Palestrantes
1. Hernani Dimantas - coordenador do Laboratório de Inclusão Digital e Educação Comunitária da Escola do Futuro - USP
2. Ricardo Kobashi – Coordenador de Portais – Imprensa Oficial do Estado
3. Nóbile Scandelari Jr. – WNI - Empresa que implantou o programa de inclusão digital em Belo Horizonte
4. Moderador: Rafael Evangelista – Revista Eletrônica Comciência (Labjor)
Nessa sexta 30/05/08, assisti a essa palestra aqui em Campinas. Muito boa por sinal. Engraçado, eu que sempre odiei Power Point, senti falta dos slides na apresentação do Ricardo Kobashi, que dominava muito bem o assunto, mas decidiu apenas falar, sem usar os recursos visuais.
O Nóbile Scandelari não pôde comparecer, enviou um representante da WNI. A apresentação foi bacana, foi apresentado o projeto de inclusão digital em BH através de internet sem fio, a famosa wirelles. Essa foi a parte mais técnica da palestra.
A parte mais visceral, que eu mais gostei, foi a apresentação do Hernani Dimantas. Me identifiquei muito com o trabalho do Lidec Weblab - Laboratório de Inclusão Digital e Educação Comunitária. Ele disse que a internet é feita de pessoas e não de computadores. Os computadores seriam meros instrumentos de acesso. Além disso, apresentou o manifesto Cluetrain, fundamental para quem pretende fazer algo com a internet.
Mas a fala que mais me marcou nessa palestra foi: “Na internet falar é fácil, o silêncio é fatal”. Adorei isso, quem não age, não se expressa, não existe na internet. Ou existe por meio de outros que estão livres para falar bem ou mal de você. E é aí que, para mim, entra todo esse investimento de marketing das grandes marcas na internet.
Fora isso, foi falado também que muitas pessoas dividem os dois mundos e isso é errado, em certos momentos, eu mesmo faço isso. O mundo virtual e o real são o mesmo. O que acontece lá, reflete aqui. (Você sabe a qual deles eu me referi com lá e aqui?) Então, você pode tomar isso como exemplo dessa unidade. Não existe lá ou aqui, é tudo uma coisa só.
Na hora das perguntas, até eu mesmo desviei do assunto sustentabilidade, o que por um lado é bom, mostra dinâmica e liberdade, mas por outro, pode decepcionar alguns participantes. Porém, boas questões foram levantadas sobre o descarte de computadores, educação ambiental, a real inclusão digital, uso ético da tecnologia, atitudes individuais por um bem maior, limite e controle sobre o uso de tecnologia por parte das crianças. Nesse ponto, tirei meu chapéu para a solução do Kobashi.
Ele disse ter uma filha de 12 anos. Como todo pré-adolescente, ela é bem ligada à internet, conversa com 5 amigos ao mesmo tempo. Porém, ele controla os contatos dela e não as conversas. O que mantém uma certa liberdade e dá segurança tanto ao pai quanto ao filho. Ela pode ter contatos da escola e da família, periodicamente ele verifica os contatos para que estranhos não entrem na lista dela. Tudo bem que é possível burlar essa regra, como todas as outras, mas acho que até essa relação de confiança criada, reforça a ética no uso da tecnologia, gera um senso de responsabilidade na criança. Posso estar errado, mas achei uma ótima saída.
No mais o evento foi muito proveitoso, gostei bastante. Houve até um protesto, que alegava que o evento era eleitoreiro e hipócrita. Não houve repressão, os manifestantes entraram, deixaram seu recado, distribuíram panfletos, agradeceram e saíram. Gostei da demonstração de civilidade tanto do evento quanto dos manifestantes.
Meu relato está aqui. Infelizmente não tenho fotos. Espero que seja de bom proveito. Mas não deixe de visitar o site do Manifesto Cluetrain e do Lidec Weblab .



Agências SJCampos Agências Taubaté Agências Taubaté anúncio atendimento cartoon ccvp concurso Criatividade criação Cultura design Emprego Empregos & Estágios Estágio Evento filme humor Ilustração internet Maurício Rett Mercado molotov propaganda Prêmio Recall Publicarte publicidade Página Comunicação quadrinhos redator redação revista site Social Media Supera Comunicação tira tiras TV Unitau vaga Vagas video vt Waigner: o designer web
WP Cumulus Flash tag cloud by Roy Tanck and Luke Morton requires Flash Player 9 or better.


Josué Brazil
É bom ver o CCVP de volta a ativa!!!Michelli
cadê?André Leone
Gostaria muito de um desafio. Como não atuo ainda 24hs do meu dia trabalhando, acaba sobrando um tempinho para freelances. Grato pela atençãomarushio
A Globo pelo jeito gostou da ação criada pela Molotov. http://globoesporte.globo.com/lutas/noticia/2012/01/ring-girls-brasileiras-chamam-atencao-eMarcosTeles
Caros, Gostei muito do logo. simples e direto


junho 12th, 2008 as 3:13 pm
Muito bom mesmo, legal você compartilhar com a gente suas impressões. Isso é algo bem a cara da rede, e acho que é sua principal função: compartilhar conhecimento.
A rede pode ter o pior e o melhor de nós apenas a um clique de distância um do outro, mas bem observada ela pode ser a melhor coisa que já se inventou em termos de comportamento social.
A questão da rede ter conectadas pessoas e não computadores é algo que vem escutando de diversos estudiosos, como por exemplo http://www.stevenberlinjohnson.com/ , vi sua entrevista no roda vida e realmente existe vida inteligente do lado de lá do México (desculpe, crio um incidente internacional mas não perco a piada). Enfim, toda e qualquer discussão sobre a Rede é saudável (agora nome próprio, como se fosse a mãe de todas as redes, assustador e lindo ao mesmo tempo).
Quando é que vamos ter esse tipo de evento no vale? Será que não seria o caso de nós mesmos nos movimentar para isso? Só tô cutucando pra ver no que dá. A galera new generation que vem por ai tem o sangue novo e talvez a vontade de acontecer que não está mais nas mãos dos veteranos (será que podemos nos considerar veteranos?).
Já sai do assunto faz tempo, enfim, só enrolei pra dizer que o CCVP pode estar fervilhando as bases pra movimentar a galera criativa do vale em busca de “novos conceitos”, como diriam alguns.
Parabéns CCVP e cia.