Em tempos de crise no governo, na segurança e na atmosfera, a crise criativa passa literalmente em branco. Até a novela das 8h faz sensacionalismo com fatos reais e atuais. Nos telejornais mal se fala de outra coisa. (Como se bala perdida fosse coisa recente). Desde que o mundo é mundo coisas entram em colapso. É a lei da renovação. Nada se cria, tudo se transforma, já dizia Lavoisier. Mas calma, não estou escrevendo isso numa tentativa de que você se conforme com o caos mundial, e aceite que a violência faz parte da vida. Mas eu me preocupo com o que a televisão tem feito nos últimos meses à respeito. Eu vejo pessoas comentarem, no ponto de ônibus, na fila do banco, na banca de jornal. É o assunto das capas de revista. E onde a crise criativa terá espaço num cenário caótico desses? Aqui no Blog do CCVP!
Vou pegar o bonde que passou recentemente postado pelo Hal, e vou falar um pouquinho sobre esse bicho de 7 cabeças que tira o nosso sono de tempos em tempos. A crise criativa.
Alguns fatores que contribuem para o bloqueio criativo:
- Hábito e rotina
- Medo de cometer erros
- Crenças
- Medo das consequências
- Soluções antecipadas
- Verdades absolutas
- Princípios
- Medo de mudanças
- Auto-crítica
- Stress
- Pensamento racional
- Medo de parecer infantil
- Incapacidade de brincar/jogar
- Falta de tempo
- Ego
“Durante o processo criativo, frequentemente distinguem-se os seguintes
estágios:
1 - Percepção do problema. É o primeiro passo no processo criativo e envolve o “sentir” do problema ou desafio.
2 - Teorização do problema. Depois da observação do problema, o próximo passo é convertê-lo em um modelo teórico ou mental.
3 - Considerar/ver a solução. Este passo caracteriza-se geralmente pelo súbito insight da solução; é o impacto do tipo “eureka!”. Muitos destes momentos surgem após o estudo exaustivo do problema.
4 - Produzir a solução. A última fase é converter a idéia mental em idéia prática. É considerada a parte mais difícil, no estilo “1% de inspiração e 99% de transpiração”.
*fonte: wikipedia
Como é descrito na etapa 3, o insight surge muitas vezes após um exaustivo estudo sobre o problema. O que acontece quando entramos em crise é que quanto mais estudamos, mais nos sentimos “travados”, sem idéias, talvez um ou outro fragmento de idéia dispersas, mas nunca chegando a formar uma solução completa.
Entre a etapa 2 e a etapa 3, tem um mundo a ser descobreto, estudado e treinado. Esse modelo teórico ou mental que nem sempre é bem desenvolvido. Não temos o costume de treinar a pensar criativo. Pensar “fora da caixa” como dizem. E aí entra o pensamento lateral.
O pensamento lateral (lateral thinking, ou lateral tought) é um termo criado por Edward de Bono e trata-se de uma diferente linha de raciocínio baseada na mudança de conceitos e percepção. O pensamento lateral sugere que você foque na solução e não no problema. Há uma série de exercícios para estimular o pensamento lateral. Aqui vão dois deles:
1 - Eu tenho uma garrafa de vidro e dentro dela há apenas uma moeda. A garrafa está totalmente fechada com uma rolha. Como tirar a moeda de dentro da garrafa, sem danificar a rolha, nem quebrar a garrafa?
2 - Um homem entra em um bar e pede um drink. O barman saca uma arma e aponta pra ele. O homem diz “obrigado” e vai embora. O que aconteceu?
Comentem!
[continua]