2008 as 7:14 pm
Então, esse comercial é paródia de um outor de sutiã. A única diferença é que, no de sutiã, é uma mulher só de calça e sutiã quem tcia a bateria. A paródia vai até a assinatura. A do sutiã “Two cups full of joy.”. Cadbury: “A glass and a half full of joy”. É sensacional por isso.
A sacada foi a paródia muito bem pensada, que se encaixa perfeitamente no fechamento. O porquê do gorila? Sei lá. Nonsense.
setembro 1st, 2008 as 7:15 pm
Então, esse comercial é paródia de um outro de sutiã. A única diferença é que, no de sutiã, é uma mulher só de calça e sutiã quem toca a bateria. A paródia vai até a assinatura. A do sutiã “Two cups full of joy.”. Cadbury: “A glass and a half full of joy”. É sensacional por isso.
A sacada foi a paródia muito bem pensada, que se encaixa perfeitamente no fechamento. O porquê do gorila? Sei lá. Nonsense.
setembro 1st, 2008 as 7:54 pm
Luiz,
não entendi nada. Não vi graça, não vi motivo pra discutir o que está por trás de tal vídeo. Não acho que vale a pena discutir, porque qualquer argumento cabe pra justificar o nada. Acho que esse era o objetivo do lance todo.
Who cares?
setembro 1st, 2008 as 8:39 pm
http://www.metacafe.com/watch/1044949/wonderbra_two_cups_full_of_joy/
Tá explicado, um copo e meio de alegria, só falta o porque do gorila (rs).
setembro 2nd, 2008 as 9:56 am
Enfim, as coisas vão aparecendo. Eu sabia que faltava algum fator cultural pra entender o filme. Valeu Guilherme e Jair.
setembro 2nd, 2008 as 10:05 am
Nossa…! A coisa pegou fogo!
Muitos posts interessantes e comentários bem posicionados! Olha o que faz um almoço com três publicitários discutindo um video de gorila tocando bateria…
Que beleza.. como diria aquele locutor da SportTV.
Valeu pela informação, Guilherme.
Isso é o bacana desse site.
E viva o gorila!
setembro 3rd, 2008 as 8:18 am
Na minha opinião o vídeo é genial até mesmo sem a explicação mais lógica que surgiu aqui. Vídeos não tão óbvios são uma tendência, e pronto. Você estimula sensações diferentes em uma galera diferente… em quem está disposto a perder um tempinho (mesmo que seja pouco) pensando melhor sobre o assunto e procurando sentidos ocultos na produção.
Conheço uns caras que fazem esse tipo de filme. Eles acabam de produzir 30 vídeos para uma campanha da F/Nazca. Como eu disse: bastar abrir os olhos e parar de explorar sempre os mesmos recursos, pois, isso sim é ser criativo. Ahhh, eles são aqui do Vale.
setembro 3rd, 2008 as 10:27 am
É realmente o criativo é ser diferente. Assiste alguns desses 30 videos aí e gostei de tudo o que vi, um jeito diferente de chamar a atenção do target, além de se adequar ao público que querem atingir. Eu particularmente gosto muito de coisas como essa, bem no sense, pena que muitos não pensem assim. Ah um outra coisa que chama a atenção nesses videos ou até mesmo no do gorila e chocolate é a produção bem simples e que não chega nem perto das produções hollywoodianas que tem por aí. E preço baixo na produção é o que o cliente gosta, ta aí um jeito também de conquistar um cliente que tem pouca verba (na verdade qual cliente tem muita verba né)
setembro 3rd, 2008 as 10:50 am
Quero ver esses filmes.
Posso estar enganado, mas não dá pra criar algo 100% “artístico”, sem um pré-teste, senão o cliente não aprova (propaganda não é arte).
Por mais q seja sem nexo vc vai ter que puxar alguma coisa da marca sempre, alguma história, fundo roxo, fator cultural, gag, nem que seja uma piada entendida só por meia dúzia, alguma veia no produto vai ter que ter. E tendência em publicidade (alguém já disse isso…) pode ser desculpa pra dar alguma dignidade pra algo que todo mundo tá copiando.
Tdo isso me lembra alguns sites que não tem nada a ver com o produto. Tem uebidizáiner que acha que os internautas estão todos na classe A, lêem Wallpaper e só escutam Indie Rock.
Tem que ter um motivo até pra colocar um gorila tocando bateria.
A não ser que seu cliente seja bem louco e queira entregar o filme que vc criou pro David Lynch dar uns toques surrealistas (que aliás por mais sem nexo que seja vc sempre encontra um fio condutor em alguns de seus melhores filmes).
setembro 3rd, 2008 as 12:22 pm
Galera, alto nível de discussão. Muito legal.
Compartilho de muitas opiniões por aqui.
Encontrei algumas informações técnicas que encontrei no Blue Bus sobre o filme.
“É um gorila perfeito, mas nao é de verdade. É uma fantasia animatronic que necessita em muitas vezes de 3 pessoas ou mais para move-la. Uma com a roupa, outra com um controle e a outra servindo de assistente. Os movimentos sao feitos pela pessoa que leva a fantasia e os movimentos da face sao feitos pelo controle”.
“As melhores empresas desse tipo de bonecos ou fantasia de animatronic estao em Londres e na Thailandia. Fazem o molde perfeito, baseadas em movimentos e tamanho real de cada animal.
As fantasias chegam a custar, no mínimo, U$ 100 mil. Vale lembrar que demora, no mínimo, 3 semanas e que a fantasia nao é de quem comprou e pagou, mas segue com a empresa que a confeccionou. Os técnicos responsáveis por esses movimentos só voam em business e nos U$ 100 mil nao estao incluídos seus honorários”
http://www.bluebus.com.br/show/1/79120/gorila_que_toca_bateria_no_comercial_do_chocolate_como_e_nos_bastidores
Sobre a minha opinião:
Eu senti uma estranheza enorme desde a primeira vez que assisti. Foi um misto de: que? é de verdade? como assim? é propaganda? qual o produto mesmo? e a idéia? produção? o cliente sabe disso? (rs)
Sim. A propaganda evoluiu. Um Grand Prix em Cannes era sempre algo “esperado”, quase que uma fórmula de lógica. Era esse o reconhecimento, a maneira de contar uma história em um curto espaço de tempo. A propaganda evoluiu e isso deve transformar o nosso dia-a-dia em algo ainda mais instigante e desafiador. Encontraram uma nova abordagem para falar com o consumidor.
De fato compartilho muitas coisas postadas principalmente sobre a revolução da linguagem publicitária. Fantástico!
Mas ainda me restam outras dúvidas: Como conceituar e explicar essa peça ao cliente? Como explicar isso ao atendimento? Como convencer a agência, produtora, colegas de trabalho…?
Pior do que isso? O cara é argentino. E convenhamos: genial!
setembro 3rd, 2008 as 1:24 pm
Pra convencer que este tipo de comercial é legal e funciona, só com pré-teste (e foi um viral né?), ou jogando fora (ou não) uma grana preta. O comercial é muito legal e ponto. É eficaz? Sim, com certeza. Só acho que não vou tomá-lo como “propaganda pra ser criativa agora tem que ser assim”. Há uns anos era tendência (a famosa palavra) comercial que dava nojo no espectador. Cannes até premiou um filme (genial) da Playstation que dizia pras pessoas não saírem de casa. O filme (com nexo) mostrava um garçom fazendo todo tipo de porcarias nos pratos dos clientes, cuspe era o mais light. Aqui no Brasil exploraram também a moda. Hoje ninguém mais cria filmes assim. A pergunta que me faço: é moda? Tem que seguir pra mostrar que o cliente tá antenado? Dependendo do cliente… Com certeza ano que vem Cannes Lions lança mais uma tendência.
setembro 5th, 2008 as 10:36 am
Jair:
Concordo 100% com suas observações. Você materializou meus pensamentos em relação ao que está sendo discutido aqui.
O conteúdo pelo conteúdo, por mais que possam me chamar de careta, para mim não é a solução!
E acho, ainda, que vc pode ser ousado assim quando anuncia uma marca que tem uma enorme imagem conmsolidadad na cabeça de seu público alvo.
Não quero dizer com isso que o filme seja ruim. Gosto bastante.
E… Luiz, porque tanto ódio no coração em relação ao Phil Collins. Pô, até curto bastante o trabalho do cara, mesmo pós Genesis.
Quê isso, companheiro???
setembro 5th, 2008 as 1:51 pm
É isso Josué, já vimos essa história diversas vezes. Os gorilas tocando bateria passam, o que fica é a melhor propaganda, solidificada com idéias fortes.
E pra quem não curte o Phil Collins tem a versão do gorila tocando Nirvana. Kkk tão boa qto:
http://br.youtube.com/watch?v=XgKtVFnsL-Y
Coincidentemente a About com o gorila na capa, chegou (atrasada) aqui na minha mesa agora. Não lí ainda…