Artigos do mês de março, 2007

Juro que sou mais que isso.

quinta-feira, março 29th, 2007

Conheci uma consultora de Marketing que veio ao Vale prestar serviços para uma grande multinacional. Embora não tenha conhecido sua imagem, já que tudo foi virtualmente, ela me passou uma imagem – essa real, ao menos para ela – do que viu aqui, especialmente em São José dos Campos.

A análise foi quase a de uma matriz PFOA, mas vamos as suas observações – as dela, é claro:

Disse que a cidade é extremamente limpa, visto que ela se atentou a isso logo no primeiro dia e, observadora, viu cestos de lixo, com saquinho plástico amarelo dentro, por todos os lugares. A ela pareceu uma cidade tranqüila, com boa qualidade de vida, entre outros bons atributos. Disse que o “povo” daqui dirige muito mal, não sinalizam, uns correm demais, outro quase param e que cada um dirige para si. Mas o que a deixou impressionada foi a forma de vestir das pessoas que trabalham: (abre aspas) Aqui todos usam calça jeans e camiseta, o que difere o chefe do subordinado é a marca da calça. (fecha aspas). E bateu nesta tecla por um bom tempo, dizendo ser difícil encontrar pessoas com roupa social, principalmente pequenos prestadores de serviço. Chegou a comentar com um tom quase metido e cosmopolita que em São Paulo, até nos cafés da cidade, os atendentes usam roupa social para trabalhar.

Enfim, o foco deste texto não é ela, mas sim a imagem que vendemos, posso estar completamente errado em meu pensamento, ou até mesmo influenciado por uma situação, mas me questiono se será esse também outro fator, ainda que muito pequeno, de contas grandes de comunicação, de empresas grandes aqui instaladas, estarem nas mãos de profissionais da Capital? Será que sabemos nos vender ou ao menos passar a credibilidade necessária?

É para se pensar.

2007 Flash Goddess Award

quarta-feira, março 21st, 2007

Desculpem rapazes, essa é só para as mulheres:

Trata-se do primeiro prêmio projetado para reconhecer, promover e premiar os, ainda não descobertos, talentos femininos na indústria do Flash.
Após muito de discutir sobre um fato já bem conhecido - a ausência de mulheres nos eventos, conferências e comunidades flash, Ann-Marie Cheung criou o site Flashgodess.compara destacar o talento feminino no cenário do programa. Agora ela recebeu apoio para criar esse prêmio.

O prazo para as inscrições vai até 28 de março! Por isso, corra!

Saiba mais aqui

Diretamente do Flashmagazine

Consultório de Advocacia

segunda-feira, março 12th, 2007

Final de tarde na segunda-feira, ambiente sério, prevalece cores escuras e o telefone toca:

- Escritório, boa tarde.

Manhã de terça-feira, ambiente limpo, tudo branco e o telefone toca:

- Consultório, bom dia.

Resumindo, para esse texto não ficar mais chato que a vida dessas pessoas que são obrigadas a atender ao telefone com frases tão genéricas, cadê a comunicação bem feita, o nome da empresa dita, o nome do(a) atendente? Por que será que escritórios de advocacia e contabilidade e consultórios médicos e odontológicos não valorizam isso? Por que não treinam seu pessoal de tele-atendimento? Por que não pronunciam o nome do lugar onde trabalham?

Cheguei até aqui para questionar também por que esse pessoal não investe em comunicação como um todo, salvo uma minúscula exceção. Será porque não têm noção dessa necessidade, será porque simplesmente não precisam - como muito infelizes gostam de dizer -, ou será nossa falha, que não damos a devida importância a este segmento de mercado?

Penso ser um bom tanto disso tudo. Antes uma observação: vivemos um estigma que médicos, dentistas e advogados são todos ricos e que contador tem “manhas” de burlar impostos e também ficarem ricos. Balela pura! O mercado está cheio destes profissionais ganhando miséria e muitos sem ganhar nada!

Em suma: o mercado chega para todos, o mínimo que se pode fazer para se manter respirando e sair do banco dos réus dos juros, multas, etc. é acompanhar a evolução, é investir em treinamento, em comunicação, em reestruturação. E por favor, nada de doses homeopáticas e muito menos se pautar em laudas e laudas de blábláblá.

Meninas da Criação

sexta-feira, março 9th, 2007

Era pra eu ter postado ontem, mas ficaria com cara de post especial do dia das mulheres. Como eu não suporto essa data comercial, machista e hipócrita, esperei pra postar hoje.

Há algum tempo que venho observando a relação meninos - meninas na criação. Sempre achei estranho que a maioria dos designers que conheço são do sexo masculino. Atualmente na produtora onde trabalho sou a única mulher. Tá certo que o departamento de criação é pequeno, somos apenas em 3. Mas eles já são maioria.
Trabalhei em outra produtora daqui do Vale onde a proporção era exatamente a mesma. E em uma agência de publicidade onde dentre os 4 criativos, eu também era a única mulher.

Lá no Sul a coisa era um pouco diferente. Na maior agência da região, éramos em 7 designers, sendo 4 mulheres e 3 homens. Ponto pra nós mulheres. Anteriormente em outra produtora, os números eram 2 mulheres e 1 homem. E pelo que andei observando, quanto mais pro Sul, maior o número de mulheres na criação.

Claro que isso não é um tipo de regra, nem mesmo uma estatística, mas acho curioso esse fato geográfico parecer influenciar nesses números. Há quem diga ainda que enquanto no Sul as mulheres estão mais na criação e os homens no atendimento, no Sudeste acontece o contrário: As mulheres no atendimento e os homens na criação.

E o que você acha? Aqui no Vale os homens predominam a criação mesmo? E as mulheres, estão no atendimento, ou isso tudo é pura lenda? Se sim, qual seria a causa disso?

Destaque do Vale

quarta-feira, março 7th, 2007

Galera, a partir de hoje fiquem de olho no blog Xiscando
Nosso amigo Bruno Cullen, que a algum tempo já colabora no blog com o Briefing & Job Contests, concurso de briefings comandado por ele, passou a fazer parte da equipe do Xiscando, e além dos contests vai passar a postar sobre o fantástico mundo da publicidade. Não deixem então de visitar: www.xiscando.com
Até a próxima!

Interior x Capital

sexta-feira, março 2nd, 2007

Esse é o tema de um debate aberto no Clube de Criação do Paraná. Qualquer semelhança é mera coincidência ;)

“Por que as agências do interior do Paraná ainda não alcançaram o mesmo destaque nas premiações que as agências de outros mercados como Curitiba? Quais são as grandes diferenças entre os trabalhos? O que fazer para que os novos profissionais de criação aprimorem a formação e o desempenho? Como qualificar os fornecedores de produção para oferecer um serviço de maior qualidade? Qual é a responsabilidade dos clientes na obtenção de um produto mais criativo? Quais são os nomes mais importantes da criação paranaense fora da capital do Estado? Como responder a essas questões sem ficar no velho chororô pela falta de verba? Eis as perguntas. Seja bem-vindo a mais um debate no site do CCPR. E que venham as respostas.”

Leia o debate completo aqui

Deu Branco e Agora?

sexta-feira, março 2nd, 2007

Em tempos de crise no governo, na segurança e na atmosfera, a crise criativa passa literalmente em branco. Até a novela das 8h faz sensacionalismo com fatos reais e atuais. Nos telejornais mal se fala de outra coisa. (Como se bala perdida fosse coisa recente). Desde que o mundo é mundo coisas entram em colapso. É a lei da renovação. Nada se cria, tudo se transforma, já dizia Lavoisier. Mas calma, não estou escrevendo isso numa tentativa de que você se conforme com o caos mundial, e aceite que a violência faz parte da vida. Mas eu me preocupo com o que a televisão tem feito nos últimos meses à respeito. Eu vejo pessoas comentarem, no ponto de ônibus, na fila do banco, na banca de jornal. É o assunto das capas de revista. E onde a crise criativa terá espaço num cenário caótico desses? Aqui no Blog do CCVP! :) Vou pegar o bonde que passou recentemente postado pelo Hal, e vou falar um pouquinho sobre esse bicho de 7 cabeças que tira o nosso sono de tempos em tempos. A crise criativa.

Alguns fatores que contribuem para o bloqueio criativo:

- Hábito e rotina
- Medo de cometer erros
- Crenças
- Medo das consequências
- Soluções antecipadas
- Verdades absolutas
- Princípios
- Medo de mudanças
- Auto-crítica
- Stress
- Pensamento racional
- Medo de parecer infantil
- Incapacidade de brincar/jogar
- Falta de tempo
- Ego

“Durante o processo criativo, frequentemente distinguem-se os seguintes
estágios:
1 - Percepção do problema. É o primeiro passo no processo criativo e envolve o “sentir” do problema ou desafio.
2 - Teorização do problema. Depois da observação do problema, o próximo passo é convertê-lo em um modelo teórico ou mental.
3 - Considerar/ver a solução. Este passo caracteriza-se geralmente pelo súbito insight da solução; é o impacto do tipo “eureka!”. Muitos destes momentos surgem após o estudo exaustivo do problema.
4 - Produzir a solução. A última fase é converter a idéia mental em idéia prática. É considerada a parte mais difícil, no estilo “1% de inspiração e 99% de transpiração”.

*fonte: wikipedia

Como é descrito na etapa 3, o insight surge muitas vezes após um exaustivo estudo sobre o problema. O que acontece quando entramos em crise é que quanto mais estudamos, mais nos sentimos “travados”, sem idéias, talvez um ou outro fragmento de idéia dispersas, mas nunca chegando a formar uma solução completa.

Entre a etapa 2 e a etapa 3, tem um mundo a ser descobreto, estudado e treinado. Esse modelo teórico ou mental que nem sempre é bem desenvolvido. Não temos o costume de treinar a pensar criativo. Pensar “fora da caixa” como dizem. E aí entra o pensamento lateral.

O pensamento lateral (lateral thinking, ou lateral tought) é um termo criado por Edward de Bono e trata-se de uma diferente linha de raciocínio baseada na mudança de conceitos e percepção. O pensamento lateral sugere que você foque na solução e não no problema. Há uma série de exercícios para estimular o pensamento lateral. Aqui vão dois deles:

1 - Eu tenho uma garrafa de vidro e dentro dela há apenas uma moeda. A garrafa está totalmente fechada com uma rolha. Como tirar a moeda de dentro da garrafa, sem danificar a rolha, nem quebrar a garrafa?

2 - Um homem entra em um bar e pede um drink. O barman saca uma arma e aponta pra ele. O homem diz “obrigado” e vai embora. O que aconteceu?

Comentem!

[continua]

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