Conversando com um grupo de empresários e diretores de empresas (apesar da caracterização do grupo ser masculina, a maioria eram mulheres, principalmente no alto escalão), o assunto chegou na tal da propaganda. Numa roda onde boa parte dos presentes havia feito especializações, pós e mbas em marketing, senti certo descaso com aquele bracinho mais emotivo e brincalhão desse tão falado leque – a publicidade e propaganda.
Foi dito e falado muito a respeito. Citaram cases de sucesso, de ações de determinadas empresas para melhorar imagem e ganhar mercado, entre outros. E como sempre, alguns expuseram sua propaganda favorita, outros foram além e até mencionaram nomes famosos da publicidade mundial. Mas o que ficou é: quem trabalha em agência são uns pobres coitados – e acredito que só usaram a palavra “coitado” para dividir a atenção com sua antecessora: “pobre”, uma vez que disseram que qualquer assistente de marketing iniciante, ganha mais que um profissional de agência com 10 anos de experiência, salvo algumas pouquíssimas exceções. Durante este assunto proferiram, em tom de brincadeira, comentários como – segue a lista:
- “Também, para fazer isso basta ter um micro com uma versão de corel pirata.”
- “Sem falar quem nem precisa fazer faculdade.”
- “E tem outra, isso é tudo achismo, quem pesquisa mercado e analisa a verdadeira necessidade são os profissionais de marketing.”
- “É, mas pensa esses bichos-grilos, cheios de tatuagem e fumando maconha trabalhando dentro de uma multinacional.”
- “Sem falar que esses caras detestam acordar cedo, a agência só abre as 9 da manhã. Nove?! Eu já estou na segunda reunião do dia.”
E seguiram tantas outras, sempre com esse tom de humor, até que citaram personagens famosos e muito bem sucedidos da propaganda como Washington Olivetto, Nizam Guanaes e, mais recentemente, o Justus.
Enfim, essa postagem é em quase um desabafo. Precisava contar isso para alguém, até porque sai desse bate-papo (para mim, apanha-papo), sem saber direito que postura tomar, sem saber se ficava feliz por viver num universo diferente dessas cabeças fechadas ou se ficava triste de saber que as cabeças fechada eram, em sua grande maioria, bem sucedida profissionalmente, em particular financeiramente.