Artigos do mês de julho, 2007

Dica de internet - *por um redator

terça-feira, julho 31st, 2007

Porque utilizar tabelas para layout é estupidez:Porque utilizar tabelas para layout é estupidez:

Sei que muitos já devem conhecer, mas como não sou um dos mais esclarecidos sobre internet, achei interessante a forma de transmitir a mensagem. É um site que mostra as vantagens do CSS e o novo padrão de linguagem para internet.

Para muitos webdesigners, posso estar chuvendo no molhado, mas é uma ótima forma de explicar ou ensinar um pouco mais do seu trabalho para um cliente.

http://www.plasmadesign.com.br/stupidtables/index.html

“Não existe cliente mal cantado, existe cliente mal comido”
- Adriana Cury.

Vamos lá, essa é mais uma dica pra comer bem comido…rs.

Cooperativa de freelas.

quinta-feira, julho 19th, 2007

Talvez idealismo, talvez solução. Pode parecer falta de grana e trabalho. Mas não. Acredito piamente neste formato e tenho comigo que isso só não vai para frente por pura falta de empenho.

 

Vejo um monte de colegas fazendo materiais diversos, muitas vezes migrando para áreas que não dominam, sem falar na máxima empreendedora que assola nosso país: sim, eu faço tudo. Porque na frente do cliente se diz isso e depois corre atrás de quem faça determinado trabalho.

 

Na questão de valores então vivemos um caos de dar inveja a qualquer torre de controle aéreo. Sites variam de 90 reais a 30 mil reais. Cartões de visita vão desde “brinde” a 700 mangos. E não vou citar mais disparates orçamentários senão este texto vai ficar enorme.

 

E ainda tem outros problemas graves: softwares piratas, sonegação de impostos – muito embora o governo pareça incentivar tal postura, tamanha são as taxas –, arquivos “fechados” erradamente, clientes mal atendidos, um enorme contingente de recém-formados sem rumo e sem trabalho e, por fim, um mercado muitíssimo mal trabalhado e inteiramente aviltado.

 

Dêem suas opiniões, vamos discutir esse assunto.

O cliente tem sempre a culpa

quarta-feira, julho 11th, 2007

Como publicitário, acho que me encaixo no quadro dos criativos idealista. Sou daqueles que pira e vai até outro planeta buscar a melhor idéia para o cliente. Muitas vezes tive idéias reprovadas, algumas por serem realmente alienígenas, mas outras por puro gosto e capricho do cliente. Isso me revolta, e em várias revoluções de mesas de bar já planejei diversos atentados terroristas contra os clientes que querem ser publicitários por um dia, ou por uma campanha inteira. Mas será que os atentados fariam efeito? Acredito que não, pois o problema está além do cliente, mas não é nada de outro mundo, Freud explicaria. Quando vamos a um médico ele não puxa uma maleta de trás de sua mesa e coloca-a a nossa disposição para escolhermos qual remédio queremos. Imagine o diálogo:

- Eu tenho para você comprimidos amarelos, azuis e rosas. Qual você prefere tomar?
- Putz doutor, não gosto de amarelo…
- Então fique com o rosa, eles são pequenos e fáceis de engolir.
- Pô rosinha doutor?
- Ok. Você toma remédios no trabalho, em restaurantes, realmente comprimidos rosa seriam uma afronta a sua posição na sociedade. Fique com o azul mesmo, eles combinam com a sua gravata e afinal azul é cor de homem mesmo.

Para não dizer que essa fórmula de comparação com médico já é manjada e não tem nada a ver, pensei em outra. Imagine um momento um pouco menos racional, o casamento. O padre chega para os noivos e diz:
- Declaro-os marido e mulher. Pode beijar a noiva. Mas temos também a opção de bater no sogro, ou ainda, se preferir, pode beijar a irmã da noiva, que por sinal é muito bonita.

Essas atitudes podem estragar o relacionamento de qualquer um. Gritamos para todo mundo escutar que somos profissionais de comunicação, e por isso somos nós, e não o cliente, quem entende de comunicação. Porém, posso parecer radical, mas não acho uma atitude profissional deixar uma campanha depender do gosto, do capricho e até mesmo do humor do cliente, com uma opção para cada temperamento, que varia de acordo com o dia. Parece um absurdo, mas muitos atendimentos e criativos acabam fazendo isso. Levam cinco opções para o cliente, sendo que sempre ele preferirá aquilo que já está em sua mente, o comum a ele. Até que um dia uma nova agência o surpreenda e abra seus horizontes e ele nos chute para outro planeta. Aí além de publicitários alienados, nos transformaremos também em pobrecitários.

Luiz Henrique Nascimento

Distante

sexta-feira, julho 6th, 2007

“Nossa Luiz, você está tão distante”, ela me disse isso olhando nos meus olhos.

Minha esposa me disse isso e depois ficamos um tempo em silêncio. Foi um golpe fatal. Não havia como me desculpar ou argumentar. Ela havia acabado de me acertar com mais uma verdade pontiaguda. Mudamos de assunto, fechamos a conta do bar e fomos para casa. Mas aquilo não me saiu da cabeça, realmente o conceito que eu havia criado para a campanha estava muito distante. Muitos que vissem a propaganda, não entenderiam. Eu entendia porque estava vivendo aquilo 24 horas por dia. Eu respirava o briefing dia e noite. Eu havia me esquecido que o significado das palavras não estão exatamente trancados dentro delas. Meu título poderia soar bem para mim, mas mal para outros, e provavelmente não seria entendido por muitos. Esqueci que o significado vive dentro da cabeça de cada leitor, de acordo com a sua cultura. Ele é como um vírus, que contagia as pessoas, mas só é capaz de sobreviver dentro delas. Não existe significado solto no ar, não por muito tempo. Talvez, como um fã incondicional de literatura, eu estive um pouco longe da vida real, longe do cotidiano imediatista, longe da minha época. Era preciso retornar, pousar novamente na Terra, mais precisamente no Brasil, no interior do estado de São Paulo, no ano de 2007. Realmente, para falar com o consumidor daqui, não era possível ir muito longe. Eu acabava de cair na real e descobrir mais um óbvio ululante: quando se quer falar com alguém, falar na mesma língua ajuda muito.

Em casa, no momento vago, curtindo meu ócio, resolvi assistir tevê. Vi um comercial que mostrava um espantalho dirigindo um carro em vastos campos, percorrendo um bom pedaço de estrada. Até que, finalmente, ele chega à beira mar. Lá ele abre os braços como de costume e curte o vento no rosto. Isso me chamou muito a atenção. O que será que esse espantalho quer? Será que ele roubou o carro do fazendeiro? Entrando no carro novamente o espantalho volta pela estrada, até o meio de uma plantação. Lá, esperando por ele está um jovem cabeludo e de roupas modernas em seu lugar. O jovem está de braços abertos, fazendo o trabalho do espantalho, que desce do carro e volta para o seu lugar. Mas antes disso, ele entrega as chaves do carro e agradece o cabeludo, e os dois se abraçam como velhos amigos, ao fundo uma música de emocionar, daquelas forte. No final, aparece a assinatura do comercial com a marca do carro e a frase: “Grande por dentro”. Puta que pariu, genial. Nunca pensei em me emocionar com a vida de um espantalho. Jamais. Esse era um comercial argentino, estava passando num programa sobre o Festival de Cannes. Putz, Argentina, nossos hermanos, aqui do lado. Além do meu queixo caído num misto de inveja e admiração, é lógico que eu entendi que o comercial falava sobre o espaço interno do carro. Pô, quem não entenderia?… Talvez o brasileiro. Não sei. O consumidor pode até entender, mas o que eu sei é que o anunciante não entende. Esse eu sei que não entende, pelo menos, mais precisamente no interior do estado de São Paulo, no ano de 2007.

- Luiz Henrique Nascimento

Não sei sim.

segunda-feira, julho 2nd, 2007

Aqui somos, na maioria, profissionais de comunicação. Ainda sem interessar de qual área sejamos, ou uma empresa é, o negócio é vender. Vendem-se projetos, construções, serviços, produtos. Vende-se beleza, saúde. Vendem-se dinheiro, sonhos, desejos, necessidades. Vende-se passado, presente, futuro. Enfim, tudo é ou será vendido – é fato! É assim que se produz dinheiro.

 

Voltando aquela conversa que somos profissionais de comunicação, aqueles que vão “dizer” como, quando, onde e para quem será vendido, me pergunto: nós sabemos mesmo vender?

 

Vender me parece ser muito mais que layouts, designs, títulos, mídia etc. Não fazemos cursos que não seja da “área”, nossas faculdades são superficiais, nossos MBAs em nada acrescentam – exceção feita ao de marketing.

 

Às vezes penso que nos falta aprimoramento. Não, não estou falando de Miami Ad School, nem de especializações em outros paises. Falo de cursos rápidos, cursos básicos como os de retórica, de falar em público, de PNL e, claro, de vendas.

 

É isso.

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